Eu denuncio tal academicismo, que em nada ajuda com suas fórmulas rebuscadas e palavras extravagantes. A letra é morta e a tábua da lei é fria. No salão deste banquete faltarão vianda e público.
Parte o cristal, some a sombra, perco a singularidade e mergulho na realidade divina: beleza em todas as suas formas e cores, da pele que acaricia como o pêssego à força do ébano curtido.
Eis-me no tecido da Suavidade que desconhece amarras, eterna descoberta, a alfaia que veste o véu celeste.
Eis-me no vaso do Palato; concha, prato e caldeirão. O arco celeste se ergue de um firme solo. Fonte e sorvedouro.
Eis-me na pronuncia da Poesia, a vibração que dispensa verbo e rima. O ritmo que soa em si sem tambor.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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