O grupo Nuances promove dia 19 de maio um ato público contra as declarações homofóbicas do arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings. O ato será realizado em frente à Catedral Metropolitana de Porto Alegre, a partir das 12 horas. No mesmo dia, será realizado em Brasília um ato em defesa da aprovação do PL 122 que prevê a criminalização da homofobia.
No convite para o ato de Porto Alegre, o Nuances destaca uma das declarações de Dom Dadeus Grings, durante assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “assim como hoje se fala em direitos dos homossexuais, daqui a pouco vão achar os direitos dos pedófilos”.
Na Assembléia da CNBB, Dom Dadeus foi designado para falar sobre a missão da Igreja no mundo. A CNBB acabou se arrependendo da escolha. Na terça-feira, o arcebispo disse que as denúncias contra a Igreja são uma tentativa de desmoralização, porque a pedofilia é maior em outros setores da sociedade.
“A sociedade atual, ela é pedófila. Esse que é o problema. Então facilmente as pessoas caem nisso. E o fato de denunciar isso é um bom sinal”, afirmou.
Como se isso não bastasse, Dom Dadeus investiu também contra a comunidade homossexual, fazendo comentários sobre liberdades sexuais e homossexualidade. “Antigamente não se falava do homossexual. E era discriminado. Quando começaram, ‘olha, eles têm direitos de se manifestar publicamente, daqui a pouco eles vão achar os direitos dos pedófilos, ‘é o direito deles’. Não, isso é crime”.
Após as declarações desastradas, a CNBB veio a público dizer que o arcebiso não estava falando em nome da Igreja Católica. A filosofia de Dom Dadeus sobre o homossexualismo é paradoxal. O arcebispo acredita que “o adolescente é espontaneamente homossexual”. “Menino brinca com menino, menina brinca com menina. Só depois, se não houve uma boa orientação, isso se fixa”, afirmou Dadeus na mesma entrevista coletiva em que discorreu sobre homossexualismo e pedofilia.[RS Urgente]
Nota da casa: Não são apenas sacerdotes católicos que tem tamanha intolerância para depois chorar serem alvo de uma Gaystapo - o "pastor" Silas Malafaia também demonstrou seu ódio - algo que não combina com a "mensagem de amor" que os Cristãos tanto se vangloriam transmitir.
O pastor evangélico Silas Malafaia, membro da Assembleia de Deus, comparou na quarta-feira a união civil entre pessoas do mesmo sexo à zoofilia e à necrofilia, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.
Inicialmente prevista para discutir o Estatuto das Famílias, que pretende reformar o direito de família no Brasil, a audiência virou palco de embate entre defensores dos direitos dos homossexuais e religiosos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Malafaia foi o mais enfático contra a inclusão da união homoafetiva no projeto de lei, que está em análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele usou de ironia em sua argumentação, alegando que não é qualquer prática social que deve ser incluída na legislação, como a liberação das drogas e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
"Vamos colocar na lei tudo o que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei. Eu vou apelar aqui. É um comportamento, ué, vamos aceitar. Quem tem relação com cadáver, é um comportamento, vamos botar na lei", disse.[O Dia]
Não é mera coincidência que sejam estes grupos que resistem contra a votação do PLC 122/2006 e contra o PNDH 3 - especialmente nos artigos que tocam no assunto da união homossexual, dos direitos de adoção de homoparentes e do aborto.

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