sábado, 31 de janeiro de 2009

Festivais Romanos - Fevereiro

Dias 13 a 22 – Parentalia.
Parentalia era uma festa Romana para honrar os parentes mortos. As familias se reuniam nas tumbas de seus amados e faziam oferendas ou sacrificios de grãos e vinho para as almas deles. Parentalia começava no Ides (O dia da lua cheia. Os Romanos consideravam este um dia auspicioso em seu calendário. A palavra vem do latim significando a metade de um mês).
O primeiro dia após a Parentalia era Caristia (Uma celebração Romana. Era uma ocasião para uma reunião familiar, neste dia os pais das famílias davam uma atenção especial à suas famílias.
Dias 13 a 15 – Lupercalia.

Um festival pastoril, possivelmente pré-Romano, para afastar espíritos malfazejos e purificar a cidade, liberando a saúde e a fertilidade, em honra a Faunus.
O festival de Lupercalia era em parte em honra a Lupa, a loba que alimentou os orfãos Romulus e Remus, os fundadores de Roma. A cerimonia era celebrada proxima à caverna de Lupercal, no [monte] Palatino, para expiar e purificar a vida nova na Primavera.
As cerimonias religiosas eram dirigidas pelos Luperci, os "irmãos do lobo", uma corporação de sacerdotes de Faunus, vestidos apenas com couro de cabra.
O festival começava com o sacrificio pelos Luperci de dois bodes e um cachorro. Depois dois jovens patricios Luperci eram levados ao altar para serem ungidos na testa com o sangue sacrificial, o qual era tirado da faca ensanguetada com uma lã embebida em leite.
A cerimonia sacrificial seguia com os Luperci cortando tiras das peles das vitimas, que eram chamadas Februa, vestiam-se nas peles dos bodes sacrificados, imitando Lupercus e correndo em volta das paredes da velha cidade Palatina, cujas linhas eram marcadas com pedras, com as tiras em suas mãos em dois bandos, açoitando as pessoas que estivessem por perto.
Dia 17 – Quirinalia.

Uma celebração em honra ao Deus Quirinos, o Deus da Guerra dos Sabinos.
Dia 21 – Feralia.

Uma festa Romana honrando aos "poderes infernais", um festival que durava uma semana que honrava aos mortos.
Dia 23 – Terminalia.

Celebrada em honra a terminus envolvendo práticas que podem ser consideradas como uma "renovação anual" do ritual de fundação. Familias vizinhas enfeitaram seus respectivos marcos e faziam oferendas a Terminus em um altar - como colheita, favos de mel e vinho. O proprio marco seria embebido no sangue de uma ovelha ou porco sacrificado. Então seguia uma cerimônia comunitaria e hinos em adoração a Terminus.
Dia 27 – Primeira Equirria.

Dias sagrados de significado religioso e militar nas ultimas celebrações de ano novo para Marte. O Estado Romano fazia uma grande enfase na celebração do Deus da Guerra - para apoiar o exército e para aumentar a moral publica. Os sacerdotes conduziam rituais purificando o exército. Os celebrantes seguravam cavalos no Campius Martius (Campo de Marte) e soltava um bode espiatório para fora da cidade de Roma, expulsando o velho e trazendo o novo.
Fonte: wikipedia [edição e tradução da casa]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Bolívia deixa de ser oficialmente Católica

