Diante das tábuas que ergueram meu berço, há uma tenda de lona, uma mesa, comida e convidados.
Diante de meus olhos saúda-me minha mãe, livra-me do peso da bagagem, coloca-me sentado entre os poetas.
Na cabeceira, eu encontro a taverneira, que brinda-me com farta cerveja. Em sua destra, eu vejo minha pequena mestra, que presenteia-me com chocalhos. Do lado da umbra, eu vejo a anciã, que parece satisfeita com minha provação.
Na copa, preparando os pratos, eu vejo minha sombra, alegre enfim por encontrar seu espaço e função.
Minhas anotações são tiradas de minha mão, por Aquela quem eu venho delirando por tempos sem fim, declamando meus pobres prolegômenos.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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