quinta-feira, 30 de junho de 2011

Nota de repúdio - Myrian Rios

"Calando-te sempre, darás lugar à injustiça." (Publílio Siro)
"A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos." (Barão de Montesquieu)

"O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível." (Maya Angelou)

"( O Amor ) Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; (1 Coríntios 13:6)

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos" (Mateus 5:6)

Vários estudantes ( inclui-se ai heterossexuais e católicos ), resolveram escrever suas notas de repúdio a respeito do pronunciamento lamentável, beirando ( ou cometendo ) o crime da Deputada Estadual Myrian Rios ( PDT-RJ ).
Antes de tudo gostaria de esclarecer a confusa mente da Deputada Myrian Rios a respeito da Homossexualidade e da Pedofilia.
- Homossexualidade é a atração física e emocional por alguém do mesmo sexo;
- Pedofilia é a atração doentia por crianças ( tanto do sexo feminino quanto do sexo masculino ), classificado como parafilia ( doença de ordem psíquica-sexual );
Sobre a homossexualidade, gostaria de deixar claro que ela não é uma opção como a senhora afirmou várias vezes, a homossexualidade é estabelecida por fatores hereditários ( Freud, 1905 ), biológicos ( Dr. Milton Diamond, orientação sexual, Universidade de Mõnoa do Hawai ), Endócrinológicos ( Dr. Jacques Balthazar da Universidade de Liège, na Bélgica ), Neurobiológicos ( Dr. Ivanka Savic, Berglund e Per Lindström Dr. do Instituto Karolinska, da Suécia, Estocolmo ) e por lógica analítica quem iria escolher uma orientação sexual diferente da maioria sabendo do preconceito que a senhora mesmo expôs?
Ela não é uma doença, não é transmissível, não é perigosa para a sociedade ( Conferir declaração da APA de 1973 ).
Homossexualidade não se aprende, não se impõe e não se induz, a homossexualidade existe desde os primórdios da humanidade e se mantém segundo especialistas ( Relatório Kinsey ) em 10% da população.
Já a Pedofilia, é uma doença, uma parafilia e não uma orientação sexual como a senhora afirmou! Cometida em maioria por heterossexuais, homens casados com mulheres 73% dos casos de pedofilia cometidos por heterossexuais, associar pedofilia a homossexualidade é má fé e caracteriza crime de injúria.
Já a sua Homofobia expressa é uma doença aprendida, sintomatologicamente parecida com a homossexualidade ego-distônica que é quando um homossexual não se conforma com sua condição, o problema não esta no ser homossexual e sim nas implicações que isso traz para a vida do indivíduo por fatores formados no Superego do individuo quem vem da religião, da sociedade, da filosofia e tudo praticado por outrem. A homofobia é uma das principais causadoras da homossexualidade ego-distônica, do suicídio entre homossexuais, da desenvolvimento de psicopatologias no homossexual e estes problemas agradecem a colaboração da Deputada Myrian Rios.
Como Psicanalista eu posso lhe afirmar e meus colegas que irão comentar texto abaixo confirmam também é que se existe uma coisa que a criança aprende é comportamento, e homossexualidade não é comportamento, homossexualidade é o conjunto da percepção, emoção, espiritualidade, afetividade, atração física por alguém do mesmo sexo que não se manifesta necessariamente através de comportamentos, existem homossexuais afeminados, como existem os que não são, assim também como existem heterossexuais afeminados que não são homossexuais, fatores hormonais contribuem para uma modelação na estrutura psicomotora de um indivíduo que não implica na orientação sexual, o fator hormonal da homossexualidade só é atribuído dentro do útero materno. Rebato aqui o pronunciamento errôneo de que a travestilidade é uma orientação sexual, travestilidade é identidade de gênero, porém a senhora parece não compreender a diferença e mesmo assim ousa falar de sexualidade humana, também uso o meu conhecimento baseado no CID e no DSM responsáveis pelo catalogo de doenças de origem psíquica para afirmar que a Pedofilia é uma doença e não uma orientação sexual como afirmou em tom de certeza a senhora. Já a homofobia pode se manifestar como comportamento agressivo, verbal ou físico, no caso da senhora, verbal e a senhora tem proporcionado uma zona de conforto para a o da Homofobia dentro da sociedade brasileira, assim como a sua ignorância e informações passadas erroneamente as pessoas que lhe assistiam, assim encaro a senhora como uma pessoa perigosa para nossas crianças e nossos jovens indefesos , com base nos estudos comportamentais, afirmo que a homofobia é algo que se aprende, através do comportamento alheio, tendo maior impacto quando as informações homofóbicas vem por parte em uma sociedade aonde ainda e infelizmente as pessoas seguem uma escala de "importância" e a senhora como Deputada que se diz representante do povo tem um grau "superior" nessa infeliz escala criada pela sociedade que precisa ser desconstruída, visto isso, seu pronunciamento perante a o conhecimento da classe Psi. ( Psicanalistas, Psicólogos e Psiquiatras ) é condenável, deplorável, homofóbico, infundado, propõe a propagação do ódio a homossexuais e a desinformação sobre a sexualidade humana que já enfrenta os obstáculos do fundamentalismo religioso que quer se sobrepor a evolução científica, necessitando assim de correção pública, visto que já que se aprende a ser homofóbico, deve se mostrar as nossas crianças e adolescentes que não é certo ser homofóbico e como ferramenta temos a punição jurídica que será lhe aplicada ( ou não ) por difamação, calúnia e injúria, vejo que a ALERJ deve repudiar o seu pronunciamento e abrir um processo disciplinar contra a senhora para que nossas crianças e jovens vejam que quem pratica homofobia, pratica crime de ódio e é punido, independente de sua "escala" na sociedade. Aqui findo a minha opinião dando espaço para outros profissionais e estudantes que se mobilizaram em nota de repúdio ao seu pronunciamento.
Dentro do conjunto de manifestação, das mais plurais classes profissionais, que trabalham com o entender da formação do ser humano em todos os âmbitos (Psíquico, Espiritual e Físico ) solicito a resposta:
1 – Do Partido Democrático Trabalhista (PDT) a qual a Deputada Myrian Rios é filiada;
2- Solicito também resposta da Igreja Católica Romana, vista que a mesma é intitulada como "Deputada dos Católicos" e como cargo de Missionária que tem, sobre o pronunciamento explicitamente homofóbico, preconceituoso, desprovido de respeito e conhecimento a qual a Igreja Católica Romana tem procurado erradicar de seu meio pelos pronunciamentos e tratados ecumênicos que tem feito afim de acolher os homossexuais, assim como o reconhecimento da orientação sexual homossexual que o fez em outrora;
3 – Solicito resposta do Partido Verde a qual o Deputado Estadual Xandrinho faz parte e em tom de consentimento concordou com as declarações de teor preconceituoso da Deputada Myrian Rios.
4 – Solicito também avaliação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos,
5 – Também da Comissão da Ética da ALERJ para instauração de processo disciplinar contra a Deputada Myrian Rios por Injúria, Difamação e Homofobia para com os Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis.
6 – Solicito também que os Deputados que afirmaram seu compromisso outrora para com todos os fluminenses a fim de proteger a integridade moral dos residentes do Estado do Rio de Janeiro que se manifestem e abram pedido de processo disciplinar contra a Deputada Myrian Rios pelos motivos já citados. Lembrando que a ALERJ tem compromisso de cuidar e proteger todos os moradores do Estado do Rio de Janeiro, a qual é representada por uma diversidade de pensamentos que tem o direito de defendes seus pontos de vistas, sem discriminar ninguém, falar que homossexuais são perigosos para crianças e equipara-los a pedófilos é dissimular o ódio contra a população LGBT que já é discriminada pelo fundamentalismo social e religioso.
Atenciosamente, Felipe Resende, Psicanalista, especialista em Sexualidade Humana.
Fonte: Homofobia Basta

