E por falar em feriado, como funcionário público e pagão, eu tenho que agradecer ao Governo por ignorar a constituição e me conceder um feriado prolongado a partir de amanhã [o feriado é chamado de "Endoenças"]. Então, antes da Sexta Santa [Paixão de Cristo], do Sábado de Aleluia [Malhação do Judas] e do Domingo de Páscoa [Ressurreição de Cristo], eu achei por bem explicar o que esse feriado religioso cristão tem a ver com coelhos, ovos, primavera, fertilidade.
Usando o oráculo virtual [Google] eis que eu encontro um texto excelente, vindo de um cristão fundamentalista!
De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Easter.
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos.
Antes do nascimento de Jesus, alguns povos do norte da Europa cultuavam uma deusa chamada Eostre, a deusa de Fonte, Fertilidade e da Vida. Anualmente, a cada primavera eles promoviam um festival em honra a ela. Este festival comemorava a chegada da "nova vida" (entenda-se reencarnação) e se chamava Easter derivando de seu nome.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Trata-se do Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.
Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.
Na realidade, tanto o ovo quanto a lebre de Páscoa são muito mais antigos que o cristianismo. Já os povos antigos consideravam o ovo como o portador da vida, como a célula misteriosa que dá origem a todos os seres vivos. O ovo era o símbolo da força vital e presenteá-lo era o mesmo que desejar a uma pessoa saúde e longa vida. E nesta sua própria natureza, de berço do nascimento e da procriação, encontramos, também, o elo de ligação que o prende na festa da Páscoa.
Nos povos germânicos antes do nascimento de Cristo se venerava "Ostera" ou "Ostara" como deusa da fertilidade e da fecundidade e a sua festa era na primavera do hemisfério norte, ou seja na estação em que a natureza, depois de um sono hibernal profundo e semelhante à própria morte, renasce com toda a força para uma nova vida. E nada parece mais natural do que ligar o uso de presentear ovos à festa daquela deusa, cuja razão e natureza tinham a mesma significação: de ser o símbolo da continuidade da vida pelo nascimento.
Os ovos, desde tempos antigos, são símbolos de fertilidade, sexo e vida nova (entenda-se reencarnação). Sempre foram elementos importantes nas celebrações da estação da primavera pagã.
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o deus Sol.
Ostera e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
A pintura dos ovos com cores vivas simboliza as cores trazidas pelo Sol na Primavera. A tradição dos ovos decorados chegou à Europa na Idade Média, levada pelos cruzados - era prática comum entre egípcios, persas, fenícios, gregos e romanos pintar ovos para oferecê-los como presente em seus festivais de Primavera.[Breve Ele virá]
Seja qual for o seu caso ou a sua preferência, caro leitor, Feliz Páscoa, Feliz Ostara, Feliz Primavera!
quarta-feira, 31 de março de 2010
Feriado religioso é inconstitucional
Celebrar com feriado a Semana Santa é inconstitucional. Assim determina a Carta Magna de 1988, que define o Brasil como um Estado laico, sem religião oficial. Na prática, cumprir esse dispositivo torna-se extremamente difícil porque a cultura religiosa é muito arraigada no país, especialmente quando se trata do catolicismo.
Há incontáveis evidências de que as instituições brasileiras fecham os olhos para a Constituição ao privilegiar a Igreja Católica, Apostólica e Romana. Exemplo recente desse procedimento é a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Decreto Legislativo 698/2009, que estabelece o Acordo entre a República Federativa do Brasil e o Vaticano relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil.
Esse Acordo representa, à luz da Constituição, um atentado perpetrado contra o Estado laico, que, por definição, não pode ter preferência por nenhuma religião. Permite que a Igreja Católica meta-se na vida civil e privada dos brasileiros em geral, independente das opções religiosas individuais.
A Semana Santa, que culmina com a Páscoa, é uma celebração associada à religião católica e algumas outras religiões. Portanto, é inconstitucional a decretação de feriado nesse período. Trata-se de um precedente para que sejam oficializados feriados também para homenagear os Orixás, o budismo e as demais religiões.
A preferência do Estado pela Igreja Católica certamente causa incômodo a um comerciante protestante ou de qualquer outra religião que é obrigado a fechar seu estabelecimento em reverência à Semana Santa, à padroeira Nossa Senhora Aparecida ou a outros santos católicos. Da mesma maneira, sem dúvida seria desconfortável para um colégio católico ter de interromper suas atividades para render homenagens ao “Dia dos Orixás”, ao “Dia de Buda” ou ao “Dia de Chico Xavier”.
O Estado brasileiro permite que a Igreja Católica (a maior latifundiária do país) seja beneficiada não apenas com feriados, mas também com isenção e redução de impostos, entre outras regalias. Existe, em meio a tantas outras benesses, um dispositivo legal que trata do arcaico “laudêmio”, um estatuto medieval que favorece a Igreja como proprietária de terrenos e casas. É uma importante fonte de renda garantida pelo Estado à cúpula da religião católica.
Todas as manifestações religiosas devem ter os mesmos direitos, registra claramente a Carta Magna em alíneas e parágrafos de seu artigo 5º: “é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”, bem como “criar distinções entre brasileiros e preferências entre si”.
Autor: Luiz Pompe
Fonte: Tudo Global
Há incontáveis evidências de que as instituições brasileiras fecham os olhos para a Constituição ao privilegiar a Igreja Católica, Apostólica e Romana. Exemplo recente desse procedimento é a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Decreto Legislativo 698/2009, que estabelece o Acordo entre a República Federativa do Brasil e o Vaticano relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil.
Esse Acordo representa, à luz da Constituição, um atentado perpetrado contra o Estado laico, que, por definição, não pode ter preferência por nenhuma religião. Permite que a Igreja Católica meta-se na vida civil e privada dos brasileiros em geral, independente das opções religiosas individuais.
A Semana Santa, que culmina com a Páscoa, é uma celebração associada à religião católica e algumas outras religiões. Portanto, é inconstitucional a decretação de feriado nesse período. Trata-se de um precedente para que sejam oficializados feriados também para homenagear os Orixás, o budismo e as demais religiões.
A preferência do Estado pela Igreja Católica certamente causa incômodo a um comerciante protestante ou de qualquer outra religião que é obrigado a fechar seu estabelecimento em reverência à Semana Santa, à padroeira Nossa Senhora Aparecida ou a outros santos católicos. Da mesma maneira, sem dúvida seria desconfortável para um colégio católico ter de interromper suas atividades para render homenagens ao “Dia dos Orixás”, ao “Dia de Buda” ou ao “Dia de Chico Xavier”.
O Estado brasileiro permite que a Igreja Católica (a maior latifundiária do país) seja beneficiada não apenas com feriados, mas também com isenção e redução de impostos, entre outras regalias. Existe, em meio a tantas outras benesses, um dispositivo legal que trata do arcaico “laudêmio”, um estatuto medieval que favorece a Igreja como proprietária de terrenos e casas. É uma importante fonte de renda garantida pelo Estado à cúpula da religião católica.
Todas as manifestações religiosas devem ter os mesmos direitos, registra claramente a Carta Magna em alíneas e parágrafos de seu artigo 5º: “é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”, bem como “criar distinções entre brasileiros e preferências entre si”.
Autor: Luiz Pompe
Fonte: Tudo Global
Inicia a florada da cerejeira
Quando chegar ao país, ligue a TV e verá: em qualquer canal há boletins diários pormenorizados sobre a frente de floração ou sakura zensen (uma vez que o desabrochar avança por regiões) que as pessoas seguem diária e atentamente.
Ainda que tudo na civilização nipónica seja de uma dosagem exacta e de uma precisão milimétrica, neste caso a minúcia da atenção é requisito crucial.
Trocando em miúdos: a delicadeza rosada e invulgar da sakura é tão bela quanto efémera. Dura nos galhos pouco mais de uma semana e por isso é fundamental estar no local certo, à hora certa, se quiser presenciar o espectáculo antes que as folhas irrompam no lugar dos botões.
Acerte o relógio com a Natureza
Como este Inverno as temperaturas desceram demasiado, as previsões da Agência Meteorológica do Japão garantem que as árvores da espécie someiyoshino, as mais comuns entre uma variedade que ultrapassa as 200, vão ficar carregadas um pouco mais tarde. O 'sakura' florescerá primeiro em Shizuoka, Kochi e Oita, ainda em Março. Uma semana depois será a vez da região de Tóquio. Nos locais mais frios, ao norte do arquipélago, as flores de cerejeira só começam a aparecer a 11 de Abril.
Céu em flor
A escolha do local ideal é mais fácil. As cerejeiras abundam no Japão e, regra geral, o espectáculo pode ser observado em qualquer campo, jardim, avenida ou praça, já que decoram todos os espaços públicos e fachadas.
Importante mesmo é acordar cedo e despachar-se, porque os japoneses saem massivamente de madrugada para guardar lugar e arrisca-se a não ter onde pôr um pé. A tradição recomenda uma manta para estender na relva.
Sucedem-se piqueniques ao ar livre e os Festivais Hanami. Predominam canções acentuadas na flauta de bambu e mercados de flores. Última dica: fique para a noite porque é costume iluminar as árvores.[Destak]
Festas e eventos estão sendo realizados no Japão para aproveitar a temporada de flores de cerejeira. Durante o curto período em que as flores aparecem, os japoneses lotam os parques e realizam festas sob as árvores.
As flores de cerejeira, chamadas de "sakura" no Japão, são associadas como recomeços, já que surgem no mesmo período do início das aulas e do ano fiscal japonês, no dia primeiro de abril.
Alguns japoneses dizem que a natureza efêmera e frágil dessas flores, que logo são arrancadas pelas chuvas da primavera, são uma importante lembrança de como a vida também é passageira.[Folha]
Ainda que tudo na civilização nipónica seja de uma dosagem exacta e de uma precisão milimétrica, neste caso a minúcia da atenção é requisito crucial.
Trocando em miúdos: a delicadeza rosada e invulgar da sakura é tão bela quanto efémera. Dura nos galhos pouco mais de uma semana e por isso é fundamental estar no local certo, à hora certa, se quiser presenciar o espectáculo antes que as folhas irrompam no lugar dos botões.
Acerte o relógio com a Natureza
Como este Inverno as temperaturas desceram demasiado, as previsões da Agência Meteorológica do Japão garantem que as árvores da espécie someiyoshino, as mais comuns entre uma variedade que ultrapassa as 200, vão ficar carregadas um pouco mais tarde. O 'sakura' florescerá primeiro em Shizuoka, Kochi e Oita, ainda em Março. Uma semana depois será a vez da região de Tóquio. Nos locais mais frios, ao norte do arquipélago, as flores de cerejeira só começam a aparecer a 11 de Abril.
Céu em flor
A escolha do local ideal é mais fácil. As cerejeiras abundam no Japão e, regra geral, o espectáculo pode ser observado em qualquer campo, jardim, avenida ou praça, já que decoram todos os espaços públicos e fachadas.
Importante mesmo é acordar cedo e despachar-se, porque os japoneses saem massivamente de madrugada para guardar lugar e arrisca-se a não ter onde pôr um pé. A tradição recomenda uma manta para estender na relva.
Sucedem-se piqueniques ao ar livre e os Festivais Hanami. Predominam canções acentuadas na flauta de bambu e mercados de flores. Última dica: fique para a noite porque é costume iluminar as árvores.[Destak]
Festas e eventos estão sendo realizados no Japão para aproveitar a temporada de flores de cerejeira. Durante o curto período em que as flores aparecem, os japoneses lotam os parques e realizam festas sob as árvores.
As flores de cerejeira, chamadas de "sakura" no Japão, são associadas como recomeços, já que surgem no mesmo período do início das aulas e do ano fiscal japonês, no dia primeiro de abril.
Alguns japoneses dizem que a natureza efêmera e frágil dessas flores, que logo são arrancadas pelas chuvas da primavera, são uma importante lembrança de como a vida também é passageira.[Folha]
segunda-feira, 29 de março de 2010
Contra a Patrulha Gastronômica
Ainda bem que nenhum vegan ou pagão me convidou para fazer um texto em prol do "Dia Sem Carne". Sim, eu gosto de ser do contra e remar contra a maré. Eu detesto que me digam o que pensar, o que vestir, o que comer. E eu detesto ser doutrinado.
Mas se alguem me convidar para um churrasco em comemoração ao "Dia da Liberdade Gastronômica", aqui vai uma boa noticia aos onívoros e pessoas sensatas que não esqueceram que o consumo de carne foi um dos elementos que fez com que a nossa espécie fosse bem sucedida.
Pesquisador afirma que diminuir o consumo de carne e laticínios não traz impacto real no combate ao aquecimento global.
A conclusão foi apresentada no início da semana durante o 239º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.
Apesar das alegações de que a criação de animais gera muitos gases causadores do efeito estufa, o perito em qualidade do ar, Dr. Frank Mitloehner, da Universidade da Califórnia-Davis, disse que culpar vacas e porcos é cientificamente errado e impede que a sociedade foque em soluções efetivas para combater o problema.
Para ele, cortar o consumo de leite e carne significaria apenas mais fome em países pobres – e não diminuição do aquecimento. O foco deveria ser em agricultura e pecuária inteligente, adotando praticas para produzir mais comida com menos emissões.[Info Abril]
Comer menos carne não reduzirá o aquecimento global, e aqueles que sustentam esta teoria desviam a atenção da sociedade sobre as verdadeiras causas das mudanças climáticas, afirmou nesta segunda-feira um especialista americano.
"É claro que podemos reduzir nossa produção de gases nocivos, mas não consumindo menos carne ou leite", afirma Frank Mitloehner, especialista em qualidade do ar da Universidade da Califórnia-Davis, durante uma conferência da American Chemical Society, na Califórnia.
No estudo, Mitloehner insiste em desmetir certos informes, incluindo um publicado em 2006 pelas Nações Unidas, que supervaloriza o papel dos animais no aquecimento global.
Recentemente, uma campanha europeia com forte apoio do ex-Beatle Paul McCartney, ativista vegetariano, defendia o slogan "Menos carne = menos aquecimento".
"McCartney e os demais têm boas intenções, mas não possuem bons conhecimentos nas complexas relações entre as atividades humanas, a digestão animal, a produção de alimentos e a química atmosférica", declarou Mitloehner.
Os países em desenvolvimento "teriam que adotar modos de lidar com o gado mais eficazes, ao estilo ocidental, para produzir mais alimentos com uma menor produção de gases de efeito estufa", acrescentou o cientista.
"Produzir menos carne e leite levará apenas mais fome aos países pobres", concluiu.[AFP]
And last but not least:
As razões apontadas para ter-se uma dieta isenta de carne beiram o fanatismo religioso. Em um mundo perfeito, onde as vaquinhas viverão em harmonia conosco, o meio-ambiente será preservado, a terra irá parar de aquecer e, provavelmente, o Sol irá manter seu estoque de Hidrogênio eternamente, não acabando com a vida, inclusive das vaquinhas, até Marte.
1.Carne tem gosto bom, só um masoquista para afirmar que prefere alface à uma boa picanha pingando sangue.
2.Você não vai reduzir o risco de adoecer comendo [vegetais], há milhares de doenças prontas para atacá-lo a qualquer momento.
3.Bob Marley era vegetariano e morreu de câncer, usando apenas métodos naturais de tratamento.[Fim da Várzea]
PS: Em vermelho, uma pequena correção no texto do blog Fim da Várzea, que eu achei necessário para fazer sentido.
PS²: Não posso deixar de recomendar o meu artigo "Fator Disney".
Mas se alguem me convidar para um churrasco em comemoração ao "Dia da Liberdade Gastronômica", aqui vai uma boa noticia aos onívoros e pessoas sensatas que não esqueceram que o consumo de carne foi um dos elementos que fez com que a nossa espécie fosse bem sucedida.
