segunda-feira, 12 de abril de 2010

A casa caiu

Cientistas britânicos pedem detenção de papa por escândalos de pedofilia.
Londres, 12 abr (EFE).- Os cientistas britânicos Richard Dawkins e Christopher Hitchens deram início a uma campanha pedindo a detenção do papa Bento XVI pelos escândalos de pedofilia na Igreja Católica, quando o pontífice visitar o Reino Unido em setembro.
O advogado dos cientistas, Mark Stephens, declarou à imprensa que pedirá aos tribunais britânicos e ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que emitam ordens de detenção contra o pontífice, pois ele "não está acima da lei".
Stephens disse que o papa "não é um chefe de Estado, nem um soberano", já que o Vaticano foi declarado Estado por decisão do ditador italiano Benito Mussolini, o que não tem reconhecimento da lei internacional.
Portanto, Bento XVI não deveria ter imunidade em solo britânico, tachada pelo letrado de conivência com os abusos sexuais contra menores cometidos pelo clero.
Stephens, que representou vítimas de abuso no passado, disse que "tudo aponta para que o papa tenha dado prioridade à reputação da Igreja em detrimento do bem-estar das crianças" e que ele poderia ser acusado por crimes contra a humanidade.
Dawkins, que se declara ateu, afirmou ao jornal "Sunday Times" que o papa "é um homem cujo primeiro instinto quando seus padres foram descobertos com as calças abaixadas foi esconder o escândalo e condenar as jovens vítimas ao silêncio".
Hitchens manifestou, por sua parte, que Bento XVI "não está acima da lei" e que "a ocultação institucional da violação infantil é crime sob qualquer lei (...) que merece justiça e punição". [G1]
Após casos de abuso, alemães perdem confiança na Igreja Católica, diz pesquisa.
Um em cada quatro católicos do país pensa em sair da igreja.
Sondagem da 'Focus' mostra que 56% da população não confia nela.
A maioria dos alemães não confia na Igreja Católica, e um quarto dos católicos do país pensa em deixar a instituição após a divulgação dos recentes escândalos de abuso sexual envolvendo o clero, mostrou uma pesquisa de opinião.
A pesquisa, a ser publicada na revista Focus na segunda-feira (12), apurou que 56% dos alemães não confia na Igreja após informações de centenas de casos de abuso sexual e de acobertamento por clérigos.
Somente 18% dos alemães têm fé na Igreja, mostrou a pesquisa feita pela Focus com 613 pessoas. Entre os católicos, 26% disseram que pensam em sair da Igreja, o que na Alemanha é uma decisão formal e tem consequências sobre o imposto de renda.
Uma pesquisa semelhante feita em março pela revista "Stern" mostrou que 19% dos católicos alemães pensavam em deixar a Igreja. Milhares deixaram a Igreja no mês passado.
Um disque-denúncia apresentado na semana passada por Stephan Ackermann, bispo de Trier e especialista da Igreja nos casos de abuso, foi inundado com 12.293 ligações e ficou brevemente fora do ar.[G1]
Franceses perdem a confiança no Papa, aponta pesquisa.
A menos de uma semana de completar cinco anos à frente da Igreja Católica, o papa Bento XVI tem perdido o apoio dos católicos franceses, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
De acordo com o estudo, realizado para a revista francesa VSD, em 2010 apenas 33% ainda têm "uma boa opinião" do Papa. Em uma análise de 2008, 53% responderam positivamente a esta mesma questão.
A queda de apoio ao Pontífice também foi registrada entre os franceses que se consideram católicos praticantes. Neste ano, 66% deles disseram aprovar a atuação do religioso, enquanto há dois anos, 86% o apoiavam.
Para 63% dos católicos entrevistados, porém, os casos de pedofilia envolvendo membros da Igreja Católica não influenciaram suas opiniões. Apenas 36% disseram que as denúncias contra os religiosos, divulgadas recentemente, influíram negativamente.
No último mês, uma pesquisa semelhante, feita na Alemanha, terra natal de Bento XVI, também apontou a perda de confiança no alemão e na Igreja. Em dois meses, a popularidade do Papa passou de 62% a 39% entre os católicos do país.
A perda de credibilidade perante os fiéis teria sido agravada pelas acusações contra religiosos, que teriam cometido abusos sexuais contra menores em mais de 15 países, entre eles a França.
Até mesmo Bento XVI foi questionado por sua atuação diante das denúncias apresentadas durante o período em que ainda não era Pontífice, quando comandava a Arquidiocese de Munique e Freising e, depois, quando passou a chefiar a Congregação para a Doutrina da Fé.[O Reporter]
Nota da casa: Imagine there is no Church...

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