A 24 de Fevereiro de 391, o imperador Valentiniano II proíbe, não apenas os sacrifícios, mas também a simples visita a templos pagãos. No mesmo ano, decretou ainda que todos os templos pagãos fossem fechados. Foi um dos muitos marcos religiosos, políticos e legais que assinalou o fim da tolerância geral do mundo antigo genuinamente europeu e instaurou o totalitarismo vindo do Oriente semita. A sua abissal ofensa foi dupla - não apenas destruiu a liberdade em si - liberdade de culto, de expressão, de consciência até, tanto quanto possível - destruiu também os altares dos Deuses Nacionais ocidentais, legítimos padroeiros dos Povos do Ocidente, a começar pelos Romanos, mas rapidamente se estendendo a todas as outras nações europeias.
Ao mesmo tempo, vários motins anti-pagãos em Alexandria levaram à destruição de bustos de Serápis em toda a parte onde fossem encontrados, e a sua substituição por crucifixos, pintados em janelas, paredes, pilares, etc.. Deu-se uma revolta de pagãos, liderada pelo filósofo Olympius; os pagãos acabaram refugiados dentro do templo de Serápis; após um cerco violento, os cristãos ocuparam o edifício e demoliram-no, queimando, no processo, a famosa biblioteca de Alexandria, e profanando as imagens de culto do Deus.
O encerramento dos templos implicou a extinção do fogo sagrado do templo de Vesta, que era o fogo sagrado da pátria, todos os anos apagado e reacendido, imagem maior do fogo sagrado do lar, que brilhava no centro de cada casa romana (sucedendo algo de similar noutras partes do mundo indo-europeu, como a Grécia e a Índia ariana).
Vários séculos depois, surge em Itália a iniciativa do Dia Europeu da Memória Pagã, que, sendo marcado para 24 de Fevereiro, constitui um retomar simbólico do facho pagão - tal como sucedia outrora, o fogo sagrado deve reacender-se no dia em que se extinguiu.
Fonte: Gladius
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Carnaval esloveno
Com seus tradicionais desfiles de bufões com máscaras demoníacas, se celebra a partir desse fim de semana o 50º aniversário do carnaval da cidade eslovena de Ptuj, uma mistura entre as celebrações ocidentais e o antigo paganismo eslavo.
A peculiaridade dessas festas populares consiste em uma fusão entre o carnaval da Europa ocidental, sobre todo o veneziano e o austríaco, e o folclore local, imbuído pela mitologia pagã eslava.
Essa celebração oferece diversos eventos culturais, etnográficos e lúdicos, como festas de máscaras de crianças, um desfile internacional, competições, feiras e exposições com a participação de grupos nacionais e dos países vizinhos.
O carnaval esloveno de Ptuj é celebrado desde 1960 e este ano dura até 16 de fevereiro.
Os carnavais de Ptuj costumam atrair a cada ano milhares de espectadores. De seus desfiles internacionais, participa uma grande multidão de pessoas fantasiadas, procedentes de diversos países vizinhos.
Esses carnavais têm uma grande semelhança aos realizados nessas datas, até 14 de fevereiro, na cidade litorânea croata de Rijeka.
Na Croácia, os camponeses locais chamados zvoncari (sineiros) se fantasiam há séculos como seres horripilantes fantásticos com o objetivo de espantar o inverno, enquanto na Eslovênia personagens de aspecto muito similar assumem o papel de kurenti (bufões).
No início do carnaval, os respectivos prefeitos de Ptuj e Rijeka entregam as chaves da cidade ao "príncipe do carnaval" e a mascarada termina na quarta-feira de cinzas com o enterro do pust, um boneco que simboliza todos os males.
Em Ptuj, a procissão etnográfica é a que melhor preserva a tradição secular e consta de três partes. Começa com os kurenti, que espantam o inverno, seguido de um desfile de fantasias que invoca a primavera e a fertilidade, para terminar com a passagem de figuras grotescas para divertir os espectadores.
Os kurenti são fantoches extravagantes e espantosos que, com sua aparência e o grande barulho que produzem pelos grandes sinos atados a seus cinturões, devem assustar o inverno e as forças do mal.
Um kurenti comum se veste de peles de ovelha, leva cornos de touro, sinos na cintura, uma máscara demoníaca, meias de lã e sapatos pesados. Além disso, empunha na mão esquerda um mangual ou chicote de armas, que se usava na Idade Média.
Outros kurenti típicos se fantasiam com plumas de ave e usam uma máscara com bico ou incorporam elementos diabólicos de influência próxima ao reino animal.
Depois desse desfile, a procissão segue com os personagens que invocam à primavera, o amor, a fertilidade, a exuberância e a plenitude. Por isso, as fantasias constam de folhas verdes, adornos florais, homens que arrastam um arado e que jogam sementes ou representam outras atividades de lavoura.
Os atos lúdicos terminam com a passagem de figuras grotescas, ciganos alegres que predizem o futuro e mendigos excessivamente mal vestidos que saem às ruas e fazem farras e palhaçadas.
Com estas brincadeiras no final da procissão se tenta evocar que, seja o ano bom ou mau, a temporada, fértil ou erma, sempre deve tomar-se a vida com humor e graça.
O enterro do pust, o boneco que simboliza todos os males, a quarta-feira de cinzas, marca o fim do inverno na Eslovênia, dos costumes pagãos e do carnaval, e o retorno ao mundo cristão, à espera da celebração da Páscoa.
Fonte: G1
A peculiaridade dessas festas populares consiste em uma fusão entre o carnaval da Europa ocidental, sobre todo o veneziano e o austríaco, e o folclore local, imbuído pela mitologia pagã eslava.
Essa celebração oferece diversos eventos culturais, etnográficos e lúdicos, como festas de máscaras de crianças, um desfile internacional, competições, feiras e exposições com a participação de grupos nacionais e dos países vizinhos.
O carnaval esloveno de Ptuj é celebrado desde 1960 e este ano dura até 16 de fevereiro.
Os carnavais de Ptuj costumam atrair a cada ano milhares de espectadores. De seus desfiles internacionais, participa uma grande multidão de pessoas fantasiadas, procedentes de diversos países vizinhos.
Esses carnavais têm uma grande semelhança aos realizados nessas datas, até 14 de fevereiro, na cidade litorânea croata de Rijeka.
Na Croácia, os camponeses locais chamados zvoncari (sineiros) se fantasiam há séculos como seres horripilantes fantásticos com o objetivo de espantar o inverno, enquanto na Eslovênia personagens de aspecto muito similar assumem o papel de kurenti (bufões).
No início do carnaval, os respectivos prefeitos de Ptuj e Rijeka entregam as chaves da cidade ao "príncipe do carnaval" e a mascarada termina na quarta-feira de cinzas com o enterro do pust, um boneco que simboliza todos os males.
Em Ptuj, a procissão etnográfica é a que melhor preserva a tradição secular e consta de três partes. Começa com os kurenti, que espantam o inverno, seguido de um desfile de fantasias que invoca a primavera e a fertilidade, para terminar com a passagem de figuras grotescas para divertir os espectadores.
Os kurenti são fantoches extravagantes e espantosos que, com sua aparência e o grande barulho que produzem pelos grandes sinos atados a seus cinturões, devem assustar o inverno e as forças do mal.
Um kurenti comum se veste de peles de ovelha, leva cornos de touro, sinos na cintura, uma máscara demoníaca, meias de lã e sapatos pesados. Além disso, empunha na mão esquerda um mangual ou chicote de armas, que se usava na Idade Média.
Outros kurenti típicos se fantasiam com plumas de ave e usam uma máscara com bico ou incorporam elementos diabólicos de influência próxima ao reino animal.
Depois desse desfile, a procissão segue com os personagens que invocam à primavera, o amor, a fertilidade, a exuberância e a plenitude. Por isso, as fantasias constam de folhas verdes, adornos florais, homens que arrastam um arado e que jogam sementes ou representam outras atividades de lavoura.
Os atos lúdicos terminam com a passagem de figuras grotescas, ciganos alegres que predizem o futuro e mendigos excessivamente mal vestidos que saem às ruas e fazem farras e palhaçadas.
Com estas brincadeiras no final da procissão se tenta evocar que, seja o ano bom ou mau, a temporada, fértil ou erma, sempre deve tomar-se a vida com humor e graça.
O enterro do pust, o boneco que simboliza todos os males, a quarta-feira de cinzas, marca o fim do inverno na Eslovênia, dos costumes pagãos e do carnaval, e o retorno ao mundo cristão, à espera da celebração da Páscoa.
Fonte: G1
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Uma vela ao santo, outra...
Esse carnaval foi bem profícuo. Procurando por notícias, me deparei com algumas interessantes e eis que em Bangcoc, Tailândia, os casais comemoram o Dia de São Valentim (o equivalente ao Dia dos Namorados no Brasil) indo ao Santuário do Pênis.
Embora em princípio não pareça o lugar mais romântico, o Santuário dos Pênis de Bangcoc se tornou uma das alternativas para os casais apaixonados celebrarem o Dia de São Valentim.
Ladeado por esculturas fálicas de todos os tamanhos, o santuário se encontra em um agradável canto do centro da capital tailandesa.
Segundo a lenda, ali mora um espírito feminino que concede o dom da fertilidade aos casais que depositam como oferenda algo que represente um pênis.
"Nós visitamos este templo em 2004, quando após tentar sem sucesso ter um filho soubemos da existência e pensamos: por que não?", disse um turista francês, acompanhado de sua mulher e seu filho de cinco anos.
"Desde então voltamos três vezes para agradecer ao espírito o filho que nos concedeu", afirmou, enquanto tiravam uma foto de família diante do altar.
Originalmente, o templo não era dedicado à fertilidade, mas há alguns anos começaram a aparecer figuras de pênis no lugar sagrado e surgiram boatos de que o espírito concedia o dom da fertilidade a quem levasse uma oferenda em forma da genital masculina.
Com o tempo, o lugar começou a se encher de pênis de madeira, de pedra, grandes, pequenos, pintados de vermelho ou com laços atados na glande.[G1]
O Santuário dos Pênis em Bangcoc se transformou em um dos lugares de peregrinação para vários casais durante o dia de São Valentim, celebrado neste 14 de fevereiro em vários países. Segundo a tradição, nesse local mora o espírito feminino "Mae Tuptim" que concede o dom da fertilidade aos casais que deixam uma figura em forma de pênis como oferenda. A origem dessas figuras como símbolo de fertilidade vem da tradição hindu, embora também seja comum em outros rituais relacionados com os espíritos. Segundo alguns tailandeses, os pênis de Mae Tuptim também são depositados por maridos viúvos que deixam as figuras como oferenda para acalmar a esposa falecida e assim evitar aparições desagradáveis.[EFE]
Embora em princípio não pareça o lugar mais romântico, o Santuário dos Pênis de Bangcoc se tornou uma das alternativas para os casais apaixonados celebrarem o Dia de São Valentim.
Ladeado por esculturas fálicas de todos os tamanhos, o santuário se encontra em um agradável canto do centro da capital tailandesa.
Segundo a lenda, ali mora um espírito feminino que concede o dom da fertilidade aos casais que depositam como oferenda algo que represente um pênis.
"Nós visitamos este templo em 2004, quando após tentar sem sucesso ter um filho soubemos da existência e pensamos: por que não?", disse um turista francês, acompanhado de sua mulher e seu filho de cinco anos.
"Desde então voltamos três vezes para agradecer ao espírito o filho que nos concedeu", afirmou, enquanto tiravam uma foto de família diante do altar.
Originalmente, o templo não era dedicado à fertilidade, mas há alguns anos começaram a aparecer figuras de pênis no lugar sagrado e surgiram boatos de que o espírito concedia o dom da fertilidade a quem levasse uma oferenda em forma da genital masculina.