Pesquisador afirma que diminuir o consumo de carne e laticínios não traz impacto real no combate ao aquecimento global.
A conclusão foi apresentada no início da semana durante o 239º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.
Apesar das alegações de que a criação de animais gera muitos gases causadores do efeito estufa, o perito em qualidade do ar, Dr. Frank Mitloehner, da Universidade da Califórnia-Davis, disse que culpar vacas e porcos é cientificamente errado e impede que a sociedade foque em soluções efetivas para combater o problema.
Para ele, cortar o consumo de leite e carne significaria apenas mais fome em países pobres – e não diminuição do aquecimento. O foco deveria ser em agricultura e pecuária inteligente, adotando praticas para produzir mais comida com menos emissões.[Info Abril]
Comer menos carne não reduzirá o aquecimento global, e aqueles que sustentam esta teoria desviam a atenção da sociedade sobre as verdadeiras causas das mudanças climáticas, afirmou nesta segunda-feira um especialista americano.
"É claro que podemos reduzir nossa produção de gases nocivos, mas não consumindo menos carne ou leite", afirma Frank Mitloehner, especialista em qualidade do ar da Universidade da Califórnia-Davis, durante uma conferência da American Chemical Society, na Califórnia.
No estudo, Mitloehner insiste em desmetir certos informes, incluindo um publicado em 2006 pelas Nações Unidas, que supervaloriza o papel dos animais no aquecimento global.
Recentemente, uma campanha europeia com forte apoio do ex-Beatle Paul McCartney, ativista vegetariano, defendia o slogan "Menos carne = menos aquecimento".
"McCartney e os demais têm boas intenções, mas não possuem bons conhecimentos nas complexas relações entre as atividades humanas, a digestão animal, a produção de alimentos e a química atmosférica", declarou Mitloehner.
Os países em desenvolvimento "teriam que adotar modos de lidar com o gado mais eficazes, ao estilo ocidental, para produzir mais alimentos com uma menor produção de gases de efeito estufa", acrescentou o cientista.
"Produzir menos carne e leite levará apenas mais fome aos países pobres", concluiu.[AFP]
And last but not least:
As razões apontadas para ter-se uma dieta isenta de carne beiram o fanatismo religioso. Em um mundo perfeito, onde as vaquinhas viverão em harmonia conosco, o meio-ambiente será preservado, a terra irá parar de aquecer e, provavelmente, o Sol irá manter seu estoque de Hidrogênio eternamente, não acabando com a vida, inclusive das vaquinhas, até Marte.
1.Carne tem gosto bom, só um masoquista para afirmar que prefere alface à uma boa picanha pingando sangue.
2.Você não vai reduzir o risco de adoecer comendo [vegetais], há milhares de doenças prontas para atacá-lo a qualquer momento.
3.Bob Marley era vegetariano e morreu de câncer, usando apenas métodos naturais de tratamento.[Fim da Várzea]
PS: Em vermelho, uma pequena correção no texto do blog Fim da Várzea, que eu achei necessário para fazer sentido.
PS²: Não posso deixar de recomendar o meu artigo "Fator Disney".
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Cardeal confirma interferência papal
O cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, disse nesta segunda-feira (29) que o papa Bento XVI não investigou um caso grave de pedofilia na igreja austríaca, quando ainda era responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, porque teria sido impedido pelo então papa João Paulo II.
Schönborn afirmou que Joseph Ratzinger - que foi prefeito da Congregação da Doutrina da Fé entre 1981 e 2005 - pretendia, em 1990, investigar as denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-arcebispo de Viena, Hans Hermann Groër.
Mas, segundo ele, isso não foi possível porque o papa não autorizou o início das investigações.
De acordo com o arcebispo, essa informação comprovaria que Bento XVI tem feito mais do que qualquer outro pontífice no combate contra abusos sexuais na Igreja e indicaria que as alegações de abusos contra Bento XVI são exageradas.
No domingo, Schönborn criou uma comissão especial para investigar as denúncias de abusos por parte de padres contra menores na Áustria.
Acusação
O caso do ex-arcebispo Hans Hermann Groër ficou conhecido em 1995 com a publicação de uma entrevista na qual um ex-aluno de Groër no seminário Hollabrumm disse que foi submetido a abusos pelo então professor na década de 1970.
Na época, a Cúria de Viena colocou em dúvida a credibilidade da suposta vítima, questionando o fato de o aluno ter denunciado os abusos muitos anos após eles terem ocorrido.
Segundo a imprensa da época, foi por conta dessa posição que o então papa João Paulo II não teria sido informado ou não teria considerado que as denúncias tivessem fundamento, o que o levou a nomear Groër como cardeal.
Mas a primeira denúncia foi seguida de outras e acompanhada por uma grande campanha da imprensa austríaca. O caso então se transformou na maior crise da Igreja Católica na Áustria no pós-guerra, o que levou o cardeal a pedir afastamento do cargo.
Apesar da demissão, as acusações de abusos cometidos por Hans Hermann Groër continuaram e três anos depois, em 1998, João Paulo II finalmente enviou um inspetor para investigar o caso no país.
Após as investigações do inspetor do Vaticano, Groër foi obrigado a deixar a Áustria e impedido de se apresentar novamente como bispo ou cardeal.
Em abril de 1998, o ex-arcebispo de Viena pediu perdão "a Deus e aos homens", mas não admitiu ser culpado pelos abusos.
Groër ficou exilado na Suécia e morreu em 2003, aos 83 anos.
Mudança
Segundo o atual arcebispo de Viena, atualmente a política da Igreja está mudada e sacerdotes que cometem abusos sexuais são imediatamente suspensos e destituídos do sacerdócio.
"Infelizmente, no passado preferiu-se, injustamente, proteger os carrascos e não as vitimas, enquanto que a preocupação com estas deve estar em primeiro lugar", disse Schönborn em entrevista à televisão austríaca no começo de março, logo após a reunião da Conferência Episcopal da Áustria.
O cardeal Schönborn é amigo do papa Bento 16 e considerado um clérigo aberto ao diálogo.
Ele declarou recentemente que a Igreja Católica deveria promover um debate a respeito do celibato - o que, segundo ele, seria uma das causas dos abusos cometidos por sacerdotes contra crianças. A afirmação foi posteriormente desmentida pelo porta-voz da Arquidiocese de Viena.
Fonte: G1
Nota da casa: Enquanto isso, o Vaticano e seus asseclas continuam tentando desviar a atenção do público, tentando jogar a culpa na Imprensa ou no Tinhoso. APOSTASIA JÁ!
Schönborn afirmou que Joseph Ratzinger - que foi prefeito da Congregação da Doutrina da Fé entre 1981 e 2005 - pretendia, em 1990, investigar as denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-arcebispo de Viena, Hans Hermann Groër.
Mas, segundo ele, isso não foi possível porque o papa não autorizou o início das investigações.
De acordo com o arcebispo, essa informação comprovaria que Bento XVI tem feito mais do que qualquer outro pontífice no combate contra abusos sexuais na Igreja e indicaria que as alegações de abusos contra Bento XVI são exageradas.
No domingo, Schönborn criou uma comissão especial para investigar as denúncias de abusos por parte de padres contra menores na Áustria.
Acusação
O caso do ex-arcebispo Hans Hermann Groër ficou conhecido em 1995 com a publicação de uma entrevista na qual um ex-aluno de Groër no seminário Hollabrumm disse que foi submetido a abusos pelo então professor na década de 1970.
Na época, a Cúria de Viena colocou em dúvida a credibilidade da suposta vítima, questionando o fato de o aluno ter denunciado os abusos muitos anos após eles terem ocorrido.
Segundo a imprensa da época, foi por conta dessa posição que o então papa João Paulo II não teria sido informado ou não teria considerado que as denúncias tivessem fundamento, o que o levou a nomear Groër como cardeal.
Mas a primeira denúncia foi seguida de outras e acompanhada por uma grande campanha da imprensa austríaca. O caso então se transformou na maior crise da Igreja Católica na Áustria no pós-guerra, o que levou o cardeal a pedir afastamento do cargo.
Apesar da demissão, as acusações de abusos cometidos por Hans Hermann Groër continuaram e três anos depois, em 1998, João Paulo II finalmente enviou um inspetor para investigar o caso no país.
Após as investigações do inspetor do Vaticano, Groër foi obrigado a deixar a Áustria e impedido de se apresentar novamente como bispo ou cardeal.
Em abril de 1998, o ex-arcebispo de Viena pediu perdão "a Deus e aos homens", mas não admitiu ser culpado pelos abusos.
Groër ficou exilado na Suécia e morreu em 2003, aos 83 anos.
Mudança
Segundo o atual arcebispo de Viena, atualmente a política da Igreja está mudada e sacerdotes que cometem abusos sexuais são imediatamente suspensos e destituídos do sacerdócio.
"Infelizmente, no passado preferiu-se, injustamente, proteger os carrascos e não as vitimas, enquanto que a preocupação com estas deve estar em primeiro lugar", disse Schönborn em entrevista à televisão austríaca no começo de março, logo após a reunião da Conferência Episcopal da Áustria.
O cardeal Schönborn é amigo do papa Bento 16 e considerado um clérigo aberto ao diálogo.
Ele declarou recentemente que a Igreja Católica deveria promover um debate a respeito do celibato - o que, segundo ele, seria uma das causas dos abusos cometidos por sacerdotes contra crianças. A afirmação foi posteriormente desmentida pelo porta-voz da Arquidiocese de Viena.
Fonte: G1
Nota da casa: Enquanto isso, o Vaticano e seus asseclas continuam tentando desviar a atenção do público, tentando jogar a culpa na Imprensa ou no Tinhoso. APOSTASIA JÁ!
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sábado, 27 de março de 2010
Rebelde vs domesticado
"Vivemos em um mundo onde precisamos nos esconder para fazer amor enquanto a violência é praticada em plena luz do dia". [John Lennon]
Pense: "Nossa Sociedade" não encontrou a fórmula da felicidade e muito menos de como devemos funcionar direito. Os ratos funcionam, os gatos, o sol, a lua, os cupins funcionam – tudo funciona, menos a "Sociedade". Os tigres, as formigas, as amebas, tudo funciona no universo menos a "sociedade" e suas regras reacionárias, retrógradas e autoritárias. O rebelde não permite nenhuma atitude autoritária em sua vida. Minha sugestão a fim de talvez funcionarmos direito seja despertar o rebelde de dentro de nós. Ser um absoluto rebelde dos valores dos pseudos dirigentes.O rebelde pode ser realizado por qualquer um na hora que quiser. Ele está aí dentro de ti pronto para ser despertado. Sua alma é rebelde. É livre. Para voltar a encontrar essa felicidade natural é necessário apenas rever os valores absurdos que a "Sociedade", junto com algumas crenças religiosas, os retrógrados em geral, os políticos, os criadores de leis anti éticas e estúpidas nos induziram a aceitar. A rebeldia é uma porta para transformar tudo isso.
O rebelde não aproveita quase nada de "Nossa Sociedade Velha" os velhos políticos, as velhas religiões, as velhas leis, as velhas constituições.
O rebelde não é um revolucionário, pois, o mesmo é um político, o rebelde é vivencial – só incorpora em sua vida aquilo que é belo, equilibrado, prazeiroso, lúdico (lembre-se do convite que só as crianças entrarão no reino de Deus).
O rebelde não aceitará líderes de partido algum e sim pessoas criativas, celebrativas, inteligentes e conscientes. – o rebelde não acredita em nada disso da sociedade – aliás ele nem acredita nessa palavra sociedade que é simplesmente um conjunto de leis que todos sabem que ninguém cumprirá e só punirá os pobres e humildes.
O rebelde é sua própria luz, ouve a voz do coração e não deixa entrar em seus ouvidos pregações. Hoje o mundo tem tantos pregadores e está cada vez pior. O rebelde aceita sua própria natureza – tem confiança em si mesmo – e não em crenças e dogmas do passado. O rebelde renuncia ao passado, renuncia a sociedade vivendo dentro dela - lutando, tendo idéias, criando comunidades – ele não é um escapista e sim alguém que vive no mundo sem pertencer a ele.
O rebelde busca a verdade e não segue ordens que considera absurda. O homem "comum", o "Zé Ninguém" transformou o homem na criatura mais feia, estúpida e infeliz do universo. O "Zé Ninguém" sofre tanto que nos últimos anos busca uma série de elementos para distrair a sua miséria: Festivais, Solidariedades, Religiões, Álcool, Drogas, Novelas, Futebol, Carreira Profissional, Pornografia, Internet, tudo isso para parecer que a vida miserável dessa pessoa valha a pena, mais tudo isso é uma mentira e o novo rebelde tem sua própria verdade.
A "Sociedade" ensina as pessoas a não pensarem no que é real, verdadeiro e as pessoas respeitam leis que muitas vezes só são benéficas para um monte de parasitas e endinheirados. Os alemães cumpriram ordens quando mataram milhões, os chineses cumpriram ordens quando mataram milhares de tibetanos, os americanos cumprem ordens quando fazem um embargo no Iraque que gera morte e fome entre crianças. No Brasil nós pagamos 50% de impostos quando compramos um carro e se não pagarmos aos parasitas do poder (mensalão, corrupção, ambulâncias,etc) somos severamente punidos.
O rebelde não vai aceitar mais isso e nem Zona Azul, Vereadores, Impostos Injustos, Leis que Proibem Ervas Naturais e permitem Bebidas alcoólicas (que presidentes de alguns países bebem) e nenhuma forma de poder que seja autoritária e reacionária.
O rebelde não é um robô que não pensa, ele não segue a massa, ele tem e busca sempre mais sua consciência e iluminação – ele não fica imitando ninguém e sua vida emerge do seu próprio interior. Ele tem as suas raízes na terra e os seus ramos no céu, ele não está preso a nenhuma filosofia teologia ou ideologia ele está em contato com sua própria Luz e livre de tudo que existe de podre.
Vamos viver nesse mundo de maneira mais solta, com liberdade e harmonia com elefantes, gorilas, cangurus, ratos, baleias, sapos, etc.
As vezes é bom observar que pode não haver nada de errado com você, com seu self (alma) mas sim com a cultura/sociedade que seguimos. Você várias vezes já se perguntou: "O que há de errado comigo?" Entenda que um dos objetivos desse artigo é lhe dar uma notícia Maravilhosa: O problema não está em você se você seguir seu coração e ser um Rebelde. Não há nada errado com você e sim com a sociedade dos "Zé Ninguém", dos engravatados, da revista Caras, dos Phd’s, das "Universidades", dos diplomas, das leis injustas, da justiça lenta e retrógrada, dos milionários, retrógrados e materialistas.
O rebelde é auto- suficiente, não é seguidor de nenhuma crença, portanto, não coloca a culpa de possíveis fracassos pessoais num mestre, guru ou messias.
O rebelde não imita ninguém – ele escolhe um modo de vida pulsante – com responsabilidade, mas com tesão e liberdade.
O rebelde não é o "Zé Ninguém" que fica preso a uma carreira que odeia, a uma família que o castra a relacionamentos afetivos cheios de ciúmes, posseção, autoritarismo e sem amor, a supostas "Seguranças Sociais".
A última lição ao rebelde é que se entenda que tudo em nossa vida é transitório, menos a morte, portanto não tenha medo de ser feliz, de ser você, de ser total é fazer tudo aquilo que é capaz – jogue o lixo de sua vida no lixo e aproveite o que te deixa feliz.
[Templo da Lua]
PS: O texto do John Lennon foi inserido por este pagão que vos escreve, após uma visita no blog da Musa [Nana Odara].
