Cai a tapeçaria, eu estou em um anfiteatro, onde sou ator e espectador de meu espetáculo. O melhor papel é feito no roteiro, com improviso e interatividade.
O náufrago tem sua ilha, mas não tem a tensão do palco; o indivíduo perde sua face na multidão, mas não tem a esperança do figurante.
Por melhor artista que eu seja, por melhor que sejam as ferramentas, toda expressão da arte é mero monólogo. O que posso fazer isolado, para celebrar a Lei?
O que vejo são os braços fixos do horizonte, abertos, convidando para a comunhão, mas que não abraçam. O que ouço são os ecos vazios das doutrinas, comoventes, chamando para a confraternização, mas que não aproximam.
A sombra toma forma e vida. O que vejo é minha figura, toda paramentada de vestes e símbolos sacerdotais.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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