domingo, 23 de outubro de 2011

Tudo pelo popular

O Jorge Ferraz [acena] queixa-se quando acontece [com frequência] de um cristão/católico/protestante o criticar. Isso para este pagão que vos escreve não é novidade, não há consenso entre os cristãos. Mas nós, pagãos brasileiros, também não temos muito que comemorar. Estima-se que nossa comunidade preze pela diversidade, pela informação e pelo diálogo democrático, certo? Errado.
Em 2006 eu fui expulso da Abrawicca depois de uma campanha difamatória contra mim, volta e meia ainda me acusam de fazer apologia à pedofilia.
Em 2007 eu fui expulso da Sociedade Wicca por ter tido a ousadia de criticar sua opinião em favor da auto-iniciação.
Em 2011 eu fui convidado a participar do Jornal do Bruxo - PE e não deu outra. Eu me retirei dessa comunidade depois de ter aturado demais o besteirol divulgado por lá.
O primeiro atrito foi quando incluíram a sub-cultura vampyrica como parte da comunidade pagã.
O segundo atrito foi quando eu critiquei o texto de Og Sperle.
O terceiro e derradeiro atrito foi quando eu critiquei um texto de Ricardo Draco.
Eu anteriormente escrevi um artigo refutando-o em meu Editorial.
Sobre estas dificuldades, reaproveito meus comentários, retirados deste grupo:
Pena que a comunidade pagã ou pessoas despreparadas não sabem conviver com críticas.
Eu vivo de acordo com valores, princípios, honestidade e sinceridade. Pena que tem pagão que prefere dar audiência a pequenos príncipes e seus cultos à personalidade.
"União" não pode nem deve significar unificação ou homogeneização. Por falta de contestação aconteceram as Cruzadas, a Inquisição, as Ditaduras. Se alguém tem algo a dizer, argumente o texto, não ataque o autor. Apenas pessoas imbuídas da ideologia totalitária e fascista denigrem um autor para censura-lo, por medo de perder seu poder e influência sobre a comunidade. Ninguém precisa gostar de mim e não espero por aplausos nem reconhecimento público - meu serviço é aos Deuses, não para atender às minhas agendas pessoais. Pena que nem toda pessoa que diz ser pagão faz o mesmo.
E reaproveito minha resposta ao contato do Douglas:
Como eu disse anteriormente, Douglas, eu prezo pelos fatos, não por agendas ou objetivos pessoais. Eu considero ofensivo um texto que afirme que a bruxaria seja apenas a que tem base "européia". Eu considero discriminatório um autor de textos que ataque a Wicca e a Bruxaria Tradicional em prol de propagandear seus próprios delírios. Eu considero intolerante um autor que afirme que BT seja apenas as creças pré-cristãs ou que tenha origem na "tradição íbero-celta" [esta definição, por si só, é uma contradição]. Eu não posso compactuar com um texto e um autor que divulga mentiras, baboseiras e inverdades pela internet e ainda seja aplaudido, adulado e incensado por pagãos e bruxos. Se os grupos e a comunidade pagã brasileira não se dá conta dos farsantes e vigaristas que estão por aí [enxovalhando com conceitos e ideais pessoais, unicamente em busca de controle e poder] e censura ou bane quem tenta combater essa impostura, então o melhor que eu faço é dizer um belo "foda-se" para a comunidade pagã brasileira. Continuem a brincar de ser pagão. Continuem sendo iludidos por pseudo-gurus, pseudo-sacerdotes, pseudo-bruxos, pseudo-acadêmicos. Me incluam fora dessa.

3 comentários:

Douglas Phoenix disse...

Reaproveitando minha resposta a você:

Roberto, que eu saiba esse não foi o assunto que cheguei para conversar contigo. Você desviou totalmente do que eu comentei na mensagem anterior.

Não estou aqui para concordar ou não com sua opinião, nem para apoiar ou não o Ricardo Draco, estou aqui com um único objetivo, lhe repreender pelo modo como vc se portou no grupo do Jornal.

Palavras e conteúdos ofensivos não são permitidos no grupo. Se você, como mostrou, tem uma opinião contra tais textos e contra tal autor, que comentasse, não que fosse para a parte da ofensiva. Tanto vc quanto Carmen levaram as coisas mais para um lado pessoal do que interpessoal. Como levaram a esse ponto, que falassem sobre isso fora do grupo, visto que ele não foi criado para servir de ringue, mas sim para um interação entre pagãos e leitores do Jornal, podendo sim ter diversas opiniões contrárias, como já houve diversas vezes, mas de maneira mais respeitosa que a que vcs fizeram.

Douglas Phoenix disse...

Roberto, exclua esse comentário que estou te mandando agora, mas achei um pouco contraditório você mencionar em seu texto que não se deve criticar um autor, e sim um texto, quando você fez um comentário criticando o autor em si, e não o texto.

Isso é apenas um toque, não me leve na ofensiva, até porque não tenho nada contra você.

Beto disse...

Este autor preza pelo diálogo, quando há clima para tal. Em um ambiente ideal e utópico haveria argumentação e diálogo.
Um dos motivos pelos quais eu não divulgo meus textos em grupos, foruns e redes sociais é que eu sei que haverá apenas coerção. Nenhum argumento, nenhum diálogo, nenhum fato relevante. Apenas questionamentos contra a minha pessoa, quando não desanda para o ataque pessoal.
Por exemplo, quando eu comentei na divulgação do Witchtalk com a entrevista com Di Fiosa e Prieto, tudo o que o Karagan fez [soando como uma censura velada] foi perguntar: "O que você [eu] faz pela comunidade?" Bons serviços prestados à comunidade não dá isenção.
O problema é que eu não sei conciliar. Eu não consigo aguentar esse "laisser faire" existente na comunidade pagã brasileira.
Ser ético não significa ser permissivo. Ser tolerante não significa engolir sapo. Permitir baboseiras e inverdades serem divulgadas sob o pretexto de uma suposta liberdade, diversidade, de autores que vestem um manto de autoridade ou status sacerdotal apenas nos levará ao mesmo e perigoso caminho que matou o Cristianismo e possibilitou o Totalitarismo Religioso e os males advindo disto.
Mas eu gostei do recado e será levado em conta.