Pense: "Nossa Sociedade" não encontrou a fórmula da felicidade e muito menos de como devemos funcionar direito. Os ratos funcionam, os gatos, o sol, a lua, os cupins funcionam – tudo funciona, menos a "Sociedade". Os tigres, as formigas, as amebas, tudo funciona no universo menos a "sociedade" e suas regras reacionárias, retrógradas e autoritárias. O rebelde não permite nenhuma atitude autoritária em sua vida. Minha sugestão a fim de talvez funcionarmos direito seja despertar o rebelde de dentro de nós. Ser um absoluto rebelde dos valores dos pseudos dirigentes.O rebelde pode ser realizado por qualquer um na hora que quiser. Ele está aí dentro de ti pronto para ser despertado. Sua alma é rebelde. É livre. Para voltar a encontrar essa felicidade natural é necessário apenas rever os valores absurdos que a "Sociedade", junto com algumas crenças religiosas, os retrógrados em geral, os políticos, os criadores de leis anti éticas e estúpidas nos induziram a aceitar. A rebeldia é uma porta para transformar tudo isso.
O rebelde não aproveita quase nada de "Nossa Sociedade Velha" os velhos políticos, as velhas religiões, as velhas leis, as velhas constituições.
O rebelde não é um revolucionário, pois, o mesmo é um político, o rebelde é vivencial – só incorpora em sua vida aquilo que é belo, equilibrado, prazeiroso, lúdico (lembre-se do convite que só as crianças entrarão no reino de Deus).
O rebelde não aceitará líderes de partido algum e sim pessoas criativas, celebrativas, inteligentes e conscientes. – o rebelde não acredita em nada disso da sociedade – aliás ele nem acredita nessa palavra sociedade que é simplesmente um conjunto de leis que todos sabem que ninguém cumprirá e só punirá os pobres e humildes.
O rebelde é sua própria luz, ouve a voz do coração e não deixa entrar em seus ouvidos pregações. Hoje o mundo tem tantos pregadores e está cada vez pior. O rebelde aceita sua própria natureza – tem confiança em si mesmo – e não em crenças e dogmas do passado. O rebelde renuncia ao passado, renuncia a sociedade vivendo dentro dela - lutando, tendo idéias, criando comunidades – ele não é um escapista e sim alguém que vive no mundo sem pertencer a ele.
O rebelde busca a verdade e não segue ordens que considera absurda. O homem "comum", o "Zé Ninguém" transformou o homem na criatura mais feia, estúpida e infeliz do universo. O "Zé Ninguém" sofre tanto que nos últimos anos busca uma série de elementos para distrair a sua miséria: Festivais, Solidariedades, Religiões, Álcool, Drogas, Novelas, Futebol, Carreira Profissional, Pornografia, Internet, tudo isso para parecer que a vida miserável dessa pessoa valha a pena, mais tudo isso é uma mentira e o novo rebelde tem sua própria verdade.
A "Sociedade" ensina as pessoas a não pensarem no que é real, verdadeiro e as pessoas respeitam leis que muitas vezes só são benéficas para um monte de parasitas e endinheirados. Os alemães cumpriram ordens quando mataram milhões, os chineses cumpriram ordens quando mataram milhares de tibetanos, os americanos cumprem ordens quando fazem um embargo no Iraque que gera morte e fome entre crianças. No Brasil nós pagamos 50% de impostos quando compramos um carro e se não pagarmos aos parasitas do poder (mensalão, corrupção, ambulâncias,etc) somos severamente punidos.
O rebelde não vai aceitar mais isso e nem Zona Azul, Vereadores, Impostos Injustos, Leis que Proibem Ervas Naturais e permitem Bebidas alcoólicas (que presidentes de alguns países bebem) e nenhuma forma de poder que seja autoritária e reacionária.
O rebelde não é um robô que não pensa, ele não segue a massa, ele tem e busca sempre mais sua consciência e iluminação – ele não fica imitando ninguém e sua vida emerge do seu próprio interior. Ele tem as suas raízes na terra e os seus ramos no céu, ele não está preso a nenhuma filosofia teologia ou ideologia ele está em contato com sua própria Luz e livre de tudo que existe de podre.
Vamos viver nesse mundo de maneira mais solta, com liberdade e harmonia com elefantes, gorilas, cangurus, ratos, baleias, sapos, etc.
As vezes é bom observar que pode não haver nada de errado com você, com seu self (alma) mas sim com a cultura/sociedade que seguimos. Você várias vezes já se perguntou: "O que há de errado comigo?" Entenda que um dos objetivos desse artigo é lhe dar uma notícia Maravilhosa: O problema não está em você se você seguir seu coração e ser um Rebelde. Não há nada errado com você e sim com a sociedade dos "Zé Ninguém", dos engravatados, da revista Caras, dos Phd’s, das "Universidades", dos diplomas, das leis injustas, da justiça lenta e retrógrada, dos milionários, retrógrados e materialistas.
O rebelde é auto- suficiente, não é seguidor de nenhuma crença, portanto, não coloca a culpa de possíveis fracassos pessoais num mestre, guru ou messias.
O rebelde não imita ninguém – ele escolhe um modo de vida pulsante – com responsabilidade, mas com tesão e liberdade.
O rebelde não é o "Zé Ninguém" que fica preso a uma carreira que odeia, a uma família que o castra a relacionamentos afetivos cheios de ciúmes, posseção, autoritarismo e sem amor, a supostas "Seguranças Sociais".
A última lição ao rebelde é que se entenda que tudo em nossa vida é transitório, menos a morte, portanto não tenha medo de ser feliz, de ser você, de ser total é fazer tudo aquilo que é capaz – jogue o lixo de sua vida no lixo e aproveite o que te deixa feliz.
[Templo da Lua]
PS: O texto do John Lennon foi inserido por este pagão que vos escreve, após uma visita no blog da Musa [Nana Odara].
Mulher - a Grande Iniciadora do Amor
Por Chandra Veeresha & Anand Milan
Todas as tradições exotericas antigas, viam a mulher como a "protetora" do potencial criador; a personificação da sensualidade; uma Deusa que era reverenciada pela capacidade de "dar a Luz"; de trazer consigo o "renascimento".
Na atualidade, os homens tornaram-se "o centro das atenções", em quase todas as culturas do mundo, restando poucas, como o Tantra que ainda aceita a mulher como "A Grande Iniciadora do Amor".
Com os homens no Poder, muitas mulheres, ainda que inconscientemente (outras com total consciência de seus atos) tem tentado retomar seu espaço na sociedade, aderindo a movimentos feministas (totalmente agressivos), levantando bandeiras de certo ou errado e indo aos meios de comunicação defender seus idéias extremistas, quando na verdade, mal percebem que estão sendo influenciadas pela visão patriarcal predominante e perdendo sua feminilidade.
"A mulher é a Iniciadora, a que dá a luz, a evocadora do prazer para os 3 mundos, a amável e compassiva. Como objeto dos 5 sentidos, a mulher é dotada de forma Divina." ChandaMahaRosana Tantra
O Tantra chegou ao Ocidente justamente para devolver à mulher o seu Poder Pessoal, a sua passividade e a sua intuição.
Lutar, Guerrear e impor são atitudes machistas que devem ser evitadas, de todas as formas, pela mulher. Entenda que estamos falando de atitudes interiores relacionadas ao Masculino e Feminino e não do comportamento corporal do homem ou da mulher.
Diante da nossa criação cultural e religiosa, cheia de aprisionamentos e repressões, onde o "menino" é visto e criado com maior liberdade comportamental, a "menina" aprende a se manter submissa aos caprichos machistas e quando cresce essa submissão é vivenciada no ato sexual; um momento que deve ser usado como alavanca do corpo à consciência superior, mas que é facilmente desperdiçado.
Geralmente ela se vende em troca de carinhos, cheios de "segundas intenções", submetendo-se a todo tipo de tratamento.
Na busca por um relacionamento ideal e duradouro, muitas vezes são humilhadas pelos seus parceiros.
O comportamento machista, visa "receber prazer" a todo custo e uma grande parte dos homens esqueceram de que a mulher também necessita de prazer.
"Em todos os momentos, seja lavando os pés ou comendo, enxaguando a boca, esfregando as mãos ou guarnecendo os quadris com uma tanga, saindo, conversando, andando, ficando de pé, sentindo raiva, dando risada, o homem sábio deve sempre adorar e honrar a mulher." Hevajra Tantra
Quando o homem compreende que a mulher deve ser vista e reverenciada como uma Deusa, ele se eleva e desperta em si a energia Shakti; a própria energia feminina. E quando uma mulher compreende o seu papel de "Geradora da Vida" e "Iniciadora do Amor", ela também se eleva e leva consigo o seu amante.
"O Poder da Iniciação da mulher é enorme e baseia-se essencialmente na atitude mental, quanto ao misticismo sexual. Assumindo um papel ativo e explorando toda uma variedade de segredos sexuais em seus relacionamentos, a Mulher pode conceder poder transcedental ao parceiro. Este poder, a forma elevada de Shakti, é a expressão direta da intuição aberta; uma energia de sabedoria, espontânea e alegre que pode romper todas as barreiras. A mulher deve confiantemente, iniciar o seu parceiro na experiência mística. O sucesso depende da espontaneidade, da capacidade de confiar e render-se a ideais mais elevados e ao desejo sincero de dar algo especial ao seu amor". (Nick Douglas e Penny Slinger).
Dessa forma, sua Deusa interior dá a verdadeira iniciação ao Homem.
Todas as tradições exotericas antigas, viam a mulher como a "protetora" do potencial criador; a personificação da sensualidade; uma Deusa que era reverenciada pela capacidade de "dar a Luz"; de trazer consigo o "renascimento".
Na atualidade, os homens tornaram-se "o centro das atenções", em quase todas as culturas do mundo, restando poucas, como o Tantra que ainda aceita a mulher como "A Grande Iniciadora do Amor".
Com os homens no Poder, muitas mulheres, ainda que inconscientemente (outras com total consciência de seus atos) tem tentado retomar seu espaço na sociedade, aderindo a movimentos feministas (totalmente agressivos), levantando bandeiras de certo ou errado e indo aos meios de comunicação defender seus idéias extremistas, quando na verdade, mal percebem que estão sendo influenciadas pela visão patriarcal predominante e perdendo sua feminilidade.
"A mulher é a Iniciadora, a que dá a luz, a evocadora do prazer para os 3 mundos, a amável e compassiva. Como objeto dos 5 sentidos, a mulher é dotada de forma Divina." ChandaMahaRosana Tantra
O Tantra chegou ao Ocidente justamente para devolver à mulher o seu Poder Pessoal, a sua passividade e a sua intuição.
Lutar, Guerrear e impor são atitudes machistas que devem ser evitadas, de todas as formas, pela mulher. Entenda que estamos falando de atitudes interiores relacionadas ao Masculino e Feminino e não do comportamento corporal do homem ou da mulher.
Diante da nossa criação cultural e religiosa, cheia de aprisionamentos e repressões, onde o "menino" é visto e criado com maior liberdade comportamental, a "menina" aprende a se manter submissa aos caprichos machistas e quando cresce essa submissão é vivenciada no ato sexual; um momento que deve ser usado como alavanca do corpo à consciência superior, mas que é facilmente desperdiçado.
Geralmente ela se vende em troca de carinhos, cheios de "segundas intenções", submetendo-se a todo tipo de tratamento.
Na busca por um relacionamento ideal e duradouro, muitas vezes são humilhadas pelos seus parceiros.
O comportamento machista, visa "receber prazer" a todo custo e uma grande parte dos homens esqueceram de que a mulher também necessita de prazer.
"Em todos os momentos, seja lavando os pés ou comendo, enxaguando a boca, esfregando as mãos ou guarnecendo os quadris com uma tanga, saindo, conversando, andando, ficando de pé, sentindo raiva, dando risada, o homem sábio deve sempre adorar e honrar a mulher." Hevajra Tantra
Quando o homem compreende que a mulher deve ser vista e reverenciada como uma Deusa, ele se eleva e desperta em si a energia Shakti; a própria energia feminina. E quando uma mulher compreende o seu papel de "Geradora da Vida" e "Iniciadora do Amor", ela também se eleva e leva consigo o seu amante.
"O Poder da Iniciação da mulher é enorme e baseia-se essencialmente na atitude mental, quanto ao misticismo sexual. Assumindo um papel ativo e explorando toda uma variedade de segredos sexuais em seus relacionamentos, a Mulher pode conceder poder transcedental ao parceiro. Este poder, a forma elevada de Shakti, é a expressão direta da intuição aberta; uma energia de sabedoria, espontânea e alegre que pode romper todas as barreiras. A mulher deve confiantemente, iniciar o seu parceiro na experiência mística. O sucesso depende da espontaneidade, da capacidade de confiar e render-se a ideais mais elevados e ao desejo sincero de dar algo especial ao seu amor". (Nick Douglas e Penny Slinger).
Dessa forma, sua Deusa interior dá a verdadeira iniciação ao Homem.
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quinta-feira, 25 de março de 2010
A lição dos ciclos
Apesar de banido da comunidade do orkut "Sociedade Wicca", eu acompanho os tópicos e me deparei com este, cujo título é "O verdadeiro desafio do sacerdócio":
Quando as pessoas buscam ingressar na Wicca estão preocupadas com uma coisa só: sua iniciação. Algumas de um ponto de vista menos esclarecido e mais superficial, se preocupam com iniciação porque é um requisito, do tipo que é ter diploma de alguma coisa para exercer uma profissão. Outras pessoas, mesmo quando mais esclarecidas, ainda assim estão focadas na iniciação, mas daí já tem uma idéia mais clara sobre a Iniciação ser um processo de transformação de vidas, o marco inicial de uma Vida Sacerdotal.
E as pessoas, mesmo as mais esclarecidas e que vão se tornando praticantes experientes, quando neófitas acham que o desafio maior é conseguir se iniciar.
Encaram mesmo o rito iniciático como uma colação de grau, algo que se esgota em si mesmo e da uma qualidade que a pessoa jamais perderá. Será verdade?
Claro que não: o enorme desafio do Sacerdócio se chama CONTINUIDADE, ou seja, você vai mesmo persistir por toda sua vida nessa escolha de ser uma Sacerdotisa ou um Sacerdote? Muita gente, muito entusiasmada nos primeiros anos, começa a perceber que o desafio é grande demais quando as Rodas começam a se acumular.
A primeira coisa que pesa é que SACERDÓCIO É SERVIÇO, contínuo e permanente aos Deuses, com todas as suas qualidades e o máximo de seus esforços. Nem sempre a Deusa exige isso todos os dias, mas muitas vezes exige sim, e por grandes períodos.
Pessoas que têm vocação sacerdotal sabem – ou deveriam saber - que sacerdócio se traduz em serviço. De muitos tipos e maneiras, mas sempre a inequivocamente SERVIÇO. Pode ser somente na sua cozinha ou em grandes ritos públicos, pode ser somente meditando ou tendo vocação para dar aulas... COMO o serviço é feito, somente a Deusa decide e isso muda de tempos em tempos.
Mas há algo que é comum a toda Sacerdotisa e Sacerdote: uma hora repetir os ritos toda lunação e sabbats, manter a roda girando, atender pessoas que nos procuram, servir o tempo todo pesa. A vida pessoal sofre, o laser é deixado de lado, o ócio é sacrificado, a convivência familiar diminui.
E não só o tempo que o Sacerdócio demanda é o problema. Há um problema maior: as vezes a gente desanima. O que antes dava muito prazer – armar altares, preparar feitiços , fazer meditações – não dá mais tanto prazer ou parece um fardo. Tudo fica sem graça, tudo parece difícil e não vemos resultados.