Com o tempo, o lugar começou a se encher de pênis de madeira, de pedra, grandes, pequenos, pintados de vermelho ou com laços atados na glande.[G1]
O Santuário dos Pênis em Bangcoc se transformou em um dos lugares de peregrinação para vários casais durante o dia de São Valentim, celebrado neste 14 de fevereiro em vários países. Segundo a tradição, nesse local mora o espírito feminino "Mae Tuptim" que concede o dom da fertilidade aos casais que deixam uma figura em forma de pênis como oferenda. A origem dessas figuras como símbolo de fertilidade vem da tradição hindu, embora também seja comum em outros rituais relacionados com os espíritos. Segundo alguns tailandeses, os pênis de Mae Tuptim também são depositados por maridos viúvos que deixam as figuras como oferenda para acalmar a esposa falecida e assim evitar aparições desagradáveis.[EFE]
O roto falando do rasgado
Bispo acha que revolução sexual é responsável por pedofilia.
O bispo de Augsburgo, Walter Mixa, acha que os casos de pedofilia envolvendo colégios religiosos alemães são "crimes especialmente abomináveis" e frutos da revolução sexual.
"Com certeza, a revolução sexual, na qual houve críticos da moral, especialmente progressistas que preconizavam o contato sexual entre adultos e menores, não é totalmente inocente", afirmou Mixa em uma entrevista publicada hoje pelo jornal "Augsburger Allgemeine".
Mixa, por outro lado, não vê nenhuma relação entre os abusos sexuais ocorridos em colégios religiosos e o celibato. Isso é algo, ressalta, que vários especialistas independentes já deixaram claro.
"A maioria dos crimes sexuais é cometida por homens casados, frequentemente do próprio entorno familiar das vítimas", destacou o bispo.
O religioso alega que a maioria dos padres tem uma orientação sexual completamente normal, só que voluntariamente abrem mão do casamento e do sexo.
No entanto, Mixa acha que, no passado, os responsáveis pela Igreja foram ingênuos demais na hora de avaliar os abusos sexuais cometidos por religiosos.
"Provavelmente, os cargos responsáveis na Igreja se adaptaram demais ao espírito da época, que, inclusive no direito penal, propagava a ressocialização no em lugar da prisão", acrescentou o bispo.
Na opinião do religioso, essa política equivocada, com a intenção de proteger as vítimas da imprensa, acabou atormentando e protegendo ainda mais os pedófilos.
As declarações de Mixa foram feitas em virtude do escândalo de pedofilia em colégios jesuítas da Alemanha.[G1]
Nota da casa: Claro, claro. Precisamos lembrar ao bispo que foram os padres da Igreja que cometeram os crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes. E esses padres foram criados, ensinados e treinados pela Igreja. O que os colocam em um seminário, em celibato, longe da influência da Contracultura e da Revolução Sexual. Sem falar que os homens casados que cometem abuso sexual são, geralmente, membros de alguma igreja católica. Então é óbvio que o problema está na religião.
Segundo o jornal, após sua detenção, Farag ter legalizado esses casamentos.
O tribunal também ordenou a detenção de um funcionário do Tribunal da Família de Sohag, acusado de haver cooperado com Farag na falsificação dos documentos.
O casamento de menores de famílias pobres em troca de dinheiro, especialmente com árabes do Golfo Pérsico, é uma prática comum no Egito.[G1]
Depois eles vêm nos acusar de sermos promíscuos...
O bispo de Augsburgo, Walter Mixa, acha que os casos de pedofilia envolvendo colégios religiosos alemães são "crimes especialmente abomináveis" e frutos da revolução sexual.
"Com certeza, a revolução sexual, na qual houve críticos da moral, especialmente progressistas que preconizavam o contato sexual entre adultos e menores, não é totalmente inocente", afirmou Mixa em uma entrevista publicada hoje pelo jornal "Augsburger Allgemeine".
Mixa, por outro lado, não vê nenhuma relação entre os abusos sexuais ocorridos em colégios religiosos e o celibato. Isso é algo, ressalta, que vários especialistas independentes já deixaram claro.
"A maioria dos crimes sexuais é cometida por homens casados, frequentemente do próprio entorno familiar das vítimas", destacou o bispo.
O religioso alega que a maioria dos padres tem uma orientação sexual completamente normal, só que voluntariamente abrem mão do casamento e do sexo.
No entanto, Mixa acha que, no passado, os responsáveis pela Igreja foram ingênuos demais na hora de avaliar os abusos sexuais cometidos por religiosos.
"Provavelmente, os cargos responsáveis na Igreja se adaptaram demais ao espírito da época, que, inclusive no direito penal, propagava a ressocialização no em lugar da prisão", acrescentou o bispo.
Na opinião do religioso, essa política equivocada, com a intenção de proteger as vítimas da imprensa, acabou atormentando e protegendo ainda mais os pedófilos.
As declarações de Mixa foram feitas em virtude do escândalo de pedofilia em colégios jesuítas da Alemanha.[G1]
Nota da casa: Claro, claro. Precisamos lembrar ao bispo que foram os padres da Igreja que cometeram os crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes. E esses padres foram criados, ensinados e treinados pela Igreja. O que os colocam em um seminário, em celibato, longe da influência da Contracultura e da Revolução Sexual. Sem falar que os homens casados que cometem abuso sexual são, geralmente, membros de alguma igreja católica. Então é óbvio que o problema está na religião.
APOSTASIA JÁ!
E por falar em pedofilia:
As autoridades egípcias detiveram um "mazun", funcionário que legaliza casamentos muçulmanos, por ter casado 87 menores do sexo feminino com documentos falsos, informa hoje o jornal independente "Al Shuruq".
Um tribunal da cidade de Sohag, 600 quilômetros ao sul do Cairo, ordenou a detenção preventiva de Farag Youssef Farag, de 53 anos, por quatro dias.
Farag é acusado de ter usado documentos falsos para oficializar 87 casamentos com meninas menores de idade, para o que, aparentemente, ganhou grandes somas de dinheiro.Um tribunal da cidade de Sohag, 600 quilômetros ao sul do Cairo, ordenou a detenção preventiva de Farag Youssef Farag, de 53 anos, por quatro dias.
Segundo o jornal, após sua detenção, Farag ter legalizado esses casamentos.
O tribunal também ordenou a detenção de um funcionário do Tribunal da Família de Sohag, acusado de haver cooperado com Farag na falsificação dos documentos.
O casamento de menores de famílias pobres em troca de dinheiro, especialmente com árabes do Golfo Pérsico, é uma prática comum no Egito.[G1]
Depois eles vêm nos acusar de sermos promíscuos...
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Fumaça sobre as águas
O título é em homenagem à música do Deep Purple, "Smoke in the Waters" e eu dedico aos paranóicos de plantão, que estão tentando contaminar a humanidade com suas histerias.
Uma delas, a do aquecimento global, foi devidamente descascada neste blog.
Mas temos outras, como a que está surgindo por causa do PNDH, se bem que antes teve muita gente esperneando contra as ações do Goveno ao consumo de cigarros, vociferando que era uma ditadura, igualmente descascada neste blog.
Outra interessante é quanto ao projeto quixotesco do PNDH, que visa proibir a presença de símbolos religiosos em autarquias públicas [o que colocaria a estátua cafona e brega do "Cristo Redentor" de fora], que visa legalizar o aborto, a união homossexual, entre outras ações que resvalam em preceitos que atentam contra os Direito Humanos.
No meio desse teatro, não me espanto com a gritaria cristã contra a legalização em rituais religiosos do consumo de ayahuasca.
O governo brasileiro oficializou ontem as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos.
Além disso, a norma coíbe o uso do chá com outras drogas e em eventos turísticos. Também oficializa um cadastramento facultativo das entidades que o utilizam.
O texto recomenda ainda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas.[Estadão]
O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - CONAD - editou a Resolução nº 1, que traz normas e procedimentos compatíveis com o uso religioso da Ayahuasca.
A Ayahuasca, nome quíchua de origem inca, refere-se a uma bebida sacramental produzida a partir de duas plantas nativas da floresta amazônica, o cipó Banisteriopsis caapi (caapi ou douradinho) e folhas do arbusto Psychotria viridis (chacrona), que contém o princípio ativo dimetiltriptamina.
A resolução tem como objetivo cadastrar as entidades que se tulizam da bebida, definindo aspectos jurídicos e legais para regulamentação do uso religioso e amparo ao direito à liberdade de culto. A resolução também dispõe sobre a regulação de preceitos para produção, uso, envio e transporte da Ayahuasca.
A resolução recomenda ainda a integração do CONAD com o CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - e a realização de pesquisas cientificas abrangendo as seguintes áreas: farmacologia, bioquímica, clínica, psicologia, antropologia e sociologia, incentivando a multidisciplinaridade no estudo das plantas que compõem a bebida de uso religioso.
A instituição do Grupo Multidisciplinar de Trabalho expressa dever constitucional do Estado Brasileiro de proteger as manifestações populares e indígenas e garantir o direito de liberdade religiosa.
A correta identificação do que é uso religioso, segundo os conceitos e práticas ditadas, a partir das próprias entidades que fazem uso da Ayahuasca, permitirá assegurar a proteção da liberdade de crença prevista na Constituição Federal. Considerando a ocorrência de registros de uso não religioso da Ayahuasca, sua identificação possibilitará prevenir práticas que não se amoldam à proteção constitucional.
Trata-se, pois, de ratificar a legitimidade do uso religioso da Ayahuasca como rica e ancestral manifestação cultural que, exatamente pela relevância de seu valor histórico, antropológico e social, é credora da proteção do Estado, nos termos da CF.[Expresso]
Eu duvido que os Cristãos ficassem calados se, devido à lei anti-fumo, fossem proibidos o uso de turíbulos nas missas. Se beber ayahuasca em rituais religiosos deve ser proibido por ser um risco à saúde, o uso de produtos fumígenos em rituais religiosos deveriam igualmente serem proibidos, pois também são um risco à saúde.
Uma delas, a do aquecimento global, foi devidamente descascada neste blog.
Mas temos outras, como a que está surgindo por causa do PNDH, se bem que antes teve muita gente esperneando contra as ações do Goveno ao consumo de cigarros, vociferando que era uma ditadura, igualmente descascada neste blog.
Outra interessante é quanto ao projeto quixotesco do PNDH, que visa proibir a presença de símbolos religiosos em autarquias públicas [o que colocaria a estátua cafona e brega do "Cristo Redentor" de fora], que visa legalizar o aborto, a união homossexual, entre outras ações que resvalam em preceitos que atentam contra os Direito Humanos.
No meio desse teatro, não me espanto com a gritaria cristã contra a legalização em rituais religiosos do consumo de ayahuasca.
O governo brasileiro oficializou ontem as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos.
Além disso, a norma coíbe o uso do chá com outras drogas e em eventos turísticos. Também oficializa um cadastramento facultativo das entidades que o utilizam.
O texto recomenda ainda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas.[Estadão]
O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - CONAD - editou a Resolução nº 1, que traz normas e procedimentos compatíveis com o uso religioso da Ayahuasca.
A Ayahuasca, nome quíchua de origem inca, refere-se a uma bebida sacramental produzida a partir de duas plantas nativas da floresta amazônica, o cipó Banisteriopsis caapi (caapi ou douradinho) e folhas do arbusto Psychotria viridis (chacrona), que contém o princípio ativo dimetiltriptamina.
A resolução tem como objetivo cadastrar as entidades que se tulizam da bebida, definindo aspectos jurídicos e legais para regulamentação do uso religioso e amparo ao direito à liberdade de culto. A resolução também dispõe sobre a regulação de preceitos para produção, uso, envio e transporte da Ayahuasca.
A resolução recomenda ainda a integração do CONAD com o CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - e a realização de pesquisas cientificas abrangendo as seguintes áreas: farmacologia, bioquímica, clínica, psicologia, antropologia e sociologia, incentivando a multidisciplinaridade no estudo das plantas que compõem a bebida de uso religioso.
A instituição do Grupo Multidisciplinar de Trabalho expressa dever constitucional do Estado Brasileiro de proteger as manifestações populares e indígenas e garantir o direito de liberdade religiosa.
