No dia 3 de outubro, o brasileiro fez a festa eleitoral. Mas ainda estamos longe de uma verdadeira re(s)pública democrática. Resguardadas as devidas proporções e importâncias, o ano eleitoral no Brasil é similar a um reality show.
Muitos se inscrevem, alguns são pré-aprovados pelo organizador do espetáculo (o TSE) e se expõem a público na maior falta de respeito e consideração com o cidadão, com a democracia, com o país.
De janeiro a outubro, o brasileiro foi exposto ao pior lado da política, marcado por acordos, conchavos, extorsões, calúnias, difamações, candidaturas exóticas e uma propaganda eleitoral que não orienta nem informa.
Pior, o brasileiro é iludido que este é o melhor (para não dizer o único) sistema eleitoral, onde a população irá escolher democraticamente seus representantes. Balela. Casos pontuais, como o do candidato Tiririca, cuja margem de votos irá levar de reboque mais três candidatos que não tiveram votos o suficiente para serem empossados. Sem falar na polêmica Lei da Ficha Limpa, ainda em discussão no STJ e a polêmica da necessidade de apresentar dois documentos para votar. Nada disso foi escolhido pela população.
Como nos reality shows que se tornaram sucessos nas mídias eletrônicas, o organizador do espetáculo pode e vai alterar as regras do jogo. Ao apagar dos holofotes, o público ficará com a terrível sensação de que tudo correu de acordo com um roteiro pré-estabelecido. E amargaremos um intervalo que irá durar por quatro anos.
2 comentários:
mesmo assim eu voto nela...
vai mainha... kkkk...
bjos, me liga...
e eu quero e muito votar em ti, Musa... };~~~~
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