Em outro tópico eu escrevi sobre a curiosa coincidência de que o Dia do Trabalho [1º de Maio] caia exatamente em uma data sagrada do Paganismo, o Poste de Maio, na Grã-Bretanha. Neste mesmo dia, no norte da Europa, comemora-se a Noite da Walpurgia, ou Dia de Santa Valburga ou Valpurga, segundo o wikipédia.
A Noite da Walpurgia é um velho festival pagão que recebeu este nome da Santa Valpurga (ou Valburga), cuja festa ocorre em 1º de Maio. Neste dia crê-se que as bruxas montam em vassouras e bodes para ir aos locais de antigos sacrifícios pagãos nas montanhas Harz, especialmente em Brocken, o ponto mais alto das montanhas.
A tradição, provavelmente vicking e difundida pelos celtas, marca a transição do inverno para a primavera, adorando e invocando os Deuses da fertilidade.
Na Roma antiga, o mês de Maio era consagrado aos antepassados. Era um mês que em toda a Europa e Ásia se acreditava que os espíritos andavam entre os vivos.
Assim como no Sanhaim [31 de Outubro], é uma celebração em homenagem aos que se foram e se oferece banquetes e libações aos ancestrais. Crê-se que durante a comemoração os mortos voltam a este mundo e podem ser vistos celebrando junto com os vivos.
Isso é um diferencial do Paganismo. Nenhum Inferno. Nenhuma condenação eterna. Nenhum Deus ameaçador, ciumento, colérico e vingativo. A vida no além é uma continuação da vida presente, será boa ou ruim conforme as nossas ações, não por nossos méritos. Cabe a nós termos a responsabilidade e a consciência sobre esses atos. Quando a consciência pesa, cabe ao individuo procurar reparar o erro e cumprir os rituais de purificação. Não existe expiação coletiva. Não existe salvação. Não existe pecado. Não existe Redentor.
O Cristão vê nisto um absurdo, pensando que isto levaria a uma vida vivida apenas pelo prazer e satisfação. Mas não é assim, isso é imaturidade e não faz sentido também viver uma vida apenas com restrições e privações. Nós tentamos buscar um equilíbrio, uma harmonia, vivendo a vida com naturalidade. Sem medo de um castigo divino.
As celebrações no 1º de Maio servem para nos lembrar que a vida no além ainda é vida. Nós vamos errar, nós vamos sofrer, porque isso faz parte da vida, do aprendizado e nenhum Deus que se preze nos negaria isso. Esta é a única forma de descobrir quem somos nós e por que existimos. Esse é o sentido da Instrumentabilidade Humana. Nós temos que ser a Besta que grita Eu no coração do Universo, descobrindo e tornando possível a convivência do individual e do coletivo como parte da mesma natureza humana.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Noite da Walpurga
Marcadores:
contos,
festas populares,
folclore,
fragmentos,
mistérios,
mitos,
sabbats
quarta-feira, 28 de abril de 2010
A Árvore da Lua
A Árvore da Lua não é um vegetal; é um sistema energético-simbólico, parecido com a Árvore das Sephiroth. Não faz parte da Wicca Gardneriana, mas é uma parte vital da Bruxaria. Na verdade, toda a Tradição dos Mistérios da Bruxaria está nessa árvore.
Na Tradição dos Mistérios da Bruxaria há um símbolo conhecido como a Árvore da Lua. Representações dessa árvore podem ser encontradas em antigas culturas, como a dos etruscos, assírios, gregos e romanos. Cada cultura antiga imaginou o desenho da árvore de acordo com seu estilo único de arte, e ainda o simbolismo essencial da árvore reflete a unidade de um conceito essencial.
Como notado previamente, as árvores têm sido vistas como pontes simbólicas para o “Outro Mundo” por muitos séculos. No folclore europeu passagens para o Reino das Fadas freqüentemente aparecem no oco de certas árvores. Na sabedoria do norte da Europa a árvore pode fornecer iluminação, como no caso do deus Woden que pendeu de uma árvore por vários dias. Esse tema também se reflete na imagem clássica do Tarot, o Enforcado.
O tema da iluminação através de uma árvore é freqüentemente simbolizado por seu fruto. O fruto em si traz consigo a essência divina da deidade que mora na árvore. Esse tema básico aparece também no culto de Dionisos onde seu espírito é passado para o vinho ritual, o fruto da videira [cf. chakra Soma, e sua respectiva secreção.]. A associação da Lua com a árvore é muito antiga e liga a Deusa da Lua ao fruto da árvore.
Uma das mais antigas representações da Deusa da Lua era um pilar de madeira ou tronco de árvore, nesse caso de Hécate. A adoração arcaica de Hécate incluía um pilar de madeira (conhecido como hekataion) que era colocado em uma encruzilhada. Aqui nós encontramos a árvore como um símbolo da deusa em um lugar que representa a entrada do Outro Mundo.
Na arte antiga a Árvore da Lua é representada como se fosse uma verdadeira árvore, ou como um mastro truncado ou pilar estilizado. Em muitos mitos antigos a Árvore da Lua era cortada e esculpida em forma de barco para um deus morto ou um caixão como no mito de Osíris. Aqui nós vemos as raízes de um tema antigo no qual o deus sacrificado viaja em um barco lunar em seguida à sua morte. Esse tema modificado aparece na lenda arturiana onde o corpo do Rei Arthur é levado para Avalon (a Ilha das Maçãs) em um bote.
Na arte antiga a Árvore da Lua é representada comunemente portando treze florações ou tochas, simbolizando o fato de que há sempre treze luas em um ano (quer sejam luas cheias ou luas novas). A Árvore da Lua típica é freqüentemente decorada com fitas, similar ao Maypole europeu. Às vezes a Árvore da Lua aparece envolta em um pórtico de templo ou em uma treliça. Isso relembra o fato de que a Deusa da Lua foi adorada primeiramente em uma gruta ou em um bosque de árvores.
Na Tradição de Mistérios da Bruxaria, os ensinamentos internos concernentes ao significado esotérico da Árvore da Lua ainda são retidos. O simbolismo da Árvore da Lua é múltiplo e encerra os próprios Mistérios. O estudo e compreensão da Árvore da Lua traz à pessoa o fruto da árvore divina. Aqui a pessoa encontra um único fruto branco, que é a sagrada comida da iluminação.
Autor: Raven Grimassi
Livro: Witchcraft, a Mystery Tradition
Citação dada pela Nadia, na Sociedade Wicca
Na Tradição dos Mistérios da Bruxaria há um símbolo conhecido como a Árvore da Lua. Representações dessa árvore podem ser encontradas em antigas culturas, como a dos etruscos, assírios, gregos e romanos. Cada cultura antiga imaginou o desenho da árvore de acordo com seu estilo único de arte, e ainda o simbolismo essencial da árvore reflete a unidade de um conceito essencial.
Como notado previamente, as árvores têm sido vistas como pontes simbólicas para o “Outro Mundo” por muitos séculos. No folclore europeu passagens para o Reino das Fadas freqüentemente aparecem no oco de certas árvores. Na sabedoria do norte da Europa a árvore pode fornecer iluminação, como no caso do deus Woden que pendeu de uma árvore por vários dias. Esse tema também se reflete na imagem clássica do Tarot, o Enforcado.
O tema da iluminação através de uma árvore é freqüentemente simbolizado por seu fruto. O fruto em si traz consigo a essência divina da deidade que mora na árvore. Esse tema básico aparece também no culto de Dionisos onde seu espírito é passado para o vinho ritual, o fruto da videira [cf. chakra Soma, e sua respectiva secreção.]. A associação da Lua com a árvore é muito antiga e liga a Deusa da Lua ao fruto da árvore.
Uma das mais antigas representações da Deusa da Lua era um pilar de madeira ou tronco de árvore, nesse caso de Hécate. A adoração arcaica de Hécate incluía um pilar de madeira (conhecido como hekataion) que era colocado em uma encruzilhada. Aqui nós encontramos a árvore como um símbolo da deusa em um lugar que representa a entrada do Outro Mundo.
Na arte antiga a Árvore da Lua é representada como se fosse uma verdadeira árvore, ou como um mastro truncado ou pilar estilizado. Em muitos mitos antigos a Árvore da Lua era cortada e esculpida em forma de barco para um deus morto ou um caixão como no mito de Osíris. Aqui nós vemos as raízes de um tema antigo no qual o deus sacrificado viaja em um barco lunar em seguida à sua morte. Esse tema modificado aparece na lenda arturiana onde o corpo do Rei Arthur é levado para Avalon (a Ilha das Maçãs) em um bote.
Na arte antiga a Árvore da Lua é representada comunemente portando treze florações ou tochas, simbolizando o fato de que há sempre treze luas em um ano (quer sejam luas cheias ou luas novas). A Árvore da Lua típica é freqüentemente decorada com fitas, similar ao Maypole europeu. Às vezes a Árvore da Lua aparece envolta em um pórtico de templo ou em uma treliça. Isso relembra o fato de que a Deusa da Lua foi adorada primeiramente em uma gruta ou em um bosque de árvores.
Na Tradição de Mistérios da Bruxaria, os ensinamentos internos concernentes ao significado esotérico da Árvore da Lua ainda são retidos. O simbolismo da Árvore da Lua é múltiplo e encerra os próprios Mistérios. O estudo e compreensão da Árvore da Lua traz à pessoa o fruto da árvore divina. Aqui a pessoa encontra um único fruto branco, que é a sagrada comida da iluminação.
Autor: Raven Grimassi
Livro: Witchcraft, a Mystery Tradition
Citação dada pela Nadia, na Sociedade Wicca
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O Ministro da Saúde recomenda
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) recomendou nesta segunda-feira que as pessoas façam sexo como uma das alternativas para prevenir problemas de hipertensão. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva em que ele apresentou dados que mostram um aumento na proporção de brasileiros com a doença.
Primeiro ele brincou dizendo que, além de cinco porções diárias de frutas e hortaliças, as pessoas deveriam fazer sexo cinco vezes por dia ou por semana. Ao final, recomendou: "Dancem, façam sexo, mantenham o peso, façam atividades físicas e, principalmente, meçam a pressão arterial."
De acordo com o levantamento apresentado, a proporção de brasileiros com hipertensão subiu de 21,5%, em 2006, para 24,4% no ano passado. Os dados, levantados por meio de 54 mil entrevistas feitas por telefone, consideram alta a pressão arterial igual ou superior a 14 por 9.
O Rio de Janeiro é o Estado com maior número de hipertensos (28%), seguido por São Paulo (26,5%).
Os dados mostram ainda que o aumento do número de hipertensos ocorreu em todas as faixas etárias, mas os idosos são os mais atingidos: 63,2% têm o problema. Entre a população até 34 anos, os números não passam de 14%. Já dos 35 anos aos 44 anos, a taxa é de 20,9%. Dos 45 aos 54 anos, chega a 34,5% e dos 55 aos 64 anos, totaliza 50,4%.
O estudo mostra ainda que a proporção de hipertensos é maior entre as mulheres --27,2% contra 21,2% entre os homens. Além disso, quanto menor a escolaridade, maiores são os casos diagnosticados. Entre os adultos com oito anos de escolaridade, por exemplo, o índice é de 31,5%, enquanto entre os com nove, dez ou 11 anos de estudo soma 16,8%.
A hipertensão é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. O movimento acaba sobrecarregando órgãos como o coração, os rins e o cérebro. Se não for tratada, a hipertensão pode provocar complicações como o entupimento de artérias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos.
Fonte: Gazetaweb
Nota da casa: APOIADÍSSIMO!
Primeiro ele brincou dizendo que, além de cinco porções diárias de frutas e hortaliças, as pessoas deveriam fazer sexo cinco vezes por dia ou por semana. Ao final, recomendou: "Dancem, façam sexo, mantenham o peso, façam atividades físicas e, principalmente, meçam a pressão arterial."
De acordo com o levantamento apresentado, a proporção de brasileiros com hipertensão subiu de 21,5%, em 2006, para 24,4% no ano passado. Os dados, levantados por meio de 54 mil entrevistas feitas por telefone, consideram alta a pressão arterial igual ou superior a 14 por 9.
O Rio de Janeiro é o Estado com maior número de hipertensos (28%), seguido por São Paulo (26,5%).
Os dados mostram ainda que o aumento do número de hipertensos ocorreu em todas as faixas etárias, mas os idosos são os mais atingidos: 63,2% têm o problema. Entre a população até 34 anos, os números não passam de 14%. Já dos 35 anos aos 44 anos, a taxa é de 20,9%. Dos 45 aos 54 anos, chega a 34,5% e dos 55 aos 64 anos, totaliza 50,4%.
O estudo mostra ainda que a proporção de hipertensos é maior entre as mulheres --27,2% contra 21,2% entre os homens. Além disso, quanto menor a escolaridade, maiores são os casos diagnosticados. Entre os adultos com oito anos de escolaridade, por exemplo, o índice é de 31,5%, enquanto entre os com nove, dez ou 11 anos de estudo soma 16,8%.
A hipertensão é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. O movimento acaba sobrecarregando órgãos como o coração, os rins e o cérebro. Se não for tratada, a hipertensão pode provocar complicações como o entupimento de artérias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos.
Fonte: Gazetaweb
Nota da casa: APOIADÍSSIMO!
Convite tentador em protesto
Washington, 25 abr (EFE).- Uma estudante universitária do estado de Indiana (EUA) convidou às mulheres de todo o mundo a "mostrarem um pouquinho", seja descendo o decote ou subindo a saia nesta segunda-feira a fim de refutar o clérigo iraniano que relacionou o uso de roupa reveladora com os terremotos.
Jennifer McCreight, de 22 anos, se surpreendeu quando na segunda-feira passada o clérigo iraniano Hojatoleslam Kazem Sedighi advertiu que "muitas mulheres que não vestem com modéstia conduzem os jovens pelo mau caminho, corrompem sua castidade e propagam o adultério na sociedade".
"Tudo isso aumenta os terremotos", acrescentou o clérigo.
McCreight decidiu que há uma maneira de refutar a ideia e criou na rede social Facebook um grupo denominado "boobquake" (literalmente sacudimento ou terremoto dos peitos) que até hoje conta mais de 120 mil pessoas.
O propósito do "boobquake", segundo o estudante de genética e evolução, é "ajudar a combater a opressão das mulheres apenas mostrando o decote".
A ideia se propagou com a velocidade própria das redes sociais e o convite não se limita ao decote: a refutação ao clérigo iraniano também pode ser feita com saias ou bermudas mais curtas que o habitual.
Fonte: G1
Nota da casa: Eu iria mais longe e convidaria às mulheres protestarem com nudez contra todos os clérigos e todas as visões retrógradas.
Jennifer McCreight, de 22 anos, se surpreendeu quando na segunda-feira passada o clérigo iraniano Hojatoleslam Kazem Sedighi advertiu que "muitas mulheres que não vestem com modéstia conduzem os jovens pelo mau caminho, corrompem sua castidade e propagam o adultério na sociedade".
"Tudo isso aumenta os terremotos", acrescentou o clérigo.
McCreight decidiu que há uma maneira de refutar a ideia e criou na rede social Facebook um grupo denominado "boobquake" (literalmente sacudimento ou terremoto dos peitos) que até hoje conta mais de 120 mil pessoas.
O propósito do "boobquake", segundo o estudante de genética e evolução, é "ajudar a combater a opressão das mulheres apenas mostrando o decote".
A ideia se propagou com a velocidade própria das redes sociais e o convite não se limita ao decote: a refutação ao clérigo iraniano também pode ser feita com saias ou bermudas mais curtas que o habitual.
Fonte: G1
Nota da casa: Eu iria mais longe e convidaria às mulheres protestarem com nudez contra todos os clérigos e todas as visões retrógradas.
Marcadores:
campanhas,
citação,
eros,
miscelânea,
notícia
sábado, 24 de abril de 2010
ONU clama pela Terra
Nações Unidas, 21 abr (Prensa Latina) O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, afirmou hoje que sem uma base ambiental sustentável são mínimas as possibilidades de reduzir a pobreza e a fome e de melhorar a saúde e o bem-estar humano.
Em uma mensagem difundida aqui com motivo da celebração amanhã do Dia Internacional da Mãe Terra, o titular da ONU destacou a relação entre o cuidado da natureza e os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Essas metas foram traçadas em 2000 para ser cumpridas em 2015 em matéria de pobreza extrema, fome, educação, igualdade entre os gêneros, mortalidade infantil, saúde materna, HIV/Sida e outras doenças, meio ambiente e desenvolvimento.
Em seu carta, Ban Ki-Moon sustenta que a proteção da Mãe Terra tem que ser um componente integral da estratégia para o avanço desses desafios, cuja marcha será analisada aqui em uma cúpula programada para setembro próximo.
