terça-feira, 25 de maio de 2010

3º Forum Mundial da Aliança das Civilizações

A Aliança de Civilizações é uma iniciativa, no âmbito das Nações Unidas, que busca mobilizar a opinião pública em todo o mundo para superar preconceitos e percepções equivocadas que, muitas vezes, levam a conflitos entre Estados e comunidades heterogêneas.
Objetiva, ademais, contribuir para o estreitamento das relações entre sociedades e comunidades de extração cultural e religiosa diversas, assim como enquadrar a luta contra o extremismo na perspectiva da prevenção. A iniciativa atua em quatro áreas prioritárias: educação, juventude, meios de comunicação e migrações.
A Aliança de Civilizações foi proposta pelo Presidente do Governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero no debate geral da 59a Assembléia Geral das Nações Unidas (AGNU), logo após os atentados terroristas ocorridos em 2004 no metrô de Madri. Foi co-patrocinada, desde o início, pelo Primeiro-Ministro da Turquia Recep Tayyip Erdogan. Em 14 de julho de 2005, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, formalizou seu lançamento estabelecendo a criação de um Grupo de Alto Nível composto por 20 personalidades, entre elas o brasileiro Cândido Mendes. Com o objetivo de examinar a melhor forma de se concretizar essa “aliança”, o Grupo reuniu-se de novembro de 2005 a 13 de novembro de 2006, quando então apresentou suas conclusões consolidadas em um relatório. Dele decorrem essencialmente quase todas as atividades em curso.
Em abril de 2007, o novo Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,designou o ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio, seu Alto Representante para a Aliança de Civilizações. Foi estabelecido, ainda, o “Grupo de Amigos da Aliança de Civilizações”, atualmente formado por 101 países e entidades internacionais. Atendendo a convite da Espanha, em novembro de 2006, o Brasil integrou-se a esse Grupo. No primeiro Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, realizado em Madri, em janeiro de 2008, foi aprovado o relatório do Grupo de Alto Nível. Foi recomendado aos Estados que elaborassem Planos de Ação nacionais com atividades planejadas e experiências consolidadas nas áreas prioritárias da Aliança. O segundo Fórum mundial teve lugar em Istambul, em abril de 2009. O terceiro será realizado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, no primeiro semestre de 2010.
Fonte: Divercult
MADRI, 15 Jan 2008 (AFP) - O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, inaugurou nesta terça-feira o primeiro fórum da Aliança de Civilizações, uma reunião de cúpula internacional de dois dias que pretende estimular o diálogo contra o radicalismo e o fundamentalismo.
"A Aliança de Civilizações é uma aposta pela ação, frente a intolerância, o radicalismo, frente ao fundamentalismo, para o respeito e o encontro, para a paz", explicou Zapatero na abertura do fórum, que acontece em Madri.
O encontro, de 350 participantes de mais de 60 países, do mundo da política, cultura, religião e economia, pretende demonstrar que existem vias práticas de colaboração entre o mundo islâmico e o mundo ocidental.
O Qatar anunciou, logo na abertura, que vai doar 100 milhões de dólares para incentivar a criação de empregos nos países árabes.
A princesa Mozah, esposa do emir do Qatar, Hamad Ben Jalifa Al Thani, indicou que esta quantia será destinada ao projeto Silatech, cujo objetivo é "conectar os jovens aos empresários, desbloquear capital para investi-los em iniciativas empresariais juvenis e ajudar no desenvolvimento empresarial utilizando novas tecnologias".
Já a rainha Noor da Jordânia apresentou o Fundo para os Meios de Comunicação, uma iniciativa da Aliança das Civilizações, que pretende elaborar filmes e documentários que ajudem na compreensão entre culturas, com um financiamento inicial de 10 milhões de dólares.
Fonte:
G1
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse hoje que a ONU "compartilha a idéia de que a Aliança de Civilizações é uma forma de enfrentar o extremismo", e declarou que se trata de "uma plataforma única" de encontro entre as diferentes culturas.
Ban Ki-moon participou hoje da abertura do 1º Fórum da Aliança de Civilizações, realizado em Madri, juntamente com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o Alto Representante para a Aliança de Civilizações, Jorge Sampaio.
"Nunca houve tanta necessidade de entendimento entre as nações", destacou Ban Ki-moon, que acha que o fórum se propõe a ser "uma plataforma única para falar com franqueza das preocupações interculturais".
Segundo o secretário-geral da ONU, "deveriam haver menos problemas e mais soluções" no mundo globalizado e afirmou que essa "ferramenta vai nos ajudar".
"É fácil dizer que é preciso se aproximar, promover a tolerância, mas é muito mais difícil transformar as palavras em ações específicas que possam mudar o que as pessoas vêem e como elas atuam".
É uma "missão difícil", reconheceu Ban Ki-moon, mas pediu o diálogo entre a sociedade civil, as fundações e os meios de comunicação para conseguirem alcançar esse objetivo.
Assim, o secretário pediu um "esforço significativo" para melhorar as oportunidades dos jovens no Oriente Médio e na África e para resolver tensões sociais.
Ban Ki-moon considerou necessário lutar contra estereótipos e articular mecanismos de resposta rápida da imprensa diante de crises para ajudar a acalmar os conflitos.
Jorge Sampaio declarou que a Aliança de Civilizações é o resultado de uma vontade política compartilhada orientada "para a harmonização de ações adequadas para enfrentar os problemas culturais, religiosos, de segurança e as ameaças de instabilidade da paz no mundo".
Destacou também que o principal trunfo da Aliança é que ela "está orientada a agir e tem a obrigação de obter resultados".
O encontro, de 350 participantes de mais de 60 países, do mundo da política, cultura, religião e economia, pretende demonstrar que existem vias práticas de colaboração entre o mundo islâmico e o mundo ocidental.
Fonte: G1

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