Isso não ocorre só com Dedicados, ocorre até comigo e com gente muito melhor e mais velha na bruxaria do que eu.
Sabem por que?
Porque “That ‘s Life”.
Porque a Roda da Vida tem CICLOS de desânimo e entusiasmo e nosso Sacerdócio, como TUDO que existe também tem. Uma hora estamos em cima, outra estamos embaixo. Como a Deusa me disse certa vez, não é difícil entendê-la, porque Ela na verdade tem uma só lição A LIÇÃO DOS CICLOS.
Então, quando estamos em baixa de entusiasmo, temos que compreender que é assim mesmo e persistir, porque a Roda vai girar e nos levará a outro ciclo de grande prazer com nosso sacerdócio. Basta esperar e aproveitar as lições e dadivas que o desânimo esconde e que somente ele pode nos revelar...
Isto é, SE E SOMENTE SE não esquecermos do porquê começamos tudo isso.
Lembra do Chamado? Lembra do dia em que você olhou a Lua e viu nossa Mãe? Quando olhou a árvore e viu o Green Man pela primeira vez? Olhou o Sol e viu o Senhor Chifrudo? Lembra?
O verdadeiro desafio do Sacerdócio é esse: seu amor à Deusa e ao Deus vencerá ano após ano os ciclos de desânimo, preguiça, problemas e medo? Você os compreenderá e aceitará serenamente ( mesmo reclamando, porque ninguém é perfeito) como parte de seu serviço e aprendizado?
Que cada um responda com sua vida.
Autora: Mavesper Cy Ceridwen.
Eu dei a este tópico o título de "A lição dos ciclos" porque a autora publica um texto primoroso em uma comunidade que defende a auto-iniciação, defende a mistura de panteões e omite ou ignora a existência do Deus. Algo está mudando. Eu espero que para melhor.
Quando as pessoas buscam ingressar na Wicca estão preocupadas com uma coisa só: sua iniciação. Algumas de um ponto de vista menos esclarecido e mais superficial, se preocupam com iniciação porque é um requisito, do tipo que é ter diploma de alguma coisa para exercer uma profissão. Outras pessoas, mesmo quando mais esclarecidas, ainda assim estão focadas na iniciação, mas daí já tem uma idéia mais clara sobre a Iniciação ser um processo de transformação de vidas, o marco inicial de uma Vida Sacerdotal.
E as pessoas, mesmo as mais esclarecidas e que vão se tornando praticantes experientes, quando neófitas acham que o desafio maior é conseguir se iniciar.
Encaram mesmo o rito iniciático como uma colação de grau, algo que se esgota em si mesmo e da uma qualidade que a pessoa jamais perderá. Será verdade?
Claro que não: o enorme desafio do Sacerdócio se chama CONTINUIDADE, ou seja, você vai mesmo persistir por toda sua vida nessa escolha de ser uma Sacerdotisa ou um Sacerdote? Muita gente, muito entusiasmada nos primeiros anos, começa a perceber que o desafio é grande demais quando as Rodas começam a se acumular.
A primeira coisa que pesa é que SACERDÓCIO É SERVIÇO, contínuo e permanente aos Deuses, com todas as suas qualidades e o máximo de seus esforços. Nem sempre a Deusa exige isso todos os dias, mas muitas vezes exige sim, e por grandes períodos.
Pessoas que têm vocação sacerdotal sabem – ou deveriam saber - que sacerdócio se traduz em serviço. De muitos tipos e maneiras, mas sempre a inequivocamente SERVIÇO. Pode ser somente na sua cozinha ou em grandes ritos públicos, pode ser somente meditando ou tendo vocação para dar aulas... COMO o serviço é feito, somente a Deusa decide e isso muda de tempos em tempos.
Mas há algo que é comum a toda Sacerdotisa e Sacerdote: uma hora repetir os ritos toda lunação e sabbats, manter a roda girando, atender pessoas que nos procuram, servir o tempo todo pesa. A vida pessoal sofre, o laser é deixado de lado, o ócio é sacrificado, a convivência familiar diminui.
E não só o tempo que o Sacerdócio demanda é o problema. Há um problema maior: as vezes a gente desanima. O que antes dava muito prazer – armar altares, preparar feitiços , fazer meditações – não dá mais tanto prazer ou parece um fardo. Tudo fica sem graça, tudo parece difícil e não vemos resultados.
Isso não ocorre só com Dedicados, ocorre até comigo e com gente muito melhor e mais velha na bruxaria do que eu.
Sabem por que?
Porque “That ‘s Life”.
Porque a Roda da Vida tem CICLOS de desânimo e entusiasmo e nosso Sacerdócio, como TUDO que existe também tem. Uma hora estamos em cima, outra estamos embaixo. Como a Deusa me disse certa vez, não é difícil entendê-la, porque Ela na verdade tem uma só lição A LIÇÃO DOS CICLOS.
Então, quando estamos em baixa de entusiasmo, temos que compreender que é assim mesmo e persistir, porque a Roda vai girar e nos levará a outro ciclo de grande prazer com nosso sacerdócio. Basta esperar e aproveitar as lições e dadivas que o desânimo esconde e que somente ele pode nos revelar...
Isto é, SE E SOMENTE SE não esquecermos do porquê começamos tudo isso.
Lembra do Chamado? Lembra do dia em que você olhou a Lua e viu nossa Mãe? Quando olhou a árvore e viu o Green Man pela primeira vez? Olhou o Sol e viu o Senhor Chifrudo? Lembra?
O verdadeiro desafio do Sacerdócio é esse: seu amor à Deusa e ao Deus vencerá ano após ano os ciclos de desânimo, preguiça, problemas e medo? Você os compreenderá e aceitará serenamente ( mesmo reclamando, porque ninguém é perfeito) como parte de seu serviço e aprendizado?
Que cada um responda com sua vida.
Autora: Mavesper Cy Ceridwen.
Eu dei a este tópico o título de "A lição dos ciclos" porque a autora publica um texto primoroso em uma comunidade que defende a auto-iniciação, defende a mistura de panteões e omite ou ignora a existência do Deus. Algo está mudando. Eu espero que para melhor.
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Feriados pagãos aprovados em escolas de New Jersey
Nesta manhã, a Secretaria de Educação de New Jersey aprovaram para sua lista de feriados religiosos. Pela primeira vez foi inlcuido os feriados pagãos e wiccanos, ou sabats. Isto marca que um Estado aprovou feriados pagãos no calendário estadual e dará um precedente para outros distritos e Estados pelo país.
Esta história começou com uma mãe enviando uma nota pedindo uma folga para sua filha para Yule em 2009. Quando Brianna voltou para casa naquele dia, foi com a lista dos feriados religiosos aprovados para as escolas de NJ e uma nota do subdiretor afirmando que eles dariam a Brianna autorização para faltar por causa do feriado religioso.
Noticiado no Examiner e citado no Gladius
Esta história começou com uma mãe enviando uma nota pedindo uma folga para sua filha para Yule em 2009. Quando Brianna voltou para casa naquele dia, foi com a lista dos feriados religiosos aprovados para as escolas de NJ e uma nota do subdiretor afirmando que eles dariam a Brianna autorização para faltar por causa do feriado religioso.
Noticiado no Examiner e citado no Gladius
segunda-feira, 22 de março de 2010
Forum Urbano Mundial 5
Em 1996, durante a Conferência Habitat II em Istambul, se consagrou o Direito à Moradia e se lançou mundialmente com sucesso, o Direito à Cidade. Os Fóruns Urbanos que sucederam Istambul estreitaram o enfoque nas cidades ao mesmo tempo em que, com aceleração quase geométrica, a população mundial se dirige às cidades, estejam estas ou não preparadas para receber esta população, em busca de inclusão na economia, abrigo e serviços.
Por outro lado, tanto a América Latina quanto o continente europeu tem vivenciado nos últimos anos diferentes iniciativas que ampliaram o conceito de democracia, trazendo a legitimidade das decisões e ações políticas ocorridas por meio de uma ampla concertação de atores e sujeitos políticos que representam os diferentes segmentos que produzem as cidades.
Hoje, temos a necessidade de repensar e renegociar as bases fundamentais da cidade que queremos. Moramos em diferentes países, mas consumimos produtos globalizados, nos deslocamos das mesmas formas e utilizamos os mesmos recursos naturais. O Fórum Urbano Mundial tem como objetivo tratar de problemas que se repetem em cada uma de nossas cidades, onde queremos desfrutar, de forma coletiva, os benefícios trazidos pela modernidade e pelo desenvolvimento humano.
Entendendo que a cidade é um espaço coletivo culturalmente rico e diversificado que pertence a todos seus habitantes, onde suas funções sociais são voltadas a assegurar a distribuição universal, democrática e sustentável de riquezas, serviços e oportunidades por ela oferecidas; o Direito à Cidade deve ser compreendido como um direito ao seu usufruto equitativo dentro dos princípios da sustentabilidade, democracia, equidade e justiça social. Essa cidade, formada por pessoas ligadas a ela por vínculos afetivos e culturais, com diversidades e pluralidades que expressam modos próprios de vida e identidade, é o palco principal de experiências sociais tencionadas por disputas por espaço e poder.
Adotar o ‘Direito à Cidade’ como marco referencial para modificar a realidade urbana por meio da construção de cidades mais humanas, democráticas e sustentáveis resultou na sua escolha como temática conceitual e estratégica do Fórum Urbano Mundial 5, que será realizado em março de 2010 no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Essa definição visa não mais o debate para o estabelecimento deste Direito, seu reconhecimento e correlatos, mas sim, para o que os Governos fazem ou podem fazer para garantir sua efetivação, por meio de regulamentações, programas, ações, projetos, políticas, bem como a visão dos interessados sobre esses esforços concretos, discursos, e que direitos ainda não foram atendidos pelas Políticas Públicas.
Admitir que esses direitos e seus correlatos lógicos devem ser consagrados, e que os governos, a iniciativa privada, os movimentos organizados, a população em geral, podem e devem agir, entre direitos e deveres, para torná-lo concreto e não retórico são os objetivos que o próximo Fórum deve perseguir. Quando se defende o Direito à Cidade, defende-se o direito ao espaço democrático que rompe com a exclusão e com o processo de fragmentação existente hoje nas nossas cidades.
A materialização desses conceitos no FUM5 se dará por meio de seis eixos estratégicos que nortearão e organizarão os diálogos principais, visando atrair especialistas para o debate, os críticos, a mídia, e permitirão a obtenção de sínteses criativas e inovadoras, bem como ajudarão com os debates abertos e eventos de rede, que colaborarão na construção das sínteses que serão apresentadas ao final de cada dia. Os seis eixos estratégicos definidos para os diálogos e os temas para os debates abertos:
1- Levando Adiante o Direito à Cidade (Taking Forward the Right to the City)
a) Direitos, responsabilidades e oportunidades nas cidades (Rights, Responsabilities and Opportunities in Cities)
b) Ações nas cidades (Actions in Cities)
2- Unindo o Urbano Dividido (Bridging the Urban Divide)
a) Desigualdades nas cidades (Inequalities in Cities)
b) Para além das desigualdades de renda e consumo (Beyond Income and Consumption Inequalities)
3- Acesso Igualitário à Moradia (Equal Access to Shelter)
a) Acesso a terra urbanizada (Access to Served Land)
b) Moradia adequada e acessível (Affordable and Adequate Housing)
4- Diversidade Cultural nas Cidades (Cultural Diversity in Cities)
a) As várias identidades nas cidades (Various Identities in the City)
b) Da indiferença à intolerância (From Indifference to Tollerance)
5- Governança e Participação (Governance and Participation)
a) Participação cidadã efetiva (Effective Citizen Participation)
b) Revisitando o planejamento urbano (Revisiting Urban Planning)
6- Urbanização sustentável e inclusiva (Inclusive Sustainable Urbanization)
a) Reduzindo vulnerabilidades enfrentando as mudanças climáticas (Reducing Vulnerabilities Facing Climate Changes)
b) Aproximando o urbano dividido (Closing the Urban Divide)
De modo a melhor estruturar o Fórum, uma agenda de eventos e discussões será construída a partir da realização de e-debates e do o desenvolvimento de ‘concept papers’ que serão elaborados por especialistas internacionais em cada um dos seis eixos estratégicos. A idéia é amadurecer o debate desde já para um melhor aproveitamento não apenas dos palestrantes, mas também dos eventos de redes que serão propostos, que poderão se basear nesses textos para serem elaborados.
Esperamos que a partir desses diversos eventos, o Fórum promova discussões e construa uma agenda comum de compromissos que resultem em boas e novas soluções para nossas cidades. Repensar nossa utopia urbana é a principal tarefa. Nosso atual desafio é aprender com o mundo e, na medida das necessidades dos nossos parceiros, colaborar para que boas práticas e ações sejam empregadas em todas as cidades, criando um mundo melhor para que todos possam morar, viver com dignidade, respeito e cidadania.
Fonte: Ministério das Cidades
Por outro lado, tanto a América Latina quanto o continente europeu tem vivenciado nos últimos anos diferentes iniciativas que ampliaram o conceito de democracia, trazendo a legitimidade das decisões e ações políticas ocorridas por meio de uma ampla concertação de atores e sujeitos políticos que representam os diferentes segmentos que produzem as cidades.
Hoje, temos a necessidade de repensar e renegociar as bases fundamentais da cidade que queremos. Moramos em diferentes países, mas consumimos produtos globalizados, nos deslocamos das mesmas formas e utilizamos os mesmos recursos naturais. O Fórum Urbano Mundial tem como objetivo tratar de problemas que se repetem em cada uma de nossas cidades, onde queremos desfrutar, de forma coletiva, os benefícios trazidos pela modernidade e pelo desenvolvimento humano.
Entendendo que a cidade é um espaço coletivo culturalmente rico e diversificado que pertence a todos seus habitantes, onde suas funções sociais são voltadas a assegurar a distribuição universal, democrática e sustentável de riquezas, serviços e oportunidades por ela oferecidas; o Direito à Cidade deve ser compreendido como um direito ao seu usufruto equitativo dentro dos princípios da sustentabilidade, democracia, equidade e justiça social. Essa cidade, formada por pessoas ligadas a ela por vínculos afetivos e culturais, com diversidades e pluralidades que expressam modos próprios de vida e identidade, é o palco principal de experiências sociais tencionadas por disputas por espaço e poder.
Adotar o ‘Direito à Cidade’ como marco referencial para modificar a realidade urbana por meio da construção de cidades mais humanas, democráticas e sustentáveis resultou na sua escolha como temática conceitual e estratégica do Fórum Urbano Mundial 5, que será realizado em março de 2010 no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Essa definição visa não mais o debate para o estabelecimento deste Direito, seu reconhecimento e correlatos, mas sim, para o que os Governos fazem ou podem fazer para garantir sua efetivação, por meio de regulamentações, programas, ações, projetos, políticas, bem como a visão dos interessados sobre esses esforços concretos, discursos, e que direitos ainda não foram atendidos pelas Políticas Públicas.
Admitir que esses direitos e seus correlatos lógicos devem ser consagrados, e que os governos, a iniciativa privada, os movimentos organizados, a população em geral, podem e devem agir, entre direitos e deveres, para torná-lo concreto e não retórico são os objetivos que o próximo Fórum deve perseguir. Quando se defende o Direito à Cidade, defende-se o direito ao espaço democrático que rompe com a exclusão e com o processo de fragmentação existente hoje nas nossas cidades.
