sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

'Meu filho gay não representa nenhuma ameaça à humanidade'

Para que as coisas todas fiquem sempre muito claras, prezado Jefferson, devo dizer que meu filho mais novo é gay e que decidiu viver sua sexualidade abertamente.
Como pai tenho o dever incontornável de, enquanto eu estiver por aqui, defender os valores, a honra, a imagem e a vida do meu menino.
Eu, imoral? Meu filho, imoral e anticristão?
A cada 36 horas uma pessoa LGBTT é assassinada neste país, e uma das razões, a meu juízo, é a evidente legitimação social que a LGBTT-fobia de origem religiosa empresta aos atos de intolerância e de violência contra essas pessoas que são, apenas, diferentes.
Meu filho não ameaça nenhuma família ou a humanidade, como proclamou o nazistão do B16 recentemente. 
Aos 18, estuda muito, já trabalha, é honesto, é amoroso, é respeitado por seus companheiros de escola (preside o grêmio estudantil) e é gay, e não se esconde, e não se anula, não se nega como ser humano.
Meu filho é imoral, é anticristão, é um perigo?
Evidente que não, embora sua obtusa religiosidade o impeça de entender coisas assim tão simples.
No que me diz respeito, e por meu filho, vocês é que haverão de sentir-se incomodados, vocês é que sentirão vergonha do que pensam e dizem, vocês é que se esconderão.
Vocês é que são ameaça e perigo: sua LGBTT-fobia mata.
Comigo, LGBTT-fobia eu trato é a pontapés, ainda que metafóricos. 
Pelo menos por enquanto.
Fonte: Paulopes

Nota: Enquanto isso, no conforto de seus lares, neopagãos protestam contra este escritor por este continuar a lutar pela real liberdade, contra a ditadura dourinária e o fundamentalismo religioso.
Nota 2: Este texto foi um comentário de um leitor do Paulopes em vista da dissimulação, hipocrisia e desonestidade intelectual por parte dos católicos, leigos ou clérigos, que tentam negar ou desdizer uma doutrina explícita da Igreja a respeito da homossexualidade.

2 comentários:

Natália Soares disse...

Sr. Roberto, visto que o senhor não consegue separar a crítica profissional do lado pessoal, eu não responderei a mais nada neste blog. Agora é uma pena que uma crítica tão simples de ser entendida, foi interpretada tão erroneamente.

Mais uma vez, o senhor não me conhece. Não sabe se eu faço ou deixo de fazer qualquer coisa, nem ao menos sabe onde moro, então peço que não fale algo que o senhor não sabe. Assim o senhor assume uma postura mais profissional e sensata.

É notável que o senhor possui conhecimento, mas tbm necessita de uma pouco mais de compreensão e senso de separação entre cunho profissional e pessoal para agir progredindo com o seu trabalho.

Sem mais, deixo de escrever neste blog, visto que uma simples ajuda foi encarada como uma ofensa.

Att.
Natália Soares

roberto quintas disse...

Que curioso, a srta também não me conhece mas me julgou.
Eu nunca levo pro lado pessoal, apenas não conluio com ignorância, prepotência e arrogância. Foi a srta quem veio em minha casa me dizer o que e como fazer. Eu dei a resposta cabível e pelo seu tom a ofendida foi a srta. E como diz o velho deitado, os incomodados que se mudem.