A correta identificação do que é uso religioso, segundo os conceitos e práticas ditadas, a partir das próprias entidades que fazem uso da Ayahuasca, permitirá assegurar a proteção da liberdade de crença prevista na Constituição Federal. Considerando a ocorrência de registros de uso não religioso da Ayahuasca, sua identificação possibilitará prevenir práticas que não se amoldam à proteção constitucional.
Trata-se, pois, de ratificar a legitimidade do uso religioso da Ayahuasca como rica e ancestral manifestação cultural que, exatamente pela relevância de seu valor histórico, antropológico e social, é credora da proteção do Estado, nos termos da CF.[Expresso]
Eu duvido que os Cristãos ficassem calados se, devido à lei anti-fumo, fossem proibidos o uso de turíbulos nas missas. Se beber ayahuasca em rituais religiosos deve ser proibido por ser um risco à saúde, o uso de produtos fumígenos em rituais religiosos deveriam igualmente serem proibidos, pois também são um risco à saúde.
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Fevereiro - mês de purificação
Para completar o ano, os Romanos inseriram alguns dias ou um mês intercalado na estação do inverno, entre o último mês do ano [Dezembro] e o primeiro mês do ano seguinte [Março].
Numa Pompilius adicionou os meses de Janeiro e Fevereiro para esse período. Julius Caesar revisou a duração dos meses em sua reforma no calendário. Ele deu 28 dias a Fevereiro, exceto a cada quatro anos, quando há um dia extra, entre os dias 23 e 24 (não no final do mês, como se faz atualmente).
O nome, Februarius, se origina das celebrações Romanas para purificação e expiação religiosa que acontecia durante o mês que antecedia o início do ano, que se iniciava originalmente em 1° de Março.
Os Saxões chamavam o mês de Fevereiro de Sol-monath em reconhecimento ao retorno da força do sol.[Wordinfo]
Dia 14 de Fevereiro é consagrado no calendário romano a Juno Februra, Deusa da Paixão Amorosa e Senhora deste mês.[Gladius]
Dia 15 de Fevereiro é marcado pela celebração da Lupercalia, cuja designação vem de «Lupus», isto é, «Lobo». Pode ter a ver com a Loba que amamentou Rómulo e Remo, as crianças em cujo futuro se albergava a fundação de Roma.
Trata-se da culminação de uma sucessão de dias ditos «nefastos», que, neste contexto, não significa que sejam necessariamente maus, mas sim perigosos, e é a um tempo uma festa de fertilidade, da vinda da Primavera, e de honra aos antepassados mortos.
A festa é dedicada a FAUNUS, e começava com os sacerdotes luperci a sacrificar bolos, e um bode (e/ou um cão), cujo sangue era passado pela testa dos jovens reunidos, e começava então uma correria, com estes jovens circulando em torno do monte Palatino (cerca de 5 km) percorrendo o caminho que Rómulo seguiu ao traçar a linha de circunscrição de Roma (no acto da fundação da cidade), e circulando pelas ruas da cidade, batendo com peles de bode nas mulheres jovens que encontrassem, para as fertilizar.[Gladius]
Numa Pompilius adicionou os meses de Janeiro e Fevereiro para esse período. Julius Caesar revisou a duração dos meses em sua reforma no calendário. Ele deu 28 dias a Fevereiro, exceto a cada quatro anos, quando há um dia extra, entre os dias 23 e 24 (não no final do mês, como se faz atualmente).
O nome, Februarius, se origina das celebrações Romanas para purificação e expiação religiosa que acontecia durante o mês que antecedia o início do ano, que se iniciava originalmente em 1° de Março.
Os Saxões chamavam o mês de Fevereiro de Sol-monath em reconhecimento ao retorno da força do sol.[Wordinfo]
Dia 14 de Fevereiro é consagrado no calendário romano a Juno Februra, Deusa da Paixão Amorosa e Senhora deste mês.[Gladius]
Dia 15 de Fevereiro é marcado pela celebração da Lupercalia, cuja designação vem de «Lupus», isto é, «Lobo». Pode ter a ver com a Loba que amamentou Rómulo e Remo, as crianças em cujo futuro se albergava a fundação de Roma.
Trata-se da culminação de uma sucessão de dias ditos «nefastos», que, neste contexto, não significa que sejam necessariamente maus, mas sim perigosos, e é a um tempo uma festa de fertilidade, da vinda da Primavera, e de honra aos antepassados mortos.
A festa é dedicada a FAUNUS, e começava com os sacerdotes luperci a sacrificar bolos, e um bode (e/ou um cão), cujo sangue era passado pela testa dos jovens reunidos, e começava então uma correria, com estes jovens circulando em torno do monte Palatino (cerca de 5 km) percorrendo o caminho que Rómulo seguiu ao traçar a linha de circunscrição de Roma (no acto da fundação da cidade), e circulando pelas ruas da cidade, batendo com peles de bode nas mulheres jovens que encontrassem, para as fertilizar.[Gladius]
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Confissões da Igreja e uma apostasia
Algumas notícias interessantes e reveladoras:
Cristianismo não é moralismo, diz o Papa.
O cristianismo não é um moralismo, porque não podemos limitar-nos a obedecer a uma lei exterior, afirmou Bento XVI durante a sua visita ao Seminário Maior de Roma, na passada Sexta-feira.[Ecclesia]
O papa Bento XVI disse hoje, em discurso a seminaristas italianos, que os valores cristãos professados pela Igreja não podem ser confundidos com "moralismo".
O Papa também abordou o conceito de ética, segundo o entendimento da fé cristã. "A ética é consequência do ser. É Deus quem nos dá o dom de ser, que precede o agir", disse o Pontífice na reflexão feita hoje, durante uma visita anual ao seminário Romano Maggiore.[O Reporter]
Igreja não pode ser democrática, diz secretário do Vaticano.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, afirmou que, na estrutura da Igreja Católica, o poder é "indivisível", motivo pelo qual as decisões não podem ser tomadas pela regra da maioria.[Estadão]
Isso vem sendo dito há tempos, por Ateus e Pagãos. Mas os Católicos não irão dar o braço a torcer, certamente irão procurar defender seus verdugos. Isso é o que se chama de Sindrome de Estocolmo.
Diante disso, eu encorajo a todos os meus visitantes e leitores que façam o mesmo que Anne Hataway:
Anne largou o catolicismo após irmão assumir a homossexualidade.
Anne Hathaway trocou de religião pelo irmão. Em entrevista à revista "GQ", a atriz contou que largou o catolicismo após seu irmão revelar que era homossexual. E, junto com o resto da família, se converteu à Igreja Episcopal.
"A família inteira se converteu à Igreja Episcopal depois que o meu irmão mais velho se revelou. Como poderia apoiar uma organização que que tem uma visão limitada do meu amado irmão?", declarou Anne.
Eu conclamo à todas as famílias brasileiras que tem algum parente homossexual boicotem ou apostatem da Igreja.
Cristianismo não é moralismo, diz o Papa.
O cristianismo não é um moralismo, porque não podemos limitar-nos a obedecer a uma lei exterior, afirmou Bento XVI durante a sua visita ao Seminário Maior de Roma, na passada Sexta-feira.[Ecclesia]
O papa Bento XVI disse hoje, em discurso a seminaristas italianos, que os valores cristãos professados pela Igreja não podem ser confundidos com "moralismo".
O Papa também abordou o conceito de ética, segundo o entendimento da fé cristã. "A ética é consequência do ser. É Deus quem nos dá o dom de ser, que precede o agir", disse o Pontífice na reflexão feita hoje, durante uma visita anual ao seminário Romano Maggiore.[O Reporter]
Igreja não pode ser democrática, diz secretário do Vaticano.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, afirmou que, na estrutura da Igreja Católica, o poder é "indivisível", motivo pelo qual as decisões não podem ser tomadas pela regra da maioria.[Estadão]
Isso vem sendo dito há tempos, por Ateus e Pagãos. Mas os Católicos não irão dar o braço a torcer, certamente irão procurar defender seus verdugos. Isso é o que se chama de Sindrome de Estocolmo.
Diante disso, eu encorajo a todos os meus visitantes e leitores que façam o mesmo que Anne Hataway:
Anne largou o catolicismo após irmão assumir a homossexualidade.
Anne Hathaway trocou de religião pelo irmão. Em entrevista à revista "GQ", a atriz contou que largou o catolicismo após seu irmão revelar que era homossexual. E, junto com o resto da família, se converteu à Igreja Episcopal.
"A família inteira se converteu à Igreja Episcopal depois que o meu irmão mais velho se revelou. Como poderia apoiar uma organização que que tem uma visão limitada do meu amado irmão?", declarou Anne.
Eu conclamo à todas as famílias brasileiras que tem algum parente homossexual boicotem ou apostatem da Igreja.
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O mito do DNA mitocondrial
Citado pelo Edu [no Hipocrisia Vaticana] e publicado na Superinteressante:
Quando todos já tinham certeza de que o homem moderno havia surgido na África, o biólogo americano mostra que essa hipótese pode estar errada e sugere: temos muito mais a ver com o Homo sapiens arcaico do que pensamos.
Há seis anos, um grupo de biólogos moleculares da Universidade da Califórnia, em Berkeley, fez uma descoberta que parecia pôr fim à longa polêmica sobre a origem do homem moderno. Os pesquisadores alimentaram o computador com dados do DNA mitocondrial de várias populações geográfica e cronologicamente distintas e conseguiram montar uma árvore genealógica do Homo sapiens sapiens. A tão procurada raiz estava na África, o que muitos já supunham havia duas décadas, em razão dos antiqüíssimos fósseis achados naquele continente. Parecia sepultada a outra hipótese possível, de que o homem moderno poderia ter surgido simultaneamente em vários lugares do mundo. Só que, em 1991, um americano alto, de fala mansa e jeito de lorde inglês, resolveu acabar com a alegria dos seus colegas de Berkeley. O biólogo Alan Templeton, um especialista em evolução da Universidade Washington, de St. Louis, descobriu erros computacionais grosseiros no trabalho deles, destruindo qualquer certeza sobre a origem do ser humano moderno. Ficou famoso, e passou a ser chamado nos bastidores acadêmicos de o homem que matou a Eva africana. Alan Templeton esteve no Brasil em julho último, trazido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para um ciclo de palestras no Instituto de Biociências da USP. Ele falou a SUPERINTERESSANTE sobre suas descobertas a respeito das origens do homem.
SUPER: Nos anos 80, a hipótese de que a origem do homem é única e se encontra na África ganhou força entre os estudiosos, principalmente após as revelações genéticas de Berkeley. Mas parece que o senhor está jogando tudo isso por água abaixo. Por que a hipótese da origem africana do homem não está correta?
Templeton: Por um simples, porém importante, erro de computador. Embora os biólogos de Berkeley tenham usado um programa especialmente desenvolvido para montar árvores genealógicas a partir do DNA, o problema é que eles não perceberam que nesse tipo de análise genética a ordem de entrada dos dados altera o resultado final. E no caso dos estudos moleculares humanos isso se torna mais dramático ainda. Os dados são tão complexos que é praticamente impossível obter uma única árvore genealógica correta, pois não existe computador capaz de modelar todas as possibilidades.
SUPER: Ou seja, através do computador, jamais chegaremos à origem genealógica do homem?
Templeton: Não é isso. Mas o computador por si só não pode nos dar a resposta, apenas ajudar a construir uma hipótese. Na prática, o correto é alimentá-lo com os mesmos dados moleculares do DNA em centenas, se possível milhares, de ordens diferentes. A cada rodada teremos uma árvore diversa. Mas, ao longo do processo, alguns ramos vão se repetir mais vezes do que outros. Cabe ao cientista identificar esses ramos e investigá-los estatisticamente. É uma tarefa demorada.
SUPER: E qual foi exatamente o erro do estudo de Berkeley?