A materialização desses conceitos no FUM5 se dará por meio de seis eixos estratégicos que nortearão e organizarão os diálogos principais, visando atrair especialistas para o debate, os críticos, a mídia, e permitirão a obtenção de sínteses criativas e inovadoras, bem como ajudarão com os debates abertos e eventos de rede, que colaborarão na construção das sínteses que serão apresentadas ao final de cada dia. Os seis eixos estratégicos definidos para os diálogos e os temas para os debates abertos:
1- Levando Adiante o Direito à Cidade (Taking Forward the Right to the City)
a) Direitos, responsabilidades e oportunidades nas cidades (Rights, Responsabilities and Opportunities in Cities)
b) Ações nas cidades (Actions in Cities)
2- Unindo o Urbano Dividido (Bridging the Urban Divide)
a) Desigualdades nas cidades (Inequalities in Cities)
b) Para além das desigualdades de renda e consumo (Beyond Income and Consumption Inequalities)
3- Acesso Igualitário à Moradia (Equal Access to Shelter)
a) Acesso a terra urbanizada (Access to Served Land)
b) Moradia adequada e acessível (Affordable and Adequate Housing)
4- Diversidade Cultural nas Cidades (Cultural Diversity in Cities)
a) As várias identidades nas cidades (Various Identities in the City)
b) Da indiferença à intolerância (From Indifference to Tollerance)
5- Governança e Participação (Governance and Participation)
a) Participação cidadã efetiva (Effective Citizen Participation)
b) Revisitando o planejamento urbano (Revisiting Urban Planning)
6- Urbanização sustentável e inclusiva (Inclusive Sustainable Urbanization)
a) Reduzindo vulnerabilidades enfrentando as mudanças climáticas (Reducing Vulnerabilities Facing Climate Changes)
b) Aproximando o urbano dividido (Closing the Urban Divide)
De modo a melhor estruturar o Fórum, uma agenda de eventos e discussões será construída a partir da realização de e-debates e do o desenvolvimento de ‘concept papers’ que serão elaborados por especialistas internacionais em cada um dos seis eixos estratégicos. A idéia é amadurecer o debate desde já para um melhor aproveitamento não apenas dos palestrantes, mas também dos eventos de redes que serão propostos, que poderão se basear nesses textos para serem elaborados.
Esperamos que a partir desses diversos eventos, o Fórum promova discussões e construa uma agenda comum de compromissos que resultem em boas e novas soluções para nossas cidades. Repensar nossa utopia urbana é a principal tarefa. Nosso atual desafio é aprender com o mundo e, na medida das necessidades dos nossos parceiros, colaborar para que boas práticas e ações sejam empregadas em todas as cidades, criando um mundo melhor para que todos possam morar, viver com dignidade, respeito e cidadania.
Fonte: Ministério das Cidades
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O Acre no Altar
A revista Veja acaba de publicar uma sensacionalista reportagem sobre o assassinato do cartunista Glauco Vilas Boas, 53, e de seu filho Raoni, 25. Na reportagem, sem nenhuma base material, a revista acusa o criminoso Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, Cadu, de ter ingerido ayahuasca, levando-o a cometer o crime.
De forma irresponsável e leviana, a revista acusa o uso da ayahuasca como causa do crime e passa a agredir a história dos três líderes que, aqui no Acre, fundaram religiões amazônicas, de raízes indígenas: o mestre Raimundo Irineu Serra, o mestre Daniel Pereira de Matos e mestre Gabriel.
Na tentativa de dar base científica à reportagem, a revista Veja produz um Frankenstein de intolerância religiosa, de desinformação e de preconceito com religiões amazônicas e indígenas. Em nenhum momento cita um estudo científico, com suas fontes e suas provas acadêmicas.
Quando cita a Associação Brasileira de Psiquiatria, não apresenta nenhum especialista, nenhuma fonte demonstrativa ou qualquer prova do que escreve na reportagem. Apenas apresenta a caricatura de um "bacana" com transtorno psíquico, esquizofrênico, que fumava maconha, e que tinha uma mãe e uma tia-avó também esquizofrênicas.
Não apresenta outros casos semelhantes pelo Brasil afora. São mais de 200 centros, entre União do Vegetal e Santo Daime, com mais de 30 mil seguidores. Por que o caso Glauco deveria servir de regra para uma religião que já completou mais de meio século sem um único caso de violência ou morte entre aqueles que a praticam?
Aqui no Acre, entre as igrejas do Alto Santo, Barquinha e União do Vegetal, são milhares de seguidores gozando de elevada qualidade de vida, respeitados socialmente e livres das pragas do alcoolismo e do consumo de drogas.
Aqui no Acre, entre os seguidores do Santo Daime, da UDV e da Barquinha, há juízes e promotores, jornalistas renomados, deputados e prefeitos, médicos e economistas, empresários, professores de universidades, delegados, policiais, membros de academias e de instituições laicas e respeitadas.
Homens e mulheres que estudam, acessam as bibliotecas e estão informados sobre os avanços da ciência, as curvas da economia e da política e as reportagens fantasiosas, levianas, preconceituosas, anticientíficas e mentirosas de Veja.
Milhares de jovens escaparam das grades dos presídios e até da morte porque abraçaram a religião dos entes mágicos da floresta, das ancestrais aldeias indígenas e da fraternidade de viver como irmãos nos dias de louvor, sob a simplicidade de seus hinos e do consumo ritualístico da ayahuasca.
Não há um único caso de agressão física, de violência, de distúrbio ou de morte entre os seguidores da UDV, do Santo Daime ou da Barquinha, em mais de meio século de religião, entre milhares de seguidores.
A revista Veja deturpou tudo: a história e a resistência dos líderes religiosos, o papel espiritual e social que cumpre as igrejas ayahuasqueiras, a origem indígena milenar e a longa tradição de vida saudável de seus membros. A revista Veja só não esqueceu daquilo que está lhe ficando peculiar: escrever com preconceito e leviandade. Veja sequer respeitou a história.
A ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes tradições espirituais por comunidades indígenas nos países amazônicos desde tempos imemoriais. Os povos indígenas utilizaram a ayahuasca como um elo imaterial com o divino que estava entre as árvores, os lagos silenciosos, os igarapés. É que, para eles, a natureza possuía alma e vontade própria.
Povos indígenas do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, há quatro mil anos, utilizam a ayahuasca em seus rituais sagrados, como o padre usa o vinho sacramental na Eucaristia e os indígenas bebem o peyote nas cerimônias sincréticas da Igreja Nativa Americana.
O uso ritualístico da ayahuasca é bem mais antigo que o consumo do saquê ou Ki, bebida sagrada do Xintoísmo, usada a partir de 300 a.C, feito do arroz e fermentado pela saliva feminina, sendo cuspida pelas jovens virgens em tachos.
As origens do uso da ayahuasca nos países amazônicos remontam à Pré-história. Há evidências arqueológicas através de potes e desenhos que nos levam a afirmar que o uso da ayahuasca ocorra desde 2 mil a.C.
A utilização da ayahuasca pelo homem branco é uma acolhida da espiritualidade das florestas tropicais, um banho de rio milenar e sentimental do tempo em que os povos amazônicos viviam em fraternidade econômica e religiosa.
Os ataques ao uso ritualístico-religioso da ayahuasca, como bebida sacramental, nos autoriza a afirmar que podem estar nascendo interesses menos inocentes e mais poderosos do que uma simples preocupação acadêmica com a utilização de substâncias psicoativas.
Nunca é bom esquecer que a ayahuasca é uma substância natural exclusiva das florestas tropicais dos países amazônicos e pode alimentar interesses econômicos relacionados a patentes e elevar a cobiça sobre a nossa inestimável biodiversidade.
Não custa nada ficar alerta para essa esquizofrenia da grande mídia em atacar o uso ritualístico-religioso da ayahuasca. É mais fácil roubar um pão numa padaria do que uma hóstia no altar, mesmo que os dois sejam feitos do mesmo trigo. Por que tanto interesse em dessacralizar o uso da ayahuasca?
A ayahuasca é uma combinação química simples e ao mesmo tempo complexa, que envolve um cipó e um arbusto endêmicos do imenso continente amazônico. Simples porque a sua primitiva química material da floresta é realizada por homens comuns, do pajé ao ayahuasqueiro dos templos amazônicos.
Complexa porque envolve a elevação de indicadores psico-sociais de qualidade de vida e ajuda a atingir estados ampliados de consciência dos usuários. Isso por si só já alça a ayahuasca a um patamar superior no plano do controle científico dessas duas ervas milenares.
Assim, a ayahuasca ganha contornos políticos por envolver recursos florísticos de inestimável valor psico-social e espiritual. Os seus usuários consideram o “vinho das almas” como um instrumento físico-espiritual que favorece a limpeza interior, a introspecção, o autoconhecimento e a meditação.
Utilizar ayahuasca aqui na Amazônia é beber do próprio poço de nossa ancestralidade e da magia que representa a nossa milenar resistência. Aqui na floresta, protegidos pelos entes fortes de nossa religião animista e natural, nossos ancestrais não precisaram “miscigenar” sua fé.
Não foi necessário fazer como os negros escravos, que deram nomes de santos católicos aos seus deuses africanos. Nossos ancestrais indígenas não precisaram batizar Iemanjá de Nossa Senhora ou Oxossi de São Sebastião para se protegerem da fé unilateral do dono da terra e das almas.
É que entre nós a terra era de todos e o único dono era o senhor da chuva, do orvalho e do sol. A beleza coletiva dos recursos naturais era compartilhada por toda a aldeia, do curumim ao sábio ancião.
A ayahuasca era a essência espiritual dessa convivência material fraterna e universal entre as árvores carinhosas, os riachos irmãos, os pássaros cantores, os peixes, as larvas, os insetos, as flores. A ayahuasca ancestral era o elo entre a terra e o espírito.
Se não fosse uma erva espiritual e mágica, trazida pelas mãos milenares dos povos indígenas amazônicos, ela não teria resistido ao tempo. Por isso é natural que a ayahuasca atraia cada vez mais o homem branco, esmagado pelo destrutivo modo de vida urbano, elitista, ocidental, capitalista.
A ayahuasca não é um chá que se consome como se bebe um líquido ácido qualquer. O seu uso é espiritual e envolve aqueles que o utilizam na mais límpida tradição de amar o próximo e reencontrar os valores que perdemos na caminhada do planeta que se dividiu em castas, cores, fronteiras e etnias.
Não entrarei no debate acadêmico sobre o uso de substâncias psicoativas por parte das religiões milenares, das eras pré-colombianas aos templos dos tempos atuais. Não tenho competência para debater os pontos de vista da medicina, da psicologia ou da etnofarmacologia. Ficarei apenas com os resultados do uso milenar da ayahuasca pelos povos indígenas.
A milenar história amazônica não registra casos de morte ou de seqüelas à saúde dos povos indígena por terem utilizado a ayahuasca. Nenhum índio, nesses séculos de consumo da ayahuasca, deu entrada no hospital dos brancos ou foi curado pelos pajés.
A ayahuasca não é "taliban", seus usuários não se constituem em nenhuma seita, eles não são fanáticos, não há um único caso de morte ou de castigo físico que tenha sido resultado do seu consumo ritualístico.
O uso ritualístico da ayahuasca não provoca transes místicos ou de possessão. Ela não age no organismo como a antiga bebida hindu, denominada soma, que se divinizou por afastar o sofrimento, embriagando e elevando as forças vitais.
Depois de 4 mil anos de uso sagrado e ritualístico da ayahuasca, os estudiosos da civilização ocidental erguem argumentos anêmicos e endêmicos de uma sociedade que tem medo do "contato" aberto do homem com a natureza. É que eles têm medo da relação amorosa entre o indivíduo e a natureza com os seus elementos poderosos e coletivos.
Os sábios e avançados incas utilizaram a ayahuasca para consolidar-se como povo, como nação e para ajudar no florescimento da cultura, da matemática, da agricultura e da astronomia. Não é qualquer planta ou cipó que faz um povo, uma história milenar, uma religião.
Só não puderam utilizar a sagrada ayahuasca para produzir metálicos fuzis, pois se assim fosse, não teriam sido dizimados pelos invasores espanhóis. Pizarro não consumiu o “cipó dos mortos”, por isso dizimou tantos guerreiros, mulheres índias, donzelas, pajés, curumins.
A ayahuasca resistiu, venceu os invasores e as suas crenças unilaterais, atravessou os séculos, os milênios, unificou as milenares gerações indígenas e suavizou a dor "civilizaria" das eras pós-colombianas.
A ayahuasca é a religião da terra para o céu, da matéria eterna e natural para o infinito do sonho humano, a religião natural. Uma verdadeira e única religião do Brasil, aliás, uma colossal e genuína religião amazônica e indígena.
Autor: Moisés Diniz. Fonte: Jornal Feira Hoje - O Acre no Altar
De forma irresponsável e leviana, a revista acusa o uso da ayahuasca como causa do crime e passa a agredir a história dos três líderes que, aqui no Acre, fundaram religiões amazônicas, de raízes indígenas: o mestre Raimundo Irineu Serra, o mestre Daniel Pereira de Matos e mestre Gabriel.
Na tentativa de dar base científica à reportagem, a revista Veja produz um Frankenstein de intolerância religiosa, de desinformação e de preconceito com religiões amazônicas e indígenas. Em nenhum momento cita um estudo científico, com suas fontes e suas provas acadêmicas.
Quando cita a Associação Brasileira de Psiquiatria, não apresenta nenhum especialista, nenhuma fonte demonstrativa ou qualquer prova do que escreve na reportagem. Apenas apresenta a caricatura de um "bacana" com transtorno psíquico, esquizofrênico, que fumava maconha, e que tinha uma mãe e uma tia-avó também esquizofrênicas.
Não apresenta outros casos semelhantes pelo Brasil afora. São mais de 200 centros, entre União do Vegetal e Santo Daime, com mais de 30 mil seguidores. Por que o caso Glauco deveria servir de regra para uma religião que já completou mais de meio século sem um único caso de violência ou morte entre aqueles que a praticam?
Aqui no Acre, entre as igrejas do Alto Santo, Barquinha e União do Vegetal, são milhares de seguidores gozando de elevada qualidade de vida, respeitados socialmente e livres das pragas do alcoolismo e do consumo de drogas.
Aqui no Acre, entre os seguidores do Santo Daime, da UDV e da Barquinha, há juízes e promotores, jornalistas renomados, deputados e prefeitos, médicos e economistas, empresários, professores de universidades, delegados, policiais, membros de academias e de instituições laicas e respeitadas.
Homens e mulheres que estudam, acessam as bibliotecas e estão informados sobre os avanços da ciência, as curvas da economia e da política e as reportagens fantasiosas, levianas, preconceituosas, anticientíficas e mentirosas de Veja.
Milhares de jovens escaparam das grades dos presídios e até da morte porque abraçaram a religião dos entes mágicos da floresta, das ancestrais aldeias indígenas e da fraternidade de viver como irmãos nos dias de louvor, sob a simplicidade de seus hinos e do consumo ritualístico da ayahuasca.
Não há um único caso de agressão física, de violência, de distúrbio ou de morte entre os seguidores da UDV, do Santo Daime ou da Barquinha, em mais de meio século de religião, entre milhares de seguidores.
A revista Veja deturpou tudo: a história e a resistência dos líderes religiosos, o papel espiritual e social que cumpre as igrejas ayahuasqueiras, a origem indígena milenar e a longa tradição de vida saudável de seus membros. A revista Veja só não esqueceu daquilo que está lhe ficando peculiar: escrever com preconceito e leviandade. Veja sequer respeitou a história.
A ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes tradições espirituais por comunidades indígenas nos países amazônicos desde tempos imemoriais. Os povos indígenas utilizaram a ayahuasca como um elo imaterial com o divino que estava entre as árvores, os lagos silenciosos, os igarapés. É que, para eles, a natureza possuía alma e vontade própria.
