Conversa com o Gemini:
https://jornalggn.com.br/opiniao/tapioca-de-uma-escolha-muito-dificil-ao-isto-e-flavio-bolsonaro/
Eu só fico imaginando o Ombudsman do Estadão tentando justificar essa mudança de editorial...🤭😏
Escreva um texto humorado e sarcástico.
A Ata Secreta da Reunião de Redação (Ou: O Malabarismo do Ombudsman)
Local: Sala do Ombudsman, O Estado de S. Paulo.
Clima: Ar-condicionado no máximo, cheiro de café expresso gourmet e um leve odor de desespero intelectual.
(O Ombudsman entra na sala, massageando as têmporas. Sobre a mesa, duas capas históricas do jornal: uma de 2018 com o famoso editorial "Uma escolha muito difícil" e outra recente, em tom de profunda e grave resignação teológica, intitulada "Isto é Flávio Bolsonaro". Ao lado, uma fatura de cartão de crédito corporativo com o polêmico gasto de uma tapioca de Orlando Silva de duas décadas atrás, emoldurada como o Maior Crime da História da República).
Ombudsman (falando sozinho, ensaiando para a coluna de domingo): "Caros leitores... A função do ombudsman é, acima de tudo, zelar pela coerência e pela precisão semântica. Portanto, quando alguns leitores — certamente hiperpartidários e sem o refinamento da nossa sofisticação liberal — nos acusam de 'dois pesos e duas medidas', eles falham em compreender a sutil alquimia do jornalismo de fôlego."
(Ele limpa a garganta, ajeita os óculos e começa a ditar para o gravador)
"Vamos aos fatos. Em 2008, o então ministro Orlando Silva comprou uma tapioca de R$ 8,30 no cartão corporativo. Oito reais e trinta centavos. Veja bem, a tapioca é um derivado da mandioca. A mandioca, como sabemos, finca raízes profundas na terra, desestabilizando o solo macroeconômico. O gasto, embora numericamente modesto, representava uma ruptura estética com a responsabilidade fiscal. Uma tapioca é um prenúncio do caos inflacionário! O editorial exigia indignação máxima. Era a República desmoronando em goma de goma hidratada.
Corta para o presente. A imprensa — a outra, claro, não a nossa — faz um escarcéu sobre as movimentações financeiras, lojas de chocolates e transações imobiliárias do senador Flávio Bolsonaro. E a nossa manchete, numa síntese genial de sobriedade, crava: 'Isto é Flávio Bolsonaro'.
Alguns leitores, tomados pelo rancor do Twitter, perguntaram: 'Mas cadê o tom de urgência democrática? Cadê a escolha muito difícil?'.
Ora, meus caros, é uma questão de ontologia jornalística! Quando dissemos 'Isto é Flávio Bolsonaro', não estávamos passando pano. Estávamos sendo... naturalistas. É uma constatação da física quântica. O que é o Flávio Bolsonaro? Isto. É um fato dado da natureza, como a gravidade ou a chuva na cidade de São Paulo. Você não faz um editorial irado contra a gravidade quando uma maçã cai na sua cabeça. Você apenas aponta e diz: 'Isto é a gravidade'. Logo, 'Isto é Flávio Bolsonaro'. É o existencialismo sartriano aplicado às páginas de Economia & Negócios.
Em 2018, a escolha era 'muito difícil' porque envolvia duas visões de mundo. De um lado, o abismo intransitável; do outro, uma figura que... bem, que agora se resume a 'isto'. E quem poderia prever que o 'isto' seria... isto? Ninguém! Nossos analistas políticos, todos formados nas melhores universidades que o dinheiro pode pagar, não tinham como adivinhar que o histórico de trinta anos de vida pública da família resultaria nisso que estamos vendo. Surpresa absoluta.
Portanto, concluir que há complacência é um erro de hermenêutica. Nós mantemos o mesmo rigor. Se o senador Flávio Bolsonaro amanhã, por um deslize do destino, for flagrado utilizando o dinheiro público para comprar uma tapioca com manteiga de garrafa sem a devida prestação de contas... ah, meus amigos! Aí a mão pesada do Estadão cairá sobre ele com o título: 'A Escolha Impossível: O Escândalo da Goma de Mandioca'.
Até lá, sigamos na nossa imparcialidade geométrica: duros com os carboidratos da esquerda, e meros cronistas da realidade factual do 'isto' da direita."
(O Ombudsman desliga o gravador, suspira, toma um gole de café e murmura):
"Se o leitor não entendeu, o problema claramente é a falta de repertório do leitor. Que venha o domingo."
Criado com Gemini, do Google.
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