Acrescenta que o homem exige demasiado à Mãe Terra e já se observam as consequências em fenômenos como a mudança climática, a redução da camada de ozônio e da biodiversidade, a contaminação das águas e a degradação dos solos.
Também adverte que o impacto dessa negligente atuação é maior sobre as pessoas mais vulneráveis, entre as que mencionou às comunidades indígenas e rurais, e aos habitantes dos bairros marginais das grandes cidades.
Para sair dessa armadilha para a prosperidade fazem falta terras férteis, águas limpas e previdência adequada, diz a mensagem.
O texto insta a governos, empresários e cidadãos de todo mundo a brindar à Mãe Terra o respeito e cuidado que merece.
No Dia Internacional da Mãe Terra foi instaurado no ano passado pela Assembleia Geral da ONU mediante uma resolução promovida por Bolívia e auspiciada por meia centena de países, a metade deles da América Latina e Caribe.
Esse documento precisou que "para atingir um justo equilíbrio entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras é necessário promover a harmonia com a natureza e a Terra".
E destacou que a própria expressão de Mãe Terra demonstra "a interdependência existente entre os seres humanos, as demais espécies vivas e o planeta que todos habitamos".
Fonte: Prensa Latina
Em uma mensagem difundida aqui com motivo da celebração amanhã do Dia Internacional da Mãe Terra, o titular da ONU destacou a relação entre o cuidado da natureza e os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Essas metas foram traçadas em 2000 para ser cumpridas em 2015 em matéria de pobreza extrema, fome, educação, igualdade entre os gêneros, mortalidade infantil, saúde materna, HIV/Sida e outras doenças, meio ambiente e desenvolvimento.
Em seu carta, Ban Ki-Moon sustenta que a proteção da Mãe Terra tem que ser um componente integral da estratégia para o avanço desses desafios, cuja marcha será analisada aqui em uma cúpula programada para setembro próximo.
Acrescenta que o homem exige demasiado à Mãe Terra e já se observam as consequências em fenômenos como a mudança climática, a redução da camada de ozônio e da biodiversidade, a contaminação das águas e a degradação dos solos.
Também adverte que o impacto dessa negligente atuação é maior sobre as pessoas mais vulneráveis, entre as que mencionou às comunidades indígenas e rurais, e aos habitantes dos bairros marginais das grandes cidades.
Para sair dessa armadilha para a prosperidade fazem falta terras férteis, águas limpas e previdência adequada, diz a mensagem.
O texto insta a governos, empresários e cidadãos de todo mundo a brindar à Mãe Terra o respeito e cuidado que merece.
No Dia Internacional da Mãe Terra foi instaurado no ano passado pela Assembleia Geral da ONU mediante uma resolução promovida por Bolívia e auspiciada por meia centena de países, a metade deles da América Latina e Caribe.
Esse documento precisou que "para atingir um justo equilíbrio entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações presentes e futuras é necessário promover a harmonia com a natureza e a Terra".
E destacou que a própria expressão de Mãe Terra demonstra "a interdependência existente entre os seres humanos, as demais espécies vivas e o planeta que todos habitamos".
Fonte: Prensa Latina
Marcadores:
campanhas,
citação,
miscelânea,
notícia,
política,
princípios,
valores
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Mulheres contra os ultraortodoxos
Jerusalém, 23 abr (EFE).- Uma vez por mês as vozes de mulheres judias se elevam diante do Muro das Lamentações, em Jerusalém, para entoar as rezas da lua nova, um ritual rejeitado pelos ultraortodoxos, que consideram pecado ouvir uma mulher cantar.
Há duas décadas, as "mulheres do muro", como são conhecidas, tentam desta forma reivindicar seu direito de fazer rituais religiosos no lugar mais sagrado para o judaísmo, enfrentando a concepção mais tradicional da fé, que proíbe que mulheres ordenem como rabinas, leiam o rolo da Torá ou liderem rezas.
A legislação israelense reserva aos homens o direito de dirigir cerimônias religiosas, vestir o tradicional manto de oração ou usar as cintas com inscrições na praça do Muro das Lamentações, onde as normas são ditadas pelo setor ultraortodoxo judaico.
Frente às limitações ao papel das mulheres na prática mais tradicional, no judaísmo reformista e no neo-ortodoxo (correntes majoritárias fora de Israel), as mulheres participam ativamente da liturgia, dirigem rituais, rezam junto aos homens e estudam o Talmude (registro de discussões rabínicas).
"É uma vergonha que a sociedade israelense sucumba ao extremismo radical dos haredim (ultraortodoxos), que são apenas uma pequena parte do judaísmo", disse à Agência Efe Peggy Cidor, membro da direção da organização Mulheres do Muro (WOW, na sigla em inglês).
Israel permite que membros da WOW realizem cerimônias no Muro das Lamentações apenas uma vez ao mês, no primeiro dia da lua nova.
Mais de uma centena de religiosas feministas se reúnem às sete da manhã no local sagrado, rodeadas de soldados e policiais que as protegem de possíveis ataques dos ultraortodoxos, que, em mais de uma ocasião, chegaram a lançar cadeiras contra elas. Apesar de a legislação impedir que elas usem vestimentas religiosas reservadas aos homens, muitas cobrem a cabeça com o quipá e usam o manto religioso debaixo de seus casacos.
Elas também se enrolam com cachecóis ou decoram o manto com bordados de flores coloridas para burlar sua definição estrita, que é oficialmente branco com listras pretas.
Atrás delas e fora da ala reservada para as mulheres em frente ao muro, 20 homens rezam em apoio à iniciativa e para reivindicar que representantes dos dois sexos possam orar juntos no santuário.
Em contraste, na zona de reza masculina, 50 homens ultraortodoxos vestidos totalmente de preto e indignados pelo atrevimento das mulheres aumentam suas vozes para impedir que seu pecaminoso canto chegue a seus ouvidos.
Alguns se aproximam para xingá-las, as acusam de não serem judias, de serem uma vergonha para seu povo e de profanarem o sagrado lugar. Outros vão mais além e as chamam de lésbicas ou rogam maldições para que nunca tenham filhos.
"É parte da ignorância de não estudar a fundo as fontes, que estabelecem que as mulheres sejam liberadas de alguns preceitos, mas não que sejam proibidas de cumpri-los", diz Sandra Kochmann, rabina do movimento conservador e originária do Uruguai.
Segundo ela, "as regras que impediam que as mulheres participassem do culto são uma questão de interpretação da época. Hoje os textos devem ser interpretados levando em conta que elas fazem parte de todas as esferas da vida".
Depois das rezas do amanhecer, o grupo se desloca para o parque arqueológico adjacente para ler o rolo da Torá, algo expressamente proibido na praça do Muro das Lamentações, por serem mulheres.
Cidor diz ser "imprescindível que o muro seja de todos os judeus, não só dos mais radicais" e que a situação atual "é igual à que ocorre no Irã".
Os judeus extremistas, denuncia indignada, "construíram uma barreira para separar homens e mulheres, não permitem que cadeirantes entrem em Shabat e proíbem que cristãos entrem na praça com uma cruz no pescoço".
Nota da casa: Bem que as mulheres cristãs poderiam se inspirar nesse exemplo e começarem a lutar pelos seus direitos religiosos, dispensando a "ajuda" do pai, do marido, do padre, do bispo...
Há duas décadas, as "mulheres do muro", como são conhecidas, tentam desta forma reivindicar seu direito de fazer rituais religiosos no lugar mais sagrado para o judaísmo, enfrentando a concepção mais tradicional da fé, que proíbe que mulheres ordenem como rabinas, leiam o rolo da Torá ou liderem rezas.
A legislação israelense reserva aos homens o direito de dirigir cerimônias religiosas, vestir o tradicional manto de oração ou usar as cintas com inscrições na praça do Muro das Lamentações, onde as normas são ditadas pelo setor ultraortodoxo judaico.
Frente às limitações ao papel das mulheres na prática mais tradicional, no judaísmo reformista e no neo-ortodoxo (correntes majoritárias fora de Israel), as mulheres participam ativamente da liturgia, dirigem rituais, rezam junto aos homens e estudam o Talmude (registro de discussões rabínicas).
"É uma vergonha que a sociedade israelense sucumba ao extremismo radical dos haredim (ultraortodoxos), que são apenas uma pequena parte do judaísmo", disse à Agência Efe Peggy Cidor, membro da direção da organização Mulheres do Muro (WOW, na sigla em inglês).
Israel permite que membros da WOW realizem cerimônias no Muro das Lamentações apenas uma vez ao mês, no primeiro dia da lua nova.
Mais de uma centena de religiosas feministas se reúnem às sete da manhã no local sagrado, rodeadas de soldados e policiais que as protegem de possíveis ataques dos ultraortodoxos, que, em mais de uma ocasião, chegaram a lançar cadeiras contra elas. Apesar de a legislação impedir que elas usem vestimentas religiosas reservadas aos homens, muitas cobrem a cabeça com o quipá e usam o manto religioso debaixo de seus casacos.
Elas também se enrolam com cachecóis ou decoram o manto com bordados de flores coloridas para burlar sua definição estrita, que é oficialmente branco com listras pretas.
Atrás delas e fora da ala reservada para as mulheres em frente ao muro, 20 homens rezam em apoio à iniciativa e para reivindicar que representantes dos dois sexos possam orar juntos no santuário.
Em contraste, na zona de reza masculina, 50 homens ultraortodoxos vestidos totalmente de preto e indignados pelo atrevimento das mulheres aumentam suas vozes para impedir que seu pecaminoso canto chegue a seus ouvidos.
Alguns se aproximam para xingá-las, as acusam de não serem judias, de serem uma vergonha para seu povo e de profanarem o sagrado lugar. Outros vão mais além e as chamam de lésbicas ou rogam maldições para que nunca tenham filhos.
"É parte da ignorância de não estudar a fundo as fontes, que estabelecem que as mulheres sejam liberadas de alguns preceitos, mas não que sejam proibidas de cumpri-los", diz Sandra Kochmann, rabina do movimento conservador e originária do Uruguai.
Segundo ela, "as regras que impediam que as mulheres participassem do culto são uma questão de interpretação da época. Hoje os textos devem ser interpretados levando em conta que elas fazem parte de todas as esferas da vida".
Depois das rezas do amanhecer, o grupo se desloca para o parque arqueológico adjacente para ler o rolo da Torá, algo expressamente proibido na praça do Muro das Lamentações, por serem mulheres.
Cidor diz ser "imprescindível que o muro seja de todos os judeus, não só dos mais radicais" e que a situação atual "é igual à que ocorre no Irã".
Os judeus extremistas, denuncia indignada, "construíram uma barreira para separar homens e mulheres, não permitem que cadeirantes entrem em Shabat e proíbem que cristãos entrem na praça com uma cruz no pescoço".
Nota da casa: Bem que as mulheres cristãs poderiam se inspirar nesse exemplo e começarem a lutar pelos seus direitos religiosos, dispensando a "ajuda" do pai, do marido, do padre, do bispo...
Marcadores:
campanhas,
citação,
miscelânea,
notícia,
política
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Besteirol Estatal
Parece que os governantes ficaram com inveja da capacidade do Vaticano de divulgar besteiras e ficar impune e saìram a divulgar um besteirol estatal.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, abriu nesta terça-feira (20) uma conferência mundial de 20 mil ativistas para discutir propostas contra o aquecimento global e difundir uma mensagem clara: "ou morre o capitalismo, ou morre a Terra".
"O capitalismo é sinônimo de inanição, o capitalismo é sinônimo de desigualdade, é sinônimo de destruição da mãe Terra. Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra", afirmou o presidente, na inauguração do evento no povoado de Tiquipaya, vizinho a Cochabamba, região central da Bolívia.
Em um campo de futebol diante de milhares de pessoas, o presidente disse que só os movimentos sociais do mundo, unidos a povos indígenas e intelectuais, "podem derrotar esse poder político e econômico (capitalismo), em defesa da mãe Terra".
Morales também disse que os homens devem evitar comer frango se querem manter seus cabelos e sua virilidade. Ele argumentou que os produtores de frango injetam hormônios femininos nas aves, e, portanto, homens que comem frango industrializado têm problemas de masculinidade.
"O frango que comemos está cheio de hormônios femininos. Por isso, quando os homens comem esses frangos, têm desvios no modo como são homens", disse.
Ele também disse que comer frango demais por muito tempo pode tornar os homens carecas.
Produtores de frango na Europa, nos EUA e em vários outros países já abandonaram o uso de hormônios, e a prática é proibida em vários países do Ocidente.
Morales também disse que a Coca-Cola é prejudicial.
Durante três dias, Tiquipaya se tornará no centro de uma conferência mundial de aborígenes e movimentos sociais de 129 países, celebrada para debater uma proposta para enfrentar as mudanças climáticas, que será apresentada na próxima Conferência Climática da ONU, agendada para o fim deste ano, no México.
Morales assumiu, em dezembro passado, o compromisso de organizar uma reunião mundial da sociedade civil, após criticar, junto a colegas de Venezuela, Nicarágua e Cuba, as conclusões da Conferência do Clima de Copenhague que, segundo ele, não obteve o consenso mínimo necessário para conter o aquecimento global.
A inauguração se realizou em meio a uma festa folclórica no estádio do povoado de Tiquipaya, que não bastou para abrigar todas as pessoas que ali foram para ouvir o presidente.
Bandeiras de Bolívia, Peru, Chile, Equador, México e do 'whipala' - xadrez multicolorido, símbolo dos indígenas andinos - dominavam o estádio de Tiquipaya. Um barulhento grupo de argentinos gritava vivas para o presidente Morales e entoava cânticos esquerdista dos anos 1970.
Indígenas bolivianos quechuas e aimaras, bem como de Chile, Peru, América Central, Estados Unidos e Europa estiveram presentes à inauguração.
Ativistas antiglobalização de África, Oceania e países sul-americanos também integravam a multidão de movimentos sociais que exigiam das potências industrializadas que freassem o aumento da temperatura do planeta, com o slogan "mudem de modelo, não mudem o clima".
"Há uma profecia, uma voz do norte, uma mensagem que diz à humanidade que temos que parar para não tirar a vida da Pachamama (mãe Terra em idioma quechua)", declarou em inglês, com ajuda de um intérprete, Faith Gammill, que disse representar os indígenas do Alasca e do Canadá.
Alicia Bárcena, representante do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viveu um momento difícil ao ser vaiada no estádio.
Secretária-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Bárcena ameaçou retirar-se caso as vaias continuassem.
"Viemos escutar os povos com todo o respeito; vocês nos convidaram, mas se não querem que estejamos aqui, nós podemos nos retirar", disse, embora em seguida tenha conseguido dar seu discurso.
Um total de 17 mesas de trabalho foram instaladas na Bolívia para debater temas principalmente referentes à formação de um tribunal de justiça climática - para punir as nações poluidoras -, a convocação de um referendo mundial - para frear acordos das potências sobre o clima - e a criação de um organismo paralelo à ONU para reforçar políticas ambientalistas.
O encontro se encerrará esta quinta-feira com a presença dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).
Morales impulsionou a celebração do encontro, após chamar de fiasco a Cúpula de Copenhague, no ano passado, e para gerar uma proposta alternativa para a próxima Cúpula Climática da ONU, no México.[G1]
Então, meninos, cuidado e evitem comer na KFC.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, abriu nesta terça-feira (20) uma conferência mundial de 20 mil ativistas para discutir propostas contra o aquecimento global e difundir uma mensagem clara: "ou morre o capitalismo, ou morre a Terra".
"O capitalismo é sinônimo de inanição, o capitalismo é sinônimo de desigualdade, é sinônimo de destruição da mãe Terra. Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra", afirmou o presidente, na inauguração do evento no povoado de Tiquipaya, vizinho a Cochabamba, região central da Bolívia.
Em um campo de futebol diante de milhares de pessoas, o presidente disse que só os movimentos sociais do mundo, unidos a povos indígenas e intelectuais, "podem derrotar esse poder político e econômico (capitalismo), em defesa da mãe Terra".
Morales também disse que os homens devem evitar comer frango se querem manter seus cabelos e sua virilidade. Ele argumentou que os produtores de frango injetam hormônios femininos nas aves, e, portanto, homens que comem frango industrializado têm problemas de masculinidade.
"O frango que comemos está cheio de hormônios femininos. Por isso, quando os homens comem esses frangos, têm desvios no modo como são homens", disse.
Ele também disse que comer frango demais por muito tempo pode tornar os homens carecas.
Produtores de frango na Europa, nos EUA e em vários outros países já abandonaram o uso de hormônios, e a prática é proibida em vários países do Ocidente.
Morales também disse que a Coca-Cola é prejudicial.
Durante três dias, Tiquipaya se tornará no centro de uma conferência mundial de aborígenes e movimentos sociais de 129 países, celebrada para debater uma proposta para enfrentar as mudanças climáticas, que será apresentada na próxima Conferência Climática da ONU, agendada para o fim deste ano, no México.