Povos indígenas do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, há quatro mil anos, utilizam a ayahuasca em seus rituais sagrados, como o padre usa o vinho sacramental na Eucaristia e os indígenas bebem o peyote nas cerimônias sincréticas da Igreja Nativa Americana.
O uso ritualístico da ayahuasca é bem mais antigo que o consumo do saquê ou Ki, bebida sagrada do Xintoísmo, usada a partir de 300 a.C, feito do arroz e fermentado pela saliva feminina, sendo cuspida pelas jovens virgens em tachos.
As origens do uso da ayahuasca nos países amazônicos remontam à Pré-história. Há evidências arqueológicas através de potes e desenhos que nos levam a afirmar que o uso da ayahuasca ocorra desde 2 mil a.C.
A utilização da ayahuasca pelo homem branco é uma acolhida da espiritualidade das florestas tropicais, um banho de rio milenar e sentimental do tempo em que os povos amazônicos viviam em fraternidade econômica e religiosa.
Os ataques ao uso ritualístico-religioso da ayahuasca, como bebida sacramental, nos autoriza a afirmar que podem estar nascendo interesses menos inocentes e mais poderosos do que uma simples preocupação acadêmica com a utilização de substâncias psicoativas.
Nunca é bom esquecer que a ayahuasca é uma substância natural exclusiva das florestas tropicais dos países amazônicos e pode alimentar interesses econômicos relacionados a patentes e elevar a cobiça sobre a nossa inestimável biodiversidade.
Não custa nada ficar alerta para essa esquizofrenia da grande mídia em atacar o uso ritualístico-religioso da ayahuasca. É mais fácil roubar um pão numa padaria do que uma hóstia no altar, mesmo que os dois sejam feitos do mesmo trigo. Por que tanto interesse em dessacralizar o uso da ayahuasca?
A ayahuasca é uma combinação química simples e ao mesmo tempo complexa, que envolve um cipó e um arbusto endêmicos do imenso continente amazônico. Simples porque a sua primitiva química material da floresta é realizada por homens comuns, do pajé ao ayahuasqueiro dos templos amazônicos.
Complexa porque envolve a elevação de indicadores psico-sociais de qualidade de vida e ajuda a atingir estados ampliados de consciência dos usuários. Isso por si só já alça a ayahuasca a um patamar superior no plano do controle científico dessas duas ervas milenares.
Assim, a ayahuasca ganha contornos políticos por envolver recursos florísticos de inestimável valor psico-social e espiritual. Os seus usuários consideram o “vinho das almas” como um instrumento físico-espiritual que favorece a limpeza interior, a introspecção, o autoconhecimento e a meditação.
Utilizar ayahuasca aqui na Amazônia é beber do próprio poço de nossa ancestralidade e da magia que representa a nossa milenar resistência. Aqui na floresta, protegidos pelos entes fortes de nossa religião animista e natural, nossos ancestrais não precisaram “miscigenar” sua fé.
Não foi necessário fazer como os negros escravos, que deram nomes de santos católicos aos seus deuses africanos. Nossos ancestrais indígenas não precisaram batizar Iemanjá de Nossa Senhora ou Oxossi de São Sebastião para se protegerem da fé unilateral do dono da terra e das almas.
É que entre nós a terra era de todos e o único dono era o senhor da chuva, do orvalho e do sol. A beleza coletiva dos recursos naturais era compartilhada por toda a aldeia, do curumim ao sábio ancião.
A ayahuasca era a essência espiritual dessa convivência material fraterna e universal entre as árvores carinhosas, os riachos irmãos, os pássaros cantores, os peixes, as larvas, os insetos, as flores. A ayahuasca ancestral era o elo entre a terra e o espírito.
Se não fosse uma erva espiritual e mágica, trazida pelas mãos milenares dos povos indígenas amazônicos, ela não teria resistido ao tempo. Por isso é natural que a ayahuasca atraia cada vez mais o homem branco, esmagado pelo destrutivo modo de vida urbano, elitista, ocidental, capitalista.
A ayahuasca não é um chá que se consome como se bebe um líquido ácido qualquer. O seu uso é espiritual e envolve aqueles que o utilizam na mais límpida tradição de amar o próximo e reencontrar os valores que perdemos na caminhada do planeta que se dividiu em castas, cores, fronteiras e etnias.
Não entrarei no debate acadêmico sobre o uso de substâncias psicoativas por parte das religiões milenares, das eras pré-colombianas aos templos dos tempos atuais. Não tenho competência para debater os pontos de vista da medicina, da psicologia ou da etnofarmacologia. Ficarei apenas com os resultados do uso milenar da ayahuasca pelos povos indígenas.
A milenar história amazônica não registra casos de morte ou de seqüelas à saúde dos povos indígena por terem utilizado a ayahuasca. Nenhum índio, nesses séculos de consumo da ayahuasca, deu entrada no hospital dos brancos ou foi curado pelos pajés.
A ayahuasca não é "taliban", seus usuários não se constituem em nenhuma seita, eles não são fanáticos, não há um único caso de morte ou de castigo físico que tenha sido resultado do seu consumo ritualístico.
O uso ritualístico da ayahuasca não provoca transes místicos ou de possessão. Ela não age no organismo como a antiga bebida hindu, denominada soma, que se divinizou por afastar o sofrimento, embriagando e elevando as forças vitais.
Depois de 4 mil anos de uso sagrado e ritualístico da ayahuasca, os estudiosos da civilização ocidental erguem argumentos anêmicos e endêmicos de uma sociedade que tem medo do "contato" aberto do homem com a natureza. É que eles têm medo da relação amorosa entre o indivíduo e a natureza com os seus elementos poderosos e coletivos.
Os sábios e avançados incas utilizaram a ayahuasca para consolidar-se como povo, como nação e para ajudar no florescimento da cultura, da matemática, da agricultura e da astronomia. Não é qualquer planta ou cipó que faz um povo, uma história milenar, uma religião.
Só não puderam utilizar a sagrada ayahuasca para produzir metálicos fuzis, pois se assim fosse, não teriam sido dizimados pelos invasores espanhóis. Pizarro não consumiu o “cipó dos mortos”, por isso dizimou tantos guerreiros, mulheres índias, donzelas, pajés, curumins.
A ayahuasca resistiu, venceu os invasores e as suas crenças unilaterais, atravessou os séculos, os milênios, unificou as milenares gerações indígenas e suavizou a dor "civilizaria" das eras pós-colombianas.
A ayahuasca é a religião da terra para o céu, da matéria eterna e natural para o infinito do sonho humano, a religião natural. Uma verdadeira e única religião do Brasil, aliás, uma colossal e genuína religião amazônica e indígena.
Autor: Moisés Diniz. Fonte: Jornal Feira Hoje - O Acre no Altar
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domingo, 21 de março de 2010
Feliz equinócio de outono/primavera!
Dependendo da fonte de notícia, hoje começa a primavera [hemisfério norte] ou o outono [hemisfério sul].
A primavera começa hoje no hemisfério Norte às 17:32 e vai prolongar-se até às 12:28 de 21 de junho, informa o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
A nova estação do ano terá assim uma duração de 92,75 dias: começa a contar desde a ocorrência do equinócio e dura até ao próximo Solstício, que anunciará o verão.
O equinócio é o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste. "A palavra, de origem latina, significa 'noite igual ao dia', pois nestas datas dia e noite têm igual duração”, explica o OAL.[Destak]
A chegada do outono será com sol e calor nos próximos dias. Conhecida como a estação que faz a transição do período quente e úmido do verão para o seco e frio do inverno, o outono - que começa oficialmente às 14h32 de hoje no horário de Brasília - deve começar a ser sentido mais para o meio do próximo mês.[Jornal Cruzeiro do Sul]
[O ano novo astrológico] sempre começa quando o sol entra no signo de Áries, no dia 20 de março. "O Sol é a representação da energia e centralização. Já Áries a constelação sinalizadora do começo, que estimula a coragem para novos desafios", afirma o astrólogo Sérgio Carmanhani.
A data também marca a chegada do outono, ou melhor, o equinócio de outono no Hemisfério Sul e o equinócio de primavera no Hemisfério Norte. Para entender melhor é preciso saber antes o significado de equinócio, palavra derivada do latim aequinoctium ("noite igual" em português), que se refere ao momento do ano em que a duração do dia é igual ao da noite sobre toda a Terra. "Astronomicamente isto se dá quando o Sol na sua caminhada (seu movimento anual) corta o Equador Celeste, apresentando declinação de 0º, iluminando igualmente as duas partes do globo terrestre, fazendo com que o dia e noite tenham a mesma extensão de tempo". Sérgio diz que na astrologia esse momento é chamado de "ponto venal", que marca a entrada do sol no signo de Áries.[Vila Astral]
O ano começa hoje, também, nos países da Ásia Central, onde é celebrado o Norouz.
Enquanto isso, Pagãos, Bruxos e Wiccanos celebram ora Ostara, ora Mabon.
Como eu sou pagão e brasileiro, prefiro simplesmente desejar a todos um feliz equinócio de outono.
A primavera começa hoje no hemisfério Norte às 17:32 e vai prolongar-se até às 12:28 de 21 de junho, informa o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
A nova estação do ano terá assim uma duração de 92,75 dias: começa a contar desde a ocorrência do equinócio e dura até ao próximo Solstício, que anunciará o verão.
O equinócio é o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste. "A palavra, de origem latina, significa 'noite igual ao dia', pois nestas datas dia e noite têm igual duração”, explica o OAL.[Destak]
A chegada do outono será com sol e calor nos próximos dias. Conhecida como a estação que faz a transição do período quente e úmido do verão para o seco e frio do inverno, o outono - que começa oficialmente às 14h32 de hoje no horário de Brasília - deve começar a ser sentido mais para o meio do próximo mês.[Jornal Cruzeiro do Sul]
[O ano novo astrológico] sempre começa quando o sol entra no signo de Áries, no dia 20 de março. "O Sol é a representação da energia e centralização. Já Áries a constelação sinalizadora do começo, que estimula a coragem para novos desafios", afirma o astrólogo Sérgio Carmanhani.
A data também marca a chegada do outono, ou melhor, o equinócio de outono no Hemisfério Sul e o equinócio de primavera no Hemisfério Norte. Para entender melhor é preciso saber antes o significado de equinócio, palavra derivada do latim aequinoctium ("noite igual" em português), que se refere ao momento do ano em que a duração do dia é igual ao da noite sobre toda a Terra. "Astronomicamente isto se dá quando o Sol na sua caminhada (seu movimento anual) corta o Equador Celeste, apresentando declinação de 0º, iluminando igualmente as duas partes do globo terrestre, fazendo com que o dia e noite tenham a mesma extensão de tempo". Sérgio diz que na astrologia esse momento é chamado de "ponto venal", que marca a entrada do sol no signo de Áries.[Vila Astral]
O ano começa hoje, também, nos países da Ásia Central, onde é celebrado o Norouz.
Enquanto isso, Pagãos, Bruxos e Wiccanos celebram ora Ostara, ora Mabon.
Como eu sou pagão e brasileiro, prefiro simplesmente desejar a todos um feliz equinócio de outono.
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Dia Mundial da Água
Rio - Dia Mundial da Água é comemorado amanhã, 22 de março. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está bem na fita em quantidade: tem 11,6% de toda a água doce do planeta. Mas, no contexto, o horizonte não é dos melhores. Pesquisa da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que a demanda nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual. Para evitar escassez em 15 anos, é preciso investir R$ 27,7 bilhões. Para Sergio Belleza, gerente da Divisão de Tratamento de Águas da Argal Química, a solução está em empresas e programas de conscientização. “O uso racional da água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Além disso, as empresas têm que estar atentas à implantação dos modernos sistemas de reuso de água”, diz.
Autora: Leila Souza Lima [O Dia]
A comemoração do Dia Mundial da Água, em 22 de março, traz um alerta: prevê-se que, em 2050, 2 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de recursos hídricos. Dados da ONU mostram que apenas 3% de toda a água terrestre é própria para consumo.
A água é o elemento que deu origem e sustenta a vida no planeta Terra. Sem a água, nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, sobreviveria. Cerca de 70% de nossa alimentação e de nosso próprio corpo são constituídos por água. Mais da metade de todas as espécies de animais e plantas do mundo é aquática.
Os oceanos, os mares, as geleiras, as neves, os lagos e os rios cobrem aproximadamente dois terços da superfície da Terra. Os cientistas calculam o seu volume total em 1,42 bilhões de km, cuja maior parte (95,1%) está composta pelas águas salgadas dos mares e oceanos.
Os 4,9% restantes constituem-se de água doce, distribuída entre as geleiras polares, que ocupam 97% desse precioso volume; e a água na forma líquida, disponível para o nosso uso, cujo volume é estimado em pouco mais de 2 milhões de km. Assim, 99,9% das águas de nosso planeta são águas salgadas ou permanentemente congeladas.
Precisamos preservar esse líquido precioso![Tribuna Catarinense]
Autora: Leila Souza Lima [O Dia]
A comemoração do Dia Mundial da Água, em 22 de março, traz um alerta: prevê-se que, em 2050, 2 bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de recursos hídricos. Dados da ONU mostram que apenas 3% de toda a água terrestre é própria para consumo.
A água é o elemento que deu origem e sustenta a vida no planeta Terra. Sem a água, nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, sobreviveria. Cerca de 70% de nossa alimentação e de nosso próprio corpo são constituídos por água. Mais da metade de todas as espécies de animais e plantas do mundo é aquática.
Os oceanos, os mares, as geleiras, as neves, os lagos e os rios cobrem aproximadamente dois terços da superfície da Terra. Os cientistas calculam o seu volume total em 1,42 bilhões de km, cuja maior parte (95,1%) está composta pelas águas salgadas dos mares e oceanos.
Os 4,9% restantes constituem-se de água doce, distribuída entre as geleiras polares, que ocupam 97% desse precioso volume; e a água na forma líquida, disponível para o nosso uso, cujo volume é estimado em pouco mais de 2 milhões de km. Assim, 99,9% das águas de nosso planeta são águas salgadas ou permanentemente congeladas.
Precisamos preservar esse líquido precioso![Tribuna Catarinense]
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Feliz "Dia das Cobras"
No dia 17 de Março a Irlanda comemorou o "Dia de São Patrício".
São Patrício é considerado o santo padroeiro da Irlanda.
Diz-se que São Patrício livrou a Irlanda das cobras. Cientistas descobriram que a Irlanda não tinham cobras. Qual seria, então, o significado dessa lenda?
Antes do Cristianismo se espalhar pela ilha, os Druidas eram os líderes religiosos na Irlanda. Um dos símbolos dos Druidas era uma cobra. No Cristianismo, a cobra simboliza o Diabo.
De acordo com a lenda, São Patrício bateu seu cajado no solo para livrar a Irlanda das cobras. As cobras que foram expulsas da ilha eram os Druidas.
Durante o século VII, a Igreja Cristã ensinou a seus missionários que se eles não pudesse converter aos nativos, que eles deveriam usar quaisquer meios necessários para converter aos incrédulos.
Os Druidas não estavam interessados em desistir de seus Caminhos Antigos e converterem-se ao Cristianismo. Diz-se que São Patrício conduziu o assassinato de quase 800 sacerdotes e sacerdotisas Druidas.
Se ele não conseguisse converter um Druida, ele bateria seu cajado e fugia. Seus seguidores então atacavam e assassinavam o incrédulo.[Associated Content]
Em lembrança a mais esse genocídio promovido pela Igreja, os Pagãos celebram no dia 17 de Março o Dia de Todas as Cobras.
São Patrício é considerado o santo padroeiro da Irlanda.