Templeton: O erro foi não levar em consideração essa infinidade de alternativas. O programa usado por eles é perfeito, mas somente quando aplicado na análise de seres mais simples. No caso da complexidade do DNA humano, a máquina simplesmente não consegue alcançar todas as possibilidades e, com isso, acaba gerando resultados ilusórios. Eu, por exemplo, usei o mesmo programa, no mesmo tipo de computador, com os mesmos dados moleculares do DNA que me foram cordialmente enviados por Mark Stoneking (um dos biólogos de Berkeley). Pois bem, apenas mudando a ordem dos dados, eu obtive uma origem asiática para o homem. Se você repetir o processo aleatoriamente, certamente chegará também a origens européias ou a outros resultados.
SUPER: Então a falha foi usar um programa de computador inadequado?
Templeton Não somente. O ponto mais crítico desse estudo é que o DNA usado nas amostras analisadas foi retirado das mitocôndrias, e não do núcleo das células humanas. Os cientistas fazem isso por conveniência: o DNA da mitocôndria é menor e não se recombina, como ocorre com o do núcleo. Só que ninguém provou até agora que o DNA da mitocôndria de um homem seja capaz de refletir a árvore genealógica de uma população ou de toda a humanidade. Eles simplesmente assumiram isso como uma verdade. Um procedimento altamente questionável.
SUPER: Com isso, o senhor diria que a hipótese da Eva africana está definitivamente morta?
Templeton: Não. Quero deixar bem claro que nunca neguei que o homem moderno possa ter nascido na África, há 200 000 anos. Só que, geneticamente falando, não temos certeza disso, pois o trabalho dos pesquisadores de Berkeley, que era a maior evidência nesse sentido, está incorreto.
SUPER: O computador falhou em provar a origem africana do homem moderno, mas os fósseis ainda indicam isso. O senhor acredita que um dia essa hipótese possa ser provada?
Templeton: Sinceramente, não, pois ela supõe coisas muito dramáticas. Diz que o humano moderno se espalhou pela Ásia e Europa, há 100 000 anos, acarretando a extinção do Homo sapiens arcaico, que então reinava nesses lugares. Ou seja, que o homem moderno simplesmente matou o arcaico e o substituiu. Para mim, essa é uma explicação difícil de engolir. Além do que, meus estudos particulares do DNA têm levado a crer que houve cruzamento entre as diversas populações.
SUPER: Como então teria desaparecido o sapiens arcaico?
Templeton: Justamente porque cruzou com o Homo sapiens moderno. Todas as hipóteses sobre a evolução de nossa espécie têm assumido que o homem, seja erectus ou sapiens, sempre se desenvolveu em isolamento geográfico total; africanos, asiáticos e europeus teriam evoluído paralelamente, e, quando se encontravam, entravam em conflito. Eu, no entanto, creio que tenha havido integração. Com o passar dos anos, de alguma forma sobreviveram apenas as características do que viria a ser o homem moderno. A hipótese vigente é a do desaparecimento pela guerra. A minha é a do desaparecimento pelo amor.
SUPER: Na sua opinião, é mais provável que o homem moderno tenha surgido em vários lugares ao mesmo tempo?
Templeton: Sim, mas não da forma como os adeptos da hipótese da multirregionalidade dizem. O homem não apareceu independente e isoladamente na Ásia, África e Europa. Na minha opinião, desde o período do Homo erectus, há um milhão de anos, as populações dos três continentes já tinham contato genético. Eram diferentes mas formavam uma única grande linhagem, que se cruzava vez por outra. O estudo do DNA me permitiu descobrir algumas expansões genéticas muito significativas, sobretudo de uma região para outra da Europa.
SUPER: Quando o senhor diz expansão genética, isso significa migração de pessoas de uma área para outra?
Templeton: Não necessariamente. As populações não precisam andar grandes distâncias para levar um gene. Basta que alguns poucos indivíduos entrem em contato com outra população antes isolada e os descendentes desses cruzamentos acabarão disseminando seus genes ao longo dos anos, séculos ou milênios. Um gene originário de populações africanas pode ter chegado aos confins da Ásia, sem que qualquer indivíduo tenha viajado até lá. Quem se move são os genes, não as pessoas. A isso chamamos de gene flow (fluxo gênico).
SUPER: Então pode ter ocorrido o contrário também?
Templeton: É verdade. Na minha opinião, houve um vai e vem de conteúdo genético em todas as direções possíveis.
SUPER: Por que então existem tantas diferenças, por exemplo, entre um africano e um europeu do norte?
Templeton: As condições geográficas certamente causaram essas diferenças. Mas, do ponto de vista estritamente biológico, as diferenças de cor, estatura e feições são meros detalhes. Recentemente, tenho estudado a evolução de uma espécie de lagarto americano cujos indivíduos apresentam diferenças muito maiores que as existentes entre os humanos. E não é preciso mudar de continente para ver essas diferenças; basta andar 5 quilômetros no deserto. Só que os lagartos não se importam se seus vizinhos são pretos ou brancos.
Fonte: Superinteressante
Nota da casa: Em alguns aspectos, a entrevista se encaixa nas opiniões deste pagão que vos escreve: a) O cientista não nega a possibilidade de que a nossa espécie tenha se originado na África; b) O cientista afirma que houve mistura entre as populações; c) As "diferenças" entre as etnias são determinadas por condições geográficas, uma "diferença" irrelevante para que uma etnia possa alegar uma suposta "superioridade".
PS: O blog "Hipocrisia Vaticana" morreu. Ou foi encerrado pelo blogger.
Quando todos já tinham certeza de que o homem moderno havia surgido na África, o biólogo americano mostra que essa hipótese pode estar errada e sugere: temos muito mais a ver com o Homo sapiens arcaico do que pensamos.
Há seis anos, um grupo de biólogos moleculares da Universidade da Califórnia, em Berkeley, fez uma descoberta que parecia pôr fim à longa polêmica sobre a origem do homem moderno. Os pesquisadores alimentaram o computador com dados do DNA mitocondrial de várias populações geográfica e cronologicamente distintas e conseguiram montar uma árvore genealógica do Homo sapiens sapiens. A tão procurada raiz estava na África, o que muitos já supunham havia duas décadas, em razão dos antiqüíssimos fósseis achados naquele continente. Parecia sepultada a outra hipótese possível, de que o homem moderno poderia ter surgido simultaneamente em vários lugares do mundo. Só que, em 1991, um americano alto, de fala mansa e jeito de lorde inglês, resolveu acabar com a alegria dos seus colegas de Berkeley. O biólogo Alan Templeton, um especialista em evolução da Universidade Washington, de St. Louis, descobriu erros computacionais grosseiros no trabalho deles, destruindo qualquer certeza sobre a origem do ser humano moderno. Ficou famoso, e passou a ser chamado nos bastidores acadêmicos de o homem que matou a Eva africana. Alan Templeton esteve no Brasil em julho último, trazido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para um ciclo de palestras no Instituto de Biociências da USP. Ele falou a SUPERINTERESSANTE sobre suas descobertas a respeito das origens do homem.
SUPER: Nos anos 80, a hipótese de que a origem do homem é única e se encontra na África ganhou força entre os estudiosos, principalmente após as revelações genéticas de Berkeley. Mas parece que o senhor está jogando tudo isso por água abaixo. Por que a hipótese da origem africana do homem não está correta?
Templeton: Por um simples, porém importante, erro de computador. Embora os biólogos de Berkeley tenham usado um programa especialmente desenvolvido para montar árvores genealógicas a partir do DNA, o problema é que eles não perceberam que nesse tipo de análise genética a ordem de entrada dos dados altera o resultado final. E no caso dos estudos moleculares humanos isso se torna mais dramático ainda. Os dados são tão complexos que é praticamente impossível obter uma única árvore genealógica correta, pois não existe computador capaz de modelar todas as possibilidades.
SUPER: Ou seja, através do computador, jamais chegaremos à origem genealógica do homem?
Templeton: Não é isso. Mas o computador por si só não pode nos dar a resposta, apenas ajudar a construir uma hipótese. Na prática, o correto é alimentá-lo com os mesmos dados moleculares do DNA em centenas, se possível milhares, de ordens diferentes. A cada rodada teremos uma árvore diversa. Mas, ao longo do processo, alguns ramos vão se repetir mais vezes do que outros. Cabe ao cientista identificar esses ramos e investigá-los estatisticamente. É uma tarefa demorada.
SUPER: E qual foi exatamente o erro do estudo de Berkeley?
Templeton: O erro foi não levar em consideração essa infinidade de alternativas. O programa usado por eles é perfeito, mas somente quando aplicado na análise de seres mais simples. No caso da complexidade do DNA humano, a máquina simplesmente não consegue alcançar todas as possibilidades e, com isso, acaba gerando resultados ilusórios. Eu, por exemplo, usei o mesmo programa, no mesmo tipo de computador, com os mesmos dados moleculares do DNA que me foram cordialmente enviados por Mark Stoneking (um dos biólogos de Berkeley). Pois bem, apenas mudando a ordem dos dados, eu obtive uma origem asiática para o homem. Se você repetir o processo aleatoriamente, certamente chegará também a origens européias ou a outros resultados.
SUPER: Então a falha foi usar um programa de computador inadequado?
Templeton Não somente. O ponto mais crítico desse estudo é que o DNA usado nas amostras analisadas foi retirado das mitocôndrias, e não do núcleo das células humanas. Os cientistas fazem isso por conveniência: o DNA da mitocôndria é menor e não se recombina, como ocorre com o do núcleo. Só que ninguém provou até agora que o DNA da mitocôndria de um homem seja capaz de refletir a árvore genealógica de uma população ou de toda a humanidade. Eles simplesmente assumiram isso como uma verdade. Um procedimento altamente questionável.
SUPER: Com isso, o senhor diria que a hipótese da Eva africana está definitivamente morta?
Templeton: Não. Quero deixar bem claro que nunca neguei que o homem moderno possa ter nascido na África, há 200 000 anos. Só que, geneticamente falando, não temos certeza disso, pois o trabalho dos pesquisadores de Berkeley, que era a maior evidência nesse sentido, está incorreto.
SUPER: O computador falhou em provar a origem africana do homem moderno, mas os fósseis ainda indicam isso. O senhor acredita que um dia essa hipótese possa ser provada?
Templeton: Sinceramente, não, pois ela supõe coisas muito dramáticas. Diz que o humano moderno se espalhou pela Ásia e Europa, há 100 000 anos, acarretando a extinção do Homo sapiens arcaico, que então reinava nesses lugares. Ou seja, que o homem moderno simplesmente matou o arcaico e o substituiu. Para mim, essa é uma explicação difícil de engolir. Além do que, meus estudos particulares do DNA têm levado a crer que houve cruzamento entre as diversas populações.
SUPER: Como então teria desaparecido o sapiens arcaico?
Templeton: Justamente porque cruzou com o Homo sapiens moderno. Todas as hipóteses sobre a evolução de nossa espécie têm assumido que o homem, seja erectus ou sapiens, sempre se desenvolveu em isolamento geográfico total; africanos, asiáticos e europeus teriam evoluído paralelamente, e, quando se encontravam, entravam em conflito. Eu, no entanto, creio que tenha havido integração. Com o passar dos anos, de alguma forma sobreviveram apenas as características do que viria a ser o homem moderno. A hipótese vigente é a do desaparecimento pela guerra. A minha é a do desaparecimento pelo amor.
SUPER: Na sua opinião, é mais provável que o homem moderno tenha surgido em vários lugares ao mesmo tempo?
Templeton: Sim, mas não da forma como os adeptos da hipótese da multirregionalidade dizem. O homem não apareceu independente e isoladamente na Ásia, África e Europa. Na minha opinião, desde o período do Homo erectus, há um milhão de anos, as populações dos três continentes já tinham contato genético. Eram diferentes mas formavam uma única grande linhagem, que se cruzava vez por outra. O estudo do DNA me permitiu descobrir algumas expansões genéticas muito significativas, sobretudo de uma região para outra da Europa.