Morales assumiu, em dezembro passado, o compromisso de organizar uma reunião mundial da sociedade civil, após criticar, junto a colegas de Venezuela, Nicarágua e Cuba, as conclusões da Conferência do Clima de Copenhague que, segundo ele, não obteve o consenso mínimo necessário para conter o aquecimento global.
A inauguração se realizou em meio a uma festa folclórica no estádio do povoado de Tiquipaya, que não bastou para abrigar todas as pessoas que ali foram para ouvir o presidente.
Bandeiras de Bolívia, Peru, Chile, Equador, México e do 'whipala' - xadrez multicolorido, símbolo dos indígenas andinos - dominavam o estádio de Tiquipaya. Um barulhento grupo de argentinos gritava vivas para o presidente Morales e entoava cânticos esquerdista dos anos 1970.
Indígenas bolivianos quechuas e aimaras, bem como de Chile, Peru, América Central, Estados Unidos e Europa estiveram presentes à inauguração.
Ativistas antiglobalização de África, Oceania e países sul-americanos também integravam a multidão de movimentos sociais que exigiam das potências industrializadas que freassem o aumento da temperatura do planeta, com o slogan "mudem de modelo, não mudem o clima".
"Há uma profecia, uma voz do norte, uma mensagem que diz à humanidade que temos que parar para não tirar a vida da Pachamama (mãe Terra em idioma quechua)", declarou em inglês, com ajuda de um intérprete, Faith Gammill, que disse representar os indígenas do Alasca e do Canadá.
Alicia Bárcena, representante do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viveu um momento difícil ao ser vaiada no estádio.
Secretária-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Bárcena ameaçou retirar-se caso as vaias continuassem.
"Viemos escutar os povos com todo o respeito; vocês nos convidaram, mas se não querem que estejamos aqui, nós podemos nos retirar", disse, embora em seguida tenha conseguido dar seu discurso.
Um total de 17 mesas de trabalho foram instaladas na Bolívia para debater temas principalmente referentes à formação de um tribunal de justiça climática - para punir as nações poluidoras -, a convocação de um referendo mundial - para frear acordos das potências sobre o clima - e a criação de um organismo paralelo à ONU para reforçar políticas ambientalistas.
O encontro se encerrará esta quinta-feira com a presença dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).
Morales impulsionou a celebração do encontro, após chamar de fiasco a Cúpula de Copenhague, no ano passado, e para gerar uma proposta alternativa para a próxima Cúpula Climática da ONU, no México.[G1]
Então, meninos, cuidado e evitem comer na KFC.
Marcadores:
citação,
miscelânea,
notícia,
política
A verdadeira religião da Europa
Há uma religião do Ocidente. Essa religião é o antigo paganismo grego ou latino, celta ou germânico…esse paganismo valia os outros. Ele não está assim tão longe de nós. Nunca somos mais do que pagãos convertidos…o pagão é aquele que reconhece o divino através das suas manifestações no mundo visível”. Foi assim que em 1965 o Cardeal Jean Danielou respondeu à questão. A Europa é um continente pagão. Simplesmente ela esqueceu-o durante séculos por múltiplas razões.
Mas, dir-me-ão, esse paganismo desapareceu há 2000 anos, vencido na Europa pela fé cristã., noutros sítios por outras revelações (o islão no norte de África e na Turquia, outrora cristãs). Os estudos históricos, cada vez mais folheados – e libertados dos preconceitos cristãos – mostram que aquilo que podemos chamar, para simplificar, paganismo europeu, nunca desapareceu e que a conversão do nosso continente fez-se muito lentamente…e sem doçura (excepto na Irlanda e na Islândia).
A conversão foi imposta, pelo ferro e pelo fogo. Ela estendeu-se por séculos: os lituanos, por exemplo, não foram convertidos – pela força – senão nos séculos XVI e XVII. Nas nossas regiões, os antigos cultos politeístas foram cobertos com um verniz cristão, frequentemente muito superficial.
Veja-se o culto dos santos, das fontes, das procissões, as fogueiras dos santos populares (e todo o calendário de festas), e mesmo a Trindade, muito pouco monoteísta. É apenas na Contra-Reforma, em reacção ao protestantismo, que a Igreja católica ergue uma grelha eficaz. Mas as mentalidades, o que Jung chamava o Inconsciente Colectivo, conservaram as estruturas mentais do paganismo; apenas os vocábulos mudaram. Da mesma forma, o estudo da nossa cultura mostra que na Europa todos os renascimentos foram feitos por um recurso à memória pagã: O Renascimento italiano ou francês, o Romantismo alemão, etc. Mas hoje, neste início de século XXI, face ao triunfo aparente do materialismo mais aviltante, face também à ofensiva de religiões selvagens e frequentemente exóticas (as “seitas”), face sobretudo ao islão cada vez mais massivamente presente sobre o nosso solo (com as consequências que este tipo de colonização implicam, vide a Índia ou a Macedónia), como dizer-se pagão sem passar por um excêntrico?
Desde logo, paganismo não combina de todo com materialismo. Honrar os deuses, que são potências e não pessoas, não significa adorar o bezerro de ouro. Neste sentido, um pagão consequente está mais próximo de um cristão repugnado pela mercantilização do mundo do que de um consumidor satisfeito. Depois, o pagão não pode ser membro de uma qualquer “seita”, que fecha sempre os seus membros numa visão paranóica do mundo, com a sua espera do Apocalipse, o seu culto do livro único que contém todas as verdades e dos eleitos, únicos que serão salvos. O pagão vive numa relação de co-pertença com o cosmos, do qual não é nunca o centro.
O seu livro é a natureza, mesmo se admite que Homero, por exemplo, é um autor “inspirado”. O pagão não se refugia em paraísos artificiais nem em miseráveis consolações d’além-mundo (…)
Para o pagão a ética é por definição trágica, feita de aceitação do destino, encarado como um desafio para provar a fidelidade à sua visão de Honra, para oferecer um nome sem mácula aos seus descendentes.
Porque o pagão situa-se numa continuidade, a da terra e dos mortos, como dizia Barrès. Ele define-se como herdeiro de um legado ancestral, que lhe cabe enriquecer e transmitir. O pagão, se tem a cabeça nas estrelas, mantém os pés bem firmados sobre a terra que é a sua, sem jamais perder o contacto com essas duas dimensões. Ele é filho da terra negra e do céu estrelado.
Face à pretensão monoteísta de deter a única verdade – e de impedir os outros de escolher o seu caminho para o divino – o pagão faz prova de tolerância, no sentido em que ele sabe, no mais profundo de si, que o caminho para o divino pode fazer-se por uma infinidade de vias.
Um tal mistério não pode nunca resumir-se a um catecismo predeterminado nem a um conjunto de gestos repetidos de maneira mecânica.
A religião da Europa é de essência cósmica. Ela encara o universo como eterno, sujeito a ciclos. Esse universo não é visto como estando vazio de forças nem como “absurdo” como pretendiam os niilistas. Tudo faz sentido, tudo são forças e potências impessoais regidas por uma ordem inviolável, a que os indianos chamam dharma (conceito mais tarde recuperado pelos budistas), termo que pode parecer um pouco exótico, mas que os Gregos traduzem por Kosmos: Ordem.
Depois de milénios, a nossa religião tradicional, reflexo da tradição primordial, incentiva o homem a inserir-se nessa ordem, a conhecer-lhe as leis implacáveis, a compreender o mundo na sua dupla dimensão, visível e invisível. O pagão de hoje, como há três mil anos, faz suas as divisas do Templo de Apolo em Delfos: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses” e “Nada em Excesso”.
Christopher Gérard, Revue Renaissance – Réflexion et Culture, Abril de 2002, N°5 (via Vouloir)
Citado e copiado de: A Vida é a Derradeira Obra de Arte
Nota da casa: Uma boa fonte para conhecer o Paganismo, mas que faz a linha racista do Gladius. Uma pena.
Mas, dir-me-ão, esse paganismo desapareceu há 2000 anos, vencido na Europa pela fé cristã., noutros sítios por outras revelações (o islão no norte de África e na Turquia, outrora cristãs). Os estudos históricos, cada vez mais folheados – e libertados dos preconceitos cristãos – mostram que aquilo que podemos chamar, para simplificar, paganismo europeu, nunca desapareceu e que a conversão do nosso continente fez-se muito lentamente…e sem doçura (excepto na Irlanda e na Islândia).
A conversão foi imposta, pelo ferro e pelo fogo. Ela estendeu-se por séculos: os lituanos, por exemplo, não foram convertidos – pela força – senão nos séculos XVI e XVII. Nas nossas regiões, os antigos cultos politeístas foram cobertos com um verniz cristão, frequentemente muito superficial.
Veja-se o culto dos santos, das fontes, das procissões, as fogueiras dos santos populares (e todo o calendário de festas), e mesmo a Trindade, muito pouco monoteísta. É apenas na Contra-Reforma, em reacção ao protestantismo, que a Igreja católica ergue uma grelha eficaz. Mas as mentalidades, o que Jung chamava o Inconsciente Colectivo, conservaram as estruturas mentais do paganismo; apenas os vocábulos mudaram. Da mesma forma, o estudo da nossa cultura mostra que na Europa todos os renascimentos foram feitos por um recurso à memória pagã: O Renascimento italiano ou francês, o Romantismo alemão, etc. Mas hoje, neste início de século XXI, face ao triunfo aparente do materialismo mais aviltante, face também à ofensiva de religiões selvagens e frequentemente exóticas (as “seitas”), face sobretudo ao islão cada vez mais massivamente presente sobre o nosso solo (com as consequências que este tipo de colonização implicam, vide a Índia ou a Macedónia), como dizer-se pagão sem passar por um excêntrico?
Desde logo, paganismo não combina de todo com materialismo. Honrar os deuses, que são potências e não pessoas, não significa adorar o bezerro de ouro. Neste sentido, um pagão consequente está mais próximo de um cristão repugnado pela mercantilização do mundo do que de um consumidor satisfeito. Depois, o pagão não pode ser membro de uma qualquer “seita”, que fecha sempre os seus membros numa visão paranóica do mundo, com a sua espera do Apocalipse, o seu culto do livro único que contém todas as verdades e dos eleitos, únicos que serão salvos. O pagão vive numa relação de co-pertença com o cosmos, do qual não é nunca o centro.
O seu livro é a natureza, mesmo se admite que Homero, por exemplo, é um autor “inspirado”. O pagão não se refugia em paraísos artificiais nem em miseráveis consolações d’além-mundo (…)
Para o pagão a ética é por definição trágica, feita de aceitação do destino, encarado como um desafio para provar a fidelidade à sua visão de Honra, para oferecer um nome sem mácula aos seus descendentes.
Porque o pagão situa-se numa continuidade, a da terra e dos mortos, como dizia Barrès. Ele define-se como herdeiro de um legado ancestral, que lhe cabe enriquecer e transmitir. O pagão, se tem a cabeça nas estrelas, mantém os pés bem firmados sobre a terra que é a sua, sem jamais perder o contacto com essas duas dimensões. Ele é filho da terra negra e do céu estrelado.
Face à pretensão monoteísta de deter a única verdade – e de impedir os outros de escolher o seu caminho para o divino – o pagão faz prova de tolerância, no sentido em que ele sabe, no mais profundo de si, que o caminho para o divino pode fazer-se por uma infinidade de vias.
Um tal mistério não pode nunca resumir-se a um catecismo predeterminado nem a um conjunto de gestos repetidos de maneira mecânica.
A religião da Europa é de essência cósmica. Ela encara o universo como eterno, sujeito a ciclos. Esse universo não é visto como estando vazio de forças nem como “absurdo” como pretendiam os niilistas. Tudo faz sentido, tudo são forças e potências impessoais regidas por uma ordem inviolável, a que os indianos chamam dharma (conceito mais tarde recuperado pelos budistas), termo que pode parecer um pouco exótico, mas que os Gregos traduzem por Kosmos: Ordem.
Depois de milénios, a nossa religião tradicional, reflexo da tradição primordial, incentiva o homem a inserir-se nessa ordem, a conhecer-lhe as leis implacáveis, a compreender o mundo na sua dupla dimensão, visível e invisível. O pagão de hoje, como há três mil anos, faz suas as divisas do Templo de Apolo em Delfos: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses” e “Nada em Excesso”.
Christopher Gérard, Revue Renaissance – Réflexion et Culture, Abril de 2002, N°5 (via Vouloir)
Citado e copiado de: A Vida é a Derradeira Obra de Arte
Nota da casa: Uma boa fonte para conhecer o Paganismo, mas que faz a linha racista do Gladius. Uma pena.
Marcadores:
citação,
contos,
história,
miscelânea
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A fundação de Roma
Diz a lenda que em 21 de Abril de 753 antes da era cristã ou era comum, o latino Rómulo, irmão de Remo, filho de Marte, Deus da Guerra, e de Reia Sílvia, vestal (sacerdotisa de Vesta, Deusa do Fogo Sagrado do Lar e da Pátria), fundou a cidade de Roma, que viria a ser a capital de um dos maiores impérios de sempre, proto-fundador do Ocidente e raiz étnica - pelo menos em parte - das actuais Nações latinas, entre as quais se inclui Portugal.
Reia Sílvia era filha de Numitor, filho de Procas, rei da cidade latina de Alba Longa. O irmão de Numitor, Amúlio, tomou o poder e obrigou a filha do irmão a tornar-se vestal (sacerdotisa de Vesta) porque as vestais não podiam deixar de ser virgens e Amúlio não queria que Reia Sílvia tivesse filhos, os quais um dia poderiam reclamar o trono que Amúlio queria para si e para os seus próprios filhos.
Todavia, Reia Sílvia foi fecundada por Marte, que das Alturas desceu sobre ela e fez com que a virgem desse à luz dois gémeos, Rómulo e Remo. Amúlio ordenou que fossem atirados, mãe e filhos, ao rio Tibre, mas Tiberinus, o Deus do rio, salvou Reia de se afogar. Quanto aos filhos, foram recolhidos e amamentados por uma loba (daí a conhecida imagem da Loba que amamenta duas crianças, como se pode ver acima) sob uma figueira (a ruminalis ficus) e protegidos por um pica-pau (ambos os animais são consagrados a Marte), tendo posteriormente sido adoptados por um pastor, Fáustulo, e sua esposa, Acca Larentia, que os criaram.
Mais tarde, os irmãos colocaram o seu avô Numitor no trono e decidiram depois criar outra cidade. Remo viu seis abutres sobre o monte Aventino e afirmou que a nova urbe teria de nascer ali, mas Rómulo viu doze abutres sobre o monte Palatino e decidiu-se por esta última elevação como ponto de partida do novo Estado. Traçou por isso um sulco numa área plana, em torno do monte, dizendo «Morto será aquele que violar esta fronteira!». Como Remo troçasse do irmão e saltitasse de um lado para o outro do sulco, Rómulo matou-o. Isto é mito fundador, é lenda imortal, narrativa primordial (de alguns) dos nossos ancestrais. Por isso, o caminho do sulco de Rómulo seria o caminho que, mais tarde, os jovens solteiros romanos iriam percorrer, à volta do Monte Palatino, todos os anos, por ocasião da celebração da Lupercalia.
E um dos muitos testemunhos desta ligação primordial tem também a ver com o dia de hoje, no qual Roma, além de festejar a sua fundação, celebrava também a Parilia, cerimónia religiosa em honra de Pales, a Deusa Protectora dos Rebanhos. A figura da Divindade feminina protectora Cujo nome radica em Pal- será eventualmente uma das mais antigas e disseminadas do mundo indo-europeu. Na Grécia, uma das mais importantes Deusas, Atena, protectora de Atenas, tinha nesta cidade o título de Pallas; nota-se ao mesmo tempo a semelhança (como fez Georges Dumézil) entre a romana Pales, protectora dos rebanhos, e a indiana Vispala, Deusa igualmente protectora dos rebanhos, mas em Cujo nome «Vis» significa «Tribo», «Casa». Extraordinariamente, há na Lusitânia uma Deidade Cujo nome é Trebopala, em que «Trebo» significa, em Céltico, «Tribo», «Povo», enquanto «-pala» terá o sentido de «Protecção». A lusitana Trebopala seria pois exactamente equivalente, na Sua origem e significado, à indiana Vispala, como se pode deduzir da leitura do artigo «O Sacrifício entre os Lusitanos», da Dra. Maria João Santos Arez, bem como da tese de licenciatura do Dr. Andrés Pena Granha, intitulada «Território Político Celta na Galícia Prerromana e Medieval».
E ainda hoje a palavra «pala» é em Português usada com o sentido de protecção... «viver à pala de», é, como se sabe, «viver sob a protecção de», ou «à custa de», e constitui expressão assaz usual.
Honremos pois o nosso passado milenar, cuja raiz se oculta na noite dos tempos, mas que, seguramente, constitui a base dos principais elementos da herança nacional: a estirpe indo-europeia.