Cruzada religiosa combate direitos civis dos gays

O vereador Carlos Apolinário, ligado à Assembleia de Deus, apresentou proposta para criar em São Paulo, o dia do "orgulho hetero", levando o projeto para votação às vésperas da Parada Gay.
A Marcha para Jesus virou palco de repúdio à decisão judicial que garantiu a união estável homoafetiva, tendo como principal estandarte que "o verdadeiro Supremo é Deus".
A deputada Myriam Rios, hoje missionária católica, fez pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro propagando a expressão "orientação sexual pedófila". Dizia ter medo da proximidade de uma babá lésbica a filhas pequenas ou do assédio de um motorista travesti sobre seus meninos.
Porque a incorporação de direitos civis aos homossexuais está incomodando tanto assim aos ativistas da religião?
Não são eles os primeiros que deveriam se destacar pela defesa do amor, da solidariedade e do abrigo aos mais vulneráveis?
Onde estão as tradicionais preocupações com desigualdades sociais e manifestações de fraternidade?
Há quem diga que os grupos religiosos se sentiram intimidados com a proposta de criminalizar a homofobia.
Paradoxo dos paradoxos, pois a punição do preconceito é justamente o combustível para a liberdade de crença.
Em algum lugar do mundo, membros das mais diversas religiões já sentiram na pele o terror do preconceito e da intolerância. Como reproduzi-lo, então?
Depois da decisão do STF que autorizou a Marcha da Maconha, reconhecendo o legítimo direito à manifestação, muitos disseram em um misto de birra e revolta: se vale defender a maconha, vale falar
qualquer coisa. Acabou-se a mística da homofobia.
É uma ideia equivocada.
Como bem explicou o ministro Celso de Mello, em voto primoroso, a liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos. Mas nunca para ferir -o Pacto de San José da Costa Rica,
que o país subscreveu, exclui do âmbito protetivo da liberdade de expressão todo estímulo ao ódio e ao preconceito.
Propor a legalização da maconha é legal. Dizer que os homossexuais são promíscuos, não.
Reverenciar o "orgulho hetero" também não é o mesmo que fazer uma parada gay -assim como prestigiar a consciência negra não se equipara em louvar o "orgulho branco", típico dos sites neonazistas.
A diferença que existe entre eles reside na situação de poder e de vulnerabilidade.
Os movimentos negros e gays se organizam pela igualdade e procuram combater a discriminação - o "poder branco", memória do arianismo, busca exatamente reavivá-la. Não quer igualdade, quer supremacia.
Basta ver que a proposta do "orgulho hetero" se impõe como um resgate da "moral e dos bons costumes", tal como uma verdadeira cruzada.
Por fim, mas não menos importante, a absurda vinculação entre homossexualidade e pedofilia.
Não é grave apenas pelo que mostra -um profundo desconhecimento da vida. Mas, sobretudo, pelo que esconde.
Jogar o defeito no outro, no diferente, naquilo que não nos pertence, é o primeiro passo para esconder o mal que nos cerca, e assim evitar sua punição.
Em vinte e um anos de judicatura criminal, vi inúmeros padrastos molestaram sexualmente suas enteadas, tios violentarem suas sobrinhas e até mesmo pais condenados por estupros seguidos em meninas de menos
de dez anos. Na grande maioria dos casos, os crimes são praticados por heterossexuais.
Não se trata de tara, perversão ou qualquer outro atributo de fundo moralista. É simplesmente violência.
Misturar as estações não é ruim apenas por propagar um preconceito infundado. Mas por nos distanciar do problema e, em consequência, da solução.
Quando um dogma supera as lições que a vida nos traz, quando o apego à filosofia é maior que o amparo a dor, quando até o sempre solidário cerra os punhos, um sinal de alerta se acende.
É preciso relembrar que somos todos humanos.
Autor: Marcelo Semer
Fonte: Ariquemes

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Igreja e a Liberdade

Denuncia divulgada pelo Caturo [Gladius] e que convém ressoar, agora que a mesma vem falar em "liberdade religiosa " e/ou respeito às crenças.
Em 1832 o papa Gregório XVI publicou a encíclica Mirari Vos, onde condenou a liberdade de religião, a liberdade de opinião (consciência), e a liberdade de imprensa (a qual, para o papa, é uma "monstruosidade"):
"(...)
Delírio da liberdade de consciência
10. Dessa fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errónea, digo melhor disparate, que afirma e defende a liberdade de consciência. Este erro corrupto abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda a parte, chegando à imprudência de alguém se asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma, do que a liberdade do erro! dizia Santo Agostinho (Ep. 166). Certamente, roto o freio que mantém os homens nos caminhos da verdade, e inclinando-se precipitadamente ao mal pela natureza corrompida, consideramos já escancarado aquele abismo (Apoc 9,3) do qual, segundo foi dado ver a São João, subia fumaça que entenebrecia o sol e arrojava gafanhotos que devastavam a terra. Daqui provém a efervescência de ânimo, a corrupção da juventude, o desprezo das coisas sagradas e profanas no meio do povo; numa palavra, a maior e mais poderosa peste da república, porque, segundo a experiência que remonta aos tempos primitivos, as cidades que mais floresceram pela sua opulência, extensão e poderio sucumbiram, somente pelo mal da desbragada liberdade de opiniões, liberdade de ensino e ânsia de inovações."
"Monstruosidade da liberdade de imprensa
11. Devemos tratar também neste lugar da liberdade de imprensa, nunca condenada suficientemente, se por ela se entende o direito de trazer-se à baila toda a espécie de escritos, liberdade que é por muitos desejada e promovida. Horroriza-Nos, Veneráveis Irmãos, o considerar que doutrinas monstruosas, digo melhor, que um sem-número de erros nos assediam, disseminando-se por todas as partes, em inumeráveis livros, folhetos e artigos que, se insignificantes pela sua extensão, não o são certamente pela malícia que encerram, e de todos eles provem a maldição que com profundo pesar vemos espalhar-se por toda a terra. Há, entretanto, oh que dor! quem leve a ousadia a tal requinte, a ponto de afirmar intrepidamente que essa aluvião de erros que se está espalhando por toda parte é compensada por um ou outro livro que, entre tantos erros, se publica para defender a causa da religião. É por toda forma ilícito e condenado por todo direito fazer um mal certo e maior, com pleno conhecimento, só porque há esperança de um pequeno bem que daí resulte. Porventura dirá alguém que se podem e devem espalhar livremente venenos activos, vendê-los publicamente e dá-los a tomar, porque pode acontecer que, quem os use, não seja arrebatado pela morte?
12. Foi sempre inteiramente distinta a disciplina da Igreja em perseguir a publicação de livros maus, desde o tempo dos Apóstolos, dos quais sabemos terem queimado publicamente muitos deles. Basta ler as leis que a respeito deu o V. Concílio de Latrão e a constituição que ao depois foi dada a público por Leão X, de feliz recordação, para que o que foi inventado para o progresso da fé e a propagação das belas artes não sirva de entrave e obstáculo aos Fiéis em Cristo (Act. Concílio Lateran. V, ses. 10; e Constituição Alexand. VI "Inter multiplices").O mesmo procuraram os Padres de Trento que, para trazer remédio a tanto mal, publicaram um salubérrimo decreto para compor um índice de todos aqueles livros que, por sua má doutrina, deviam ser proibidos (Conc. Trid. sess. 18 e 25). Há que se lutar valentemente, disse Nosso predecessor Clemente XIII, de piedosa memória; há que se lutar com todas as nossas forças, segundo o exige a gravidade do assunto, para exterminar a mortífera praga de tais livros, pois o erro sempre procurará onde se fomentar, enquanto não perecerem no fogo esses instrumentos de maldade (Encíclica "Christianae", 25 nov. 1776, sobre livros proibidos). Da constante solicitude que esta Sé Apostólica sempre revelou em condenar os livros suspeitos e daninhos, arrancando-os às suas mãos, deduzam, portanto, quão falsa, temerária e injuriosa à Santa Sé e fecunda em males gravíssimos para o povo cristão é aquela doutrina que, não contente com rechaçar tal censura de livros como demasiado grave e onerosa, chega até ao cúmulo de afirmar que se opõe aos princípios da recta justiça e que não está na alçada da Igreja decretá-la."

De notar que tudo isto foi declarado pela suprema autoridade da maior Cristandade, que destarte se afirmou como dona da verdade com direito a impôr a sua consciência à dos outros esmagando a intimidade alheia (princípio do totalitarismo), não na Idade Média, nem sequer na Idade Moderna, mas já na Idade Contemporânea, século XIX... e, no final desse século, ainda a Igreja era contra a liberdade de escolha, de culto e de pensamento - a encíclica «Libertas Praestantissimum», do papa Leão XIII, datada de 20 de Junho de 1888, declarou o seguinte:

«Não é de modo algum permitido pedir, defender, ou acordar sem discernimento a liberdade de pensamento, de impressão, de ensino, de religiões, como sendo direitos que a natureza conferiu ao homem.»

VoodooHop do Solstício Pagão

A festa paulista VoodooHop, depois de trazer os ingleses do Fujiya & Miyagi à Brasília, desembarca mais uma vez  no cerrado, agora com ediçao dedicada ao Solstício Pagão. Traz neste sábado 25jun atrações extra-terrenas para um festival junino com direito a fogueira, vinho quente, quadrinhos, DJs, 2 pistas de dança, apresentações, performances e arte.
[Musica] Thomash (VoodooHop SP) . Souksouklow (VoodooHop SP) . Sacassaia (Live PA) . Krixnah Torrent . Spot & Speedkills . The Miguelitos (Jisko is dead baby, Jisko is dead...)
[Tenda com fogos e pinturas corporais] Kerooacidu Suavak + Organisum Piknik
[Arte ao vivo] Thiago Freitas . Marcus Araújo
[Video mapping] Equipe VoodooHop SP
Voodoohop cria eventos artisticos atípicos com clima hedonista. Em 2 anos a festa se estabeleceu como uma das melhoras da cidade. O Centro de São Paulo é uma fonte de inspiração para Voodoohop que se instalou num predio antigo da avenida São João metamorfoseado em espaço de encontro artístico. Se o quartel-general fica no centro, a festa continua ser itinerante e prentende revitalizar áreas abandonadas da cidade, com pouca vida noturna ou programação cultural. A formula inclui banda, djs de estilos variados, vjs, performances ou live painting. O publico também sempre pode interagir com a festa, as vezes escolhendo o tema, os artistas ou o lugar. O clima da festa é importante quanto a programação e a divulgação acontece quase totalmente dum jeito viral (boca-a-boca, facebook, twitter e e-mail).
A festa milita para guardar uma política de preços democraticos, entradas e bebidas acessíveis, quem vem fantasiado paga meia entrada e de bicileta entra gratis.
Fonte: VoodooHop