SUPER: Quando o senhor diz expansão genética, isso significa migração de pessoas de uma área para outra?
Templeton: Não necessariamente. As populações não precisam andar grandes distâncias para levar um gene. Basta que alguns poucos indivíduos entrem em contato com outra população antes isolada e os descendentes desses cruzamentos acabarão disseminando seus genes ao longo dos anos, séculos ou milênios. Um gene originário de populações africanas pode ter chegado aos confins da Ásia, sem que qualquer indivíduo tenha viajado até lá. Quem se move são os genes, não as pessoas. A isso chamamos de gene flow (fluxo gênico).
SUPER: Então pode ter ocorrido o contrário também?
Templeton: É verdade. Na minha opinião, houve um vai e vem de conteúdo genético em todas as direções possíveis.
SUPER: Por que então existem tantas diferenças, por exemplo, entre um africano e um europeu do norte?
Templeton: As condições geográficas certamente causaram essas diferenças. Mas, do ponto de vista estritamente biológico, as diferenças de cor, estatura e feições são meros detalhes. Recentemente, tenho estudado a evolução de uma espécie de lagarto americano cujos indivíduos apresentam diferenças muito maiores que as existentes entre os humanos. E não é preciso mudar de continente para ver essas diferenças; basta andar 5 quilômetros no deserto. Só que os lagartos não se importam se seus vizinhos são pretos ou brancos.
Fonte: Superinteressante
Nota da casa: Em alguns aspectos, a entrevista se encaixa nas opiniões deste pagão que vos escreve: a) O cientista não nega a possibilidade de que a nossa espécie tenha se originado na África; b) O cientista afirma que houve mistura entre as populações; c) As "diferenças" entre as etnias são determinadas por condições geográficas, uma "diferença" irrelevante para que uma etnia possa alegar uma suposta "superioridade".
PS: O blog "Hipocrisia Vaticana" morreu. Ou foi encerrado pelo blogger.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Na Itália e na Polônia
Foi inaugurado em Roma no último dia de Janeiro um novo centro cultural, o «Templum Minervae», ou «Templo de Minerva», fundado pela Associazione Tradizionale Pietas. Na inauguração participou a organização pagã Associazione Gentilitas, que será responsável pelos cursos de carácter cultural que aí se ministrarão.
O local servirá para o estudo da tradição antiga, da religião greco-romana, do teatro clássico, da sabedoria antiga, do conhecimento da sociedade antiga em contraste com a actual, entre outros temas. Haverá lugar para o debate aberto e livre.
Segundo o que aqui se diz, este novo centro não é meramente cultural, pois que contém uma secção propriamente religiosa, a Naos, reservada aos pagãos, particularmente aos sacerdotes.
Fonte: Gladius
A organização pagã Eslava Slowianska alcançou na semana passada o reconhecimento estatal na Polônia. O Ministério da Administração Interna da Polónia assinou um documento em que reconhece a associação eslavo-ocidental «Fé Eslava» como uma organização religiosa com personalidade legal. Significa isto que doravante este agrupamento pagão passa a actuar como uma organização religiosa oficial, inteiramente protegida pela Lei, benerficiando do tratamento específico aos grupos religiosos, como por exemplo a isenção de impostos. Está também disponível para cooperar com instituições governamentais nacionais e internacionais em projectos que incluam o ensino da sua religião e filosofia em escolas públicas, bem como o direito de proteger locais de culto e herança antigos, e de adquirir terrenos para propósitos religiosos (como novos locais de culto, portanto), além de muitos outros direitos. Foram necessários três anos, tiveram de cooperar com advogados e de tratar de trâmites burocráticos em vinte e cinco notários públicos, por toda a Polónia.
A Associação da Fé Eslava está agora a apostar na criação de sucursais na República Checa, na Eslovénia e até na Alemanha (na região sérvia da Lusácia) e, de resto, em todos os países eslavos onde haja crentes nos antigos Deuses. O objectivo é garantir a protecção legal ao nível da lei da UE e da ONU. E, acima de tudo, legar aos vindouros uma organização forte e coerente capaz de proteger o que é mais sagrado para os eslavos conscientes da sua herança pagã ancestral.
Fonte: Gladius
O local servirá para o estudo da tradição antiga, da religião greco-romana, do teatro clássico, da sabedoria antiga, do conhecimento da sociedade antiga em contraste com a actual, entre outros temas. Haverá lugar para o debate aberto e livre.
Segundo o que aqui se diz, este novo centro não é meramente cultural, pois que contém uma secção propriamente religiosa, a Naos, reservada aos pagãos, particularmente aos sacerdotes.
Fonte: Gladius
A organização pagã Eslava Slowianska alcançou na semana passada o reconhecimento estatal na Polônia. O Ministério da Administração Interna da Polónia assinou um documento em que reconhece a associação eslavo-ocidental «Fé Eslava» como uma organização religiosa com personalidade legal. Significa isto que doravante este agrupamento pagão passa a actuar como uma organização religiosa oficial, inteiramente protegida pela Lei, benerficiando do tratamento específico aos grupos religiosos, como por exemplo a isenção de impostos. Está também disponível para cooperar com instituições governamentais nacionais e internacionais em projectos que incluam o ensino da sua religião e filosofia em escolas públicas, bem como o direito de proteger locais de culto e herança antigos, e de adquirir terrenos para propósitos religiosos (como novos locais de culto, portanto), além de muitos outros direitos. Foram necessários três anos, tiveram de cooperar com advogados e de tratar de trâmites burocráticos em vinte e cinco notários públicos, por toda a Polónia.
A Associação da Fé Eslava está agora a apostar na criação de sucursais na República Checa, na Eslovénia e até na Alemanha (na região sérvia da Lusácia) e, de resto, em todos os países eslavos onde haja crentes nos antigos Deuses. O objectivo é garantir a protecção legal ao nível da lei da UE e da ONU. E, acima de tudo, legar aos vindouros uma organização forte e coerente capaz de proteger o que é mais sagrado para os eslavos conscientes da sua herança pagã ancestral.
Fonte: Gladius
Direito dos povos indígenas
Declaração da ONU sobre os direitos dos povos "indígenas" vai incomodar muita gente, em especial os pios cristãos e seu genocídio cultural chamado de "missões".
Resumo: A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas é um documento abrangente que aborda, reconhece e afirma direitos fundamentais universais no contexto das culturas, realidades e necessidades indígenas. A Declaração constitui um instrumento internacional importante de direitos humanos em relação a povos indígenas porque contribui para a conscientização sobre a opressão histórica impetrada contra os povos indígenas, além de promover a tolerância, a compreensão e as boas relações entre os povos indígenas e os demais segmentos da sociedade.
A Assembleia Geral,
Guiada pelos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e pela boa-fé no cumprimento das obrigações assumidas pelos Estados de acordo com a Carta,
Afirmando que os povos indígenas são iguais a todos os demais povos e reconhecendo ao mesmo tempo o direito de todos os povos a serem diferentes, a se considerarem diferentes e a serem respeitados como tais,
Afirmando também que todos os povos contribuem para a diversidade e a riqueza das civilizações e culturas, que constituem patrimônio comum da humanidade,
Afirmando ainda que todas as doutrinas, políticas e práticas baseadas na superioridade de determinados povos ou indivíduos, ou que a defendem alegando razões de origem nacional ou diferenças raciais, religiosas, étnicas ou culturais, são racistas, cientificamente falsas, juridicamente inválidas, moralmente condenáveis e socialmente injustas,
Reafirmando que, no exercício de seus direitos, os povos indígenas devem ser livres de toda forma de discriminação,
Preocupada com o fato de os povos indígenas terem sofrido injustiças históricas como resultado, entre outras coisas, da colonização e da subtração de suas terras, territórios e recursos, o que lhes têm impedido de exercer, em especial, seu direito ao desenvolvimento, em conformidade com suas próprias necessidades e interesses,
Reconhecendo a necessidade urgente de respeitar e promover os direitos intrínsecos dos povos indígenas, que derivam de suas estruturas políticas, econômicas e sociais e de suas culturas, de suas tradições espirituais, de sua história e de sua concepção da vida, especialmente os direitos às suas terras, territórios e recursos,
Reconhecendo também a necessidade urgente de respeitar e promover os direitos dos povos indígenas afirmados em tratados, acordos e outros arranjos construtivos com os Estados,
Celebrando o fato de os povos indígenas estarem organizando-se para promover seu desenvolvimento político, econômico, social e cultural, e para pôr fim a todas as formas de discriminação e de opressão, onde quer que ocorram,
Convencida de que o controle, pelos povos indígenas, dos acontecimentos que os afetam e as suas terras, territórios e recursos lhes permitirá manter e reforçar suas instituições, culturas e tradições e promover seu desenvolvimento de acordo com suas aspirações e necessidades,
Reconhecendo que o respeito aos conhecimentos, às culturas e às práticas tradicionais indígenas contribui para o desenvolvimento sustentável e equitativo e para a gestão adequada do meio ambiente,
Enfatizando a contribuição da desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas para a paz, o progresso e o desenvolvimento econômico e social, a compreensão e as relações de amizade entre as nações e os povos do mundo,
Reconhecendo, em particular, o direito das famílias e comunidades indígenas a continuarem compartilhando a responsabilidade pela formação, a educação e o bem-estar dos seus filhos, em conformidade com os direitos da criança,
Considerando que os direitos afirmados nos tratados, acordos e outros arranjos construtivos entre os Estados e os povos indígenas são, em algumas situações, assuntos de preocupação, interesse e responsabilidade internacional, e têm caráter internacional,
Considerando também que os tratados, acordos e demais arranjos construtivos, e as relações que estes representam, servem de base para o fortalecimento da associação entre os povos indígenas e os Estados,
Reconhecendo que a Carta das Nações Unidas, o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, assim como a Declaração e o Programa de Ação de Viena afirmam a importância fundamental do direito de todos os povos à autodeterminação, em virtude do qual estes determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural,
Tendo em mente que nada do disposto na presente Declaração poderá ser utilizado para negar a povo algum seu direito à autodeterminação, exercido em conformidade com o direito internacional,
Convencida de que o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas na presente Declaração fomentará relações harmoniosas e de cooperação entre os Estados e os povos indígenas, baseadas nos princípios da justiça, da democracia, do respeito aos direitos humanos, da não discriminação e da boa-fé, Incentivando os Estados a cumprirem e aplicarem eficazmente todas as suas obrigações para com os povos indígenas resultantes dos instrumentos internacionais, em particular as relativas aos direitos humanos, em consulta e cooperação com os povos interessados,
Enfatizando que corresponde às Nações Unidas desempenhar um papel importante e contínuo de promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas,
Considerando que a presente Declaração constitui um novo passo importante para o reconhecimento, a promoção e a proteção dos direitos e das liberdades dos povos indígenas e para o desenvolvimento de atividades pertinentes ao sistema das Nações Unidas nessa área,
Reconhecendo e reafirmando que os indivíduos indígenas têm direito, sem discriminação, a todos os direitos humanos reconhecidos no direito internacional, e que os povos indígenas possuem direitos coletivos que são indispensáveis para sua existência, bem-estar e desenvolv imento integral como povos,
Reconhecendo também que a situação dos povos indígenas varia conforme as regiões e os países e que se deve levar em conta o significado das particularidades nacionais e regionais e das diversas tradições históricas e culturais,
Proclama solenemente a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, cujo texto figura à continuação, como ideal comum que deve ser perseguido em um espírito de solidariedade e de respeito mútuo:
Os indígenas têm direito, a título coletivo ou individual, ao pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito internacional dos direitos humanos.
Os povos e pessoas indígenas são livres e iguais a todos os demais povos e indivíduos e têm o direito de não serem submetidos a nenhuma forma de discriminação no exercício de seus direitos, que esteja fundada, em particular, em sua origem ou identidade indígena.
Os povos indígenas têm direito à autodeterminação.
Em virtude desse direito determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.
