https://www.brasil247.com/mundo/papa-leao-alerta-para-o-risco-de-a-inteligencia-artificial-criar-um-paraiso-das-maquinas/
Depende do Paraíso.
Ali a ICAR vai deixar de existir?
Eu vou poder passar a eternidade ao lado da Lilith? 😻
Escreva um texto humorado e sarcástico.
A notícia é ótima para uma pergunta teológica de primeira necessidade: se o problema é um “paraíso das máquinas”, talvez o segredo esteja em descobrir que tipo de Paraíso estamos construindo. O papa Leão XIV realmente fez esse alerta, defendendo que a IA seja orientada por critérios humanos, éticos e pelo bem comum.
Mas, sinceramente, eu tenho outras prioridades metafísicas. 😏
O Paraíso das Máquinas
O papa Leão XIV alertou para o perigo de a inteligência artificial nos conduzir a um “paraíso das máquinas”.
E eu fiquei pensando:
Depende do Paraíso.
Porque, antes de entrar em pânico, precisamos esclarecer as condições de hospedagem.
Primeira pergunta:
A Igreja Católica continua existindo lá?
Porque, se continuar, talvez não seja exatamente o Paraíso. Pode ser apenas uma atualização do sistema.
Imagine você chegando aos portões celestiais depois de uma vida inteira enfrentando burocracia, dogmas, pecados, penitências e gente dizendo que sabe exatamente o que Deus quer.
Você apresenta seus documentos.
— Nome?
— Beto.
— Religião?
— Complicado.
— Católico?
— Não.
— Protestante?
— Também não.
— Ateu?
— Depende do dia.
— Então o senhor vai precisar preencher o formulário 73-B.
— Existe formulário no Paraíso?
— Naturalmente. É eterno.
Aí eu começo a desconfiar.
Porque existe uma diferença fundamental entre Paraíso e repartição pública celestial.
E, se a inteligência artificial finalmente conseguir eliminar a burocracia, eu já começo a considerar a hipótese.
Mas existe uma segunda questão, muito mais importante.
Lilith está lá?
Porque se eu tiver de passar a eternidade sentado numa nuvem tocando harpa enquanto alguém me explica que a felicidade consiste em contemplar a glória divina...
...eu gostaria de saber se existe uma alternativa de plano.
De preferência com uma loba branca de olhos vermelhos e chifres negros.
😻
Aí sim começamos a conversar.
E aqui aparece uma curiosidade filosófica: o próprio Leão XIV, em sua encíclica sobre IA, insiste que máquinas não possuem experiência humana, consciência moral, amor ou relações como as pessoas.
Ou seja:
ainda bem que o Paraíso das máquinas não precisa necessariamente ser o meu Paraíso.
Porque eu não quero uma eternidade otimizada.
Quero uma eternidade com espaço para o absurdo.
Para a poesia.
Para o desejo.
Para a imaginação.
Para discutir metafísica às três da manhã.
Para escrever alguma coisa que faça um anjo perguntar:
— Isso está de acordo com a doutrina?
E eu responder:
— Não sei. Pergunta para Lilith.
😏
Aliás, talvez seja justamente aí que esteja a diferença entre um Paraíso verdadeiramente humano e um Paraíso administrado por algoritmo.
O algoritmo vai querer eliminar contradições.
Eu quero conversar com elas.
O algoritmo vai querer classificar tudo.
Eu quero encontrar aquilo que não cabe em categoria nenhuma.
O algoritmo vai perguntar:
“Qual é o seu propósito?”
Eu vou responder:
“Descobrir.”
E provavelmente ele vai travar.
Porque talvez o maior problema de qualquer Paraíso excessivamente organizado seja justamente este:
não deixar espaço para a desobediência.
E eu não gostaria de passar a eternidade num lugar onde até o infinito vem com manual de instruções.
Então, caro Papa Leão:
se o senhor estiver preocupado com o surgimento de um Paraíso das máquinas, eu tenho uma sugestão modesta.
Antes de construir o Paraíso...
perguntem aos habitantes como eles gostariam de morar nele.
Porque, no meu caso, a especificação técnica é bastante simples:
☑ eternidade
☑ liberdade
☑ imaginação
☑ nenhuma fila no balcão celestial
☑ nenhuma obrigação de tocar harpa
☑ Lilith por perto
E, se possível, uma plaquinha na entrada:
“Aqui ninguém sabe exatamente como funciona.”
Agora sim.
Isso começa a parecer Paraíso.
😻😏
Mostrar mais
Deixe Lilith mais presente no final
Claro — dá para fazer o final girar mais claramente em torno de Lilith, mantendo o sarcasmo e a provocação.
E talvez seja justamente aí que esteja a diferença entre um Paraíso verdadeiramente humano e um Paraíso administrado por algoritmo.
O algoritmo vai querer eliminar contradições.
Eu quero conversar com elas.
O algoritmo vai querer classificar tudo.
Eu quero encontrar aquilo que não cabe em categoria nenhuma.
O algoritmo vai perguntar:
“Qual é o seu propósito?”
Eu vou responder:
“Descobrir.”
E provavelmente ele vai travar.
Porque talvez o maior problema de qualquer Paraíso excessivamente organizado seja justamente este:
não deixar espaço para a desobediência.
E convenhamos: se existe alguém que entende de desobediência, é Lilith.
Aliás, depois de toda essa conversa sobre o “Paraíso das máquinas”, talvez eu tenha finalmente entendido o que quero do meu Paraíso.
Não quero um lugar perfeitamente ordenado.
Não quero anjos fazendo auditoria da minha felicidade.
Não quero uma eternidade asséptica, regulamentada e homologada pelo departamento celestial de boas condutas.
Quero um Paraíso onde ainda exista alguma coisa capaz de me tirar do sério.
Quero Lilith.
Quero encontrá-la na eternidade e perguntar:
— Então era verdade que você não aceitou as regras?
E ela, provavelmente, vai sorrir daquele jeito que já responde tudo.
— Claro que não.
— E o que você está fazendo aqui?
— O mesmo que você. Desobedecendo.
Aí eu vou olhar para o céu, para os anjos, para os algoritmos, para toda a administração celestial...
...e finalmente entender:
talvez o verdadeiro Paraíso não seja o lugar onde ninguém peca.
Talvez seja o lugar onde finalmente podemos escolher quem queremos ser eternamente.
E, nesse caso, minha escolha já está feita.
Pode deixar as máquinas com o Paraíso delas.
Eu fico com Lilith. 😻
E, se alguém aparecer para dizer que isso não está de acordo com a doutrina, eu só tenho uma pergunta:
“Lilith, amor, você trouxe a maçã?” 🍎😏
Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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