terça-feira, 28 de junho de 2011

Holanda proíbe sacrifício de animais em ritual

Haia, 28 jun (EFE).- O Parlamento holandês aprovou nesta terça-feira, apesar da oposição dos partidos cristãos e das organizações muçulmanas e judaicas, uma lei que proíbe o sacrifício de animais em rituais.
O Parlamento ratificou a proposta com 116 votos a favor e 30 contra, em uma votação feita individualmente e de modo aberto, e não por grupos parlamentares em bloco, como é o habitual.
O projeto da lei, apresentado pelo Partido para os Animais (que possui duas cadeiras no Parlamento), estava há meses sendo debatido e havia grupos que defendiam que a proposta era contrária ao direito constitucional que protege a liberdade religiosa.
Finalmente, foi feito um acordo graças a uma emenda que permite às organizações muçulmanas e judaicas realizar sacrifícios caso demonstrem cientificamente que seu método causa menos dor ao animal do que as formas "regulares" de sacrifício.
Os partidos cristãos haviam pressionado para que se esperasse pela resposta dos juízes a um procedimento que associações judaicas e muçulmanas levaram aos tribunais.
Nesse processo, as organizações religiosas pediam aos juízes que se pronunciassem sobre a independência de um estudo da Universidade de Wageningen (leste da Holanda) que sustentava que o sacrifício em rituais causava mais dor do que o método habitual, que deixa o animal inconsciente antes de matá-lo.
A pesquisa acadêmica foi de grande importância para que a proposta de lei contasse com a maioria do Parlamento.
De acordo com especialistas, cerca de 2 milhões de animais são sacrificados anualmente em rituais na Holanda.
Ao aprovar a lei, a Holanda se soma a Suécia, Noruega, Áustria, Estônia e Suíça, que também contam com leis que proíbem este tipo de práticas.
 Fonte: G1 Mundo
Nota da casa: Ainda é uma lei na Holanda, mas atenta contra os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não são apenas o Judaísmo e o Islamismo que estão ameaçados por esta lei, as religiões da Diáspora Africana, as Religiões Nativas, bem como algumas formas de Paganismo estão ameaçados se esta lei se espalhar pelo mundo. Os imaturos e burguesinhos que gostam de fingir serem "pagãos" que torçam o nariz e sintam nojo, mas é impossível pensar as Religiões Antigas, as Religiões Nativas ou o Paganismo sem o sacrifício ritualístico de animais. Para quem acha que "ser pagão" é ser eco-chato ou vegan, eu recomendo a leitura do texto "A natureza do homem e do divino" do livro "Shiva e Dioniso" de Alain Danielou. E caso insistam, eu lhes digo que o mundo ocidental, na Idade Contemporânea, está tão mergulhado em agressividade, ódio e violência exatamente porque baniu o sacrifício ritualístico de animais.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Arqueólogos encontram inscrições em San el Hagar

Uma missão de arqueólogos franceses descobriu no Egito centenas de blocos de pedra com inscrições e desenhos de cores vivas que datam da dinastia 22 (945-712 a.C.), anunciou nesta segunda-feira (27) o Ministério de Estado para Antiguidades do país.
Descobertas na região de San el Hagar, na província de Sharqiya, no nordeste do país, as pedras foram reutilizadas por outras dinastias na construção do muro de um lago sagrado destinado ao templo do deus Mut.
Os arqueólogos devem continuar as escavações na área até localizar todos os blocos, cerca de 2 mil peças, para poder reconstruir o templo antigo do qual faziam parte seguindo as inscrições. Dos blocos recuperados, os arqueólogos limparam até agora 120 peças, das quais 78 possuem inscrições.
Há um ano, a missão de arqueólogos franceses tenta descobrir também o lago sagrado, que tem superfície de 30 metros, largura de 12 metros e profundidade de 6 metros.
Segundo o comunicado, a descoberta arqueológica atribui mais importância à localidade de San el Hagar, conhecida na antiguidade como o Luxor do norte do Egito.
Fonte: G1 Mundo

sábado, 25 de junho de 2011

Corpus Clupeidae

Na Espanha, sexta-feira não foi dia de Corpus Christi, mas dia de Corpus Clupeidae.
O desfile do "Enterro da Sardinha" encerrou neste sábado as festividades de Carnaval em diversas localidades da Espanha, no fim de semana seguinte ao domingo de Páscoa.
A festa pagã, que reúne de pessoas fantasiadas e desfile de carros alegóricos, remonta a meados do século XIX, quando um grupo de estudantes de Madri decidiu formar um cortejo liderado pela imagem de uma sardinha, representando o jejum e a abstinência durante na Quaresma - período no qual a fé católica recomenda não consumir carne.
Com o passar do tempo, a folia foi ganhando proporções nacionais. Uma das cidades espanholas que mais se destaca nas festividades do "Enterro da Sardinha" é Murcia - que este ano apresentou 23 carros alegóricos (liderados, como manda a tradição, pela imagem do peixe), reunindo uma multidão embalada por charangas e jogos nas ruas.
O ápice do "Enterro" em Murcia se deu à noite,com o desfile da "Dona Sardinha", encarnada por uma mulher eleita pelos foliões. No fim da brincadeira, a imagem de uma sardinha é queimada como ritual de purificação, seguido de queima de fogos de artifício.[Noticias Terra]
E de conjurar bruxas.
O fato de que alguns dos apóstolos de Jesus terem sido pescadores gerou lendas entorno dos pescadores de água doce, do lago de Tiberíades, que é associado até hoje a determinadas espécies que jamais nadaram nas águas do mar da Galiléia.
É o caso do peixe-galo ou peixe de São Pedro, cujas manchas laterais seriam as impressões digitais do primeiro dos santos; do xarroco, que teria um lado escuro e outro claro pela impaciência do próprio Pedro na hora de assá-lo...enfim, lendas.
Contudo, na Espanha há um peixe ligado intimamente não a um apóstolo propriamente dito, mas a seu precursor: João Batista, que também não conheceu nada além do Jordão, um rio que convém chegar psicologicamente preparado para não se decepcionar, já que é um pouco mais do que um riozinho.
Bem, dizem na Espanha que "por San João - 24 de junho - a sardinha besunta o pão", o que quer dizer que este peixe azul acumulou já suficiente quantidade de gordura para lambuzar o pão. De fato, essa noite (23-24 de junho), são consumidas toneladas de sardinhas assadas no litoral espanhol.
Em la Coruña, conhecida pelo farol que funciona desde os tempos de Trajano, e durante os maravilhosos anos do início deste século pelas proezas europeias de seu time de futebol, a noite de San João é celebrada nas praias urbanas.
Os habitantes aproveitam essa noite para se desfazer das velharias, um pouco como fazem os napolitanos na noite de São Silvestre; mas, em vez de atirá-las pela janela, as levam para praia e as queimam em fogueiras.
Depois de queimar tudo e de pular a fogueira, as brasas são aproveitadas para assar as sardinhas frescas que ficam de molho no sal grosso durante a festa toda até esse momento esperado. Sardinhas, pão e, claro, vinho, para conjurar às bruxas - as ''meigas'', como são chamadas na Galícia - a noite mais curta do ano.
Naturalmente, esta é uma maneira rústica de comer sardinhas, mas o verão é muito longo e aceita outras formas de preparo. Para começar, envolver cada sardinha em uma folha de parreira, para evitar que a gordura caia no fogo. E, se as querem imaculadas, é só limpar o peixe, empaná-lo e fritá-lo: fica ótimo.
Mas nada fica como as sardinhas de San Juan, na praia, em frente do Atlântico, banhados pelas rajadas de luz do velho farol romano. Noite mágica, herdeira de uma tradição que se perde nos mais velhos tempos. [Notícias Terra]

Amai-vos uns aos outros - basta de homofobia

No próximo domingo (26/06/11) São Paulo se tornará palco de mais um episódio da guerra religiosa travada entre os homossexuais e as Igrejas. O lema da 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada uma das maiores do mundo, já começa a render polêmica. A relação entre religião e preconceito apimenta o tema deste ano: "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia"! Pela primeira vez, o evento se apropria de uma citação bíblica – e contará com representantes de grupos religiosos desfilando na Avenida Paulista (religiosos das igrejas Anglicana, Católica e Presbiteriana, além do Candomblé, Umbanda e Judaísmo confirmaram presença, segundo a organização). Um dos carros trará como tema: "Nem os santos te protegem". O carro adornado com releitura de imagens de santos protagonizará crítica efetiva e pertinente ao veto do uso da camisinha, proposto por determinadas Igrejas. Durante uma coletiva de lançamento do tema da parada gay desse ano, a carta preparada pela organização do evento explicou a apropriação da citação bíblica, típica do universo cristão: "Respeitosamente nos apropriamos dela para pedir fim à guerra travada entre religião e direitos humanos", dizia o manifesto.

Recentemente o admirável Congresso Nacional utilizou o veto à distribuição do denominado kit anti-homofobia como moeda de troca para a obtenção de apoio ao digníssimo Antônio Palocci, então ministro-Chefe da Casa Civil. Em nome de preservá-lo da prestação pública de sua contabilidade pessoal, a bancada evangélica contentou-se com a retirada de circulação do referido kit destinado aos alunos e educadores das escolas públicas. Votos de cidadãos que representam o Estado que os elegeu postos a serviço de interesses particulares e preconceituosos. Para esse grupo, vitória das vitórias, sobretudo se se considera o cenário desfavorável anterior, desenhado pelo reconhecimento de direitos dos casais homoafetivos que vivem união estável. Mais um capítulo desse embate crescente ao longo dos últimos anos.