Fonte: Gladius
Nota da casa: Eu mantenho minha opinião que este "orgulho da estirpe" é mais um mito moderno do que um fato.
Reia Sílvia era filha de Numitor, filho de Procas, rei da cidade latina de Alba Longa. O irmão de Numitor, Amúlio, tomou o poder e obrigou a filha do irmão a tornar-se vestal (sacerdotisa de Vesta) porque as vestais não podiam deixar de ser virgens e Amúlio não queria que Reia Sílvia tivesse filhos, os quais um dia poderiam reclamar o trono que Amúlio queria para si e para os seus próprios filhos.
Todavia, Reia Sílvia foi fecundada por Marte, que das Alturas desceu sobre ela e fez com que a virgem desse à luz dois gémeos, Rómulo e Remo. Amúlio ordenou que fossem atirados, mãe e filhos, ao rio Tibre, mas Tiberinus, o Deus do rio, salvou Reia de se afogar. Quanto aos filhos, foram recolhidos e amamentados por uma loba (daí a conhecida imagem da Loba que amamenta duas crianças, como se pode ver acima) sob uma figueira (a ruminalis ficus) e protegidos por um pica-pau (ambos os animais são consagrados a Marte), tendo posteriormente sido adoptados por um pastor, Fáustulo, e sua esposa, Acca Larentia, que os criaram.
Mais tarde, os irmãos colocaram o seu avô Numitor no trono e decidiram depois criar outra cidade. Remo viu seis abutres sobre o monte Aventino e afirmou que a nova urbe teria de nascer ali, mas Rómulo viu doze abutres sobre o monte Palatino e decidiu-se por esta última elevação como ponto de partida do novo Estado. Traçou por isso um sulco numa área plana, em torno do monte, dizendo «Morto será aquele que violar esta fronteira!». Como Remo troçasse do irmão e saltitasse de um lado para o outro do sulco, Rómulo matou-o. Isto é mito fundador, é lenda imortal, narrativa primordial (de alguns) dos nossos ancestrais. Por isso, o caminho do sulco de Rómulo seria o caminho que, mais tarde, os jovens solteiros romanos iriam percorrer, à volta do Monte Palatino, todos os anos, por ocasião da celebração da Lupercalia.
E um dos muitos testemunhos desta ligação primordial tem também a ver com o dia de hoje, no qual Roma, além de festejar a sua fundação, celebrava também a Parilia, cerimónia religiosa em honra de Pales, a Deusa Protectora dos Rebanhos. A figura da Divindade feminina protectora Cujo nome radica em Pal- será eventualmente uma das mais antigas e disseminadas do mundo indo-europeu. Na Grécia, uma das mais importantes Deusas, Atena, protectora de Atenas, tinha nesta cidade o título de Pallas; nota-se ao mesmo tempo a semelhança (como fez Georges Dumézil) entre a romana Pales, protectora dos rebanhos, e a indiana Vispala, Deusa igualmente protectora dos rebanhos, mas em Cujo nome «Vis» significa «Tribo», «Casa». Extraordinariamente, há na Lusitânia uma Deidade Cujo nome é Trebopala, em que «Trebo» significa, em Céltico, «Tribo», «Povo», enquanto «-pala» terá o sentido de «Protecção». A lusitana Trebopala seria pois exactamente equivalente, na Sua origem e significado, à indiana Vispala, como se pode deduzir da leitura do artigo «O Sacrifício entre os Lusitanos», da Dra. Maria João Santos Arez, bem como da tese de licenciatura do Dr. Andrés Pena Granha, intitulada «Território Político Celta na Galícia Prerromana e Medieval».
E ainda hoje a palavra «pala» é em Português usada com o sentido de protecção... «viver à pala de», é, como se sabe, «viver sob a protecção de», ou «à custa de», e constitui expressão assaz usual.
Honremos pois o nosso passado milenar, cuja raiz se oculta na noite dos tempos, mas que, seguramente, constitui a base dos principais elementos da herança nacional: a estirpe indo-europeia.
Fonte: Gladius
Nota da casa: Eu mantenho minha opinião que este "orgulho da estirpe" é mais um mito moderno do que um fato.
Marcadores:
citação,
folclore,
história,
miscelânea,
mitos
Divulgando o que é bom
Vejo pessoas que estão praticando a Arte há séculos e que quando surgem questões elementares como essa do colar [de âmbar e azeviche-NB] jamais ouviram falar sobre o tema ou perdem literalmente o rumo.
Muitos vão me dizer : "Ah mas esse tipo de coisa não se encontra por ai...os livros são limitados....não há literatura disponível sobre o tema no Brasil...."
E eu respondo: realmente!
Mas há coisas que vocês podem fazer para dirimir esses problemas. Primeiro, a maioria da boa literatura sobre Wicca ainda está e sempre estará disponível em inglês. Se querem aprofundar o que sabem terão que ler em inglês. Então, começar um curso de inglês não faz mal a ninguém. Segundo, outro lugar onde podem buscar pelos conhecimentos que faltam é junto a um grupo estruturado em uma Tradição séria. Se quiserem sair da superficialidade da Wicca fastfood disponível aos montes por ai, é necessário dar um passo além. Infelizmente nem os livros, mesmo os em inglês, contêm os Grande Mistérios da Arte. Será que não está na hora de vocês começarem a avaliar e iniciarem uma busca pelas Tradições disponíveis em sua região para buscarem uma Iniciação formal? É o únicos sistema efetivo de crescimento e aprofundamento na Arte que podemos considerar confiável. Assim tem sido desde o surgimento da Wicca e assim será para sempre.
Hoje temos muitas Tradições, não só de Wicca mas de muitas outras formas de Paganismo disponíveis no Brasil, como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Correliana, Feri e por ai vai...
Se a Tradição que fala ao seu coração não está disponível no Brasil, porque não buscar o conhecimento onde ela está? Viajar às vezes é inevitável, mas conhecimento sem sacrifício não tem valor. Se o que você procura não está disponível no Brasil você terá SIM que viajar para alcançar o que deseja até que possa plantar as primeiras sementes por aqui, até que isso cresça e se torne uma árvore enraizada e forte. O que eu tenho percebido ao longo de todos esses anos na Wicca é que as pessoas são altamente acomodadas. Se o que elas buscam não está disponível, permanecem na passividade a vida inteira até que as coisas sejam mais "fáceis" ou invés delas mesmas tomarem a frente para tornar isso mais fácil aos outros. Isso é uma coisa que nunca me conformei, nem nunca me conformarei e é o que me faz muitas vezes pensar em abandonar meu trabalho público de vez: a falta de empenho e comprometimento das pessoas, atrelada ao seu comodismo sem limites.
Se cada um saísse de sua própria zona de conforto para ir além, isso ajudaria e muito na ampliação não só dos seus horizontes mas dos horizontes da Arte para a região onde vivem, contribuindo como um todo para tornar a Wicca mais diversa e plural em nosso pais.
Não se aprende Wicca em comunidades da Internet...
Não se aprende Wicca nos sites da Internet...
Não se aprende Wicca totalmente nem mesmo nos livros disponíveis no mercado...
Wicca se aprende com prática, experiência e vivência e nisso a busca por uma forma de instrução tradicional pode ser de valor incalculável.
ACORDEM MINHA GENTE!!!!
Não se esqueçam que é cada um de nós que fazemos a Wicca do nosso país!
Obviamente essa não é uma mensagem direcionada a essa ou aquela pessoa nesse tópico, mas a todos os praticantes da Arte no Brasil que possam estar lendo esse post no momento. A Wicca em nosso país precisa de mais ação e empenho, por parte de todos nós.
Autor: Claudiney Prieto
Fonte: Sociedade Wicca
Nota da casa: Considerando que esta sempre foi a posição e a opinião deste pagão que vos escreve e considerando que o autor do texto e dono da comunidade SW demonstra ter uma posição mais a favor de uma Wicca "popular", "evoluída" ou "progressiva", vale a pena perguntar se a SW vai efetivamente se tornar uma comunidade séria para se estudar a religião ou se é apenas mais uma jogada.
Muitos vão me dizer : "Ah mas esse tipo de coisa não se encontra por ai...os livros são limitados....não há literatura disponível sobre o tema no Brasil...."
E eu respondo: realmente!
Mas há coisas que vocês podem fazer para dirimir esses problemas. Primeiro, a maioria da boa literatura sobre Wicca ainda está e sempre estará disponível em inglês. Se querem aprofundar o que sabem terão que ler em inglês. Então, começar um curso de inglês não faz mal a ninguém. Segundo, outro lugar onde podem buscar pelos conhecimentos que faltam é junto a um grupo estruturado em uma Tradição séria. Se quiserem sair da superficialidade da Wicca fastfood disponível aos montes por ai, é necessário dar um passo além. Infelizmente nem os livros, mesmo os em inglês, contêm os Grande Mistérios da Arte. Será que não está na hora de vocês começarem a avaliar e iniciarem uma busca pelas Tradições disponíveis em sua região para buscarem uma Iniciação formal? É o únicos sistema efetivo de crescimento e aprofundamento na Arte que podemos considerar confiável. Assim tem sido desde o surgimento da Wicca e assim será para sempre.
Hoje temos muitas Tradições, não só de Wicca mas de muitas outras formas de Paganismo disponíveis no Brasil, como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Correliana, Feri e por ai vai...
Se a Tradição que fala ao seu coração não está disponível no Brasil, porque não buscar o conhecimento onde ela está? Viajar às vezes é inevitável, mas conhecimento sem sacrifício não tem valor. Se o que você procura não está disponível no Brasil você terá SIM que viajar para alcançar o que deseja até que possa plantar as primeiras sementes por aqui, até que isso cresça e se torne uma árvore enraizada e forte. O que eu tenho percebido ao longo de todos esses anos na Wicca é que as pessoas são altamente acomodadas. Se o que elas buscam não está disponível, permanecem na passividade a vida inteira até que as coisas sejam mais "fáceis" ou invés delas mesmas tomarem a frente para tornar isso mais fácil aos outros. Isso é uma coisa que nunca me conformei, nem nunca me conformarei e é o que me faz muitas vezes pensar em abandonar meu trabalho público de vez: a falta de empenho e comprometimento das pessoas, atrelada ao seu comodismo sem limites.
Se cada um saísse de sua própria zona de conforto para ir além, isso ajudaria e muito na ampliação não só dos seus horizontes mas dos horizontes da Arte para a região onde vivem, contribuindo como um todo para tornar a Wicca mais diversa e plural em nosso pais.
Não se aprende Wicca em comunidades da Internet...
Não se aprende Wicca nos sites da Internet...
Não se aprende Wicca totalmente nem mesmo nos livros disponíveis no mercado...
Wicca se aprende com prática, experiência e vivência e nisso a busca por uma forma de instrução tradicional pode ser de valor incalculável.
ACORDEM MINHA GENTE!!!!
Não se esqueçam que é cada um de nós que fazemos a Wicca do nosso país!
Obviamente essa não é uma mensagem direcionada a essa ou aquela pessoa nesse tópico, mas a todos os praticantes da Arte no Brasil que possam estar lendo esse post no momento. A Wicca em nosso país precisa de mais ação e empenho, por parte de todos nós.
Autor: Claudiney Prieto
Fonte: Sociedade Wicca
Nota da casa: Considerando que esta sempre foi a posição e a opinião deste pagão que vos escreve e considerando que o autor do texto e dono da comunidade SW demonstra ter uma posição mais a favor de uma Wicca "popular", "evoluída" ou "progressiva", vale a pena perguntar se a SW vai efetivamente se tornar uma comunidade séria para se estudar a religião ou se é apenas mais uma jogada.
Marcadores:
citação,
política,
princípios,
valores
segunda-feira, 19 de abril de 2010
A jornada do Louco
Eu enviei um "resumo" da minha história com a Arte ao bruxo de Pernambuco e ele, gentilmente, a divulgou em seu blog.
Meu interesse por povos antigos vem desde meus 16 anos, quando eu resolvi apostatar [romper com a Igreja], depois de ter feito aos 12 anos algo que muito Cristão não faz em vida: ler a bíblia.
Isso é um dado curioso e interessante, pois foi justo na bíblia onde eu vi os primeiros "sinais" de que havia "mais coisas entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia supõe". Foi na bíblia onde eu vi magia, sacrifício, necromancia, evocações...bruxaria! E lá fui eu, um brasileiro, em um país católico, em busca de mais informações...foi uma verdadeira garimpagem.
Hoje, felizmente [ou infelizmente] há bastante informação sobre a Arte e creio eu que a internet tem se mostrado uma ferramenta crucial em minha jornada, ajudando, aperfeiçoando e eu diria mesmo que serviu-me de lição em muitas ocasiões.
Sim, a internet. Eu comecei a "navegar" em 2001, nos quiosques do correio, no espaço que existia [gratuito] no Banco do Brasil [centro de SP] ou nos espaços cedidos pela Prefeitura. Ali eu consegui organizar e publicar meus escritos. Ali eu comecei a organizar e construir minhas páginas virtuais. Ali eu tive os primeiros contatos com grupos de todo o tipo: ateus, bruxos, satanistas. Tudo e qualquer coisa que desafiasse, que contestasse a Igreja, eu estava interessado.
Em 2002 e 2003 eu comecei a me interessar pelo Satanismo [La Vey] simplesmente porque muitas coisas que ele escreveu combinavam com o que eu havia escrito dos 18 aos meus 21 anos, uma obra que eu defino como minha catarse, o início de minha cura interior. Nessa época nascia "ArchasBr", uma página virtual que encampava nos ideais do Satanismo, não porque eu esperava conseguir derrotar a Igreja, mas porque eu precisava quebrar o círculo vicioso em que eu estava, preso no Cristianismo e em seus dogmas doentios. Sim, eu queria chocar, sacudir, não apenas aos que me visitavam, mas a mim mesmo. E continuava a procurar uma base, um porto, um caminho de volta para casa, o Caminho pelos Bosques Sagrados.
Foi em 2003 ou 2004 que eu encontrei a Wicca, o Paganismo e a Bruxaria Modernos. Foi nessa época que conheci a Abrawicca, no Yahoo! Grupos e tentei participar. Tentei, pois meu entusiasmo com o que escrevo sempre me leva a ações não recomendáveis. Alguém no grupo viu minha página. Alguém me denunciou. E até hoje a Mavesper me considera um promotor da pedofilia, se não coisa pior. E para piorar, eu escrevi no Midia Independente meu libelo entitulado "O Vaticano Wiccano". Mas não fiquei totalmente "órfão", uma pessoa [que infelizmente não lembro quem] indicou o Forum da Wicca Gardneriana e com Mario Martinez eu aprendi muito. Ali eu conheci Scathy Morrighan. Ali, com ela, eu comecei meu lento e duro retorno para casa.
Assim, em 2006, eu conheci e iniciei minha participação no Amber & Jet, onde eu nutro minha paixão pela Wica Tradicional, sem deixar de lado meus estudos particulares e independentes. Por algum tempo, cheguei a participar do Gardnerians All [Y! Grupos] e mesmo da Sociedade Wicca [orkut]. Eu saí do Gardnerians All depois de ler muita bobagem, eu fui banido da Sociedade Wicca por ter contestado seu proprietário.
Sempre polêmico. Sempre controvertido. Nunca me arrependi. Nunca olhei para trás. Nunca vou vender a Tradição. Nunca vou colocar minhas perefências pessoais, minhas necessidades ou meus objetivos acima da Arte. Se isso significa que eu ficarei isolado, banido, exilado, no ostracismo, que seja. Minha vida deve servir aos Deuses Antigos.
Jornal O Bruxo - Pernambuco: Sua História: A jornada do Louco
Grato, companheiro.
Meu interesse por povos antigos vem desde meus 16 anos, quando eu resolvi apostatar [romper com a Igreja], depois de ter feito aos 12 anos algo que muito Cristão não faz em vida: ler a bíblia.
Isso é um dado curioso e interessante, pois foi justo na bíblia onde eu vi os primeiros "sinais" de que havia "mais coisas entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia supõe". Foi na bíblia onde eu vi magia, sacrifício, necromancia, evocações...bruxaria! E lá fui eu, um brasileiro, em um país católico, em busca de mais informações...foi uma verdadeira garimpagem.
Hoje, felizmente [ou infelizmente] há bastante informação sobre a Arte e creio eu que a internet tem se mostrado uma ferramenta crucial em minha jornada, ajudando, aperfeiçoando e eu diria mesmo que serviu-me de lição em muitas ocasiões.
Sim, a internet. Eu comecei a "navegar" em 2001, nos quiosques do correio, no espaço que existia [gratuito] no Banco do Brasil [centro de SP] ou nos espaços cedidos pela Prefeitura. Ali eu consegui organizar e publicar meus escritos. Ali eu comecei a organizar e construir minhas páginas virtuais. Ali eu tive os primeiros contatos com grupos de todo o tipo: ateus, bruxos, satanistas. Tudo e qualquer coisa que desafiasse, que contestasse a Igreja, eu estava interessado.