Diz-se que São Patrício livrou a Irlanda das cobras. Cientistas descobriram que a Irlanda não tinham cobras. Qual seria, então, o significado dessa lenda?
Antes do Cristianismo se espalhar pela ilha, os Druidas eram os líderes religiosos na Irlanda. Um dos símbolos dos Druidas era uma cobra. No Cristianismo, a cobra simboliza o Diabo.
De acordo com a lenda, São Patrício bateu seu cajado no solo para livrar a Irlanda das cobras. As cobras que foram expulsas da ilha eram os Druidas.
Durante o século VII, a Igreja Cristã ensinou a seus missionários que se eles não pudesse converter aos nativos, que eles deveriam usar quaisquer meios necessários para converter aos incrédulos.
Os Druidas não estavam interessados em desistir de seus Caminhos Antigos e converterem-se ao Cristianismo. Diz-se que São Patrício conduziu o assassinato de quase 800 sacerdotes e sacerdotisas Druidas.
Se ele não conseguisse converter um Druida, ele bateria seu cajado e fugia. Seus seguidores então atacavam e assassinavam o incrédulo.[Associated Content]
Em lembrança a mais esse genocídio promovido pela Igreja, os Pagãos celebram no dia 17 de Março o Dia de Todas as Cobras.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
E se o Papa renunciar?
(Genebra, BR Press) - E se o Papa Bento XVI for obrigado a renunciar com esse "tsunami" que se chama pedofilia e abuso de crianças na Igreja? Segundo analistas, como John Allen, ouvido pela CNN, é muito difícil que isso aconteça – o único caso foi no século 12. Mas a credibilidade de Joseph Ratzinger certamente pode ser minada com a revelação de que, enquanto arcebispo da diocese de Munique, ele permitiu que um padre, identificado somente como H, transferido de Essen, exercesse serviços ecumênicos no começo dos anos 80, mesmo estando em "terapia" por abuso sexual de menores. A arquidiocese insiste que o Papa nunca chegou a tomar conhecimento pessoal do caso. Mas e o fato de duas vítimas, auto-identificadas, estarem diretamente relacionadas ao coral de meninos dirigido pelo padre George Ratzinger – irmão do Papa, de 1964 a 1994?
É difícil acreditar que João Paulo II, prestes a ser beatificado, ignorava as denúncias de 'delicta graviora' que chegassem ao Vaticano. E, na verdade, a culpa nem era tanto do polonês mas do seu auxiliar imediato Joseph Ratzinger, que decidira centralizar no Vaticano todas as confissões de padres pedófilos, tirando dos padres locais a possibilidade de conceder a absolvição e de levar a questão à justiça comum, a justiça de todos nós, deixando casos escabrosos chafurdarem no limbo da lei canônica.
Pecado
E esse é o grande pecado da Igreja, que nem mesmo infinitos padre-nossos, ave-marias e salve-rainhas podem ser suficientes para obter o perdão da sociedade. O pecado de se considerar numa "outra" esfera legal, sujeita a uma "outra" justiça, como nos tempos passados da teocracia, quando a Igreja mandava no poder temporal, tribunais inclusive, porque se impunha e se acreditava ser a manifestação divina na Terra.
Assim, enquanto alguns dos 300 padres "julgados" formalmente pela Igreja de estarem envolvidos em abusos sexuais, de 2001 a 2010, em busca de um calmante para a má consciência, contavam para seu confessor, o máximo que podia acontecer era uma remoção da paróquia. Jamais uma entrega do padre à justiça como ocorre fora da recinto fechado dos confessionários.
Celibato
O escândalo dos padres pedófilos, num efeito dominó, que vem dos EUA para a Irlanda, da Holanda para a Alemanha, da Áustria agora para a Suíça, com denúncias em cadeia de centenas de homens e mulheres já na meia e terceira idades mas marcados pelo abuso de que foram vítimas quando crianças mostra a grande responsabilidade da Igreja ao criar o celibato.
Se o apóstolo Paulo foi o responsável por essa exigência, ao fazer o elogio do celibato e da dedicação plena a Deus, ele próprio dizia na sua epístola ser melhor casar para os que não pudessem fazer o mesmo. Na verdade, ao proibir o casamento e os filhos dele decorrentes, a Igreja quis se preservar de um contato com a sociedade e, ao mesmo tempo, preservar suas riquezas e seu poder.
Criou-se uma sociedade à parte do mundo, fechada só para homens, com versão feminina nos conventos, estéril em decorrência mas com outras fórmulas de sucessão.
Doutrina perversa
Seria de se prever as perversões decorrentes, desde o homossexualismo intramuros aos abusos de crianças, aos delírios e histerias nos conventos femininos com suas aparições compensatórias, logo qualificadas de visões e mensagens divinas, quando não intepretadas como manifestações do demônio com a purificação pelo fogo das fogueiras, como se fazia na Idade Média.
Lembro-me de testemunhos de padres desesperados, tentados pela carne ( na verdade nada mais que o instinto sexual natural do ser humano) que, no Canadá, chegavam a se emascular morrendo numa poça de sangue ou vivendo como castrados. No Brasil, a reação do clero não foi assim dramática. Nossa literatura está plena de padres com amantes e progenituras diversas, pois, ao perceberem ser impossível o celibato ente o Equador e os Trópicos, preferiram se adaptar sem os extremos dos canadenses.
Aonde quer chegar essa Igreja que insiste em negar a essência dos seres humanos, forçando jovens normais a sequer se masturbar e condenando casais a fazerem sexo sem preservativos e/ou sem pílula, para que o prazer seja acompanhado de fecundação sem possibilidade de aborto? Na impossibilidade de se tornar santos e de obter a impotência por graça divina, muitos representantes do clero se tornam desprezíveis por abusarem de crianças.
Anti-modernização
Joseph Ratzinger foi um dos que impediram a modernização da Igreja no Concílio do Vaticano II, convocado por João XXIII. O Vaticano preferiu retornar aos tempos da tortura e da Inquisição, quando Paulo VI enterrou o Concílo com sua encíclica Humanae Vitae. E, depois de um retrógrado João Paulo II, é a vez de um ultraconservador Bento XVI.
Conta o teólogo Hans Kung, marginalizado pelo Igreja, como os nossos padres defensores da extinta Teologia da Libertação, que existe uma semelhança entre a Primavera de Praga, o eclodir do socialismo democrático de Dubcek com o amordaçamento do Concílio do Vaticano II pela cúria romana do Vaticano. Sem tanques, sem mortes, mas com o aniquilamento de uma grande reforma, que teria evitado hoje o triste espetáculo de uma Igreja sexualmente doente.
(Rui Martins/Especial para BR Press)
Nota da casa: Vamos lá, torcida brasileira! RENUNCIA! RENUNCIA! RENUNCIA!
É difícil acreditar que João Paulo II, prestes a ser beatificado, ignorava as denúncias de 'delicta graviora' que chegassem ao Vaticano. E, na verdade, a culpa nem era tanto do polonês mas do seu auxiliar imediato Joseph Ratzinger, que decidira centralizar no Vaticano todas as confissões de padres pedófilos, tirando dos padres locais a possibilidade de conceder a absolvição e de levar a questão à justiça comum, a justiça de todos nós, deixando casos escabrosos chafurdarem no limbo da lei canônica.
Pecado
E esse é o grande pecado da Igreja, que nem mesmo infinitos padre-nossos, ave-marias e salve-rainhas podem ser suficientes para obter o perdão da sociedade. O pecado de se considerar numa "outra" esfera legal, sujeita a uma "outra" justiça, como nos tempos passados da teocracia, quando a Igreja mandava no poder temporal, tribunais inclusive, porque se impunha e se acreditava ser a manifestação divina na Terra.
Assim, enquanto alguns dos 300 padres "julgados" formalmente pela Igreja de estarem envolvidos em abusos sexuais, de 2001 a 2010, em busca de um calmante para a má consciência, contavam para seu confessor, o máximo que podia acontecer era uma remoção da paróquia. Jamais uma entrega do padre à justiça como ocorre fora da recinto fechado dos confessionários.
Celibato
O escândalo dos padres pedófilos, num efeito dominó, que vem dos EUA para a Irlanda, da Holanda para a Alemanha, da Áustria agora para a Suíça, com denúncias em cadeia de centenas de homens e mulheres já na meia e terceira idades mas marcados pelo abuso de que foram vítimas quando crianças mostra a grande responsabilidade da Igreja ao criar o celibato.
Se o apóstolo Paulo foi o responsável por essa exigência, ao fazer o elogio do celibato e da dedicação plena a Deus, ele próprio dizia na sua epístola ser melhor casar para os que não pudessem fazer o mesmo. Na verdade, ao proibir o casamento e os filhos dele decorrentes, a Igreja quis se preservar de um contato com a sociedade e, ao mesmo tempo, preservar suas riquezas e seu poder.
Criou-se uma sociedade à parte do mundo, fechada só para homens, com versão feminina nos conventos, estéril em decorrência mas com outras fórmulas de sucessão.
Doutrina perversa
Seria de se prever as perversões decorrentes, desde o homossexualismo intramuros aos abusos de crianças, aos delírios e histerias nos conventos femininos com suas aparições compensatórias, logo qualificadas de visões e mensagens divinas, quando não intepretadas como manifestações do demônio com a purificação pelo fogo das fogueiras, como se fazia na Idade Média.
Lembro-me de testemunhos de padres desesperados, tentados pela carne ( na verdade nada mais que o instinto sexual natural do ser humano) que, no Canadá, chegavam a se emascular morrendo numa poça de sangue ou vivendo como castrados. No Brasil, a reação do clero não foi assim dramática. Nossa literatura está plena de padres com amantes e progenituras diversas, pois, ao perceberem ser impossível o celibato ente o Equador e os Trópicos, preferiram se adaptar sem os extremos dos canadenses.
Aonde quer chegar essa Igreja que insiste em negar a essência dos seres humanos, forçando jovens normais a sequer se masturbar e condenando casais a fazerem sexo sem preservativos e/ou sem pílula, para que o prazer seja acompanhado de fecundação sem possibilidade de aborto? Na impossibilidade de se tornar santos e de obter a impotência por graça divina, muitos representantes do clero se tornam desprezíveis por abusarem de crianças.
Anti-modernização
Joseph Ratzinger foi um dos que impediram a modernização da Igreja no Concílio do Vaticano II, convocado por João XXIII. O Vaticano preferiu retornar aos tempos da tortura e da Inquisição, quando Paulo VI enterrou o Concílo com sua encíclica Humanae Vitae. E, depois de um retrógrado João Paulo II, é a vez de um ultraconservador Bento XVI.
Conta o teólogo Hans Kung, marginalizado pelo Igreja, como os nossos padres defensores da extinta Teologia da Libertação, que existe uma semelhança entre a Primavera de Praga, o eclodir do socialismo democrático de Dubcek com o amordaçamento do Concílio do Vaticano II pela cúria romana do Vaticano. Sem tanques, sem mortes, mas com o aniquilamento de uma grande reforma, que teria evitado hoje o triste espetáculo de uma Igreja sexualmente doente.
(Rui Martins/Especial para BR Press)
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Réus confessos
Vaticano reconhece 3 mil denúncias de abuso.
ROMA - À medida que surgem novos detalhes sobre abusos sexuais de crianças por religiosos na Arquidiocese de Munique, então liderada por Joseph Ratzinger, o Vaticano veio a público defender o Papa Bento XVI neste sábado contra o que chamou de uma campanha agressiva contra ele na Alemanha. Ao mesmo tempo, um alto funcionário do Vaticano que supervisiona investigações internas reconheceu que 3 mil casos de suspeita de abusos sexuais nos últimos oito anos foram levados à sua atenção na década passada, dos quais 20% foram a julgamento em cortes da Santa Sé.
Em uma franca entrevista ao jornal "Avvenire" (da Confederação dos Bispos Italianos), o monsenhor Charles J. Scicluna, promotor da Congregação para a Doutrina da Fé, a mais antiga das nove comissões da Cúria Romana, classificou como "falsas e caluniosas" as acusações de que o Papa encobriu os casos de abuso quatro anos antes de se tornar Pontífice, quando ainda era prefeito do escritório do Vaticano.
Por outro lado, o monsenhor reconheceu que, das 3 mil denúncias de abusos a menores na última década, 80% ocorreram nos Estados Unidos. Segundo Scicluna, 300 padres foram acusados de pedofilia nos últimos nove anos. Os episódios envolvem religiosos e sacerdotes em casos ocorridos em 50 anos.
"Até 2009 a porcentagem americana diminuiu, passando a representar 25% dos 223 novos casos denunciados em todo o mundo. Nos últimos anos (2007 a 2009), a média anual em todo o mundo registrada na Congregação é de 250 casos. Muitos países assinalam só um ou dois casos. Aumenta, portanto, a diversidade e o número de países de procedência dos casos, mas o fenômeno é muito limitado. Tem que levar em conta que são 400 mil sacerdotes e religiosos no mundo. Essas estatísticas não correspondem à proporção criada quando casos tão tristes ocupam as primeiras páginas dos jornais", disse o monsenhor.
De acordo com Scicluna, as acusações relativas aos 3 mil casos estão sendo analisadas pelo Vaticano. Porém, o monsenhor afirma que não é correto definir os sacerdotes como pedófilos: "Podemos dizer, a grosso modo, que em 60% desses casos trata-se nada mais do que 'ebofilia', ou seja, atração física por adolescentes do mesmo sexo. Outros 30% se referem a relações heterossexuais e 10% a atos de pedofilia verdadeira e própria", afirmou.
Em um esforço para aliviar as pressões sobre o Pontífice, o porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse ser "evidente que nos últimos dias houve aqueles que tentassem, com uma certa tenacidade agressiva, em Regensburg e Munique, encontrar elementos para envolver o Santo Padre pessoalmente em casos de abuso". Segundo ele, a tentativa de ligar Bento XVI ao fato fracassou.
O Vaticano também buscou defender o Papa das críticas de que a medida da Santa Sé que exige sigilo em casos de abuso é equivalente à obstrução da Justiça em tribunais civis. "Sigilo durante a fase de investigação serve para proteger o nome das pessoas envolvidas, primeira e especialmente as vítimas, além dos padres acusados", defendeu o monsenhor durante a entrevista ao jornal italiano.[Globo]
Nota da casa: E ainda tem Católico que tenta defender a Igreja com...estatística! Apostasia Já!
ROMA - À medida que surgem novos detalhes sobre abusos sexuais de crianças por religiosos na Arquidiocese de Munique, então liderada por Joseph Ratzinger, o Vaticano veio a público defender o Papa Bento XVI neste sábado contra o que chamou de uma campanha agressiva contra ele na Alemanha. Ao mesmo tempo, um alto funcionário do Vaticano que supervisiona investigações internas reconheceu que 3 mil casos de suspeita de abusos sexuais nos últimos oito anos foram levados à sua atenção na década passada, dos quais 20% foram a julgamento em cortes da Santa Sé.
Em uma franca entrevista ao jornal "Avvenire" (da Confederação dos Bispos Italianos), o monsenhor Charles J. Scicluna, promotor da Congregação para a Doutrina da Fé, a mais antiga das nove comissões da Cúria Romana, classificou como "falsas e caluniosas" as acusações de que o Papa encobriu os casos de abuso quatro anos antes de se tornar Pontífice, quando ainda era prefeito do escritório do Vaticano.
Por outro lado, o monsenhor reconheceu que, das 3 mil denúncias de abusos a menores na última década, 80% ocorreram nos Estados Unidos. Segundo Scicluna, 300 padres foram acusados de pedofilia nos últimos nove anos. Os episódios envolvem religiosos e sacerdotes em casos ocorridos em 50 anos.