Subjaz a todas essas notícias a crise de referenciais e a confusão dos espíritos que paira sobre a sociedade. Tal crise nutre-se, de um lado, pelo saudosismo da posse da verdade e da palavra última (Igrejas e instituições); de outro, pela experiência da liberdade proporcionada pelo enfraquecimento das estruturas estáveis da moralidade de outrora a assegurar a realidade. O conflito hermenêutico em questão traduz no campo da afetividade/sexualidade, crise que perpassa a política, o Estado, as religiões e escoa pelas diversas dimensões da vida social.

A feiticeira de toda essa selva pode ser classificada como a vontade de poder das Instituições a insistir legitimar ordem vigente para todos e violentar as liberdades dos indivíduos. Gustavo Botandini, filósofo italiano, sustenta que a Igreja quando minoria, fala de liberdade; quando maioria, advoga a verdade. A verdade em jogo não quer ser apenas mera normatividade direcionada aos fiéis "ad intra". Exercita a vocação violenta ao impor seus próprios princípios aos não fiéis e fiéis de outras denominações "ad extra". Cabe a pergunta: o que há de evangélico em pressionar o Estado a fim de se proibir nacionalmente o casamento gay, a criminalização da homofobia...? A feiticeira revela sua face mais perversa no ataque constante àqueles que já lutam e sofrem cotidianamente exclusão, intolerância e marginalização. Reconhece-se como evangélica a atitude missionária de se anunciar a mensagem cristã a todos os povos e apresentar-lhes horizonte de sentido. Na mesma perspectiva, catequizar e instruir os convertidos. À luz das reprováveis violências já praticadas ao longo da História, há de imperar a máxima do respeito às diferenças. Modelar e impor padrões comportamentais, por vezes não vividos por parcela significativa dos próprios representantes das Igrejas, soa bastante hipócrita e anti-evangélico. Talvez um dos carros da parada gay do próximo domingo pudesse explorar a metáfora bíblica dos sepulcros caiados. Ironias à parte, a guerra santa sofrida pelas minorias GLBT inspira paradas como as do próximo domingo, comprometidas não com o ataque aos dogmas das Igrejas (problema de seus adeptos), mas com a defesa dos direitos humanos.  

Os meios de comunicação manipulam as informações e propagam os germes do acirramento dos ânimos entre as partes. Não possibilitam a existência de uma vida mais autêntica, provida de transparência e propícia à discussão pró-ativa. Antes confundem mediante o simulacro de imagens distorcidas e ruídos desafinados. Festival de luzes, cores e formas a ludibriar os sujeitos sociais. Os feitiços dos meios de comunicação propagam-se com voracidade: ocultamento e ou distorção de temas primordiais, difusão da racionalidade do consumo, legitimação de egoísmos e individualismos... Na interatividade da leitura, compete ao leitor ampliar essa vasta lista.

A imagem do guarda-roupa apresenta grande ambiguidade. Negativamente, remete ao aprisionamento dos desejos e da identidade, evoca sufocamento e escuridão. Metáfora pejorativa sobre a atitude de se assumir as pulsões sexuais e "sair do armário". Entretanto, há de se ir além dessa simples representação, já desgastada e carente de sentido, e na acuidade perceber a imagem do guarda-roupa sob ocular positiva. Enquanto tal, o guarda-roupa expressa apelo à criatividade, abertura às diferenças, possibilidade de conquista da autonomia. Representa, como intuído da obra de C. S. Lewis, o convite a se passar à outra margem. As portas do guarda-roupa pós-moderno conduzem a novos mundos e abrem-se a um sem fim de possibilidades tolhidas anteriormente pelo império arbitrário da verdade objetiva. Traduzem-se no horizonte possível de exercício da relacionalidade e da convivência pacífica. Portas talhadas pela escuta da filosofia hermenêutica e da crítica à interpretação única da realidade, bem como da verdade já dada e esgotada historicamente de uma vez por todas. Guarda-roupa a abrigar diversidade de estilos, modelagens, tendências e muito mais propício à coexistência do múltiplo. Para alguns críticos, pobre pecador relativista; para outros, via possível de integração das diferenças e convivialidade no respeito ao uso da autonomia e da liberdade pessoal do sujeito.

Para alem da feiticeira e do guarda-roupa, ruge o leão da vitalidade, do dinamismo e do vigor da concretização da instauração de ordem existencial mais humana e fraterna. O desafio de vislumbrar os raios do Sol a incidir sobre a juba do leão permanece tarefa atual e mundo possível. Forte não pela proclamação do unívoco e incontestável, mas pela abertura dialógica e acolhedora das mudanças históricas em curso. O leão se nos apresenta tanto mais cristão e autêntico, quanto mais liberto do império metafísico da verdade, for capaz de interpelar o sujeito a aventurar-se pelas brechas do guarda-roupa, criticamente se posicionar perante os decretos da feiticeira e se tornar capaz de eleger conscientemente suas opções fundamentais de vida.

Autor: Omar Lucas Perrout Fortes de Sales, doutorando em Teologia Sistemática na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Belo Horizonte, MG.
Fonte: IHU

Fundamentalistas lutam para ter a quem apedrejar

Qual o papel da igreja na vida de LGBT religiosos? Foi a partir desta pergunta que o diácono da Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo, Dario Neto, e o pastor da Comunidade Betel/ICM RJ e da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo, Márcio Retamero, apontaram os rumos desta delicada relação. O tema "Estado e Religião" fez parte do 9º. Ciclo de Debates, atividade dividida em três mesas de debates, ocorrida no dia 11 de junho (sábado), na Câmara Municipal de São Paulo.
Dario fez uma reflexão sobre a distorção inerente à vivência cristã e ao individualismo capitalista, em prejuízo dos valores comunitários. "As angústias individuais levadas ao ambiente religioso não são entendidas pelo que são, sintomas da ausência de uma vivência comunitária sã", afirmou. Para ele, a vivência cristã num ambiente de competitividade capitalista forja uma relação doentia entre os indivíduos, na medida em que algo só lhes diz respeito se lhes beneficia com lucro.
A partir desta reflexão, não são apenas os LGBT que se confrontam com essa vivência difícil na igreja, mas os heterossexuais também experimentam a exclusão e a subordinação para ter direito à salvação. "Para LGBT é pior, pois a sexualidade está estampada no corpo homossexual, tornando-nos alvos prediletos da exclusão", diz Dario. É preciso reprimir a própria sexualidade para comungar, mas "quando resolve romper, não faz isso para ressignificar sua espiritualidade, mas para negar tudo que viveu".
Dario mostrou que é muito comum a trajetória em que homossexuais acabam negando a igreja para viver sua homossexualidade, criando uma lacuna espiritual que é preenchida, muitas vezes, nos cultos afrobrasileiros como umbanda e candomblé. "O problema é levar para a diversidade politeísta do candomblé a lógica cristã maniqueísta, que entende a pomba gira como uma possessão demoníaca, distorcendo os signos daquela vivência religiosa", alerta Dario.
"Um ex-gay é sempre evangélico fundamentalista, nunca ateu", provoca Dario. Ele mostra que muitos voltam "ex-gays" para a igreja evangélica carregando esse discurso preconceituoso e racista contra o candomblé. Estes casos também são minoritários, mas freqüentes entre homossexuais que retornam à igreja. São pessoas que acabam se casando, tendo filhos, e abandonando-os ou envolvendo-os em sofrimento depois, em meio à descoberta de que o milagre da cura homossexual não ocorre.
Para Dario, as igrejas inclusivas são o espaço de ressignificação da religiosidade a partir do desafio de superação da moralidade vigente nas igrejas, não apenas contra a homossexualidade. "Tornam-se espaços do amar ao outro como a si mesmo, que é a chave do cristianismo, e o estabelecimento de uma relação ética e não moral entre os indivíduos", analisou.
Os últimos apedrejados
Após esta reflexão, o reverendo Retamero contou de sua experiência na igreja inclusiva e suas impressões sobre o que observa nas igrejas tradicionais. Ele observa que a exclusão da igreja se dá sempre em relação à populações mais vulneráveis como judeus, negros, mulheres e homossexuais. Ele relembrou o caso do pastor Marcos Feliciano, deputado paulista que escreveu nas redes sociais que a África é maldita porque os negros são os filhos de Caim. "O pensamento religioso contamina a percepção da realidade com sua cosmogonia", disse o pastor.
Para o pastor, os LGBT são a "última Geni", referindo-se à personagem da canção de Chico Buarque, que a sociedade elegeu para jogar pedra. Da mesma forma que a Bíblia pode ser usada para naturalizar a homofobia, pode justificar o rascimo, o antisemitismo e a misoginia. "No entanto, porque não se levantam esses pastores e deputados para defender o direito à livre expressão contra negros, mulheres e judeus?", desmascarou. Para o reverendo, a resposta mais contundente contra emenda ao PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia, veio da comunidade judaica, que recusa qualquer flexibilização dos crimes de calúnia e difamação, preconceito e discriminação étnica, sexual ou racial.
A resposta judaica revela inclusive, que a bancada religiosa não está lá para defender seus direitos, mas para "assaltar o poder", em sua opinião. "O crescimento desta população e de sua influência moral se dá em progressão geométrica", alertou.
O pastor contou que as igrejas inclusivas surgem num contexto de luta política e social, e não apenas LGBT, uma desconstrução de praticamente todos os valores religiosos tradicionais. "O movimento não admite isso, mas a ICM tem sido a linha de frente do combate ao fundamentalismo religioso", declarou o reverendo Retamero, elogiando a "coragem imensa e o senso crítico e de oportunidade" do tema da Parada deste ano: "Amai-vos uns aos outros: Basta de Homofobia!".
"O discurso fundamentalista encontra eco, o nosso não!", lamentou o pastor, explicando que esse discurso é apelativo e performático, nunca neutro, mas demanda uma tomada de atitude do indivíduo. "O discurso da laicidade do estado precisa encontrar uma base de mobilização, por isso acredito na importância da ressignificação que a Parada de São Paulo faz do amai-vos uns aos outros."
O pastor contou casos de famílias que o procuram em busca de apoio espiritual diante do suicídio ou assassinato de seus filhos homossexuais. "Queremos trazer dignidade de novo a essas pessoas tão massacradas pelo discurso de ódio dos fundamentalistas", propôs. Para ele, seu trabalho é desmascarar a "proteção à família" que esses homens pregam. "Que família é essa que eles estão protegendo?", questionou, citando as famílias que recorrem destruídas a seu amparo, após sucumbirem ao discurso excludente de seus pastores. "O que fazem com essas pessoas é um abuso bíblico, um verdadeiro estupro fundamentalista", atacou.
Para ele, os LGBT têm direito a uma prática de fé e sua igreja se propõe a uma nova reforma protestante. "E eles estão ouvindo o nosso discurso, diante do cansaço e do medo que as pessoas estão tendo do fundamentalismo e do projeto de poder de suas igrejas." Para ele, essa é a hora de discutir o fundamentalismo, já que não apenas as classes D e E estão aderindo a isso, mas também as classes médias, segundo pesquisa do Iser publicada por Regina Novaes.
Retamero conclui dizendo de sua opinião sobre o PLC 122/2006. Para ele, trata-se de um projeto natimorto, que só foi buscar dialogar com os religiosos e fundamentalistas quando já havia sido completamente derrotado na sociedade. Em sua opinião, deve virar um arremedo de projeto, tratando como homofobia apenas a agressão física e não a verbal.
Fonte: APOGLBT-SP

