segunda-feira, 5 de abril de 2010

Troféu Bola Murcha

Essa notícia eu encontrei citada em um blog católico e o link colocado (pasmem!) deu em um site cético.
Para dar uma boa olhada, eu usei o oráculo virtual [Google] e, em homenagem ao quadro do Fantástico, o Robinho bem que merece o Troféu Bola Murcha.
Em evento promovido pelo patrocinador do time, maioria dos jogadores do Santos se recusaram a fazer entregas de ovos de páscoa para 34 pessoas - entre elas crianças e adolescentes com paralisia cerebral - porque a instituição beneficente segue a rotina espírita.
Neymar, Robinho e Ganso, entre outros, foram até o local, mas não desceram do ônibus. O presidente do Santos afirmou que sabia que alguns jogadores recusariam a proposta, mas não conseguiu evitar o constrangimento.[Correio da Bahia]
Robinho aponta religião como motivo para não participar de ação solidária.
Na tarde da última quinta-feira, o elenco do Santos foi até o Lar Espírita Mensageiros da Luz entregar ovos de páscoa para as crianças atendidas pela instituição. Só que alguns jogadores, como Robinho, preferiram não descer do ônibus.
O camisa 7 aponta a religião como responsável pela atitude de alguns jogadores e diz que isso não deve gerar polêmica.
“Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita. Cada jogador tomou a atitude que achou conveniente, e acho que a religião de cada um precisa ser respeitada. Ninguém orientou a gente para que tomássemos essa atitude. Ela foi movida pela religiosidade de cada um. Isso não tem que virar polêmica” disse o atacante, em entrevista à TV Bandeirantes.[UOL]
Dorival admite que incidente em entidade foi por motivos religiosos.
O técnico Dorival Júnior falou, mais uma vez nesta sexta-feira, após o treinamento do Santos, no CT Rei Pelé, sobre a polêmica envolvendo boa parte do elenco, que se negou a entrar no Lar Mensageiros da Luz, que cuida de pessoas com paralisia cerebral e outras deficiências, para a entrega de 600 ovos de Páscoa. Ao contrário da última quinta, o treinador admitiu que a decisão foi tomada por razões de cunho religioso.
Novamente, o treinador se mostrou constrangido ao comentar o assunto, porém, destacou que não concordou com a atitude dos jogadores. "Aquela situação não agrada ninguém e não poderia ser diferente comigo. Tenho que respeitar a posição e a opinião de cada um, mas deixei bem claro que se tratava de uma atividade paralela do clube, onde toda a equipe teria de estar presente. No entanto, eles não seriam obrigados a entrar. Só que, independentemente do lado religioso, tratava-se de uma visita fraterna, onde eles nos ensinam mais do que damos em troca", comentou.
Segundo Dorival, o objetivo da visita era conhecer e divulgar o trabalho da entidade, que têm dificuldades para se manter ativa, devido ao alto custo dos equipamentos e da equipe de profissionais, que ali trabalham.
"A intenção da diretoria era mostrar as dificuldades com as quais uma casa de fraternidade trabalha. E, mesmo assim, eles conseguem manter um número ímpar de voluntários, pessoas do bem, que procuram ajudar ao próximo. Por isso, digo que respeito a posição dos atletas, mas não comungo com essa postura. Acho que a palavra respeito a posição deles diz tudo o que eu penso sobre essa situação", ponderou.
Para o comandante alvinegro, o aspecto religioso deveria ter sido deixado de lado naquele momento. "Deixei a caráter deles, se achassem conveniente, entrar. Independentemente se a casa era espírita, católica ou protestante, estávamos ali para mostrar o trabalho da instituição, que a maioria da população santista não conhece. Logicamente, desta forma, é difícil entender a posição dos jogadores, entretanto, sempre vou respeitá-los", disse.
Ainda sobre esse episódio, Dorival Júnior, ao ser indagado se poderiam existir outras razões para que o grupo - que tinha Robinho, Léo, Fábio Costa, Paulo Henrique, Neymar, André, dentre outros - tivesse se recusado a visitar a entidade, como um possível atraso de direito de imagem dos jogadores, o técnico tratou de negar veementemente essa possibilidade.
"Não acredito que haja outro motivo. Até porque, até hoje, o Santos tem cumprido com tudo aquilo que foi prometido. O problema aconteceu muito mais pelo lado religioso do que outra condição", concluiu.[Abril]
Presidente do Santos: "Amor ao próximo não tem a ver com religião".
Pela primeira vez depois do episódio no Lar Espírita Mensageiros da Luz, o presidente Luis Álvaro Ribeiro falou sobre o assunto. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o mandatário do Alvinegro Praiano disse que lamentou a atitudede parte dos jogadores do Peixe, que decidiram não entrar no local para participar da doação de ovos, mas entende os atletas.
- Respeito a decisão de cada um. Não tem nenhuma cláusula no contrato para que eles sejam caridosos. Lamento, mas entendo. Já tive 18 anos e, nessa idade, a gente é radical e fundamentalista nas decisões. Quando vivemos mais, aprendemos a relativizar as coisas. Ajudar ao próximo é obrigação de quem tem coração e alma. Caridade está acima de tudo, porque ajudar ao próximo é também ajudar a Deus. Amor ao próximo não tem nada a ver com religião. Caridade é uma atitude universal. Não tem nada a ver com credo religioso - comentou.
De acordo com Ribeiro, alguns atletas não quiseram entrar no local por motivo religioso e outros por terem sido alertados sobre as "cenas chocantes" que encontrariam no Lar. Mesmo lamentando a atitude de parte dos atletas, o presidente do Peixe fez questão de elogiar as iniciativas de Neymar e Paulo Henrique, que pediram desculpas após o ocorrido.
- O erro merece perdão e o perdão merece aplausos. Todo mundo erra. Um ser humano de 20 ou 21 anos comete atos que, pensando melhor, depois voltam atrás. Conheço bastante os dois e vejo que são meninos de caráter. Se fossem meus filhos, eu teria muito orgulho. Eles admitiram o erro e pediram perdão. Isso é uma grandeza de caráter - defendeu.
Por fim, o presidente disse que, tanto ele, como alguns jogadores arrependidos, vão voltar ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, mas sem apresença da imprensa.[Terra]
Nota da casa: Parem as prensas. Amor ao próximo não tem nada a ver com religião. Por isso que tanta gente mata em nome do Deus Cristão. Ou do Deus Judeu. Ou do Deus Muçulmano.

1 comentários:

Lua d'Inverno disse...

Aprecio futebol e jogadores de futebol tanto quanto precio cristianismo. Aliás acho que entre os dois dá empate de nível intelectual.