sábado, 15 de maio de 2010

Dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes

“Faça bonito. Proteja nossas crianças e adolescentes”. Com esse lema a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por meio da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA), dá início à campanha do “18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. O lançamento oficial será nesta terça-feira (18), no Salão Negro do Ministério da Justiça, com a presença do ministro da SDH/PR, Paulo Vannuchi, e da subsecretária da SNPDCA, Carmen Oliveira.
Na ocasião será lançado o Prêmio Neide Castanha, que tem como objetivo reconhecer projetos e iniciativas exitosas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. Neide Viana Castanha foi por oito anos secretária-executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Além disso, Neide estava há 15 anos na coordenação do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), do qual era uma das fundadoras. É um dos ícones da luta pelos direitos das crianças e adolescentes.
Na segunda-feira (17), será exibido o filme “Sonhos Roubados”, de Sandra Werneck, no Cinemark do Pier 21, em Brasília, às 14 horas. Em seguida haverá debate com as atrizes Kika Faria e Amanda Diniz. Além disso, será apresentada a peça “A Trajetória X”, dirigida por Fernando Villar, que é baseada em histórias de adolescentes que se encontram em situação de exploração sexual. A esquete será exibida também no dia 18, às 19 horas, no auditório 1, do Museu Nacional.
Para a mobilização geral do 18 de Maio também está previsto seminário em parceria com o Sesi (Serviço Social da Indústria), nos dias 20 e 21, no auditório José Carlos Gomes Carvalho do Edifício Roberto Simonsen, em Brasília.
Além do Distrito Federal, estão previstas atividades em outras sete unidades da Federação. Clique aqui para ler a programação em todo o Brasil.
O material de divulgação da campanha é composto por cartazes, banners, pulseiras, cartões, bottons, camisetas, abanadores e adesivos. Também será distribuída cartilha de orientação na prevenção ao abuso e a exploração sexual
Fonte: Secretaria de Direitos Humanos
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado em 18 de maio, será marcado no Rio de Janeiro por uma oficina para educadores sobre os riscos da Internet aos direitos de crianças e adolescentes. A oficina Promovendo o uso responsável e seguro da Internet é uma parceria dos Ministérios Públicos Federal e Estadual do Rio de Janeiro e das ONGs SaferNet Brasil e Childhood Brasil.A iniciativa, dirigida a mais de 100 educadores das redes pública e particular de ensino, já ocorreu em cidades como São Paulo, Curitiba, Belém, Cuiabá e João Pessoa. Apoiada pelas Secretarias de Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro, a oficina baseia-se numa pesquisa sobre riscos e hábitos online feita pela SaferNet Brasil, com 514 estudantes fluminenses de 10 a 17 anos:
• 64% vão para as Lan Houses acessar a internet;
• 34,13% ficam mais de 3 horas diárias navegando na web;
• suas atividades preferidas são acessar sites de relacionamento (74,12%) e os jogos (51,56%);
• segundo 47%, os pais não impõem limites para a navegação;
• 57,2% se consideram mais habilidosos com a web do que os pais;
• 48% dizem ter mais de 30 amigos virtuais (conhecidos apenas pela Internet);
• 35,31% deles já namoraram ao menos uma vez pela web;
• 16,5% dos alunos admitem já ter publicado fotos suas íntimas na internet;
• 29,77% dos participantes têm um amigo que já sofreu cyberbullying ao menos uma vez.
Os principais riscos incluem o aliciamento online, a difusão de imagens pornográficas de crianças ou jovens (muitas geradas pelas próprias vítimas) e o cyberbullying. “É preciso que educadores e alunos conheçam os riscos e saibam se prevenir”, diz a procuradora da República Neide Cardoso de Oliveira, do MP Federal/RJ.
Anna Flora Werneck, coordenadora de programas da Childhood Brasil, concorda: “Ainda estamos aprendendo a usar a Internet com qualidade e segurança. Logo, é imprescindível que pais, educadores e responsáveis acompanhem e supervisionem regularmente o uso da Internet por crianças e adolescentes”.
“A internet é um precioso meio de pesquisa e contato da criança/adolescente com o mundo, não deve jamais ser proibida, mas usada com consciência e responsabilidade. Por isso, o Ministério Público tem feito esses tipos de oficinas, para atuar na prevenção, e não somente na repressão de eventuais crimes praticados através da internet”, diz a promotora de Justiça Ana Lúcia Melo.
Segundo a pesquisa, o acesso à internet começa muito cedo (63,69% entre 10 e 13 anos e 26% entre 5 e 9 anos) e sem a orientação de pais e mestres (27,78% aprenderam sozinhos e 21,23% com amigos).
Quase 30% nunca buscaram se aprofundar em segurança na internet e boa parte dos alunos deseja aprender isso na escola ou com os pais, mesmo que os adultos não sejam experts em Internet.
Para o psicólogo Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da SaferNet Brasil, o mais importante na proteção online é desenvolver o senso de responsabilidade para crianças e adolescentes, já que as regras precisam estar na consciência dos alunos e não apenas nas máquinas. “O desenvolvimento de um diálogo aberto e permanente sobre os limites e os riscos, tanto com os pais quanto com os educadores, ainda é a melhor tecnologia para garantir a segurança dos pequenos internautas”, afirma Nejm, um dos palestrantes da oficina.
Nética – Uma novidade que vai facilitar a interação dos educadores com a SaferNet é a rede social Nética www.netica.org.br, criada para fornecer gratuitamente materiais didáticos multimídia aos educadores interessados em abordar temas como ética, cidadania, sexualidade e segurança na web. A Nética permitirá compartilhar materiais educativos, vídeos, fotos, eventos, artigos e pesquisas.
Fonte: A Hora Online
Nota da casa: Eu estou farto desse típico comportamento brasileiro de tentar remediar depois que o estrago ou a tragédia ocorreu.

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