Amor ao próximo: princípio cristão ou humano?

O termo amor, dentro de uma cultura fetichista e individualista como a nossa, perdeu muito seu sentido milenar para tornar-se sinônimo de posse, autorealização, carência, valor individual, entre outros termos similares. Neste ano de 2011, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo definiu como tema "Amai-vos uns aos outros: Basta de homofobia".
O site A Capa, em 8 de fevereiro, fez uma entrevista com alguns ativistas do movimento LGBT para saber deles a opinião sobre este tema. As críticas sustentam-se numa simplificação própria do senso comum, principalmente na confusão que fazem sobre Estado Laico. Mesmo as defesas compartilham com as críticas uma confusão determinante: achar que o tema se refere exclusivamente ao cristianismo.
A primeira confusão é a compreensão do amor como um conceito fundado no Romantismo - Escola Literária do Século XIX. Esta, baseada nas teorias iluministas e do idealismo alemão, delimita o conceito de amor à individualidade. Johhan Gottlieb Fichte, representante desse idealismo, defende o eu absoluto como busca da liberdade e da felicidade. O eu fichtiano é ato puro, pura atividade - só é na medida em que age e porque age. Este eu abstrato e formal faz com que nada apareça com um valor próprio, mas apenas com o que seja conferido pela subjetividade do eu. O amor Romântico constrói-se nessa perspectiva, fundando a individualidade, cujo conceito pauta nossa cultura capitalista. Este amor romântico nada tem que ver com a proposta do tema, pois amar uns aos outros não consiste de uma avaliação subjetiva do eu que se opera socialmente, mas num elemento determinante de coexistência comunitária. O amor, no tema da Parada, pressupõe respeito, tolerância, amizade, bondade, paciência, longanimidade e principalmente concórdia - conceitos fundamentais para uma vida saudável em sociedade.
A segunda confusão é quanto ao que se entende por Estado Laico. Laicidade não significa ausência de discussões religiosas, não significa a falta de direito à livre manifestação da fé por um determinado grupo social. Significa que as leis do Estado não deve ter nenhuma orientação religiosa e também não deve privilegiar nenhuma religião, mas ser Estado para todas as pessoas. A Parada de São Paulo e a Associação que a organiza é movimento social e, portanto, pode dialogar com as culturas populares, inclusive ressignificando seus conceitos como parece ser a proposta do tema de 2011. Embora deva ser um instrumento de luta pela garantia da laicidade, essa luta pode ser feita a partir do diálogo com os valores religiosos, acentuando suas contradições e dialogando a partir deles com o intuito de contribuir para uma reflexão que orienta a opinião pública à defesa dos Direitos Humanos.
Por último, e não menos importante, a maior das confusões comungada por defensores e críticos deste tema é achar que o mesmo se refere unicamente à religião cristã. O amor ao próximo é uma determinante comum que norteia diversas religiões. Podemos ver no Mahabharata, o Bramanismo afirmar como suma de dever: "não faça aos outros nada que poderia causar-lhe dor se feito a você"; No Samyutta Nikaya, o Budismo observa que: "um estado que não seja agradável ou um deleite para mim, como eu poderia causá-lo sobre os outros?"; no Mencius VII, o Confucionismo aconselha: "Tente o seu melhor para tratar os outros como você gostaria de ser tratado, e você vai achar que este é o caminho mais curto para a benevolência"; Silo, humanista argentino, afirma: "Nossa moral se baseia neste princípio: Trate os demais como querem que te tratem"; A mesma orientação encontra-se no Zoroastrismo, em seu Dadistan-i-Dinik: "Aquela natureza só é boa quando não faz ao outro aquilo que não é boa para ela própria". 
Poderíamos citar outras religiões, mas com essas vemos que, apesar de palavras diferentes, o princípio é o mesmo: Amai-vos uns aos outros, tendo como prerrogativa do amor, o respeito, o não querer e não praticar contra o outro aquilo que se feito a nós resultaria como ruim. Desse modo: por mais que nos venham à mente as palavras de Cristo, transcritas por João no capítulo 15 versículo 12, um pouco mais de conhecimento e leitura pode nos remeter também às religiões anteriores e posteriores ao cristianismo, fazendo-nos superar e romper a associação entre fé e religião e entre amor e casamento. Ou como diria Machado de Assis: "Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento".

Dário Neto é diácono da Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo (ICM) e membro do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual da cidade de São Paulo.
O artigo foi publicado originalmente pelo site A Capa, em 17 de fevereiro de 2011, e está reproduzido aqui com a devida autorização do autor.

Fonte: APOGLBT-SP

Memorial na Noruega

Na pequena cidade de Vardoe (ou Vardø), da Noruega, no centro de uma casa com paredes de vidros há uma insólita cadeira em chamas para lembrar que exatamente ali, no século 16, a Igreja Católica queimava mulheres (sobretudo elas) e homens acusados de bruxaria.
Esta instalação, projetada pela americana Louise Bourgeois, faz parte do Memorial Steilneset que Sônia Haraldsen, 74, a rainha do país, inaugurou ontem (24) em homenagem às vítimas da fúria católica.
Em um anexo à casa, há um corredor (concebido pelo arquiteto suíço Peter Zumthor) onde estão figuras de 77 mulheres e 14 homens que arderam no local em nome de Deus. Estima-se que essas 91 pessoas correspondam a um terço das vítimas da Inquisição na Noruega. Em nenhum outro lugar do país os representantes da igreja caçaram e queimaram tantas bruxas.
Na Idade Média, os eclesiásticos escolheram aquele local para julgar e queimar os acusados de heresia ou de ter feito pacto com o diabo por ser de fácil acesso. A ideia era de que o máximo de pessoas vissem à punição de modo a ficarem atentas às tentações do diabo, mantendo-se, obviamente, obedientes à igreja.
Sônia comentou que sentiu um mal-estar porque era como tivesse retrocedido no tempo, na época da Inquisição.
Stein Ovesen, um dos responsáveis pelo memorial, disse que hoje a igreja e a sociedade assumem a responsabilidade pelo vergonhoso atentado contra aquelas pessoas e a dignidade humana. E acrescentou que a atual Noruega condena “a violência contra com base em raça, gênero, fé e convicção”.
Fonte: Paulopes
Nota da casa: Ao menos, na Noruega, há um memorial e não se tenta negar/revisar a história. Ato contínuo, há um excelente texto falando da necessidade dos fundamentalistas em ter alguém a apedrejar. Estes, católicos ou cristãos, se valem de tudo [de tudo, mesmo, sem qualquer limite ou vergonha] para justificarem/explicarem/indultarem suas manifestações de ódio, intolerância e preconceito.
MUDE A IGREJA OU MUDE-SE DELA!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Pau de Santo Antonio