Em 2002 e 2003 eu comecei a me interessar pelo Satanismo [La Vey] simplesmente porque muitas coisas que ele escreveu combinavam com o que eu havia escrito dos 18 aos meus 21 anos, uma obra que eu defino como minha catarse, o início de minha cura interior. Nessa época nascia "ArchasBr", uma página virtual que encampava nos ideais do Satanismo, não porque eu esperava conseguir derrotar a Igreja, mas porque eu precisava quebrar o círculo vicioso em que eu estava, preso no Cristianismo e em seus dogmas doentios. Sim, eu queria chocar, sacudir, não apenas aos que me visitavam, mas a mim mesmo. E continuava a procurar uma base, um porto, um caminho de volta para casa, o Caminho pelos Bosques Sagrados.
Foi em 2003 ou 2004 que eu encontrei a Wicca, o Paganismo e a Bruxaria Modernos. Foi nessa época que conheci a Abrawicca, no Yahoo! Grupos e tentei participar. Tentei, pois meu entusiasmo com o que escrevo sempre me leva a ações não recomendáveis. Alguém no grupo viu minha página. Alguém me denunciou. E até hoje a Mavesper me considera um promotor da pedofilia, se não coisa pior. E para piorar, eu escrevi no Midia Independente meu libelo entitulado "O Vaticano Wiccano". Mas não fiquei totalmente "órfão", uma pessoa [que infelizmente não lembro quem] indicou o Forum da Wicca Gardneriana e com Mario Martinez eu aprendi muito. Ali eu conheci Scathy Morrighan. Ali, com ela, eu comecei meu lento e duro retorno para casa.
Assim, em 2006, eu conheci e iniciei minha participação no Amber & Jet, onde eu nutro minha paixão pela Wica Tradicional, sem deixar de lado meus estudos particulares e independentes. Por algum tempo, cheguei a participar do Gardnerians All [Y! Grupos] e mesmo da Sociedade Wicca [orkut]. Eu saí do Gardnerians All depois de ler muita bobagem, eu fui banido da Sociedade Wicca por ter contestado seu proprietário.
Sempre polêmico. Sempre controvertido. Nunca me arrependi. Nunca olhei para trás. Nunca vou vender a Tradição. Nunca vou colocar minhas perefências pessoais, minhas necessidades ou meus objetivos acima da Arte. Se isso significa que eu ficarei isolado, banido, exilado, no ostracismo, que seja. Minha vida deve servir aos Deuses Antigos.
Jornal O Bruxo - Pernambuco: Sua História: A jornada do Louco
Grato, companheiro.
Marcadores:
contos,
fragmentos,
miscelânea,
textos resgatados
Vai Aiatolá!
E para não dizerem que pego apenas no pé dos Cristãos e de sua...eehhh...deficiência racional, hoje eu vou pegar no pé dos Brimos.
Um importante clérigo islâmico do Irã afirmou, durante sermão, que mulheres com roupas reveladoras e atitudes promíscuas são a causa dos terremotos. "Muitas mulheres não se vestem de modo recatado. Levam os homens jovens ao mau caminho, corrompem sua castidade e disseminam o adultério na sociedade, o que, em consequência, aumenta os terremotos", afirmou o clérigo Hojatoleslam Kazem Sedighi, de acordo com a imprensa iraniana.
As mulheres do Irã são obrigadas por lei a se cobrirem da cabeça aos pés, mas muitas, especialmente as jovens, usam lenços que mostram boa parte do cabelo. "O que podemos fazer para não ficarmos sepultados sob os escombros?", questionou Sedighi, durante seu sermão de sexta-feira. "Não há outra solução que nos refugiarmos na religião e adaptarmos nossas vidas aos códigos morais do Islã."
O Irã é um dos países mais afetados por terremotos no mundo, e a explicação incomum do clérigo foi feita após uma previsão do presidente Mahmoud Ahmadinejad, segundo a qual um tremor vai sacudir a capital Teerã. O presidente sugeriu que a maioria dos 12 milhões de habitantes da capital se transfira para outras partes do país.
Especialistas advertiram que, há pelo menos duas décadas, é provável que a capital iraniana seja atingida por um violento terremoto. Alguns especialistas já sugeriram que o Irã transfira sua capital para uma zona com menor atividade sísmica. Teerã está acima de várias falhas geológicas. A capital, porém, não sofre um grande terremoto desde 1830. Em 2003, houve um violento terremoto em Bam, no sul do país, matando 31 mil pessoas, um quarto da população da cidade.[Estadão]
A impressão que dá é que o planeta não para de tremer. A cada semana um terremoto novo, mais devastador do que o anterior, causa destruição em algum ponto do planeta.
Um religioso iraniano tem a explicação para tantos tremores. É muito simples e não requer nenhum conhecimento de sismologia para entender. O que provoca os terremotos são os relacionamentos amorosos extraconjugais.
Para o aiatolá Kazem Sedighi, quanto mais a galera pula a cerca, mais a terra treme. Mas a teoria estrambótica não para por aí. Segundo o iraniano, as mulheres são as maiores culpadas pois provocam os homens.
- Muitas mulheres se vestem de maneira inapropriada e fazem a nossa juventude seguir o caminho errado. Elas tentam a castidade e incitam o sexo extraconjugal na nossa sociedade. Isso faz aumentar a quantidade de terremotos pelo mundo.
No Irã, todas as mulheres devem se vestir de acordo com as nomas da lei islâmica, sempre cobrindo a cabeça e o corpo. Isso não impede que algumas desafiem as regras e se vistam com véus coloridos e roupas mais justas.[R7]
E ainda tem Brimo que vem falar que o Islã não é uma religião que oprime mulheres...E tem Brimo que ainda defende o uso "religioso" da burca...
Mas que uma Juliana Paes balança o mundo, ô se balança! Sacode bem, baby, que sobe...
Um importante clérigo islâmico do Irã afirmou, durante sermão, que mulheres com roupas reveladoras e atitudes promíscuas são a causa dos terremotos. "Muitas mulheres não se vestem de modo recatado. Levam os homens jovens ao mau caminho, corrompem sua castidade e disseminam o adultério na sociedade, o que, em consequência, aumenta os terremotos", afirmou o clérigo Hojatoleslam Kazem Sedighi, de acordo com a imprensa iraniana.
As mulheres do Irã são obrigadas por lei a se cobrirem da cabeça aos pés, mas muitas, especialmente as jovens, usam lenços que mostram boa parte do cabelo. "O que podemos fazer para não ficarmos sepultados sob os escombros?", questionou Sedighi, durante seu sermão de sexta-feira. "Não há outra solução que nos refugiarmos na religião e adaptarmos nossas vidas aos códigos morais do Islã."
O Irã é um dos países mais afetados por terremotos no mundo, e a explicação incomum do clérigo foi feita após uma previsão do presidente Mahmoud Ahmadinejad, segundo a qual um tremor vai sacudir a capital Teerã. O presidente sugeriu que a maioria dos 12 milhões de habitantes da capital se transfira para outras partes do país.
Especialistas advertiram que, há pelo menos duas décadas, é provável que a capital iraniana seja atingida por um violento terremoto. Alguns especialistas já sugeriram que o Irã transfira sua capital para uma zona com menor atividade sísmica. Teerã está acima de várias falhas geológicas. A capital, porém, não sofre um grande terremoto desde 1830. Em 2003, houve um violento terremoto em Bam, no sul do país, matando 31 mil pessoas, um quarto da população da cidade.[Estadão]
A impressão que dá é que o planeta não para de tremer. A cada semana um terremoto novo, mais devastador do que o anterior, causa destruição em algum ponto do planeta.
Um religioso iraniano tem a explicação para tantos tremores. É muito simples e não requer nenhum conhecimento de sismologia para entender. O que provoca os terremotos são os relacionamentos amorosos extraconjugais.
Para o aiatolá Kazem Sedighi, quanto mais a galera pula a cerca, mais a terra treme. Mas a teoria estrambótica não para por aí. Segundo o iraniano, as mulheres são as maiores culpadas pois provocam os homens.
- Muitas mulheres se vestem de maneira inapropriada e fazem a nossa juventude seguir o caminho errado. Elas tentam a castidade e incitam o sexo extraconjugal na nossa sociedade. Isso faz aumentar a quantidade de terremotos pelo mundo.
No Irã, todas as mulheres devem se vestir de acordo com as nomas da lei islâmica, sempre cobrindo a cabeça e o corpo. Isso não impede que algumas desafiem as regras e se vistam com véus coloridos e roupas mais justas.[R7]
E ainda tem Brimo que vem falar que o Islã não é uma religião que oprime mulheres...E tem Brimo que ainda defende o uso "religioso" da burca...
Mas que uma Juliana Paes balança o mundo, ô se balança! Sacode bem, baby, que sobe...
domingo, 18 de abril de 2010
8 mil tambores
Droga! Eu não apenas perdi esse evento/oportunidade como, ainda por cima, encontrei apenas hoje. Então, se meus leitores me desculpam, vou divulgando, mesmo que com atraso.
Segundo profecias indígenas, no dia em que se reunirem os sons de 8000 tambores sagrados será o início da verdadeira cura da Terra. Então está rolando uma grande convocação internacional para serem tocados tambores ao redor do mundo no próximo equinócio de outono, dia 21 de março. Onde você estiver, nesse dia toque seu tambor, organize sua rodinha, junte sua tribo.
"A cerimônia dos 8000 tambores sagrados ajudará a regenerar um campo ilimitado de vibrações poderosas, um enorme efeito do som cósmico de alta freqüência se espalhando e ajudando a purificar e a harmonizar a Terra e a humanidade." Esta é a tradução moderna da profecia dos ancestrais da Primeira Nação Otomì, a Civilização Sagrada do Silêncio, do Som, do Tempo, do Espaço e do Milho (Ñä tho-Ñahñu-‘Ñuhmu-‘Nuhu-Olmecas-Toltecas-Teotihuacanos), que anunciam o despertar dos povos indígenas e de toda a humanidade. O reencontro reunirá o som de 8000 Tambores Sagrados para que a vibração gere a Mähki Nathi (Poderosa Medicina Sagrada) e a energia sanadora intensificada para a cura da Mãe Terra.
Também, as mensagens de nossos anciãos e anciãs sábias nos falam da necessidade de converter os tambores de guerra em Tambores de Paz, ao reconhecer a importância de trabalhar pela harmonia e a transformação pacífica dos conflitos que se manifestam em todo o mundo.
Vamos reconhecer que tudo é Sagrado, que nossa missão é trabalhar por nossa vida em equilíbrio entre nossas famílias, comunidades, povos, humanidade, plantas, animais, ar, terra, fogo, cosmos, com nosso próprio coração."
A profecia dos 8000 tambores
Pela cura da mãe Terra, pela vida e pela paz
Diante da grande ferida aberta na Mãe Terra ao redor de todo o planeta, os anciãos e anciãs sábios, guardiões da tradição Otomi Olmeca Tolteca Teotihuacana, do México, enviam urgentemente essa mensagem ao coração e à consciência do mundo e de toda a humanidade:
“…Os povos e nações indígenas, como guardiões da Terra, sabemos que os centros de energia e os campos vibratórios de várias regiões da Terra têm sido afetados consideravelmente pela perda do sagrado e pela desconexão com o espírito da mãe Terra. Como conseqüência, guerras entre grupos que ambicionam o poder e o controle do mundo, a discriminação racial, os genocídios contra povos indígenas, a contaminação e a devastação do planeta, com o conseqüente extermínio de plantas, animais e da espécie humana.
… É tempo de sentir, pensar, dizer e agir para transformar essa situação; é necessário gerar altas freqüências de vibração…Consideramos urgente fazer uma conexão com o poder energético e curativo do som cósmico; façamos sentir a medicina da vibração do som da humanidade através da voz com orações, com música, com canto, com instrumentos musicais cerimoniais como os tambores sagrados, incluindo o tambor de nossos corações. “
É por isso que chamamos a todas as famílias das quatro direções para nos unirmos para a cura das feridas provocadas na Terra por falta de conexão com o sagrado. Oremos juntos pela cura da mãe Terra, pela vida e pela paz.[Outro Mundo]
Segundo profecias indígenas, no dia em que se reunirem os sons de 8000 tambores sagrados será o início da verdadeira cura da Terra. Então está rolando uma grande convocação internacional para serem tocados tambores ao redor do mundo no próximo equinócio de outono, dia 21 de março. Onde você estiver, nesse dia toque seu tambor, organize sua rodinha, junte sua tribo.
"A cerimônia dos 8000 tambores sagrados ajudará a regenerar um campo ilimitado de vibrações poderosas, um enorme efeito do som cósmico de alta freqüência se espalhando e ajudando a purificar e a harmonizar a Terra e a humanidade." Esta é a tradução moderna da profecia dos ancestrais da Primeira Nação Otomì, a Civilização Sagrada do Silêncio, do Som, do Tempo, do Espaço e do Milho (Ñä tho-Ñahñu-‘Ñuhmu-‘Nuhu-Olmecas-Toltecas-Teotihuacanos), que anunciam o despertar dos povos indígenas e de toda a humanidade. O reencontro reunirá o som de 8000 Tambores Sagrados para que a vibração gere a Mähki Nathi (Poderosa Medicina Sagrada) e a energia sanadora intensificada para a cura da Mãe Terra.
Também, as mensagens de nossos anciãos e anciãs sábias nos falam da necessidade de converter os tambores de guerra em Tambores de Paz, ao reconhecer a importância de trabalhar pela harmonia e a transformação pacífica dos conflitos que se manifestam em todo o mundo.
Vamos reconhecer que tudo é Sagrado, que nossa missão é trabalhar por nossa vida em equilíbrio entre nossas famílias, comunidades, povos, humanidade, plantas, animais, ar, terra, fogo, cosmos, com nosso próprio coração."
A profecia dos 8000 tambores
Pela cura da mãe Terra, pela vida e pela paz
Diante da grande ferida aberta na Mãe Terra ao redor de todo o planeta, os anciãos e anciãs sábios, guardiões da tradição Otomi Olmeca Tolteca Teotihuacana, do México, enviam urgentemente essa mensagem ao coração e à consciência do mundo e de toda a humanidade:
“…Os povos e nações indígenas, como guardiões da Terra, sabemos que os centros de energia e os campos vibratórios de várias regiões da Terra têm sido afetados consideravelmente pela perda do sagrado e pela desconexão com o espírito da mãe Terra. Como conseqüência, guerras entre grupos que ambicionam o poder e o controle do mundo, a discriminação racial, os genocídios contra povos indígenas, a contaminação e a devastação do planeta, com o conseqüente extermínio de plantas, animais e da espécie humana.
… É tempo de sentir, pensar, dizer e agir para transformar essa situação; é necessário gerar altas freqüências de vibração…Consideramos urgente fazer uma conexão com o poder energético e curativo do som cósmico; façamos sentir a medicina da vibração do som da humanidade através da voz com orações, com música, com canto, com instrumentos musicais cerimoniais como os tambores sagrados, incluindo o tambor de nossos corações. “
É por isso que chamamos a todas as famílias das quatro direções para nos unirmos para a cura das feridas provocadas na Terra por falta de conexão com o sagrado. Oremos juntos pela cura da mãe Terra, pela vida e pela paz.[Outro Mundo]
Marcadores:
campanhas,
citação,
festas populares,
folclore,
miscelânea,
notícia
Até quando a Igreja vai fingir?
Silêncio que abala a credibilidade.
A Igreja Católica sofre uma das maiores crises morais e de credibilidade da história moderna. Ainda assim, a responsabilidade por essa situação não recai sobre os milhões de fiéis espalhados por todo o mundo, que sofrem na própria carne o impacto da atitude de hipocrisia revelada pelas autoridades do Vaticano. O peso da responsabilidade sobre a omertà - o acobertamento de milhares de delitos cometidos por sacerdotes e bispos em todo o mundo contra meninos e adolescentes - recai fundamentalmente sobre a figura do papa atual, Bento XVI, o teólogo alemão Joseph Ratzinger. Antes de chegar ao papado, ele foi responsável, como prefeito da Congregação da Fé, pelo acobertamento dos crimes de pedofilia.
Essa responsabilidade, no entanto, não recai somente sobre ele, mas também sobre alguns de seus antecessores e sobre toda a instituição do poder central da Igreja. Basta recordar que existe na Igreja - só agora sabemos disso - um sigilo papal que impede sacerdotes e bispos de denunciar às autoridades civis os casos de pedofilia. Assim, estava garantida a impunidade penal dos religiosos pedófilos. Mais ainda: aqueles que tomem conhecimento de casos de pedofilia dentro da Igreja estão impedidos de denunciá-los.
