Nada mais agrdável a mim, como homeme pagão, do que prestar neste dia as devidas homenages à mulher. Cem anos de mobilização, ativismo, luta.Pelo simples reconhecimento de sua humanidade. Pelo simples reconhecimento de seus direitos. Pelo simples reconhecimento de suas contribuições à humanidade. Pelo simples reconhecimento à sua capacidade, competência, mérito, habilidade. Pelo simples reconhecimento de sua presença, posição e importância na sociedade. Pelo simples reconhecimento de que ela é a base da família, é a alavanca da sociedade, é o sagrado da religião, é a soberania da nação.
Há ainda muito a conquistar, muito ainda a superar. Apenas muito recentemente vieram leis para protegê-la. Leis importantes, mas que tem impacto local, falta muito para que ela tenha seus direitos protegidos a nível mundial.
Pode-se perguntar porque ainda a mulher é uma cidadã de segunda classe, senão pior, em muitos países. Pode-se acusar muitos adversários. Pode-se falar do Patriarcado. Pode-se falar da Teocracia. Pode-se falar do Monoteísmo. Mas, com a devida licença da Musa [Nana Odara]: "As mulheres não são apenas vítimas, são ferozes algozes contra as outras mulheres... sempre dando apoio aos homens e nunca dando apoio às mulheres...atrás e debaixo de todos essas homens, existem mulheres q validam o patriarcado". O principal adversário da mulher não está fora, mas dentro dela. Em nossas cerimônias nós dizemos: "se aquilo que tu buscas não está dentro de ti, jamais será encontrado fora de ti". Todos os adversários externos só persistem e continuam porque infelizmente, inconscientemente, a mulher mantém, sustenta, apóia e patrocina esta condição. Como eu havia dito à alta sacerdotisa [Gaia Lil]: "Não deve ser fácil nem simples a uma mulher tomar posse, se apoderar novamente, daquilo que pertencia à ela. Isso significa gostar de si mesma, gostar do seu corpo, gostar de ser mulher e ver nisso tudo uma face do sagrado e do divino".
Como homem e pagão eu espero, ansiosamente, que a mulher comece a gostar de si mesma, de sua natureza, de seu corpo, de sua sexualidade, de sua sensualidade, de gostar do sesejo, do parzer e do amor.
Neste dia eu convido a ti, mulher, para que se veja tal como é, tal como quer ser, tal como deveria ser: humana, sagrada e divina.
2 comentários:
já tinha saudades tuas...
é incrivel como uma blogagem coletiva nos faz aproximar mais das pessoas que escrevem.Gostei do seu posicionamento e do seu blog!
Obrigada pela aprticpação!
Bjos
Iony
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