Depois de conspirar e prejudicar o próximo, bebedeira e putaria vêm em segundo lugar no ranking das preferências humanas. O ser humano gosta de pôr pra jambrar, gosta é de rosetar. E tanto melhor se houver justificativas hipócritas para tal. A ciência e a religião - as duas filhas prediletas da humanidade - se prestam a isso perfeitamente, ora uma ora outra.
Um exemplo dos mais hipócritas do que falo é a festa do Pau de Santo Antônio. Em diversas localidades do país, um grupo de homens, que pode passar dos 100 integrantes, se embrenha na mata em busca de um imenso tronco, que varia de acordo com a região, alguns até de madeira protegida pelo IBAMA, aroeira, jatobá, angico, carnaúba etc.
O tronco é derrubado e carregado em procissão até o arraial da aldeia onde dar-se-á a festa de Santo Antônio; alguns troncos, como o de jatobá, podem medir mais de 20 metros e pesar 2 toneladas. Os heroicos homens não são movidos apenas por sua fé, parte da força necessária ao tranporte do pau do santo é oriunda da boa e velha cachaça, um carrinho vai acompanhando o cortejo e quando os homens se cansam, largam o pau para tomar um fôlego e bebem da cachaça abençoada pelo padre da paróquia local.
Em certas partes mais acidentadas do trajeto, há o cansaço e esmorecimento natural dos homens a carregar o vergalhão santo, é nessas horas que entra a figura do Capitão do Pau, um senhor já de idade, incapaz de levantar pau algum, que vai à frente da comitiva incentivando e insuflando os ânimos : "É a tradição, gente, não vamos esquecer. Esta é a maior festa de Santo Antônio do muuundo! Vamos lá, vamos levantar esse pau! Vamos pôr ele pra cima!"
Ao chegar ao arraial com sua preciosa carga, o grupo de homens é recebido com festa do povaréu, principalmente das beatas, aquelas "tias" encruadas, gordas, com pernas cheias de pelos e varizes e bucetas que fazem gambá morrer de inveja. A turba feminina, desesperada por um casamento, toma de assalto o pau de Santo Antônio, pegam no pau, abraçam o pau, beijam o pau, sentam no pau e arrancam cascas do pau para fazer um chá, simpatia que, dizem, é tiro e queda para conseguir marido. O pau do santo, já todo esfolado, babado e embucetado, finalmente é erguido no meio do arraial e hasteada nele a bandeira de Santo Antônio. A festa, cuja origem remonta os tempos do Império, só está começando, ainda serão mais 24 horas de muita cachaça e pegação no pau.
Bebida e putaria, tudo em nome e patrocinado pela Santa Igreja Católica.
Como diria o imortal filósofo e pensador Paulo Silvino : "Ai, como era grande !!!"

Como antigamente

Enquanto na Bolívia até o presidente Evo Morales resguarda as tradições locais, cá no Brasil continuamos a celebrar festas e cerimônias que foram assimiladas/usurpadas pela Igreja. Neste mês todo, em diversas cidades, em praças públicas e igrejas, nós celebramos as festas juninas. O Caturo [Gladius] nos conta o que foi e o que se tornou as festas juninas.
Diz Teófilo Braga, na obra «O Povo Português Nos Seus Costumes, Crenças e Tradições», volume II, página 211 e seguintes:
«A festa de São João Baptista em todos os povos europeus está ligada a um fenómeno astronómico, o solstício do Verão, em 24 de Junho. O célebre ritualista Guilherme Durandus, interpretando alegoricamente a festa do Precursor, não pode ocultar o seu sentido mítico: "Faz-se girar uma roda, em certas localidades, para assim designar que o Sol não se pode elevar mais, mas torna a descer no seu círculo, assim também a fama de São João, que era olhado como um Cristo, diminuiu quando este apareceu. Alguns dizem que é porque neste tempo os dias minguam, e que crescem de novo no Natal de Jesus Cristo..."»
Ou seja, uma forma de diminuir o prestígio do Sol perante o Judeu Morto, primeiro substituindo-O por um sucedâneo («São João») e depois «integrando» na religião do Deus oriental os rituais que ao Sol são devidos. A isto se chama «cristianização».
Não é por acaso que, conforme se lê na obra «Os Solstícios - História e Actualidade», o próprio Justino o Mártir, um dos doutores da Igreja, regista que «os cristãos usurparam o dia do Sol», e que o dia da semana sagrado dos cristãos, o domingo (de «Dominus», «Senhor»), é na tradição pagã ocidental consagrado ao Sol, «Dies Solis» (que os Ingleses conservam no seu «Sunday» e os Alemães no seu «Sontag», entre outros...). Não é igualmente por acaso que o dia mais festejado da Cristandade, o Natal, coincide mais coisa menos coisa com o outro solstício, o de Inverno. Talvez porque o culto solar foi por assim uma das últimas «frentes de combate» pagãs contra o Cristianismo, e porque o primeiro imperador cristão, ou cristianizado, Constantino, era pouco antes, e se calhar ao mesmo tempo, um adorador do Sol...
Claro que durante muito tempo a Igreja tentou proibir a celebração do solstício de Verão, antes de a tentar absorver, isto é, cristianizar... Duas fontes para cada uma das duas asserções:
- no século VI, o bispo de Árles proibiu num sermão o «banharem-se nas fontes, nos pântanos e nos rios na noite de S. João e na madrugada do dia seguinte» porque tal «costume nefasto ressuscita o Paganismo»;
- no século VII, uma obra que circulou em todas as dioceses de França dizia, entre outras coisas, que o fogo de S. João é «a marca do regozijo por S. João» e que teve o seu início nos primeiros séculos do Cristianismo, quando «S. Bernardo testemunha que era mesmo praticado entre os pagãos.»
Significa isto que em não conseguindo extirpar de vez a celebração pagã, tentou apoderar-se dela, dirigindo-a, «domesticando-a», de forma a «controlar os abusos», que eram, não apenas os excessos festivos naturais, mas também as «superstições» pagãs que não pudessem ser «transformadas».
Continuando, novamente com Teófilo Braga...
«É justamente uma tal concepção primitiva que faz com que a festa do solstício de Verão seja comum a todos os povos indo-europeus, e ainda aos povos semitas; o fenómeno é diversamente dramatizado, mas entre os povos europeus toma a expressão de um Combate de Verão expulsando o Inverno (24 de Junho), ou a sua inversa, a expulsão do Verão pelo Inverno (24 de Dezembro). (...) nos antigos prazos portugueses notou João Pedro Ribeiro, que o ano era sempre contado de São João a São João, e no Alvará de 1 de Julho de 1774, chamou-se-lhe ano irregular. (...) entre os povos eslavos é onde se apresenta mais completo, correspondendo muitas das suas particularidades a costumes portugueses (...). Por um documento da Câmara de Coimbra, de 1464, citado por Viterbo, se nota a forma de combate: "cavalhada na véspera de São João com sina e bestas muares". Em outros povos, esta cavalgada ficou simplesmente lendária, na Mesnie Furieuse, que tanto se localiza no solstício diurno (circa horam medirianam) como no solstício vernal. (...) Nos costumes provinciais conservam-se quase todas as formas dramáticas desta antiquíssima festa solsticial.
(...)
Na Beira Alta acende-se um facho no cimo dos montes (o galheiro) ou na ceira das azenhas (a roda, que ainda na Alemanha se deixa rolar dos montes). O facho, como escreve Leite de Vasconcelos, é um pouco de lenha em volta de um pau alto. Os rapazes que o vão acender levam músicas de tambores e pífaros, e grandes algazarras. O monte é além disto cercado de pinhas acesas.»
Nos Açores, fazem-se as fogueiras na rua, e os rapazes saltam por cima das labaredas; o mesmo no Algarve e no Alentejo.»
E, como todos sabem, o mesmo se faz um pouco por toda a Europa nesta data - o salto dos jovens por cima das fogueiras, para dar força e saúde, boa sorte, etc...
Autoria e citação do Caturo, no Gladius.