Um documento pontifical determina que aqueles que ficarem sabendo do sigilo papal devem prestar um juramento que segue a seguinte fórmula: "Eu, tocando com as próprias mãos os sacrossantos evangelhos de Deus, prometo guardar fielmente o sigilo papal, de maneira que sob nenhuma forma, nenhum pretexto, seja por um bem maior, seja por motivo urgentíssimo e gravíssimo, me seja lícito violar o sigilo já mencionado. Que Deus me ajude e me ajudem estes santos evangelhos que toco com as próprias mãos".
O filósofo italiano Flores D’Arcais, editor da revista Micromega, qualifica esse juramento como fórmula solene e terrível que nos exime de qualquer comentário.
Para defender-se da terrível onda de acusações de crimes contra os inocentes cometidos pelo clero católico, o Vaticano tem sido muito torpe. Primeiro, afirmou que o crime de pedofilia não é exclusividade dos religiosos. É verdade. Também há pedófilos entre os casados. A Igreja, ainda assim, esquece que a instituição do celibato obrigatório - que não tem nenhum fundamento bíblico, já que os apóstolos eram casados, e certamente o próprio Jesus era casado, assim como todos os primeiros bispos do cristianismo e os primeiros papas - é um dos multiplicadores dos desvios sexuais do clero. O que o papa ainda espera para eliminá-la?
O Vaticano quis se defender afirmando que há relação entre homossexualismo e pedofilia, uma autêntica aberração que ofende todo um segmento da população e não tem o menor fundamento científico.
Quis distinguir no crime de pedofilia a diferença entre pecado - que a Igreja perdoa com a penitência de um Pai Nosso rezado - e crime perante a Justiça. Para a Igreja, o caso seria apenas pecado. Por que então a Igreja considera o aborto e a eutanásia crimes que devem ser punidos pelas autoridades civis, por exemplo?
No terrível juramento do sigilo papal, aquele que o recita é lembrado de que o faz com as mãos sobre os evangelhos de Jesus. É curioso que a Igreja, que diz inspirar-se nas chamadas sagradas escrituras, se esqueça do único momento em que o pacífico Profeta de Nazaré, que pede a seus apóstolos que embainhem a espada e se deixem matar sem se defender, expressa sua ira: é para pedir a pena de morte para quem fizer mal a um menino. E há mal maior que violentar sexualmente um menor? El Roto, ilustrador do jornal El País, publicou um desenho chocante: entregamos nossos filhos à Igreja para que cuide de suas almas sem saber que ela quer na verdade apoderar-se de seus corpos.
O texto no qual Jesus pede a pena de morte para quem violentar um menor está nos três evangelhos chamados sinóticos (Mateus, 18:5; Marcos, 9:42; e Lucas, 9:46). No evangelho de Mateus, depois de identificar a si mesmo com os meninos inocentes, Jesus pronuncia a terrível sentença de morte: "Quem quer que faça mal a um desses pequeninos merece que lhe pendurem no pescoço uma pedra de moinho e o afundem nas profundezas do mar".
Por que não distribuir em todo o mundo católico cartazes com essas tremendas palavras de condenação de Jesus contra os pedófilos? Por que os padres e bispos não as leem nas igrejas?
A Igreja quer continuar minimizando os abusos contra menores cometidos por seu clero. De nada adiantará. Queiram ou não, essa pedra de moinho atada ao pescoço de cada pedófilo da Igreja será a condenação implacável da sociedade pelo grande escândalo de terem abusado de menores dos quais eles próprios deveriam ser os melhores guardiães e defensores.
A última defesa indefensável do Vaticano contra os abusos que estão vindo à tona é afirmar que o mais importante é manter a própria instituição em segurança. Trata-se do princípio de lavar a roupa suja em casa. Nada mais distante da doutrina de Jesus. Os responsáveis pela igreja judaica de seu tempo, que se arrogavam o direito de decidir sobre a consciência do povo, são descritos por ele, no evangelho de Mateus, como "sepulcros caiados que por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão". Jesus, com palavras que não poderiam ser mais atuais, lhes diz: "Por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e podridão". Jesus insiste: "Limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de cobiça e maldade". E sentencia: "Como escapareis da condenação do inferno?"
Esse castigo está aí, visível, ameaçador, atual. Significa, entre outras coisas, o abandono da Igreja por parte daqueles que, se as hierarquias não tomarem medidas críveis, poderão confiar cada vez menos em sua inocência.
Autor: Juan Arias. Fonte: Estadão
Epístola da desobediência
Veneráveis bispos:
Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, e eu éramos os mais jovens teólogos no Concílio Vaticano II (1962-1965). Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em plena atividade. Sempre entendi meu trabalho teológico como um serviço prestado à Igreja Católica Romana. Por essa razão, por ocasião do quinto aniversário da eleição do papa Bento XVI, faço este apelo a vocês numa carta aberta. Ao fazê-lo, sou motivado por meu profundo respeito por minha Igreja, que agora se encontra envolvida na pior crise de credibilidade desde a Reforma. Queiram me desculpar pela forma de carta aberta. Infelizmente, não tenho outro meio para alcançá-los.
Minhas esperanças e as de tantos católicos de que o papa pudesse encontrar seu caminho para promover uma renovação em curso da Igreja e uma reaproximação ecumênica no espírito do Concílio Vaticano II infelizmente não se confirmaram.
Seu pontificado mais perdeu que aproveitou oportunidades. Perdeu-se a oportunidade de reaproximação com as igrejas protestantes; de uma reconciliação duradoura com os judeus - em vez disso, recolocou bispos notoriamente antissemitas e cismáticos em comunhão com a Igreja; de um diálogo com muçulmanos numa atmosfera de confiança mútua; de reconciliação com os povos indígenas colonizados da América Latina; de ajudar os povos da África permitindo o uso do controle da natalidade para combater a superpopulação e preservativos para combater a disseminação do HIV. Perdeu-se a oportunidade de fazer do espírito do Concílio Vaticano II a bússola de toda a Igreja Católica.
Este último ponto, respeitáveis bispos, é o mais sério de todos. Por diversas vezes, este papa acrescentou qualificativos aos textos conciliares e os interpretou contra o espírito dos padres do Concílio:
- Trouxe os bispos da tradicionalista Sociedade Pio X de volta à Igreja sem nenhuma precondição;
- Promove a Missa Tridentina medieval por todos os meios possíveis;
- Recusa-se a pôr em vigor a reaproximação com a Igreja Anglicana, exposta em documentos oficiais pela Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana;
- Reforçou ativamente as forças anticonciliares na Igreja nomeando funcionários reacionários para postos-chave na Cúria, enquanto nomeava bispos reacionários por todo o mundo.
O papa Bento XVI parece cada vez mais afastado da vasta maioria dos membros da Igreja que presta cada vez menos atenção a Roma e, na melhor hipótese, se identifica somente com seu pároco ou bispo local.
Sei que muitos de vocês estão aflitos com essa situação. Em sua política anticonciliar, o papa recebe pleno apoio da Cúria Romana. A Cúria é competente para reprimir críticas no episcopado e na Igreja como um todo e para desacreditar críticos por todos os meios a sua disposição. Com a volta à pompa e ao espetáculo absorvendo a atenção da mídia, as forças reacionárias em Roma tentaram nos apresentar como uma Igreja forte chefiada por um "Vigário de Cristo" absoluto que combina os poderes legislativo, executivo e judiciário da Igreja em suas mãos apenas. Mas a política de restauração de Bento fracassou. Todos os seus aparecimentos espetaculares, viagens demonstrativas e declarações públicas não conseguiram influenciar as opiniões da maioria dos católicos em questões controversas. Isso é particularmente verdadeiro com respeito a questões de moralidade sexual. Mesmo os encontros papais com a juventude, frequentados sobretudo por grupos carismáticos conservadores, não conseguiram conter a drenagem dos que saem da Igreja nem atrair mais vocações para o sacerdócio.
Vocês em particular, como bispos, têm razões para um profundo pesar: dezenas de milhares de padres renunciaram ao ministério desde o Concílio Vaticano II, a maioria em razão da regra do celibato. Vocações para o sacerdócio, mas também para ordens religiosas, irmandades e irmandades laicas estão em queda - não só quantitativamente como qualitativamente. A resignação e a frustração estão se espalhando rapidamente tanto pelo clero como pelos leigos atuantes. Muitos sentem que foram abandonados com suas necessidades pessoais e muitos estão profundamente deprimidos com a situação da Igreja. Em muitas de suas dioceses é a mesma história: igrejas cada vez mais vazias, seminários vazios e paróquias vazias. Em muitos países, em razão da falta de padres, cada vez mais paróquias estão sendo fundidas, com frequência contra a vontade de seus membros, em "unidades pastorais" maiores em que os poucos pastores sobreviventes ficam absolutamente sobrecarregados. Isso é antes uma falsa reforma da Igreja que uma reforma de fato!
E agora, por cima dessas crises, surge um escândalo que clama ao céu - a revelação do abuso clerical de milhares de crianças e adolescentes, primeiro nos Estados Unidos, depois na Irlanda, e agora na Alemanha e outros países. E para piorar as coisas, o tratamento dado a esses casos deu lugar a uma crise de liderança sem precedente e um colapso da confiança na liderança da Igreja.
As consequências de todos esses escândalos para a reputação da Igreja Católica são desastrosas. Líderes importantes da Igreja já admitiram isso. Numerosos pastores e educadores inocentes e comprometidos estão sofrendo com o estigma da suspeita que agora se estende sobre a Igreja.
Vocês, reverendos bispos, precisam enfrentar a questão: que acontecerá com nossa Igreja e suas dioceses no futuro? Não é minha intenção esboçar um novo programa de reforma da Igreja. Isso eu já fiz muitas vezes tanto antes como depois do Concílio. Desejo apenas lhes apresentar seis propostas que estou convencido de que são apoiadas por milhões de católicos que não têm voz na atual situação.
1. Não se calem: mantendo o silêncio ante tantas ofensas graves vocês também se mancham com a culpa. Quando sentirem que certas leis, diretrizes e medidas são contraproducentes, vocês devem dizê-lo em público. Enviem a Roma não profissões de sua devoção, mas apelos em favor da reforma!
2. Comecem a reforma: muitos na Igreja e no episcopado se queixam de Roma, mas eles próprios não fazem nada. Quando pessoas não frequentam mais a igreja numa diocese, quando o público é mantido na ignorância sobre as necessidades do mundo, quando a cooperação ecumênica é reduzida ao mínimo, então a culpa não pode ser simplesmente atribuída a Roma. Quer sejam bispos, padres, leigos ou leigas - todos podem fazer algo pela renovação da Igreja dentro da própria esfera de influência, seja ela grande ou pequena. Muitas das grandes realizações que ocorreram nas paróquias individuais e na Igreja em geral devem sua origem à iniciativa de um indivíduo ou de um pequeno grupo. Como bispos, vocês deveriam apoiar essas iniciativas e, especialmente considerando a situação presente, deveriam responder às justas queixas dos fiéis.
3. Ajam de maneira colegiada: após debates acalorados e contra a persistente oposição da Cúria, o Concílio Vaticano II decretou a colegialidade do papa e dos bispos. Ele o fez no sentido dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro não agia sozinho sem o colégio dos apóstolos. Na era pós-conciliar, porém, o papa e a Cúria ignoraram esse decreto. Dois anos apenas após o Concílio, o papa Paulo VI emitiu sua encíclica defendendo a controversa lei do celibato sem nenhuma consulta aos bispos. Desde então, a política papal e o magistério papal continuaram agindo da velha maneira não colegial. Mesmo em matérias litúrgicas, o papa governa como um autocrata sobre e contra os bispos. Ele fica feliz de se cercar deles desde que não sejam mais que figurantes no palco, sem nenhuma voz nem direito de voto. É por isso que, veneráveis bispos, vocês não deveriam agir sozinhos, mas na comunidade dos outros bispos, dos padres e dos homens e mulheres que constituem a Igreja.
4. A obediência incondicional só é devida a Deus: embora em sua consagração episcopal vocês tenham tido de fazer um juramento de obediência ao papa, sabem que a obediência incondicional não deve jamais ser prestada a nenhuma autoridade humana; ela só é devida a Deus. Por essa razão, vocês não deveriam se sentir impedidos por seu juramento de falar a verdade sobre a crise atual que enfrentam a Igreja, sua dioceses e seu país. Seu modelo deveria ser o apóstolo Paulo, que ousava discordar de Pedro como em "resisti-lhe francamente, porque era censurável"! (Gálatas 2:11). Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser permissível e até necessário quando elas não se colocam à altura do espírito do Evangelho e de sua missão. O uso do vernáculo na liturgia, as mudanças dos regulamentos que governam casamentos mistos, a afirmação de tolerância, democracia e direitos humanos, a abertura para uma atitude ecumênica, e muitas outras reformas do Vaticano II só foram alcançados pela pressão tenaz de baixo para cima.
5. Trabalhem por soluções regionais: o Vaticano com frequência tem feito ouvidos surdos a demandas bem fundamentadas do episcopado, dos padres e da laicidade. Isso é mais razão ainda para se buscar soluções regionais sábias. Como todos vocês sabem, a regra do celibato, que foi herdade da Idade Média, representa um problema particularmente delicado. No contexto atual do escândalo dos abusos sexuais, a prática tem sido cada vez mais posta em questão. Contra a vontade expressa de Roma, uma mudança pareceria pouco possível; mas não há razão para uma resignação passiva. Quando um padre, após considerações maduras, deseja se casar, não há razão porque ele deva renunciar automaticamente a seu ministério quando seu bispo e sua paróquia ficarem do seu lado. Conferências episcopais individuais poderiam tomar a frente com soluções regionais. Seria melhor, porém, buscar uma solução para toda a Igreja, portanto.
6. Peçam um concílio: assim como a conquista da reforma litúrgica, liberdade religiosa, ecumenismo e diálogo entre religiões requereu um concílio ecumênico, agora é necessário um concílio para resolver a escalada de problemas que pede uma reforma. No século anterior à Reforma, o Concílio de Constança decretou que concílios deveriam ser realizados a cada cinco anos. Mas a Cúria Romana conseguiu contornar essa decisão. Está fora de dúvida que a Cúria, temendo uma limitação de seu poder, faria qualquer coisa a seu alcance para impedir a realização de um concílio na presente situação. Assim, cabe a vocês promoverem o apelo por um concílio ou ao menos por uma assembleia representativa de bispos.
Com a Igreja em crise profunda, este é meu apelo a vocês, veneráveis bispos: ponham em ação a autoridade episcopal que foi reafirmada pelo Concílio Vaticano II. Nesta situação urgente, os olhos do mundo estão voltados para vocês. Incontáveis pessoas perderam sua confiança na Igreja Católica. Somente admitindo aberta e honestamente esses problemas e realizando resolutamente as reformas necessárias a confiança poderá ser recuperada. Com o devido respeito, eu lhes rogo que façam a sua parte - com seus colegas bispos até onde for possível, mas também sozinhos se preciso for - no "destemor" apostólico (Atos 4:29, 31). Deem a seus fiéis sinais de esperança e encorajamento e deem a nossa Igreja uma perspectiva para o futuro.
Autor: Hans Kung. Fonte: Estadão
Nota da casa: Enquanto isso, alguns padres e católicos continuam tentanto ocultar e negar a responsabilidade da Igreja: "Não convém cobrar da Igreja o mesmo método e o mesmo poder do ordenamento civil." Não se está pedindo isso da Igreja. O que nós pedimos é um mínimo de coerência. Quem se arroga autoridade moral deve ser o primeiro a observá-la. Chega de hipocrisia, de dissimulação, de falsidade, de prepotência, de presunção.
A Igreja Católica sofre uma das maiores crises morais e de credibilidade da história moderna. Ainda assim, a responsabilidade por essa situação não recai sobre os milhões de fiéis espalhados por todo o mundo, que sofrem na própria carne o impacto da atitude de hipocrisia revelada pelas autoridades do Vaticano. O peso da responsabilidade sobre a omertà - o acobertamento de milhares de delitos cometidos por sacerdotes e bispos em todo o mundo contra meninos e adolescentes - recai fundamentalmente sobre a figura do papa atual, Bento XVI, o teólogo alemão Joseph Ratzinger. Antes de chegar ao papado, ele foi responsável, como prefeito da Congregação da Fé, pelo acobertamento dos crimes de pedofilia.
Essa responsabilidade, no entanto, não recai somente sobre ele, mas também sobre alguns de seus antecessores e sobre toda a instituição do poder central da Igreja. Basta recordar que existe na Igreja - só agora sabemos disso - um sigilo papal que impede sacerdotes e bispos de denunciar às autoridades civis os casos de pedofilia. Assim, estava garantida a impunidade penal dos religiosos pedófilos. Mais ainda: aqueles que tomem conhecimento de casos de pedofilia dentro da Igreja estão impedidos de denunciá-los.