Os povos indígenas, no exercício do seu direito à autodeterminação, têm direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas a seus assuntos internos e locais, assim como a disporem dos meios para financiar suas funções autônomas.
Os povos indígenas têm o direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao mesmo tempo seu direito de participar plenamente, caso o desejem, da vida política, econômica, social e cultural do Estado.
Os povos indígenas têm o direito coletivo de viver em liberdade, paz e segurança, como povos distintos, e não serão submetidos a qualquer ato de genocídio ou a qualquer outro ato de violência, incluída a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.
Os povos e pessoas indígenas têm direito a não sofrer assimilação forçada ou a destruição de sua cultura.
Os Estados estabelecerão mecanismos eficazes para a prevenção e a reparação de:
a) Todo ato que tenha por objetivo ou consequência privar os povos e as pessoas indígenas de sua integridade como povos distintos, ou de seus valores culturais ou de sua identidade étnica.
b) Todo ato que tenha por objetivo ou consequência subtrair-lhes suas terras, territórios ou recursos.
c) Toda forma de transferência forçada de população que tenha por objetivo ou consequência a violação ou a diminuição de qualquer dos seus direitos.
d) Toda forma de assimilação ou integração forçada.
e) Toda forma de propaganda que tenha por finalidade promover ou incitar a discriminação racial ou étnica dirigida contra eles.
Os povos e pessoas indígenas têm o direito de pertencerem a uma comunidade ou nação indígena, em conformidade com as tradições e costumes da comunidade ou nação em questão. Nenhum tipo de discriminação poderá resultar do exercício desse direito.
Os povos indígenas têm o direito de praticar e revitalizar suas tradições e costumes culturais. Isso inclui o direito de manter, proteger e desenvolver as manifestações passadas, presentes e futuras de suas culturas, tais como sítios arqueológicos e históricos, utensílios, desenhos, cerimônias, tecnologias, artes visuais e interpretativas e literaturas.
Os povos indígenas têm o direito de manifestar, praticar, desenvolver e ensinar suas tradições, costumes e cerimônias espirituais e religiosas; de manter e proteger seus lugares religiosos e culturais e de ter acesso a estes de forma privada; de utilizar e dispor de seus objetos de culto e de obter a repatriação de seus restos humanos.
Os povos indígenas têm o direito de revitalizar, utilizar, desenvolver e transmitir às gerações futuras suas histórias, idiomas, tradições orais, filosofias, sistemas de escrita e literaturas, e de atribuir nomes às suas comunidades, lugares e pessoas e de mantê-los.
Os povos indígenas têm o direito de manter e de fortalecer sua própria relação espiritual com as terras, territórios, águas, mares costeiros e outros recursos que tradicionalmente possuam ou ocupem e utilizem, e de assumir as responsabilidades que a esse respeito incorrem em relação às gerações futuras.
Os povos indígenas têm o direito de manter, controlar, proteger e desenvolver seu patrimônio cultural, seus conhecimentos tradicionais, suas expressões culturais tradicionais e as manifestações de suas ciências, tecnologias e culturas, compreendidos os recursos humanos e genéticos, as sementes, os medicamentos, o conhecimento das propriedades da fauna e da flora, as tradições orais, as literaturas, os desenhos, os esportes e jogos tradicionais e as artes visuais e interpretativas. Também têm o direito de manter, controlar, proteger e desenvolver sua propriedade intelectual sobre o mencionado patrimônio cultural, seus conhecimentos tradicionais e suas expressões culturais tradicionais.
Os povos indígenas têm o direito de promover, desenvolver e manter suas estruturas institucionais e seus próprios costumes, espiritualidade, tradições, procedimentos, práticas e, quando existam, costumes ou sistema jurídicos, em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos.
Nada do disposto na presente Declaração será interpretado no sentido de conferir a um Estado, povo, grupo ou pessoa qualquer direito de participar de uma atividade ou de realizar um ato contrário à Carta das Nações Unidas ou será entendido no sentido de autorizar ou de fomentar qualquer ação direcionada a desmembrar ou a reduzir, total ou parcialmente, a integridade territorial ou a unidade política de Estados soberanos e independentes.
No exercício dos direitos enunciados na presente Declaração, serão respeitados os diretos humanos e as liberdades fundamentais de todos. O exercício dos direitos estabelecidos na presente Declaração estará sujeito exclusivamente às limitações previstas em lei e em conformidade com as obrigações internacionais em matéria de direitos humanos. Essas limitações não serão discriminatórias e serão somente aquelas estritamente necessárias para garantir o reconhecimento e o respeito devidos aos direitos e às liberdades dos demais e para satisfazer as justas e mais urgentes necessidades de uma sociedade democrática.
As disposições enunciadas na presente Declaração serão interpretadas em conformidade com os princípios da justiça, da democracia, do respeito aos direitos humanos, da igualdade, da não discriminação, da boa governança e da boa-fé.
As declarações da ONU não são obrigatórias; no entanto, elas representam o desenvolvimento dinâmico de normas legais internacionais e refletem o comprometimento dos Estados a se moverem em certas direções, regidos por alguns princípios. Este é o caso para a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas. No momento de sua adoção, ela estabeleceu um padrão importante para o tratamento dos povos indígenas e é, indubitavelmente, importante ferramenta para eliminar violações dos direitos humanos contra os mais de 370 milhões de indígenas em todo o mundo, e auxiliá-los no combate à discriminação e à marginalização.
Fonte: UNESCO
Resumo: A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas é um documento abrangente que aborda, reconhece e afirma direitos fundamentais universais no contexto das culturas, realidades e necessidades indígenas. A Declaração constitui um instrumento internacional importante de direitos humanos em relação a povos indígenas porque contribui para a conscientização sobre a opressão histórica impetrada contra os povos indígenas, além de promover a tolerância, a compreensão e as boas relações entre os povos indígenas e os demais segmentos da sociedade.
A Assembleia Geral,
Guiada pelos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e pela boa-fé no cumprimento das obrigações assumidas pelos Estados de acordo com a Carta,
Afirmando que os povos indígenas são iguais a todos os demais povos e reconhecendo ao mesmo tempo o direito de todos os povos a serem diferentes, a se considerarem diferentes e a serem respeitados como tais,
Afirmando também que todos os povos contribuem para a diversidade e a riqueza das civilizações e culturas, que constituem patrimônio comum da humanidade,
Afirmando ainda que todas as doutrinas, políticas e práticas baseadas na superioridade de determinados povos ou indivíduos, ou que a defendem alegando razões de origem nacional ou diferenças raciais, religiosas, étnicas ou culturais, são racistas, cientificamente falsas, juridicamente inválidas, moralmente condenáveis e socialmente injustas,
Reafirmando que, no exercício de seus direitos, os povos indígenas devem ser livres de toda forma de discriminação,
Preocupada com o fato de os povos indígenas terem sofrido injustiças históricas como resultado, entre outras coisas, da colonização e da subtração de suas terras, territórios e recursos, o que lhes têm impedido de exercer, em especial, seu direito ao desenvolvimento, em conformidade com suas próprias necessidades e interesses,
Reconhecendo a necessidade urgente de respeitar e promover os direitos intrínsecos dos povos indígenas, que derivam de suas estruturas políticas, econômicas e sociais e de suas culturas, de suas tradições espirituais, de sua história e de sua concepção da vida, especialmente os direitos às suas terras, territórios e recursos,
Reconhecendo também a necessidade urgente de respeitar e promover os direitos dos povos indígenas afirmados em tratados, acordos e outros arranjos construtivos com os Estados,
Celebrando o fato de os povos indígenas estarem organizando-se para promover seu desenvolvimento político, econômico, social e cultural, e para pôr fim a todas as formas de discriminação e de opressão, onde quer que ocorram,
Convencida de que o controle, pelos povos indígenas, dos acontecimentos que os afetam e as suas terras, territórios e recursos lhes permitirá manter e reforçar suas instituições, culturas e tradições e promover seu desenvolvimento de acordo com suas aspirações e necessidades,
Reconhecendo que o respeito aos conhecimentos, às culturas e às práticas tradicionais indígenas contribui para o desenvolvimento sustentável e equitativo e para a gestão adequada do meio ambiente,
Enfatizando a contribuição da desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas para a paz, o progresso e o desenvolvimento econômico e social, a compreensão e as relações de amizade entre as nações e os povos do mundo,
Reconhecendo, em particular, o direito das famílias e comunidades indígenas a continuarem compartilhando a responsabilidade pela formação, a educação e o bem-estar dos seus filhos, em conformidade com os direitos da criança,
Considerando que os direitos afirmados nos tratados, acordos e outros arranjos construtivos entre os Estados e os povos indígenas são, em algumas situações, assuntos de preocupação, interesse e responsabilidade internacional, e têm caráter internacional,
Considerando também que os tratados, acordos e demais arranjos construtivos, e as relações que estes representam, servem de base para o fortalecimento da associação entre os povos indígenas e os Estados,
Reconhecendo que a Carta das Nações Unidas, o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, assim como a Declaração e o Programa de Ação de Viena afirmam a importância fundamental do direito de todos os povos à autodeterminação, em virtude do qual estes determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural,
Tendo em mente que nada do disposto na presente Declaração poderá ser utilizado para negar a povo algum seu direito à autodeterminação, exercido em conformidade com o direito internacional,
Convencida de que o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas na presente Declaração fomentará relações harmoniosas e de cooperação entre os Estados e os povos indígenas, baseadas nos princípios da justiça, da democracia, do respeito aos direitos humanos, da não discriminação e da boa-fé, Incentivando os Estados a cumprirem e aplicarem eficazmente todas as suas obrigações para com os povos indígenas resultantes dos instrumentos internacionais, em particular as relativas aos direitos humanos, em consulta e cooperação com os povos interessados,
Enfatizando que corresponde às Nações Unidas desempenhar um papel importante e contínuo de promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas,
Considerando que a presente Declaração constitui um novo passo importante para o reconhecimento, a promoção e a proteção dos direitos e das liberdades dos povos indígenas e para o desenvolvimento de atividades pertinentes ao sistema das Nações Unidas nessa área,
Reconhecendo e reafirmando que os indivíduos indígenas têm direito, sem discriminação, a todos os direitos humanos reconhecidos no direito internacional, e que os povos indígenas possuem direitos coletivos que são indispensáveis para sua existência, bem-estar e desenvolv imento integral como povos,
Reconhecendo também que a situação dos povos indígenas varia conforme as regiões e os países e que se deve levar em conta o significado das particularidades nacionais e regionais e das diversas tradições históricas e culturais,
Proclama solenemente a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, cujo texto figura à continuação, como ideal comum que deve ser perseguido em um espírito de solidariedade e de respeito mútuo:
Os indígenas têm direito, a título coletivo ou individual, ao pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos pela Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o direito internacional dos direitos humanos.
Os povos e pessoas indígenas são livres e iguais a todos os demais povos e indivíduos e têm o direito de não serem submetidos a nenhuma forma de discriminação no exercício de seus direitos, que esteja fundada, em particular, em sua origem ou identidade indígena.
Os povos indígenas têm direito à autodeterminação.
Em virtude desse direito determinam livremente sua condição política e buscam livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.
Os povos indígenas, no exercício do seu direito à autodeterminação, têm direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas a seus assuntos internos e locais, assim como a disporem dos meios para financiar suas funções autônomas.
Os povos indígenas têm o direito de conservar e reforçar suas próprias instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais e culturais, mantendo ao mesmo tempo seu direito de participar plenamente, caso o desejem, da vida política, econômica, social e cultural do Estado.
Os povos indígenas têm o direito coletivo de viver em liberdade, paz e segurança, como povos distintos, e não serão submetidos a qualquer ato de genocídio ou a qualquer outro ato de violência, incluída a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo.
Os povos e pessoas indígenas têm direito a não sofrer assimilação forçada ou a destruição de sua cultura.
