Judeus ultra-ortodoxos da cidade de Beit Shemesh, próximo a Jerusalém, se envolveram nesta segunda-feira (26) em confusões e enfrentamentos com a polícia de Israel, por causa da segregação de gênero.
A polícia reforçou as patrulhas na cidade por causa da forte tensão provocada, nos últimos dias, pela discriminação contra as mulheres imposta por uma parte radical da população religiosa.
Vários manifestantes foram presos na segunda-feira, depois de ter enfrentado a polícia, insultado e ameaçado jornalistas.
No domingo uma equipe de uma rede de televisão israelense sofreu agressões ao filmar placas nas ruas que pedem para as mulheres não pararem em frente a sinagogas.
"Um homem foi preso depois da agressão à rede de televisão, a segunda maior do país", disse à AFP o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.
Em toda a cidade é possível ver cartazes que ordenam às mulheres a se vestirem "modestamente", segundo os princípios do judaísmo ultra-ortodoxo, ou seja, com os braços inteiramente cobertos.
Uma parte da população mais radical adotou uma visão rigorosa da separação entre homens e mulheres na região.
A imprensa israelense destacou, na última semana, os numerosos casos em que as mulheres foram vítimas das agressões por parte dos judeus ultra-ortodoxos por se negarem a sentar na parte traseira dos ônibus.
A segregação nos ônibus nas linhas frequentadas pelos ultra-ortodoxos passou a ser aplicada no final dos anos 1980, mas a oposição das mulheres a essa prática fez com que ela deixasse de ser vista como tolerável.
Fonte: G1 Mundo
Nota da casa: Assim como acontece no Brasil, especialmente com a questão dos direitos homossexuais e LGBT, a religião serve como desculpa, autorização e justificação para a intolerância, a discriminação, o preconceito, a calúnia, a injúria, a difamação e a violência. Não existem desculpas ou justificativas para o ódio e a religião devia servir para promover o amor.
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