Um documento pontifical determina que aqueles que ficarem sabendo do sigilo papal devem prestar um juramento que segue a seguinte fórmula: "Eu, tocando com as próprias mãos os sacrossantos evangelhos de Deus, prometo guardar fielmente o sigilo papal, de maneira que sob nenhuma forma, nenhum pretexto, seja por um bem maior, seja por motivo urgentíssimo e gravíssimo, me seja lícito violar o sigilo já mencionado. Que Deus me ajude e me ajudem estes santos evangelhos que toco com as próprias mãos".
O filósofo italiano Flores D’Arcais, editor da revista Micromega, qualifica esse juramento como fórmula solene e terrível que nos exime de qualquer comentário.
Para defender-se da terrível onda de acusações de crimes contra os inocentes cometidos pelo clero católico, o Vaticano tem sido muito torpe. Primeiro, afirmou que o crime de pedofilia não é exclusividade dos religiosos. É verdade. Também há pedófilos entre os casados. A Igreja, ainda assim, esquece que a instituição do celibato obrigatório - que não tem nenhum fundamento bíblico, já que os apóstolos eram casados, e certamente o próprio Jesus era casado, assim como todos os primeiros bispos do cristianismo e os primeiros papas - é um dos multiplicadores dos desvios sexuais do clero. O que o papa ainda espera para eliminá-la?
O Vaticano quis se defender afirmando que há relação entre homossexualismo e pedofilia, uma autêntica aberração que ofende todo um segmento da população e não tem o menor fundamento científico.
Quis distinguir no crime de pedofilia a diferença entre pecado - que a Igreja perdoa com a penitência de um Pai Nosso rezado - e crime perante a Justiça. Para a Igreja, o caso seria apenas pecado. Por que então a Igreja considera o aborto e a eutanásia crimes que devem ser punidos pelas autoridades civis, por exemplo?
No terrível juramento do sigilo papal, aquele que o recita é lembrado de que o faz com as mãos sobre os evangelhos de Jesus. É curioso que a Igreja, que diz inspirar-se nas chamadas sagradas escrituras, se esqueça do único momento em que o pacífico Profeta de Nazaré, que pede a seus apóstolos que embainhem a espada e se deixem matar sem se defender, expressa sua ira: é para pedir a pena de morte para quem fizer mal a um menino. E há mal maior que violentar sexualmente um menor? El Roto, ilustrador do jornal El País, publicou um desenho chocante: entregamos nossos filhos à Igreja para que cuide de suas almas sem saber que ela quer na verdade apoderar-se de seus corpos.
O texto no qual Jesus pede a pena de morte para quem violentar um menor está nos três evangelhos chamados sinóticos (Mateus, 18:5; Marcos, 9:42; e Lucas, 9:46). No evangelho de Mateus, depois de identificar a si mesmo com os meninos inocentes, Jesus pronuncia a terrível sentença de morte: "Quem quer que faça mal a um desses pequeninos merece que lhe pendurem no pescoço uma pedra de moinho e o afundem nas profundezas do mar".
Por que não distribuir em todo o mundo católico cartazes com essas tremendas palavras de condenação de Jesus contra os pedófilos? Por que os padres e bispos não as leem nas igrejas?
A Igreja quer continuar minimizando os abusos contra menores cometidos por seu clero. De nada adiantará. Queiram ou não, essa pedra de moinho atada ao pescoço de cada pedófilo da Igreja será a condenação implacável da sociedade pelo grande escândalo de terem abusado de menores dos quais eles próprios deveriam ser os melhores guardiães e defensores.
A última defesa indefensável do Vaticano contra os abusos que estão vindo à tona é afirmar que o mais importante é manter a própria instituição em segurança. Trata-se do princípio de lavar a roupa suja em casa. Nada mais distante da doutrina de Jesus. Os responsáveis pela igreja judaica de seu tempo, que se arrogavam o direito de decidir sobre a consciência do povo, são descritos por ele, no evangelho de Mateus, como "sepulcros caiados que por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão". Jesus, com palavras que não poderiam ser mais atuais, lhes diz: "Por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e podridão". Jesus insiste: "Limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de cobiça e maldade". E sentencia: "Como escapareis da condenação do inferno?"
Esse castigo está aí, visível, ameaçador, atual. Significa, entre outras coisas, o abandono da Igreja por parte daqueles que, se as hierarquias não tomarem medidas críveis, poderão confiar cada vez menos em sua inocência.
Autor: Juan Arias. Fonte: Estadão
Epístola da desobediência
Veneráveis bispos:
Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, e eu éramos os mais jovens teólogos no Concílio Vaticano II (1962-1965). Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em plena atividade. Sempre entendi meu trabalho teológico como um serviço prestado à Igreja Católica Romana. Por essa razão, por ocasião do quinto aniversário da eleição do papa Bento XVI, faço este apelo a vocês numa carta aberta. Ao fazê-lo, sou motivado por meu profundo respeito por minha Igreja, que agora se encontra envolvida na pior crise de credibilidade desde a Reforma. Queiram me desculpar pela forma de carta aberta. Infelizmente, não tenho outro meio para alcançá-los.
Minhas esperanças e as de tantos católicos de que o papa pudesse encontrar seu caminho para promover uma renovação em curso da Igreja e uma reaproximação ecumênica no espírito do Concílio Vaticano II infelizmente não se confirmaram.
Seu pontificado mais perdeu que aproveitou oportunidades. Perdeu-se a oportunidade de reaproximação com as igrejas protestantes; de uma reconciliação duradoura com os judeus - em vez disso, recolocou bispos notoriamente antissemitas e cismáticos em comunhão com a Igreja; de um diálogo com muçulmanos numa atmosfera de confiança mútua; de reconciliação com os povos indígenas colonizados da América Latina; de ajudar os povos da África permitindo o uso do controle da natalidade para combater a superpopulação e preservativos para combater a disseminação do HIV. Perdeu-se a oportunidade de fazer do espírito do Concílio Vaticano II a bússola de toda a Igreja Católica.
Este último ponto, respeitáveis bispos, é o mais sério de todos. Por diversas vezes, este papa acrescentou qualificativos aos textos conciliares e os interpretou contra o espírito dos padres do Concílio:
- Trouxe os bispos da tradicionalista Sociedade Pio X de volta à Igreja sem nenhuma precondição;
- Promove a Missa Tridentina medieval por todos os meios possíveis;
- Recusa-se a pôr em vigor a reaproximação com a Igreja Anglicana, exposta em documentos oficiais pela Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana;
- Reforçou ativamente as forças anticonciliares na Igreja nomeando funcionários reacionários para postos-chave na Cúria, enquanto nomeava bispos reacionários por todo o mundo.
O papa Bento XVI parece cada vez mais afastado da vasta maioria dos membros da Igreja que presta cada vez menos atenção a Roma e, na melhor hipótese, se identifica somente com seu pároco ou bispo local.
Sei que muitos de vocês estão aflitos com essa situação. Em sua política anticonciliar, o papa recebe pleno apoio da Cúria Romana. A Cúria é competente para reprimir críticas no episcopado e na Igreja como um todo e para desacreditar críticos por todos os meios a sua disposição. Com a volta à pompa e ao espetáculo absorvendo a atenção da mídia, as forças reacionárias em Roma tentaram nos apresentar como uma Igreja forte chefiada por um "Vigário de Cristo" absoluto que combina os poderes legislativo, executivo e judiciário da Igreja em suas mãos apenas. Mas a política de restauração de Bento fracassou. Todos os seus aparecimentos espetaculares, viagens demonstrativas e declarações públicas não conseguiram influenciar as opiniões da maioria dos católicos em questões controversas. Isso é particularmente verdadeiro com respeito a questões de moralidade sexual. Mesmo os encontros papais com a juventude, frequentados sobretudo por grupos carismáticos conservadores, não conseguiram conter a drenagem dos que saem da Igreja nem atrair mais vocações para o sacerdócio.
Vocês em particular, como bispos, têm razões para um profundo pesar: dezenas de milhares de padres renunciaram ao ministério desde o Concílio Vaticano II, a maioria em razão da regra do celibato. Vocações para o sacerdócio, mas também para ordens religiosas, irmandades e irmandades laicas estão em queda - não só quantitativamente como qualitativamente. A resignação e a frustração estão se espalhando rapidamente tanto pelo clero como pelos leigos atuantes. Muitos sentem que foram abandonados com suas necessidades pessoais e muitos estão profundamente deprimidos com a situação da Igreja. Em muitas de suas dioceses é a mesma história: igrejas cada vez mais vazias, seminários vazios e paróquias vazias. Em muitos países, em razão da falta de padres, cada vez mais paróquias estão sendo fundidas, com frequência contra a vontade de seus membros, em "unidades pastorais" maiores em que os poucos pastores sobreviventes ficam absolutamente sobrecarregados. Isso é antes uma falsa reforma da Igreja que uma reforma de fato!
E agora, por cima dessas crises, surge um escândalo que clama ao céu - a revelação do abuso clerical de milhares de crianças e adolescentes, primeiro nos Estados Unidos, depois na Irlanda, e agora na Alemanha e outros países. E para piorar as coisas, o tratamento dado a esses casos deu lugar a uma crise de liderança sem precedente e um colapso da confiança na liderança da Igreja.
As consequências de todos esses escândalos para a reputação da Igreja Católica são desastrosas. Líderes importantes da Igreja já admitiram isso. Numerosos pastores e educadores inocentes e comprometidos estão sofrendo com o estigma da suspeita que agora se estende sobre a Igreja.
Vocês, reverendos bispos, precisam enfrentar a questão: que acontecerá com nossa Igreja e suas dioceses no futuro? Não é minha intenção esboçar um novo programa de reforma da Igreja. Isso eu já fiz muitas vezes tanto antes como depois do Concílio. Desejo apenas lhes apresentar seis propostas que estou convencido de que são apoiadas por milhões de católicos que não têm voz na atual situação.
1. Não se calem: mantendo o silêncio ante tantas ofensas graves vocês também se mancham com a culpa. Quando sentirem que certas leis, diretrizes e medidas são contraproducentes, vocês devem dizê-lo em público. Enviem a Roma não profissões de sua devoção, mas apelos em favor da reforma!
2. Comecem a reforma: muitos na Igreja e no episcopado se queixam de Roma, mas eles próprios não fazem nada. Quando pessoas não frequentam mais a igreja numa diocese, quando o público é mantido na ignorância sobre as necessidades do mundo, quando a cooperação ecumênica é reduzida ao mínimo, então a culpa não pode ser simplesmente atribuída a Roma. Quer sejam bispos, padres, leigos ou leigas - todos podem fazer algo pela renovação da Igreja dentro da própria esfera de influência, seja ela grande ou pequena. Muitas das grandes realizações que ocorreram nas paróquias individuais e na Igreja em geral devem sua origem à iniciativa de um indivíduo ou de um pequeno grupo. Como bispos, vocês deveriam apoiar essas iniciativas e, especialmente considerando a situação presente, deveriam responder às justas queixas dos fiéis.
3. Ajam de maneira colegiada: após debates acalorados e contra a persistente oposição da Cúria, o Concílio Vaticano II decretou a colegialidade do papa e dos bispos. Ele o fez no sentido dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro não agia sozinho sem o colégio dos apóstolos. Na era pós-conciliar, porém, o papa e a Cúria ignoraram esse decreto. Dois anos apenas após o Concílio, o papa Paulo VI emitiu sua encíclica defendendo a controversa lei do celibato sem nenhuma consulta aos bispos. Desde então, a política papal e o magistério papal continuaram agindo da velha maneira não colegial. Mesmo em matérias litúrgicas, o papa governa como um autocrata sobre e contra os bispos. Ele fica feliz de se cercar deles desde que não sejam mais que figurantes no palco, sem nenhuma voz nem direito de voto. É por isso que, veneráveis bispos, vocês não deveriam agir sozinhos, mas na comunidade dos outros bispos, dos padres e dos homens e mulheres que constituem a Igreja.
4. A obediência incondicional só é devida a Deus: embora em sua consagração episcopal vocês tenham tido de fazer um juramento de obediência ao papa, sabem que a obediência incondicional não deve jamais ser prestada a nenhuma autoridade humana; ela só é devida a Deus. Por essa razão, vocês não deveriam se sentir impedidos por seu juramento de falar a verdade sobre a crise atual que enfrentam a Igreja, sua dioceses e seu país. Seu modelo deveria ser o apóstolo Paulo, que ousava discordar de Pedro como em "resisti-lhe francamente, porque era censurável"! (Gálatas 2:11). Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser permissível e até necessário quando elas não se colocam à altura do espírito do Evangelho e de sua missão. O uso do vernáculo na liturgia, as mudanças dos regulamentos que governam casamentos mistos, a afirmação de tolerância, democracia e direitos humanos, a abertura para uma atitude ecumênica, e muitas outras reformas do Vaticano II só foram alcançados pela pressão tenaz de baixo para cima.
5. Trabalhem por soluções regionais: o Vaticano com frequência tem feito ouvidos surdos a demandas bem fundamentadas do episcopado, dos padres e da laicidade. Isso é mais razão ainda para se buscar soluções regionais sábias. Como todos vocês sabem, a regra do celibato, que foi herdade da Idade Média, representa um problema particularmente delicado. No contexto atual do escândalo dos abusos sexuais, a prática tem sido cada vez mais posta em questão. Contra a vontade expressa de Roma, uma mudança pareceria pouco possível; mas não há razão para uma resignação passiva. Quando um padre, após considerações maduras, deseja se casar, não há razão porque ele deva renunciar automaticamente a seu ministério quando seu bispo e sua paróquia ficarem do seu lado. Conferências episcopais individuais poderiam tomar a frente com soluções regionais. Seria melhor, porém, buscar uma solução para toda a Igreja, portanto.
6. Peçam um concílio: assim como a conquista da reforma litúrgica, liberdade religiosa, ecumenismo e diálogo entre religiões requereu um concílio ecumênico, agora é necessário um concílio para resolver a escalada de problemas que pede uma reforma. No século anterior à Reforma, o Concílio de Constança decretou que concílios deveriam ser realizados a cada cinco anos. Mas a Cúria Romana conseguiu contornar essa decisão. Está fora de dúvida que a Cúria, temendo uma limitação de seu poder, faria qualquer coisa a seu alcance para impedir a realização de um concílio na presente situação. Assim, cabe a vocês promoverem o apelo por um concílio ou ao menos por uma assembleia representativa de bispos.
Com a Igreja em crise profunda, este é meu apelo a vocês, veneráveis bispos: ponham em ação a autoridade episcopal que foi reafirmada pelo Concílio Vaticano II. Nesta situação urgente, os olhos do mundo estão voltados para vocês. Incontáveis pessoas perderam sua confiança na Igreja Católica. Somente admitindo aberta e honestamente esses problemas e realizando resolutamente as reformas necessárias a confiança poderá ser recuperada. Com o devido respeito, eu lhes rogo que façam a sua parte - com seus colegas bispos até onde for possível, mas também sozinhos se preciso for - no "destemor" apostólico (Atos 4:29, 31). Deem a seus fiéis sinais de esperança e encorajamento e deem a nossa Igreja uma perspectiva para o futuro.
Autor: Hans Kung. Fonte: Estadão
Nota da casa: Enquanto isso, alguns padres e católicos continuam tentanto ocultar e negar a responsabilidade da Igreja: "Não convém cobrar da Igreja o mesmo método e o mesmo poder do ordenamento civil." Não se está pedindo isso da Igreja. O que nós pedimos é um mínimo de coerência. Quem se arroga autoridade moral deve ser o primeiro a observá-la. Chega de hipocrisia, de dissimulação, de falsidade, de prepotência, de presunção.
Marcadores:
citação,
denúncia,
eros,
miscelânea,
notícia
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Dia Internacional do Beijo
Dia 13 de Abril foi comemorado o Dia Internacional do Beijo.
Atrasado, mas ainda em tempo para mandar um beijo à todas as minhas amigas.
O leitor esperto deve se perguntar: "Por que eu devo beijar?"
Rute Reizinho, psicóloga com mestrado em sexologia, explicou hoje, Dia Mundial do Beijo, que os beijos apaixonados libertam endorfinas, "substâncias químicas que proporcionam sensações de prazer, euforia, bem-estar".
"Estudos indicam que o beijo ajuda a combater a depressão", acrescentou, em declarações à Lusa, lembrando ainda que também baixa os níveis de cortisol, uma hormona envolvida na resposta ao stress: "Ou seja, vai fazer com que a pessoa fique menos stressada, mais calma".
A linha pode também sair beneficiada: investigações indicam que um beijo ajuda a queimar cerca de 12 calorias e ativa 29 músculos. O aumento da tensão arterial e da temperatura da pele são outras das consequências benéficas.