Os Estados estabelecerão mecanismos eficazes para a prevenção e a reparação de:
a) Todo ato que tenha por objetivo ou consequência privar os povos e as pessoas indígenas de sua integridade como povos distintos, ou de seus valores culturais ou de sua identidade étnica.
b) Todo ato que tenha por objetivo ou consequência subtrair-lhes suas terras, territórios ou recursos.
c) Toda forma de transferência forçada de população que tenha por objetivo ou consequência a violação ou a diminuição de qualquer dos seus direitos.
d) Toda forma de assimilação ou integração forçada.
e) Toda forma de propaganda que tenha por finalidade promover ou incitar a discriminação racial ou étnica dirigida contra eles.
Os povos e pessoas indígenas têm o direito de pertencerem a uma comunidade ou nação indígena, em conformidade com as tradições e costumes da comunidade ou nação em questão. Nenhum tipo de discriminação poderá resultar do exercício desse direito.
Os povos indígenas têm o direito de praticar e revitalizar suas tradições e costumes culturais. Isso inclui o direito de manter, proteger e desenvolver as manifestações passadas, presentes e futuras de suas culturas, tais como sítios arqueológicos e históricos, utensílios, desenhos, cerimônias, tecnologias, artes visuais e interpretativas e literaturas.
Os povos indígenas têm o direito de manifestar, praticar, desenvolver e ensinar suas tradições, costumes e cerimônias espirituais e religiosas; de manter e proteger seus lugares religiosos e culturais e de ter acesso a estes de forma privada; de utilizar e dispor de seus objetos de culto e de obter a repatriação de seus restos humanos.
Os povos indígenas têm o direito de revitalizar, utilizar, desenvolver e transmitir às gerações futuras suas histórias, idiomas, tradições orais, filosofias, sistemas de escrita e literaturas, e de atribuir nomes às suas comunidades, lugares e pessoas e de mantê-los.
Os povos indígenas têm o direito de manter e de fortalecer sua própria relação espiritual com as terras, territórios, águas, mares costeiros e outros recursos que tradicionalmente possuam ou ocupem e utilizem, e de assumir as responsabilidades que a esse respeito incorrem em relação às gerações futuras.
Os povos indígenas têm o direito de manter, controlar, proteger e desenvolver seu patrimônio cultural, seus conhecimentos tradicionais, suas expressões culturais tradicionais e as manifestações de suas ciências, tecnologias e culturas, compreendidos os recursos humanos e genéticos, as sementes, os medicamentos, o conhecimento das propriedades da fauna e da flora, as tradições orais, as literaturas, os desenhos, os esportes e jogos tradicionais e as artes visuais e interpretativas. Também têm o direito de manter, controlar, proteger e desenvolver sua propriedade intelectual sobre o mencionado patrimônio cultural, seus conhecimentos tradicionais e suas expressões culturais tradicionais.
Os povos indígenas têm o direito de promover, desenvolver e manter suas estruturas institucionais e seus próprios costumes, espiritualidade, tradições, procedimentos, práticas e, quando existam, costumes ou sistema jurídicos, em conformidade com as normas internacionais de direitos humanos.
Nada do disposto na presente Declaração será interpretado no sentido de conferir a um Estado, povo, grupo ou pessoa qualquer direito de participar de uma atividade ou de realizar um ato contrário à Carta das Nações Unidas ou será entendido no sentido de autorizar ou de fomentar qualquer ação direcionada a desmembrar ou a reduzir, total ou parcialmente, a integridade territorial ou a unidade política de Estados soberanos e independentes.
No exercício dos direitos enunciados na presente Declaração, serão respeitados os diretos humanos e as liberdades fundamentais de todos. O exercício dos direitos estabelecidos na presente Declaração estará sujeito exclusivamente às limitações previstas em lei e em conformidade com as obrigações internacionais em matéria de direitos humanos. Essas limitações não serão discriminatórias e serão somente aquelas estritamente necessárias para garantir o reconhecimento e o respeito devidos aos direitos e às liberdades dos demais e para satisfazer as justas e mais urgentes necessidades de uma sociedade democrática.
As disposições enunciadas na presente Declaração serão interpretadas em conformidade com os princípios da justiça, da democracia, do respeito aos direitos humanos, da igualdade, da não discriminação, da boa governança e da boa-fé.
As declarações da ONU não são obrigatórias; no entanto, elas representam o desenvolvimento dinâmico de normas legais internacionais e refletem o comprometimento dos Estados a se moverem em certas direções, regidos por alguns princípios. Este é o caso para a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas. No momento de sua adoção, ela estabeleceu um padrão importante para o tratamento dos povos indígenas e é, indubitavelmente, importante ferramenta para eliminar violações dos direitos humanos contra os mais de 370 milhões de indígenas em todo o mundo, e auxiliá-los no combate à discriminação e à marginalização.
Fonte: UNESCO
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Beijos pelos Direitos Humanos
Um ‘beijaço’ (Kiss in) acontecerá dia 07 de fevereiro na Avenida Paulista, esquina com Rua Augusta, às 17 horas na cidade de São Paulo.
Trata-se de um ato público, organizado por tuiteiros que usam o ciberativismo como ferramenta de mudança social.
Dele, participam mulheres e homens; homo, hétero e bissexuais, travestis e transexuais. Pessoas preocupadas em defender medidas históricas contempladas no 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal.
Dentre estes direitos estão: a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia, a legalização do aborto e a adoção homoparental. Estas propostas foram duramente atacadas, sobretudo por setores da imprensa e por lideranças religiosas católicas (CNBB).
Em defesa do PNDH3, os participantes do Beijaço querem, por meio de sua afetividade, vir a público expressar seu comprometimento e apoio a implementação destas políticas públicas, e ainda expressar seu repúdio ao ataque vazio e fanático do qual o plano está sendo vítima.
Visto que a laicidade do Estado é garantida em constituição, não há motivo justo que barre a aprovação desse projeto, a não ser o ranço reacionário que atravanca sua aprovação.
O 3º Plano Nacional de Direitos Humanos foi amplamente discutido na Conferência Nacional de Direitos Humanos em 2008. Ao ser divulgado, entretanto, em dezembro do ano passado, passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que querem que sejam públicos os seus interesses privados. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos.
O PNDH3 toca em questões fundamentais para a sociedade brasileira, e busca corrigir distorções graves relativas aos direitos do cidadão brasileiro. As ações propostas pelo Plano colocariam o Brasil lado a lado com países que há tempos respeitam o indivíduo e sua dignidade.
É por isso que, visando justiça, liberdade e igualdade ele recomenda: a descriminalização e a legalização do aborto, bem como sua realização na rede pública de saúde, o apoio a uma legislação que garanta igualdade jurídica para os cidadãos LGBT, como a lei que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo, recomenda que se assegure um marco jurídico na questão dos conflitos agrários e, por fim, recomenda a instituição de uma comissão para investigar os crimes de tortura perpetrados pelo exército durante a ditadura militar.
O plano também prevê o cumprimento da Constituição quanto ao caráter laico do Estado brasileiro e pede a retirada de ícones religiosos de instituições públicas, para preservar os valores da igualdade na diversidade, alteridade e a valorização da pluralidade.
Setores da sociedade brasileira que habitualmente escondem seu conservadorismo em uma retórica politicamente correta foram finalmente evidenciados por seu caráter retrógrado, anti-libertário e preconceituoso.
Por isso, convocamos a todos que, tão indignados como nós com a perseguição ao PNDH3, querem se manifestar de forma pacífica, bem humorada e afetuosa, a comparecer à esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, espaço tão diverso da cidade de São Paulo, no dia 7 de fevereiro, domingo, às 17 horas, para promover um beijaço em favor da liberdade e do respeito a todas as formas de amor e a livre escolha.
A ideia é mostrar, com muita alegria, que as pessoas são diferentes umas das outras, nascem, vivem, se beijam, amam, se relacionam com quem bem entendem, e independente de um ou outro grupo que torce o nariz, sua vida vai continuar acontecendo no anonimato de suas casas.
Não adianta um padre, um jornalista ou um senador achar que vai impedir os gays de constituir família, as mulheres de dispor de suas vidas ou o mundo de girar.
Isso acontece, e o PNDH, as militâncias e lutas sociais servem para reconhecer essa existência e garantir que o Estado não negligencie nenhum cidadão ou lhe tire o direito à dignidade.
Fonte: 300
Trata-se de um ato público, organizado por tuiteiros que usam o ciberativismo como ferramenta de mudança social.
Dele, participam mulheres e homens; homo, hétero e bissexuais, travestis e transexuais. Pessoas preocupadas em defender medidas históricas contempladas no 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, apresentado pela Secretária Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal.
Dentre estes direitos estão: a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a criminalização da homofobia, a legalização do aborto e a adoção homoparental. Estas propostas foram duramente atacadas, sobretudo por setores da imprensa e por lideranças religiosas católicas (CNBB).
Em defesa do PNDH3, os participantes do Beijaço querem, por meio de sua afetividade, vir a público expressar seu comprometimento e apoio a implementação destas políticas públicas, e ainda expressar seu repúdio ao ataque vazio e fanático do qual o plano está sendo vítima.
Visto que a laicidade do Estado é garantida em constituição, não há motivo justo que barre a aprovação desse projeto, a não ser o ranço reacionário que atravanca sua aprovação.
O 3º Plano Nacional de Direitos Humanos foi amplamente discutido na Conferência Nacional de Direitos Humanos em 2008. Ao ser divulgado, entretanto, em dezembro do ano passado, passou a ser criticado e distorcido por setores da sociedade brasileira que querem que sejam públicos os seus interesses privados. Entre estes setores está a direita partidária, a imprensa conservadora e setores reacionários religiosos.
O PNDH3 toca em questões fundamentais para a sociedade brasileira, e busca corrigir distorções graves relativas aos direitos do cidadão brasileiro. As ações propostas pelo Plano colocariam o Brasil lado a lado com países que há tempos respeitam o indivíduo e sua dignidade.
É por isso que, visando justiça, liberdade e igualdade ele recomenda: a descriminalização e a legalização do aborto, bem como sua realização na rede pública de saúde, o apoio a uma legislação que garanta igualdade jurídica para os cidadãos LGBT, como a lei que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo, recomenda que se assegure um marco jurídico na questão dos conflitos agrários e, por fim, recomenda a instituição de uma comissão para investigar os crimes de tortura perpetrados pelo exército durante a ditadura militar.
O plano também prevê o cumprimento da Constituição quanto ao caráter laico do Estado brasileiro e pede a retirada de ícones religiosos de instituições públicas, para preservar os valores da igualdade na diversidade, alteridade e a valorização da pluralidade.
Setores da sociedade brasileira que habitualmente escondem seu conservadorismo em uma retórica politicamente correta foram finalmente evidenciados por seu caráter retrógrado, anti-libertário e preconceituoso.
Por isso, convocamos a todos que, tão indignados como nós com a perseguição ao PNDH3, querem se manifestar de forma pacífica, bem humorada e afetuosa, a comparecer à esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, espaço tão diverso da cidade de São Paulo, no dia 7 de fevereiro, domingo, às 17 horas, para promover um beijaço em favor da liberdade e do respeito a todas as formas de amor e a livre escolha.
A ideia é mostrar, com muita alegria, que as pessoas são diferentes umas das outras, nascem, vivem, se beijam, amam, se relacionam com quem bem entendem, e independente de um ou outro grupo que torce o nariz, sua vida vai continuar acontecendo no anonimato de suas casas.
Não adianta um padre, um jornalista ou um senador achar que vai impedir os gays de constituir família, as mulheres de dispor de suas vidas ou o mundo de girar.
Isso acontece, e o PNDH, as militâncias e lutas sociais servem para reconhecer essa existência e garantir que o Estado não negligencie nenhum cidadão ou lhe tire o direito à dignidade.
Fonte: 300
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Gurus fajutos
Noticiado no blog do Wild Hunt e encontrado uma notícia na Imprensa local porque obviamente a Imprensa local adora casos que possam denegrir outras crenças e práticas.
Guru de autoajuda é indiciado por mortes em ritual de purificação nos EUA.