A Marcha da Homofobia

Temas como legalização da maconha e criminalização da homofobia também pautaram evento, que levou ao menos 1 milhão às ruas em SP.
Autor: Ricardo Galhardo, iG São Paulo.
A 19ª edição da Marcha para Jesus, uma das maiores manifestações religiosas do planeta, se transformou em um ato de afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças aos políticos por parte de lideranças evangélicas. Apesar dos esforços dos organizadores para restringir o enfoque a temas religiosos, assuntos como a união civil de pessoas do mesmo sexo, homofobia e legalização da maconha acabaram dominando os discursos de alguns líderes religiosos.
"A marcha não deixa de ser um ato político", resumiu o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O discurso mais radical foi do pastor Silas Malafaia. Com palavreado vulgar, usando termos como "otário" e "lixo moral", Malafaia atacou duramente a decisão do STF de legalizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo. "O STF rasgou a Constituição que, no artigo 226, parágrafo 3º, diz claramente que união estável é entre um homem do gênero masculino e uma mulher do gênero feminino. União homossexual uma vírgula", disse o pastor.
Na sequência, Malafaia passou a atacar a decisão do STF de liberar as marchas da maconha no Brasil.
"Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não."
A multidão, estimada pela Polícia Militar em 1 milhão de pessoas - e pelos organizadores em 5 milhões -  foi ao delírio e respondeu com gritos de "não, não" com os braços levantados para o céu.
Malafaia ameaçou orientar seus fiéis a não votarem em parlamentares que defendem o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia no País. "Ninguém aqui vai pagar de otário, de crente, não. Se for contra a família não vai ter o nosso voto", ameaçou.
O pastor defendeu a desobediência por parte de pastores caso o PL 122 seja aprovado. "Eles querem aprovar uma lei para dizer que a Bíblia é um livro homofóbico e botar uma mordaça em nossa boca. Se aprovarem o PL 122 no mesmo dia, na mesma hora, tudo quando é pastor vai pregar contra a prática homossexual. Quero ver onde vai ter cadeia para botar tanto pastor."
'Lixo moral'
Malafaia classificou como "lixo moral" as pessoas que questionam a interferência das igrejas em assuntos do governo e, embora tenha dito que não tem objetivo de instaurar um estado evangélico no Brasil, "os países mais práticos e as democracias mais evoluídas do mundo tem origem no protestantismo".
Já Crivella adotou um tom mais ameno em relação aos direitos civis dos homossexuais, mas foi duro em relação ao STF que, segundo ele, está agindo politicamente e se imiscuindo em temas que dizem respeito ao Legislativo. "O Congresso tem que se levantar contra o ativismo político do STF. Só o Congresso pode detê-los", afirmou o senador.
A contrariedade maior de Crivella é em relação ao ministro Ayres Brito. "Fui o relator do processo de aprovação do Ayres Britto no Senado e na época alguns colegas me alertaram que ele tem pretensões políticas mas não dei ouvidos. Ele foi candidato a deputado pelo PT de Sergipe e não foi eleito. Agora quer se vingar do povo sergipano e levar na mão grande", acusou. Segundo ele, o Congresso trabalha em um projeto de lei que contemple tanto os direitos civis gays quanto os dos pastores evangélicos de pregarem contra a prática homossexual. "O que não pode é querer fazer na marra. Aí desencadeia reações radicais como a que vimos agora a pouco", disse ele, em referência a Malafaia.
O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, organizador da marcha, reafirmou o caráter estritamente religioso do evento e disse que manifestações como as de Malafaia e Crivela são opiniões pessoais. Apesar disso, admitiu ser contra o "casamento gay" e a liberação da maconha. Questionado por um repórter sobre o qual fator pesa mais na desagregação da família, o homossexualismo ou o crime de evasão de divisas, pelo qual foi condenado a pena de 140 dias de prisão nos EUA, o apóstolo mudou de assunto.
'A serviço de satanás'
Entre os milhares de pessoas que participaram da marcha, os temas polêmicos também foram os assuntos principais. A reportagem do iG abordou um grupo de oito jovens que veio de Cidade Adhemar para a marcha e perguntou quais as opiniões deles sobre direitos homossexuais, homofobia, aborto e legalização da maconha. Com visual moderno, estilo emo, todos disseram ser contra a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto e legalização das drogas e defenderam os pastores que consideram o homossexualismo uma prática pecaminosa.
"Quem defende o homossexualismo e a maconha está aqui a serviço de Satanás", disse o auxiliar de informática Natanael da Silva Santos, de 19 anos, que foi à marcha usando calça apertada, cinto de taxinhas e a tradicional franja emo. Enquanto a reportagem entrevistava os jovens, a aposentada Jovelina das Cruzes, de 68 anos, ouviu a conversa e fez uma intervenção. "Vocês estão falando sobre o que não conhecem. Meu sobrinho é gay e é um rapaz maravilhoso. Ótimo filho, muito educado, muito honesto e estudioso. Já o meu filho é machão e vive batendo na esposa, não respeita ninguém, não para no emprego."
Quando Jovelina virava as costas para continuar a marcha Natanael, que não se deu por vencido, fez uma observação. "Cuidado, tia. Se o pastor escuta a senhora falando uma coisa dessas ele não deixa mais a senhora entrar na igreja". E Jovelina respondeu. "Igreja é o que não falta por aí. Se me impedirem de ir em uma, vou em outra. Não tem problema."
Fonte: Tosabendo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Você é um consumidor espiritual?

Nos últimos 5-10 anos a procura por um significado em nossas vidas tem se tornado algo similar a visitar um shopping center. Nunca antes tivemos tantos professores disponíveis, todos dizendo que trarão a felicidade eterna e proclamando que seus métodos são o caminho, que eles têm o único ou o melhor ensinamento, que se nós fizermos isso nós seremos livres, transformados, modificados para sempre, felizes como nunca antes, preenchidos, iluminados. Nós podemos até nos tornarmos um professor ou um mestre em poucos dias, após o que teremos interminável adoração, riqueza, fama e felicidade garantidos ou o nosso dinheiro de volta.
Quando as pessoas têm necessidades elas irão tentar qualquer coisa. Elas estão suscetíveis e vulneráveis a influências externas. Quando pessoas egoístas ou persuasivas dizem que podem ajudar a salvá-los, elas crêem.
Existem três razões principais pelas quais alguém se torna um consumista espiritual:
1. A vida não satisfaz facilmente nossas necessidades. Nós conquistamos algo mas sempre queremos mais. Mais torna-se um mantra. Mas, por constantemente querermos mais material e emocionalmente, nós então aplicamos o mesmo princípio à espiritualidade: mais professores e técnicas devem ser melhores do que apenas uma, certo?
2. Como o almíscar na Índia que tem um belo perfume em sua bunda mas procura pela floresta por este perfume, nós procuramos a felicidade fora de nós mesmos e desiste cedo, porque onde quer que encontremos nunca dura. Esta é a verdade da impermanência, a felicidade vem mas também se vai. Por não querer aceitar isso, nós continuamos a procurar por aquela indescritivel promessa da eternidade e nós procuramos aonde quer que possamos.
3. Aonde quer que olhemos, nós encontramos anúncios em jornais dizendo como cada um pode nos ajudar, salvar ou curar, promovendo diferentes professores e métodos que são os melhores. Cada um é mais provocante: finalmente este irá resolver todos os desagradáveis problemas de minha vida? Ou talvez este outro?
Para onde isto está nos levando? Como podemos encontrar nosso caminho através desse labirinto de ofertas? Muitos dos assuntos podem ter algo maravilhoso a nos ensinar, mas o que realmente nós iremos aprender em uma hora ou duas ou mesmo um fim de semana? Quando cavamos por petróleo, nós temos que cavar bem fundo para alcançá-lo. Se cavarmos em muitos buracos diferentes nós nunca iremos achar a fonte do petróleo. Do mesmo jeito, se embarcarmos na onda de um guru, comprarmos ou aprendermos técnicas demais, nós nunca iremos alcançar a essência dos ensinamentos.
Este texto é uma oportunidade para que você analise a realidade. Você está aprendendo a ouvir sua própria sabedoria e a se auto-governar ou alguém está te ditando as normas? Em que momento você parou ou está simplesmente estagnado? Você precisa consumir ou você precisa olhar para sua própria mente e coração pelo que você sabe ser verdadeiro?
Fonte: Care2

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A revolução espiritual

Nossa espécie é única, em muitos sentidos. Nós produzimos e transmitimos um conjunto de conceitos, imagens e símbolos que perfazem a cultura. Nossa espécie é a única a manifestar conscientemente e socialmente tal produção e transmissão. Nossa espécie é a única a se reinventar de tempos em tempos, aperfeiçoando ou revolucionando suas concepções sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre a vida.
No campo mundano nossa espécie avançou, revolucionando na economia, na tecnologia, na sociedade, na política. Mas no campo sentimental, erótico-afetivo e religioso nossa espécie estagnou, quando não tem um perigoso retrocesso.
Antigamente, quando honrávamos nossos ancestrais, quando tínhamos fortes laços com nossa comunidade, quando respeitávamos os ciclos da natureza, quando estávamos cientes de nossa comunhão com o mundo, nós simplesmente acreditávamos nos Deuses que estavam intimamente vinculados com nossa origem, com nossa identidade, com nossa essência, nós éramos capazes de amar e compartilhar indistintamente.
O tempo passou, nós crescemos e desenvolvemos um peculiar estranhamento com aqueles valores básicos que eram a nossa razão de ser. Esquecemos de nossos ancestrais, criamos um individualismo suicida. Ao invés de trabalhar com a natureza, passamos a forçá-la a atender as nossas necessidades alimentares e econômicas. Passamos a nos alienar do mundo e negligenciar nossa essência. Construímos sociedades ordenadas pelo medo, violência e ódio. Por um moralismo hipócrita  e um puritanismo neurótico, nós criamos diversos tabus e proibições que empobreceram nossa capacidade erótico-afetiva. A pobreza, a miséria, a guerra, a criminalidade são meros sintomas dessa nossa doença.
Imagine agora uma alternativa para que seja possível retomar em nossas mãos as rédeas de nossas vidas, reaver a liberdade que existia antes, ter livre-arbítrio com consciência e responsabilidade, reconquistando o poder que delegamos a outrem, fazer as pazes com nossa comunidade, com nossa essência, com a natureza, o mundo. Utopia? Impossível? Talvez, para quem se acostumou a viver como um rebanho e teme se revoltar contra os lobos que os pastoreia. O Paganismo é esta alternativa existe e torna possível a revolução espiritual necessária para que nos tornemos mais humanos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Feliz 5519° ano