"Até 2009 a porcentagem americana diminuiu, passando a representar 25% dos 223 novos casos denunciados em todo o mundo. Nos últimos anos (2007 a 2009), a média anual em todo o mundo registrada na Congregação é de 250 casos. Muitos países assinalam só um ou dois casos. Aumenta, portanto, a diversidade e o número de países de procedência dos casos, mas o fenômeno é muito limitado. Tem que levar em conta que são 400 mil sacerdotes e religiosos no mundo. Essas estatísticas não correspondem à proporção criada quando casos tão tristes ocupam as primeiras páginas dos jornais", disse o monsenhor.
De acordo com Scicluna, as acusações relativas aos 3 mil casos estão sendo analisadas pelo Vaticano. Porém, o monsenhor afirma que não é correto definir os sacerdotes como pedófilos: "Podemos dizer, a grosso modo, que em 60% desses casos trata-se nada mais do que 'ebofilia', ou seja, atração física por adolescentes do mesmo sexo. Outros 30% se referem a relações heterossexuais e 10% a atos de pedofilia verdadeira e própria", afirmou.
Em um esforço para aliviar as pressões sobre o Pontífice, o porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse ser "evidente que nos últimos dias houve aqueles que tentassem, com uma certa tenacidade agressiva, em Regensburg e Munique, encontrar elementos para envolver o Santo Padre pessoalmente em casos de abuso". Segundo ele, a tentativa de ligar Bento XVI ao fato fracassou.
O Vaticano também buscou defender o Papa das críticas de que a medida da Santa Sé que exige sigilo em casos de abuso é equivalente à obstrução da Justiça em tribunais civis. "Sigilo durante a fase de investigação serve para proteger o nome das pessoas envolvidas, primeira e especialmente as vítimas, além dos padres acusados", defendeu o monsenhor durante a entrevista ao jornal italiano.[Globo]
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sábado, 13 de março de 2010
O celibato pode levar a abusos sexuais
Celibato de sacerdotes é uma das causas da pedofilia.
VIENA — O cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena, considera que o celibato dos sacerdotes, característica exclusiva da Igreja católica, explica em parte os atos de pedofilia cometidos por religiosos, em uma publicação de sua diocese nesta quarta-feira.
A uma questão as causas desse tipo de abuso, denunciado em casos na Alemanha e na Áustria recentemente, o cardeal disse que figuram "também a educação dos sacerdotes, assim como as consequências da revolução sexual da geração de 1968 e o celibato como desenvolvimento pessoal".
Christoph Schonborn pediu uma "mudança de visão" sobre o celibato, assunto tabu para o Vaticano.
"Chega de escândalos! Como fazer para não sermos considerados suspeitos de infrações que não cometemos? Porque sempre toda a Igreja é acusada", afirmou.
Três casos de abusos que remontam aos anos 1970 e 1980 foram revelados nos últimos dias, reforçando o fato de a Igreja ter acorbertado religiosos por todos esses anos.(AFP)
O arcebispo da Áustria disse que os recentes casos de abusos sexuais na Áustria, Irlanda, Alemanha e Holanda, envolvendo membros da Igreja Católica, podem estar ligados ao celibato dos padres.
As declarações de Christoph Schoenborn, citadas pelo Telegraph, ressuscitaram a polémica sobre o voto de castidade que os sacerdotes católicos fazem quando são ordenados.
Claudio Hummes, o Cardeal que coordena o departamento do sacerdócio no Vaticano já veio clarificar as declarações de Schoenborn e afirmou que o arcebispo "não estava a pôr em causa a regra da Igreja Católica", mas sim a salientar a importância de a opção pelo celibato ser acompanhada do devido desenvolvimento pessoal.
O celibato dos sacerdotes "exige uma total honestidade, tanto da parte da Igreja como da parte da sociedade em geral", disse Hummes. E reforçou que "o celibato é uma bênção do Espírito Santo que precisa de ser entendida e experimentada com sentimento e alegria, em total comunhão com Deus", concluiu.
Esta não é a primeira vez que o celibato é apontado como uma provável causa para os abusos sexuais praticados por membros do clero católico, embora não haja provas de que a castidade influencie o comportamento desviante.[Sapo]
Nota da casa: Essa mania da Igreja de "empurrar o problema" para outras causas é apenas mais um indício da hipocrisia dela. Apostasia Já!
VIENA — O cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena, considera que o celibato dos sacerdotes, característica exclusiva da Igreja católica, explica em parte os atos de pedofilia cometidos por religiosos, em uma publicação de sua diocese nesta quarta-feira.
A uma questão as causas desse tipo de abuso, denunciado em casos na Alemanha e na Áustria recentemente, o cardeal disse que figuram "também a educação dos sacerdotes, assim como as consequências da revolução sexual da geração de 1968 e o celibato como desenvolvimento pessoal".
Christoph Schonborn pediu uma "mudança de visão" sobre o celibato, assunto tabu para o Vaticano.
"Chega de escândalos! Como fazer para não sermos considerados suspeitos de infrações que não cometemos? Porque sempre toda a Igreja é acusada", afirmou.
Três casos de abusos que remontam aos anos 1970 e 1980 foram revelados nos últimos dias, reforçando o fato de a Igreja ter acorbertado religiosos por todos esses anos.(AFP)
O arcebispo da Áustria disse que os recentes casos de abusos sexuais na Áustria, Irlanda, Alemanha e Holanda, envolvendo membros da Igreja Católica, podem estar ligados ao celibato dos padres.
As declarações de Christoph Schoenborn, citadas pelo Telegraph, ressuscitaram a polémica sobre o voto de castidade que os sacerdotes católicos fazem quando são ordenados.
Claudio Hummes, o Cardeal que coordena o departamento do sacerdócio no Vaticano já veio clarificar as declarações de Schoenborn e afirmou que o arcebispo "não estava a pôr em causa a regra da Igreja Católica", mas sim a salientar a importância de a opção pelo celibato ser acompanhada do devido desenvolvimento pessoal.
O celibato dos sacerdotes "exige uma total honestidade, tanto da parte da Igreja como da parte da sociedade em geral", disse Hummes. E reforçou que "o celibato é uma bênção do Espírito Santo que precisa de ser entendida e experimentada com sentimento e alegria, em total comunhão com Deus", concluiu.
Esta não é a primeira vez que o celibato é apontado como uma provável causa para os abusos sexuais praticados por membros do clero católico, embora não haja provas de que a castidade influencie o comportamento desviante.[Sapo]
Nota da casa: Essa mania da Igreja de "empurrar o problema" para outras causas é apenas mais um indício da hipocrisia dela. Apostasia Já!
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sexta-feira, 12 de março de 2010
E ele sabia...
Bento XVI autorizou trabalho de padre envolvido em casos de pedofilia.
Berlim, 12 mar (EFE).- O papa Bento XVI autorizou nos anos 80 um padre com antecedentes de pedofilia a realizar o trabalho pastoral na cidade alemã de Munique.
Na década de 80, Bento XVI foi arcebispo das cidades de Munique e Freising. O padre envolvido em casos de pedofilia já havia sido expulso do bispado de Essen (Alemanha) por causa disso.
O porta-voz do Arcebispado de Munique confirmou hoje, em declarações à edição digital do jornal "Süddeutsche Zeitung", que "graves erros" foram cometidos nos anos e que a mudança de cidade do padre pedófilo foi feita "com a autorização do então arcebispo" - no caso, o atual pontífice.
O sacerdote, que continua em atividade em uma comunidade da Alta Baviera, foi reincidente em Munique, confirmou o arcebispado.
A saída de Essen aconteceu em 1980. Em 1982, Bento XVI foi nomeado como responsável regional da Congregação para a Doutrina da Fé e se mudou para Roma.
Em 1986, o sacerdote em questão foi condenado a 18 meses de prisão sob liberdade condicional e ao pagamento de uma multa por ter reincidido nos abusos sexuais.
Apesar de tudo, o religioso não foi afastado do trabalho pastoral e continua exercendo-o quase ininterruptamente, confirmou o arcebispado ao "Süddeutsche Zeitung".
Confrontado com estas informações, o arcebispado anunciou que analisará todas as atas relacionadas a casos antigos.
O ex-vigário geral de Munique, Gerhard Gruber, de 81 anos, assumiu, em declarações ao jornal, total responsabilidade pela mudança do sacerdote a partir de Essen e por sua permanência em atividade.
O "Süddeutsche Zeitung" tem uma declaração juramentada de um homem, que tinha então 11 anos, e que relata como o sacerdote o obrigou a praticar sexo oral.
Segundo o diário, quando o padre foi para Munique, estava previsto que se submetesse a um tratamento. Em vez disso, passou a trabalhar diretamente em uma igreja da cidade.
Bento XVI aparentemente não foi informado sobre o retorno do padre ao trabalho normal.[G1]
Berlim, 12 mar (EFE).- O papa Bento XVI autorizou nos anos 80 um padre com antecedentes de pedofilia a realizar o trabalho pastoral na cidade alemã de Munique.
Na década de 80, Bento XVI foi arcebispo das cidades de Munique e Freising. O padre envolvido em casos de pedofilia já havia sido expulso do bispado de Essen (Alemanha) por causa disso.
O porta-voz do Arcebispado de Munique confirmou hoje, em declarações à edição digital do jornal "Süddeutsche Zeitung", que "graves erros" foram cometidos nos anos e que a mudança de cidade do padre pedófilo foi feita "com a autorização do então arcebispo" - no caso, o atual pontífice.
O sacerdote, que continua em atividade em uma comunidade da Alta Baviera, foi reincidente em Munique, confirmou o arcebispado.
A saída de Essen aconteceu em 1980. Em 1982, Bento XVI foi nomeado como responsável regional da Congregação para a Doutrina da Fé e se mudou para Roma.
Em 1986, o sacerdote em questão foi condenado a 18 meses de prisão sob liberdade condicional e ao pagamento de uma multa por ter reincidido nos abusos sexuais.
Apesar de tudo, o religioso não foi afastado do trabalho pastoral e continua exercendo-o quase ininterruptamente, confirmou o arcebispado ao "Süddeutsche Zeitung".
Confrontado com estas informações, o arcebispado anunciou que analisará todas as atas relacionadas a casos antigos.
O ex-vigário geral de Munique, Gerhard Gruber, de 81 anos, assumiu, em declarações ao jornal, total responsabilidade pela mudança do sacerdote a partir de Essen e por sua permanência em atividade.
O "Süddeutsche Zeitung" tem uma declaração juramentada de um homem, que tinha então 11 anos, e que relata como o sacerdote o obrigou a praticar sexo oral.
Segundo o diário, quando o padre foi para Munique, estava previsto que se submetesse a um tratamento. Em vez disso, passou a trabalhar diretamente em uma igreja da cidade.
Bento XVI aparentemente não foi informado sobre o retorno do padre ao trabalho normal.[G1]
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terça-feira, 9 de março de 2010
Preparos para a Copa
Com o Mundial de futebol de 2010 à porta e milhares de pessoas a deslocarem-se para a África do Sul, o Reino Unido preferiu jogar pelo seguro. Por isso o governo britânico decidiu enviar 42 milhões de preservativos para a África do Sul, para ajudar na luta contra a propagação do vírus HIV/SIDA com o Mundial de futebol. O país acolhedor da prova espera receber nos próximos tempos cerca de 40 mil prostitutas, o que aumenta o risco de propagação da doença.
O pedido de ajuda foi feito pelo próprio presidente Jacob Zuma quando esteve em Londres para conhecer a rainha.
Gareth Thomas, ministro para os assuntos externos, anunciou u fundo de um milhão de libras para o combate e tratamento do vírus e clarificou a ajuda: “a África do Sul identificou a necessidade de ter mais preservativos no mercado. Pediram a nossa ajuda e estamos a responder a esse pedido.” O governante pediu ainda para os países vizinhos tomarem eles próprios cuidados para a não propagação do vírus uma vez que os fãs de futebol possam dirigir-se para outros países.
A África do Sul espera receber em apenas três meses pelo menos meio milhão de visitantes.[Ionline]
A África do Sul está preocupada com a invasão de prostitutas durante a Copa do Mundo. Segundo as autoridades locais, são esperadas mais de 40 mil prostitutas internacionais durante o evento, em busca de turistas endinheirados.
A informação está no site do jornal britânico The Guardian. A notícia destaca que o presidente sul-africano, Jacob Zuma, em uma recente visita oficial a Londres, pediu 1 bilhão de preservativos a mais à comunidade internacional. Só o governo britânico enviará 42 milhões de camisinhas.[Blogs Band]
A contribuição britânica será suficiente para a compra de 42 milhões de camisinhas e ajudará no total de 2 bilhões que o governo julga ser necessário para suprir a demanda adicional provocada pela chegada de torcedores ao país para os jogos da Copa.
De acordo com o ministro da Saúde sul-africano, esse total é cerca de duas vezes maior do que o governo distribui normalmente e necessário já que a África do Sul espera aproximadamente 450 mil estrangeiros para prestigiar o evento esportivo no país.
Em fevereiro, o responsável médico do Comitê Local de Organização da Copa 2010, Victor Ramathesele, afirmou, durante uma conferência médica organizada pela Fifa, que a África do Sul estava se preparando para receber o fluxo de visitantes.
Parte disso ocorreu porque o governo anterior negava a relação entre o HIV e a Aids, sugerindo que o consumo de algumas verduras e legumes como beterraba e alho poderiam agir como remédios naturais contra a doença. [Sem falar da "ajuda" do sr Ratzinger].
Fonte: O Globo
O pedido de ajuda foi feito pelo próprio presidente Jacob Zuma quando esteve em Londres para conhecer a rainha.
Gareth Thomas, ministro para os assuntos externos, anunciou u fundo de um milhão de libras para o combate e tratamento do vírus e clarificou a ajuda: “a África do Sul identificou a necessidade de ter mais preservativos no mercado. Pediram a nossa ajuda e estamos a responder a esse pedido.” O governante pediu ainda para os países vizinhos tomarem eles próprios cuidados para a não propagação do vírus uma vez que os fãs de futebol possam dirigir-se para outros países.
A África do Sul espera receber em apenas três meses pelo menos meio milhão de visitantes.[Ionline]
A África do Sul está preocupada com a invasão de prostitutas durante a Copa do Mundo. Segundo as autoridades locais, são esperadas mais de 40 mil prostitutas internacionais durante o evento, em busca de turistas endinheirados.
A informação está no site do jornal britânico The Guardian. A notícia destaca que o presidente sul-africano, Jacob Zuma, em uma recente visita oficial a Londres, pediu 1 bilhão de preservativos a mais à comunidade internacional. Só o governo britânico enviará 42 milhões de camisinhas.[Blogs Band]
A contribuição britânica será suficiente para a compra de 42 milhões de camisinhas e ajudará no total de 2 bilhões que o governo julga ser necessário para suprir a demanda adicional provocada pela chegada de torcedores ao país para os jogos da Copa.
De acordo com o ministro da Saúde sul-africano, esse total é cerca de duas vezes maior do que o governo distribui normalmente e necessário já que a África do Sul espera aproximadamente 450 mil estrangeiros para prestigiar o evento esportivo no país.
Em fevereiro, o responsável médico do Comitê Local de Organização da Copa 2010, Victor Ramathesele, afirmou, durante uma conferência médica organizada pela Fifa, que a África do Sul estava se preparando para receber o fluxo de visitantes.
Parte disso ocorreu porque o governo anterior negava a relação entre o HIV e a Aids, sugerindo que o consumo de algumas verduras e legumes como beterraba e alho poderiam agir como remédios naturais contra a doença. [Sem falar da "ajuda" do sr Ratzinger].
Fonte: O Globo
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