O urologista e mestre em sexologia Nuno Monteiro Pereira lembra ainda que beijar "faz aumentar a autoestima, já que há uma outra parte que aceita o ato".
"É de facto um fator importante para a saúde individual, pessoal, mental de cada um", resume, contrapondo que também pode ocorrer o "contrário" porque se o beijo for "repudiado pode diminuir extremamente a autoestima".
"O beijo dá informações gustativas, olfativas, por se estar mais próximo da pessoa, táteis, pela sensação que nos deixa, visuais, quando se beija com os olhos abertos", comenta a psicóloga.
Rute Reizinho lamenta que o beijo esteja "muito esquecido e negligenciado" numa sociedade que está a dar "muito mais valor ao sexo": "O beijo dá tanto bem-estar e prazer como um bom sexo, além de que é muito mais fácil de fazer, tanto em público, como na intimidade".
Nuno Monteiro Pereira lembrou, por seu lado, "aspetos essenciais" como o lado "sensual, que tem a ver com os estímulos sensitivos, já que os lábios são um órgão particularmente sensível a estímulos".
"Há também o aspeto cultural porque o beijo está instituído como um dos mecanismos eróticos mais importantes e que faz parte dos mecanismos de transmitir uma mensagem", o que é depois incorporado no cérebro como mensagens relacionadas com "estados da paixão e do amor", segundo o especialista.
E o que é um bom beijo? "Será com a pessoa de que se gosta, que faz ir numa viagem para uma ilha deserta e que parece que todas as pessoas desaparecem. É o teletransporte para um paraíso", responde a psicóloga.[SIC]
Então chegue perto de quem você gosta e lasque um beijo. Como diria Nana Odara, a Musa oficial deste blog, vamos beijar e gozar na cara dos caretas.
Atrasado, mas ainda em tempo para mandar um beijo à todas as minhas amigas.
O leitor esperto deve se perguntar: "Por que eu devo beijar?"
Rute Reizinho, psicóloga com mestrado em sexologia, explicou hoje, Dia Mundial do Beijo, que os beijos apaixonados libertam endorfinas, "substâncias químicas que proporcionam sensações de prazer, euforia, bem-estar".
"Estudos indicam que o beijo ajuda a combater a depressão", acrescentou, em declarações à Lusa, lembrando ainda que também baixa os níveis de cortisol, uma hormona envolvida na resposta ao stress: "Ou seja, vai fazer com que a pessoa fique menos stressada, mais calma".
A linha pode também sair beneficiada: investigações indicam que um beijo ajuda a queimar cerca de 12 calorias e ativa 29 músculos. O aumento da tensão arterial e da temperatura da pele são outras das consequências benéficas.
O urologista e mestre em sexologia Nuno Monteiro Pereira lembra ainda que beijar "faz aumentar a autoestima, já que há uma outra parte que aceita o ato".
"É de facto um fator importante para a saúde individual, pessoal, mental de cada um", resume, contrapondo que também pode ocorrer o "contrário" porque se o beijo for "repudiado pode diminuir extremamente a autoestima".
"O beijo dá informações gustativas, olfativas, por se estar mais próximo da pessoa, táteis, pela sensação que nos deixa, visuais, quando se beija com os olhos abertos", comenta a psicóloga.
Rute Reizinho lamenta que o beijo esteja "muito esquecido e negligenciado" numa sociedade que está a dar "muito mais valor ao sexo": "O beijo dá tanto bem-estar e prazer como um bom sexo, além de que é muito mais fácil de fazer, tanto em público, como na intimidade".
Nuno Monteiro Pereira lembrou, por seu lado, "aspetos essenciais" como o lado "sensual, que tem a ver com os estímulos sensitivos, já que os lábios são um órgão particularmente sensível a estímulos".
"Há também o aspeto cultural porque o beijo está instituído como um dos mecanismos eróticos mais importantes e que faz parte dos mecanismos de transmitir uma mensagem", o que é depois incorporado no cérebro como mensagens relacionadas com "estados da paixão e do amor", segundo o especialista.
E o que é um bom beijo? "Será com a pessoa de que se gosta, que faz ir numa viagem para uma ilha deserta e que parece que todas as pessoas desaparecem. É o teletransporte para um paraíso", responde a psicóloga.[SIC]
Então chegue perto de quem você gosta e lasque um beijo. Como diria Nana Odara, a Musa oficial deste blog, vamos beijar e gozar na cara dos caretas.
Marcadores:
campanhas,
citação,
eros,
miscelânea,
notícia
Quartel da PM recebe "batismo" de pajé
A Polícia Militar de Botucatu, a 238 km de São Paulo, encontrou uma forma diferente de pedir proteção divina. Nesta quinta-feira (15), uma pajelança foi realizada no batalhão da cidade. Com trajes e instrumentos típicos, 30 índios da aldeia "Teguaporã" participaram do ritual. Eles cantaram; dançaram e benzeram os carros e a sede do quartel.
O comandante da PM também foi batizado e, simbolicamente, passa a fazer parte da tribo. É a primeira vez no interior do estado que uma tribo indígena realiza uma pajelança fora da aldeia. Além da parte espiritual, a cerimônia reforça o programa de inclusão social entre os dois povos.[G1-SP]
Dentro da filosofia de Polícia Comunitária e buscando a inclusão social como parte das comemorações do Dia do Índio (19 de abril), às 10 horas da próxima quinta-feira, o 12º 12º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), sediado em Botucatu, receberá 20 integrantes da Aldeia Teguaporã, da cidade de Itaporanga, a 363 quilômetros da Capital. Liderados pelo cacique Darã, os índios apresentarão números de dança denominados 'Mungaraí', acompanhados de cânticos e movimentos herdados de seus ancestrais.
Após a apresentação, o cacique Dará e o pajé Awa Wyty iniciarão o ritual da 'Pajelança' - um termo genérico aplicado às diversas manifestações do xamanismo dos povos indígenas brasileiros, que se refere a rituais nos quais um especialista entra em contato com entidades não-humanas (espíritos de mortos, de animais etc.), visando resolver problemas que acometem pessoas ou coletividades.
O grupo benzerá as viaturas de Polícia Militar, bem como os portões da unidade policial. Sempre ao som de cânticos, o cacique Darã borrifará fumaça do Petenguá - uma espécie de cachimbo feito de madeira - nos veículos, policiais e convidados. O objetivo da cerimônia é proteger policiais e viaturas de tiroteios, acidentes de trânsito ou quaisquer perigos enfrentados no desempenho da profissão.[Rede Bom Dia]
Dentro da filosofia da Polícia Comunitária e como parte das comemorações do Dia do Índio, na próxima quinta-feira, às 10h, o 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) vai receber 20 integrantes da aldeia indígena Teguaporã, de Itaporanga (SP). Liderados pelo cacique Darã, os índios apresentarão números de dança, denominados Mungaraí, com cânticos e movimentos herdados dos ancestrais.
Após a apresentação, o cacique Dará e o pajé Awa Wyty darão início ao ritual denominado pajelança. O grupo irá benzer as viaturas de Polícia Militar, bem como, os portões da Unidade. Sempre ao som de cânticos, o cacique Darã, borrifará fumaça do Petenguá (espécie de cachimbo feito de madeira) nos veículos e policiais e convidados. O objetivo da cerimônia é proteger policiais e viatura de tiroteios, acidentes de trânsito ou quaisquer perigos enfrentados no desempenho da profissão.
Na segunda parte da cerimônia, o comandante do 12º BPM/I, juntamente com um aluno da rede pública de Botucatu, do Programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), serão batizados pelos índios e ganharão nomes no idioma tupi guarani. O “batismo” indígena serve para dar proteção aos policiais, além de promover a integração cultural dos povos.
Toda a população está convidada a assistir ao evento que foi marcado para as 10h, defronte à sede do 12º BPM/I, na rua General Júlio Marcondes Salgado nº 414, Centro de Botucatu. Os índios trarão colares, pulseira, arcos, flechas, cocares e outros artesanatos para exposição e venda. As pessoas que quiserem também poderão ter esses objetos benzidos pelo pajé Awa Wyty.
O cacique Darã é o líder da aldeia Teguaporã, com cerca de 100 índios, se instalaram em Itaporanga, oriundos das terras indígenas de Araribá, em Avaí. Darã é orientador do programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), que é aplicado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde 1999.
Em 2007, Darã participou da Conferência Anual do JCC, na cidade de Ogden, Estado de Utah, Estados Unidos, ocasião em que ministrou palestra a 1.800 estudantes, policiais e professores de vários países.
Na mesma época, Darã e PMs do Estado de São Paulo visitaram aquela aldeia, que fica no Parque Nacional dos Everglades, estado da Flórida quando foram recebidos pelo cacique Billy Cypress que está agendando viagem ao Brasil.[JCNET]
O comandante da PM também foi batizado e, simbolicamente, passa a fazer parte da tribo. É a primeira vez no interior do estado que uma tribo indígena realiza uma pajelança fora da aldeia. Além da parte espiritual, a cerimônia reforça o programa de inclusão social entre os dois povos.[G1-SP]
Dentro da filosofia de Polícia Comunitária e buscando a inclusão social como parte das comemorações do Dia do Índio (19 de abril), às 10 horas da próxima quinta-feira, o 12º 12º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), sediado em Botucatu, receberá 20 integrantes da Aldeia Teguaporã, da cidade de Itaporanga, a 363 quilômetros da Capital. Liderados pelo cacique Darã, os índios apresentarão números de dança denominados 'Mungaraí', acompanhados de cânticos e movimentos herdados de seus ancestrais.
Após a apresentação, o cacique Dará e o pajé Awa Wyty iniciarão o ritual da 'Pajelança' - um termo genérico aplicado às diversas manifestações do xamanismo dos povos indígenas brasileiros, que se refere a rituais nos quais um especialista entra em contato com entidades não-humanas (espíritos de mortos, de animais etc.), visando resolver problemas que acometem pessoas ou coletividades.
O grupo benzerá as viaturas de Polícia Militar, bem como os portões da unidade policial. Sempre ao som de cânticos, o cacique Darã borrifará fumaça do Petenguá - uma espécie de cachimbo feito de madeira - nos veículos, policiais e convidados. O objetivo da cerimônia é proteger policiais e viaturas de tiroteios, acidentes de trânsito ou quaisquer perigos enfrentados no desempenho da profissão.[Rede Bom Dia]
Dentro da filosofia da Polícia Comunitária e como parte das comemorações do Dia do Índio, na próxima quinta-feira, às 10h, o 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) vai receber 20 integrantes da aldeia indígena Teguaporã, de Itaporanga (SP). Liderados pelo cacique Darã, os índios apresentarão números de dança, denominados Mungaraí, com cânticos e movimentos herdados dos ancestrais.
Após a apresentação, o cacique Dará e o pajé Awa Wyty darão início ao ritual denominado pajelança. O grupo irá benzer as viaturas de Polícia Militar, bem como, os portões da Unidade. Sempre ao som de cânticos, o cacique Darã, borrifará fumaça do Petenguá (espécie de cachimbo feito de madeira) nos veículos e policiais e convidados. O objetivo da cerimônia é proteger policiais e viatura de tiroteios, acidentes de trânsito ou quaisquer perigos enfrentados no desempenho da profissão.
Na segunda parte da cerimônia, o comandante do 12º BPM/I, juntamente com um aluno da rede pública de Botucatu, do Programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), serão batizados pelos índios e ganharão nomes no idioma tupi guarani. O “batismo” indígena serve para dar proteção aos policiais, além de promover a integração cultural dos povos.
Toda a população está convidada a assistir ao evento que foi marcado para as 10h, defronte à sede do 12º BPM/I, na rua General Júlio Marcondes Salgado nº 414, Centro de Botucatu. Os índios trarão colares, pulseira, arcos, flechas, cocares e outros artesanatos para exposição e venda. As pessoas que quiserem também poderão ter esses objetos benzidos pelo pajé Awa Wyty.
O cacique Darã é o líder da aldeia Teguaporã, com cerca de 100 índios, se instalaram em Itaporanga, oriundos das terras indígenas de Araribá, em Avaí. Darã é orientador do programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), que é aplicado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde 1999.
Em 2007, Darã participou da Conferência Anual do JCC, na cidade de Ogden, Estado de Utah, Estados Unidos, ocasião em que ministrou palestra a 1.800 estudantes, policiais e professores de vários países.
Na mesma época, Darã e PMs do Estado de São Paulo visitaram aquela aldeia, que fica no Parque Nacional dos Everglades, estado da Flórida quando foram recebidos pelo cacique Billy Cypress que está agendando viagem ao Brasil.[JCNET]
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Independência catalã tem uma madrinha
Para relaxar depois de tanta notícia ruim, eis que encontro uma notícia agradável vinda do Velho Continente.
A atriz pornô Maria Lapiedra irá juntar votos antecipados na consulta independentista em Mollerussa [município da Espanha, província de Lérida, comunidade autônoma da Catalunha - wikipédia] convocada para o dia 25 de Abril. A atriz estará neste povoado leriano na quinta, 22, no local do lançamento onde a consulta iniciará, na praça Manel Bertran de Mollerussa.[Minuto Digital]
Os organizadores da Plataforma Mollerussa Decide decidiram contar com a ajuda da atriz pornô catalã María Lapiedra, para promover o referendo independentista do próximo 25 de Abril.[Libertad Digital]
Enquanto isso, entre os gringos, outra atriz pornô quer se candidatar ao Senado pelo Partido Republicano.
A estrela pornô Stormy Daniels, que anunciou sua candidatura ao Senado dos EUA pelo estado da Louisiana, disse que quer concorrer como representante pelo Partido Republicano, o partido conservador dos EUA.
Stormy argumentou, em comunicado, que foi adepta do Partido Democrata (a esquerda nos EUA e partido do presidente Barack Obama) durante toda sua vida, mas que os conservadores republicanos estão mais de acordo com o que ela chama de sua ideias "libertárias" sobre sexo e dinheiro.
Ela deve anunciar em 15 de abril se vai tentar disputar a candidatura contra o senador David Vitter. O democrata Charlie Melancon também concorrerá.
O Partido Republicano respondeu ao comunicado de Stormy dizendo que se trata de um "golpe publicitário" planejado pelos democratas.
Vitter foi eleito em 2004 e se envolveu em um escândalo sexual em julho de 2007, quando seu nome apareceu na lista de uma agência de acompanhantes como cliente da ‘Madame Washington’. Ele pediu desculpas publicamente à mulher pelo ocorrido.
Natural de Baton Rouge, na Louisiana, Stormy, de 29 anos, tem cerca de 100 filmes na carreira. No começo, sua pré-candidatura foi tratada como uma brincadeira, mas ela afirma que o numero de adeptos cresceu.[G1]
Nota da casa: Ah, se a moda pega no Brasil...
A atriz pornô Maria Lapiedra irá juntar votos antecipados na consulta independentista em Mollerussa [município da Espanha, província de Lérida, comunidade autônoma da Catalunha - wikipédia] convocada para o dia 25 de Abril. A atriz estará neste povoado leriano na quinta, 22, no local do lançamento onde a consulta iniciará, na praça Manel Bertran de Mollerussa.[Minuto Digital]
Os organizadores da Plataforma Mollerussa Decide decidiram contar com a ajuda da atriz pornô catalã María Lapiedra, para promover o referendo independentista do próximo 25 de Abril.[Libertad Digital]
Enquanto isso, entre os gringos, outra atriz pornô quer se candidatar ao Senado pelo Partido Republicano.
A estrela pornô Stormy Daniels, que anunciou sua candidatura ao Senado dos EUA pelo estado da Louisiana, disse que quer concorrer como representante pelo Partido Republicano, o partido conservador dos EUA.
Stormy argumentou, em comunicado, que foi adepta do Partido Democrata (a esquerda nos EUA e partido do presidente Barack Obama) durante toda sua vida, mas que os conservadores republicanos estão mais de acordo com o que ela chama de sua ideias "libertárias" sobre sexo e dinheiro.
Ela deve anunciar em 15 de abril se vai tentar disputar a candidatura contra o senador David Vitter. O democrata Charlie Melancon também concorrerá.
O Partido Republicano respondeu ao comunicado de Stormy dizendo que se trata de um "golpe publicitário" planejado pelos democratas.
Vitter foi eleito em 2004 e se envolveu em um escândalo sexual em julho de 2007, quando seu nome apareceu na lista de uma agência de acompanhantes como cliente da ‘Madame Washington’. Ele pediu desculpas publicamente à mulher pelo ocorrido.
Natural de Baton Rouge, na Louisiana, Stormy, de 29 anos, tem cerca de 100 filmes na carreira. No começo, sua pré-candidatura foi tratada como uma brincadeira, mas ela afirma que o numero de adeptos cresceu.[G1]
Nota da casa: Ah, se a moda pega no Brasil...
Marcadores:
citação,
eros,
miscelânea,
notícia,
política
Assinar:
Postagens (Atom)