Um famoso guru de autoajuda americano foi acusado formalmente nesta quarta-feira de homicídio culposo pela morte de três pessoas em um retiro no Arizona, em que ele oferecia palestras motivacionais e tratamentos holísticos de purificação física e espiritual.
James Ray, que chegou a ser entrevistado nos conhecidos programas de TV de Ophrah Winfrey e Larry King, se entregou à polícia no escritório de seu advogado e foi levado preso.
As mortes ocorreram durante um evento de cinco dias chamado de "Guerreiro Espiritual", promovido no Centro de Retiros de Angel Valley, em outubro do ano passado, cerca de 180 quilômetros ao norte de Phoenix.
Na ocasião, o grupo participava de um ritual em uma sauna, quando várias pessoas começaram a passar mal. Além de longas sessões na sauna, o evento incluía um jejum de 36 horas.
Serviços de emergência foram chamados ao rancho onde foi realizado o evento no dia 8 de outubro, depois que cerca de 50 pessoas disseram estar sentindo dificuldades para respirar.
Os participantes estavam reunidos em uma sauna tradicional, usada por índios americanos em rituais, em uma estrutura de madeira coberta de plástico e cobertores. No interior, havia pedras quentes onde era jogada água, para gerar vapor.
Várias pessoas passaram mal durante a sessão de mais de duas horas, chegando a vomitar no local.
Dois participantes desmaiaram durante a cerimônia e morreram mais tarde, na mesma noite. Um terceiro participante morreu uma semana depois, após entrar em coma.
Dezoito pessoas foram levadas ao hospital sofrendo de sintomas que iam da desidratação à falência nos rins.
Alguns dos participantes disseram que Ray encorajou as pessoas a continuar a participar da cerimônia, apesar de algumas terem passado mal.
Fonte: BBC Brasil
Comentário da casa: Pagãos brasileiros, cuidado com os vigaristas e os oportunistas.
Guru de autoajuda é indiciado por mortes em ritual de purificação nos EUA.
Um famoso guru de autoajuda americano foi acusado formalmente nesta quarta-feira de homicídio culposo pela morte de três pessoas em um retiro no Arizona, em que ele oferecia palestras motivacionais e tratamentos holísticos de purificação física e espiritual.
James Ray, que chegou a ser entrevistado nos conhecidos programas de TV de Ophrah Winfrey e Larry King, se entregou à polícia no escritório de seu advogado e foi levado preso.
As mortes ocorreram durante um evento de cinco dias chamado de "Guerreiro Espiritual", promovido no Centro de Retiros de Angel Valley, em outubro do ano passado, cerca de 180 quilômetros ao norte de Phoenix.
Na ocasião, o grupo participava de um ritual em uma sauna, quando várias pessoas começaram a passar mal. Além de longas sessões na sauna, o evento incluía um jejum de 36 horas.
Serviços de emergência foram chamados ao rancho onde foi realizado o evento no dia 8 de outubro, depois que cerca de 50 pessoas disseram estar sentindo dificuldades para respirar.
Os participantes estavam reunidos em uma sauna tradicional, usada por índios americanos em rituais, em uma estrutura de madeira coberta de plástico e cobertores. No interior, havia pedras quentes onde era jogada água, para gerar vapor.
Várias pessoas passaram mal durante a sessão de mais de duas horas, chegando a vomitar no local.
Dois participantes desmaiaram durante a cerimônia e morreram mais tarde, na mesma noite. Um terceiro participante morreu uma semana depois, após entrar em coma.
Dezoito pessoas foram levadas ao hospital sofrendo de sintomas que iam da desidratação à falência nos rins.
Alguns dos participantes disseram que Ray encorajou as pessoas a continuar a participar da cerimônia, apesar de algumas terem passado mal.
Fonte: BBC Brasil
Comentário da casa: Pagãos brasileiros, cuidado com os vigaristas e os oportunistas.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Força Aérea americana cria espaço pagão
A capelania da Força Aérea [dos EUA] irá adicionar uma área de culto para seguidores das religiões centradas na Terra durante uma cerimônia de dedicação, que está agendada por volta de 10 de março.
O círculo, localizado no topo da colina por cima da capela dos cadetes e do centro de visitantes, será a mais recente adição a uma coleção de áreas de culto que incluem espaços sagrados [para] protestantes, católicos, judeus, muçulmanos e budistas.
As pedras que agora formam os círculos internos e externos uma vez ficavam no centro de visitantes, onde a chance de erosão tornou as rochas um perigo à segurança. O Décimo Esquadrão de Engenharia Civil moveu as rochas ao topo da colina na primavera e no último verão.
A presença de diversas áreas de culto refçete uma mudança de cinco anos, quando relatórios surgiram alegando intolerância religiosa na Academia.
A espiritualidade centrada na Terra incluem tradições como a Wicca, Druidismo e diversas outros caminhos religiosos, enquanto relativamente recentes, traçam suas raízes à Europa pré-cristã.
Algumas tradições centradas na Terra envolvem a adoração de Deuses e Deusas, porém outras podem envolver apenas uma divindade ou nenhuma. Reencarnação é um conceito popular, como renascimento e a celebração dos ciclos das estações.
Circulos famosos de culto incluem Stonehenge e Avebury na Inglaterra e locais nativos na América [EUA] como o Bighorn Medicine Wheel em Wyoming e Cahokia Henge em Missouri. Um círculo para culto em Fort Hood, Texas, tornou-se um ponto fervente para discussões sobre o Paganismo entre os militares dos EUA após ser estabelecido pela Sacred Well Congregation em 1999.
Fonte: USA Air Force
O círculo, localizado no topo da colina por cima da capela dos cadetes e do centro de visitantes, será a mais recente adição a uma coleção de áreas de culto que incluem espaços sagrados [para] protestantes, católicos, judeus, muçulmanos e budistas.
As pedras que agora formam os círculos internos e externos uma vez ficavam no centro de visitantes, onde a chance de erosão tornou as rochas um perigo à segurança. O Décimo Esquadrão de Engenharia Civil moveu as rochas ao topo da colina na primavera e no último verão.
A presença de diversas áreas de culto refçete uma mudança de cinco anos, quando relatórios surgiram alegando intolerância religiosa na Academia.
A espiritualidade centrada na Terra incluem tradições como a Wicca, Druidismo e diversas outros caminhos religiosos, enquanto relativamente recentes, traçam suas raízes à Europa pré-cristã.
Algumas tradições centradas na Terra envolvem a adoração de Deuses e Deusas, porém outras podem envolver apenas uma divindade ou nenhuma. Reencarnação é um conceito popular, como renascimento e a celebração dos ciclos das estações.
Circulos famosos de culto incluem Stonehenge e Avebury na Inglaterra e locais nativos na América [EUA] como o Bighorn Medicine Wheel em Wyoming e Cahokia Henge em Missouri. Um círculo para culto em Fort Hood, Texas, tornou-se um ponto fervente para discussões sobre o Paganismo entre os militares dos EUA após ser estabelecido pela Sacred Well Congregation em 1999.
Fonte: USA Air Force
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Educação sexual no Reino Unido
Uma criança de 7 anos deve aprender na escola como são formados os óvulos e os espermatozóides?
Nessa idade ela pode receber informações sobre abuso sexual, emocional e violência doméstica? O governo britânico acha que sim.
A partir do ano que vem todas as escolas britânicas vão ser obrigadas a dar aulas de educação sexual para crianças com 7 anos de idade.
Os objetivos são evitar o abuso sexual infantil e diminuir o índice de gravidez na adolescência.
Lisa Hallgarten, especialista em treinamento de professores, diz que na Holanda, onde a educação sexual começa mais cedo ainda, a partir dos 5 anos, esses índices são baixíssimos. Enquanto os ingleses, que começam a receber educação sexual aos 16 anos, têm o maior número de casos de gravidez na adolescência de toda a Europa.
As estimativas britânicas mais recentes são de 2007. Foram 43 mil casos para uma população de 61 milhões de habitantes.
A nova lei divide opiniões e levanta muitas dúvidas entre pais e professores ingleses. Afinal, existe uma idade certa pra se começar a aprender educação sexual nas escolas?
“A idade certa seria doze ou treze anos. É quando as crianças começam a ter maturidade para entender o que isso significa”, diz um pai.
Já uma mãe concorda com a lei, dependendo do que for ensinado.
Pela nova lei, alunos de 7 a 11 anos vão aprender sobre: mudança do corpo na puberdade; formação de óvulos e de esperma; reprodução; valor dos relacionamentos estáveis e do casamento; sinais de uma relação amorosa feliz; riscos de abuso e de violência doméstica.
Chris Hill, da associação de diretores das escolas britânicas, diz que o processo é gradual. As crianças aprendem aos poucos e, quando chegam na juventude, podem tomar decisões seguras.
No Brasil, estados e municípios podem incluir aulas de educação sexual a partir da quarta série do Ensino Fundamental, quando a criança tem por volta dos dez anos de idade.
O Governo Federal tem um programa para adolescentes e jovens dos 13 aos 24 anos. O alunos aprendem e discutem temas como: prevenção de doenças sexualmente transmissíveis; gravidez na adolescência; diversidade sexual; e reprodução. Dois terços das escolas públicas brasileiras adotam esse programa.
Segundo o governo, as campanhas ajudam a explicar a queda nos números da gravidez de meninas e adolescentes.
Em 2009, o Brasil teve, pelo Sistema Único de Saúde, 444 mil partos de mães entre dez e 19 anos de idade. Dez anos atrás, foram 712 mil partos. A redução em uma década foi de quase 40%.
Fonte: Globo/Fantástico
Nessa idade ela pode receber informações sobre abuso sexual, emocional e violência doméstica? O governo britânico acha que sim.
A partir do ano que vem todas as escolas britânicas vão ser obrigadas a dar aulas de educação sexual para crianças com 7 anos de idade.
Os objetivos são evitar o abuso sexual infantil e diminuir o índice de gravidez na adolescência.
Lisa Hallgarten, especialista em treinamento de professores, diz que na Holanda, onde a educação sexual começa mais cedo ainda, a partir dos 5 anos, esses índices são baixíssimos. Enquanto os ingleses, que começam a receber educação sexual aos 16 anos, têm o maior número de casos de gravidez na adolescência de toda a Europa.
As estimativas britânicas mais recentes são de 2007. Foram 43 mil casos para uma população de 61 milhões de habitantes.
A nova lei divide opiniões e levanta muitas dúvidas entre pais e professores ingleses. Afinal, existe uma idade certa pra se começar a aprender educação sexual nas escolas?
“A idade certa seria doze ou treze anos. É quando as crianças começam a ter maturidade para entender o que isso significa”, diz um pai.
Já uma mãe concorda com a lei, dependendo do que for ensinado.
Pela nova lei, alunos de 7 a 11 anos vão aprender sobre: mudança do corpo na puberdade; formação de óvulos e de esperma; reprodução; valor dos relacionamentos estáveis e do casamento; sinais de uma relação amorosa feliz; riscos de abuso e de violência doméstica.
Chris Hill, da associação de diretores das escolas britânicas, diz que o processo é gradual. As crianças aprendem aos poucos e, quando chegam na juventude, podem tomar decisões seguras.
No Brasil, estados e municípios podem incluir aulas de educação sexual a partir da quarta série do Ensino Fundamental, quando a criança tem por volta dos dez anos de idade.
O Governo Federal tem um programa para adolescentes e jovens dos 13 aos 24 anos. O alunos aprendem e discutem temas como: prevenção de doenças sexualmente transmissíveis; gravidez na adolescência; diversidade sexual; e reprodução. Dois terços das escolas públicas brasileiras adotam esse programa.
Segundo o governo, as campanhas ajudam a explicar a queda nos números da gravidez de meninas e adolescentes.
Em 2009, o Brasil teve, pelo Sistema Único de Saúde, 444 mil partos de mães entre dez e 19 anos de idade. Dez anos atrás, foram 712 mil partos. A redução em uma década foi de quase 40%.
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