(Foto: AP)
Os aimarás da Bolívia celebraram nesta terça-feira (21) na cidadela pré-inca de Tiahuanaco o "Willka Kuti", ou "retorno do sol", que dá início a seu mítico ano de 5519, com a participação do presidente Evo Morales.
Centenas de pessoas visitaram o templo de Kalasasaya de Tiahuanaco, para assistir à cerimônia que coincide com o solstício de inverno austral e a mudança do ciclo agrícola para a semeadura no campo.
A chegada dos primeiros raios do sol, o momento mais esperado, aconteceu às 7h25 do horário local (8h25 de Brasília), mais tarde do que em outros anos.
Os amautas, ou sábios indígenas aimarás, vestidos com suas roupas cerimoniais, acenderam uma fogueira sobre um altar para invocar em sua língua o Pai Sol e a Mãe Terra, acompanhados por Morales.
Os 5.519 anos da cultura andina são resultado da crença de que a civilização pré-hispânica tiahuanacota teve cinco mil anos exatos de história antes da chegada dos espanhóis, em 1492.
O número é rejeitado por arqueólogos e antropólogos, com o argumento de que não havia culturas desenvolvidas no planalto andino naquela época e os Tiahuanaco seriam de 1200 a.C.
Morales enviou seus ministros a várias regiões do país para participarem da celebração, que era denominada "Ano Novo Aimara" e agora passou a ser chamada "Ano Novo Andino Amazônico", em uma tentativa de reunir as diferentes celebrações indígenas realizadas durante o solstício de inverno austral.
O ministro das Relações Exteriores, o também aimará David Choquehuanca, declarou que o festejo, que nestes dias também terá seu correspondente em Cuzco com o Inti Raymi, a festa do Sol, disse que a data é oportuna para a renovação pessoal.
"Hoje é tempo de renovação. Assim como o Sol se renova, nós também nos renovamos, todos os seres humanos festejam junto com a natureza, junto à Mãe Lua e o Pai Sol, e nosso desejo para este ano é que todos consigam alcançar a felicidade", declarou Choquehuanca.
O chanceler havia convidado para as comemorações o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, que chegou de madrugada ao país para uma visita oficial, mas ele não compareceu.
Humala, que assumirá a presidência no final de julho, realiza nesta terça-feira uma visita de cerca de 15 horas à Bolívia para discutir com o presidente Morales a agenda bilateral.
Fonte: G1/mundo

sábado, 18 de junho de 2011

Uma oferenda em Tel Dor

Um curioso episódio que se passou há uma dúzia de anos, mais precisamente a 11 de Julho de 1998: um arqueólogo americano da Universidade norte-americana de Cornell, Jeffrey Zorn, resolveu, numa escavação arqueológica em Israel, ruínas do antigo e quase ignoto Povo de Tel Dor, resolveu, dizia, fazer uma oferenda num início de semana aos Deuses desconhecidos de Dor. De um modo cerimonioso, verteu uma garrafa de vinho do sabat (vinho usado no ritual judaico) sobre um altar com cornos que o próprio Zorn construiu... ao fazê-lo, o arqueólogo pediu uma estação cheia de descobertas - e no fim disse aos Deuses que se quisessem vinho de qualidade, o melhor era que concedessem uma época arqueológica bem sucedida, de modo a que os arqueólogos da expedição conseguissem alcançar o nível da Idade do Bronze na escavação. Trata-se de uma tradição a modos que «bem humorada», segundo diz o blasfemo autor do texto acima linkado, mas, entre a seriedade e a brincadeira, talvez indique uma tendência natural - quanto mais se mergulha no estudo do passado ancestral, maior será a propensão para olhar com cada vez mais simpatia, senão veneração, aquilo que os ancestrais mais veneravam...
Tradução do Caturo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As questões da humanidade

Encontram-se nos centros urbanos diversos tipos de vigaristas, cada um procurando uma vítima, qualquer transeunte desavisado, pronto para dar ao vigarista a oportunidade que este precisa para lhe "depenar". Para ser bem sucedido, todo vigarista se vale de uma das maiores fraquezas do ser humano: a vontade de "levar vantagem", de "ter ganho fácil". Tudo que o vigarista precisa fazer é induzir sua vítima a acreditar em uma promessa, para baixar suas defesas, para deixar ser envolvido na "conversa mole", apostar algum bem na expectativa de receber a vantagem, para então ser abandonada com suas ilusões.
O ser humano pergunta-se "de onde vim, quem sou eu, para onde vou" e encontrou diversas respostas. Algumas fazem muito sentido, outras nem tanto. Alguns usam isto para tirar proveito de sua própria espécie. Quando em grupos, criam instituições, seculares ou sacerdotais, que usurpam o poder que reside na comunidade.
A Igreja Católica é um destes grupos. O Vaticano, como bom vigarista, diz ao público que têm as respostas para as questões fundamentais da humanidade. O que tem é uma proposta, não uma resposta e nem é muito convincente. Uma proposta de resposta não é uma boa resposta quando cria mais e novos problemas, como vemos constantemente quando a Igreja se nega a acompanhar o desenvolvimento do mundo, mantendo a todo custo seus dogmas e suas doutrinas.
A armadilha está muito bem montada, temos a isca da "salvação" e o "pecado" como um cúmplice conveniente e a farsa do "livre-arbítrio" para induzir o público a apostar sua alma no jogo da "vida eterna". Mas não podemos nos esquecer que o esquema não funciona se o indivíduo estiver prevenido ou bem informado.
Há diversos outros sistemas e grupos que oferecem ao público uma proposta de resposta a estas questões, nós podemos e devemos escolher aquela que for mais coerente e convincente, para nós, não devemos aceitar ou engolir as soluções que nos são vendidas. Eu creio ser mister avisar que a Verdade não deu procuração à pessoa, grupo, organização ou instituição alguma para representá-la ou ser seu porta-voz. E a Verdade não pode ser percebida de frente, mas revelada por mitos, mistérios e verdades. Aos pagãos, recordo que em nossas cerimônias há uma frase litúrgica que diz: "se tu procuras por algo mas não encontras dentro de ti, de forma alguma irá encontrar fora de ti". As respostas para as questões da humanidade não virão de um sacerdote, não virão de um guru, não virão de uma revelação, não virão de uma "escritura sagrada". Elas virão de sua vivência sagrada com os Deuses.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Bolivia protege a tradição aimará

La Paz, 7 jun (EFE).- O Ministério do Trabalho da Bolívia anunciou nesta terça-feira que multará quem não respeitar o feriado adotado pelo presidente Evo Morales para celebrar o dia 21 de junho como Ano Novo aimará, etnia do líder e uma das 36 reconhecidas pela Constituição.
O ministro do Trabalho, Daniel Santalla, informou que empregadores e empresas serão comunicados na próxima semana para respeitar o 21 de junho, chamado oficialmente de Ano Novo Andino Amazônico, mas realizado principalmente entre os aimarás.
Santalla ameaçou punir com multas aqueles que não respeitem o feriado e direcionou sua advertência principalmente ao leste do país, onde estão cidades como Santa Cruz e Trinidad com líderes opositores a Morales e povos com costumes diferentes dos aimarás, que não são a etnia majoritária da Bolívia.
"Nessa parte oriental houve resistência, como se o feriado valesse apenas para a região andina. É para todo o Estado boliviano e eles têm a obrigação de cumprir a norma vigente", insistiu o ministro.
Os aimarás celebrarão o dia 21 de junho na antiga cidadela de Tiahuanaco, a 70 quilômetros de La Paz e cerca de 4 mil metros acima do nível do mar.
Os integrantes da etnia calculam que a cultura andina completa 5.519 anos, número que justificam pelos redondos 5 mil anos de antiguidade que atribuem a Tiahuanaco somados aos 519 transcorridos a partir de 1492, quando os espanhóis chegaram a América.
Essa festa é questionada por arqueólogos e antropólogos estudiosos de Tiahuanaco que sustentam que a época aldeã dessa civilização pode remontar no máximo 1.200 antes de Cristo e seu apogeu ao ano 700 de nossa era.
Fonte: G1

terça-feira, 7 de junho de 2011

Desintegrando o Papo Furado

Em sua visita à Croácia, Ratzinger derrama mais meio kilo das mesmas abobrinhas que discursou na Espanha, na Alemanha, em Portugal ,falando em prol da "familia tradicional", da "herança espiritual da Europa", contra o aborto, contra o casamento "não-católico".
Eu vou dar um desconto pro Papo Furado, afinal, ele representa não apenas a Igreja, mas ele também é a voz de milhões de reacionários, sempre militando para manter o poder da Igreja, em organizações como a TFP, a Opus Dei, a IPCO, etc.
Em diversos outros textos eu contestei mais esse monólogo monótono, mas vale a pena citar as boas partes.
A Igreja não é a base histórica, cultural e legal do casamento na Europa, como citamos em "A Instituição do casamento", de Michel Rouche.
Houve uma época em que a Igreja era contra o casamento, como citamos em "O modelo da moral sexual da ICAR", de Adelson Bruno dos Reis Santos.
"O núcleo familiar não é um modelo que pode ser definido, monopolizado ou controlado por uma instituição. Além do núcleo, tem todas as relações parentais que tornam, efetivamente, o núcleo familiar em família. Não há limites nem regras que possam controlar ou diminuir os laços sanguíneos ou afetivos que tornam a família esse modelo tão humano, inventado pelos antigos Romanos, todos pagãos."[Pelas crianças]
A herança espiritual da Europa é o Paganismo, como citamos em "A verdadeira religião da Europa", de Christopher Gérard.
Eu não me importo que a Igreja e seus acólitos ergam seus estandartes. Mas está mais do que na hora da humanidade mostrar aos Católicos e ao Vaticano seu devido lugar.
APOSTASIA JÁ!