Uma propaganda de televisão mostra o Presidente da Bolivia, Evo Morales, vestido como um xaman. Ele está expulsando uma imagem de Cristo; um documento entitulado "Nova Constituição" é marcada com o refrão: "Escolha deus, Vote Não". Este anúncio tem sido veiculado por grupos evangélicos preocupados que a nova constituição irá levar ao aborto legalizado, e casamentos homossexuais. Nenhum destes assuntos é mencionado no documento, deixando espaço para a ambiguidade.
Outro anúncio pergunta: "Você sabia que eles querem jogar Deus para fora da Bolívia?" e "Se você crê que Deus existe, você tem que votar contra a nova constituição". O país votou no domingo e a religião está tendo um papel principal na campanha do "não".
A oposição está concentrada em Santa Cruz. Seu arcebispo, cardeal Julio Terrazas, tem um relacionamento dificil com o Governo. A Bolivia é oficialmente um país Católico e a Igreja tem sido crítica da constituição proposta. Enquanto elogia o foco nos pobres, a Igreja tem expressado sua preocupação que a constituição poderá provocar uma "excessiva concentração de poder no Executivo". O influente bispo Jesus Juarez fez uma lista de 10 reclamações sobre o documento. A Igreja tem que se defender das acusações do Governo de envolvimento político. O toque nos sinos da igreja, como na catedral do cardeal Julio Terrazas, marca o início dos protestos da oposição.
A Bolivia está seguindo países amigos socialistas como Venezuela e Equador com a introdução da nova constituição. A Igreja Católica irá perder seu papel de única religião oficial. O Estado pode se tornar indepnedente da religião e Pachamama - uma antiga Deusa da Terra - pode adquirir igual importância ao Deus Cristão.
A própria crença do Presidente Evo Morales é complicada, mas comum, uma combinação da crença em Cristo e Pachamama. Este sincretismo é tecnicamente proibida pelo Catolicismo, que define a adoração de Pachamama como Paganismo.
Fonte: Russia Today

domingo, 25 de janeiro de 2009

Pagãos na Inauguração

A febre da Inauguração está esquentando em Washington DC e milhares de pessoas são esperadas na Posse de Barack Obama. Uma vez que essas pessoas não irão caber nos 10 bailes oficiais que a família Obama estará comparecendo, diversos lobbies, grupos de interesses especiais e cidadãos privados estarão fazendo seus próprios bailes. Não surpreendentemente, Pagãos, que apoiaram Obama na eleição, estarão em ação. No dia após a Inauguração, um grupo de pagãos estarão se reunindo no Jefferson Memorial para realizar um ritual de purificação.
A Comunidade dos Mágicos e Espiritualistas Progressivos de Washington DC estarão se reunindo em 19 de Janeiro no Jefferson Memorial Plaza para limpar a cidade e dar as boas vindas ao Presidente eleito Obama e seus administradores na Casa Branca. O Ritual de Unidade e Unção é organizado por um triunvirato de "washingtonianos" nativos. A cerimônia irá começar às 14 h com uma Dança de Vassouras de Bruxas, com o objetivo de limpar Washington da má conduta, fraude e partidarismo dos últimos oito anos.[Pagan Religious Rights]

Fonte: The Wild Hunt
Nota: Aqui no Brasil esta notícia não foi divulgada e os (Neo)Pagãos brasileiros não estão organizados politicamente sequer para exigir do Estado a proteção que nos é garantida pela Constituição, quiçá encampar em um projeto de formar um partido e/ou apoiar politicamente algum candidato a algum posto eletivo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Criança sai da escola para ir a festival pagão

Uma escola primária permitiu a uma mãe pegar sua criança da aula para ir a um festival de verão porque a família disse ser pagã.
Newington Green Primary, no norte de Londres em Islington, deu permissão para os três dias de faltas em Junho após a mãe de uma criança de seis anos argumentar que deveria ser permitido à criança ir à celebração por causa de sua crença.
O Paganismo, que está baseado na crença que a divindade está em todas as coisasa vivas, não é geralmente reconhecida como uma religião oficial. A família comparece ao festival de solstício que acontece todo ano em Avebury, Wiltshire, próximo de Stonehenge.
"Quando ela pediu na primeira vez, a escola não permitiu", disse uma fonte. "Então ela disse que ela era pagã e que era um festival religioso e então eles permitiram, porque eles deram folgas a outras crianças para feriados sagrados." Jennifer Slocombe, um orientador educacional da escola, confirmou que os pedidos dos pais tem sido garantidos, mas disse que desde o incidente tem havido uma diminuição das faltas.
"Os três dias foram colocados como faltas autorizadas, mas nós temos subsequentemente explicado a todos os pais que eles não terão feriados autorizados a menos que haja uma boa razão para isso" ela disse.
"No fim de Junho e começo de Julho do ano passsado, muitos pais estavam tirando suas crianças, então em toda Islington houve um massivo aumento para tentar conseguir comparecer."
As crianças não deveriam tirar qualquer dia de folga, mas os diretores tem tido alguma discreção para autorizarem faltas, usualmente em caso de doença, consultas médicas, luto e feriados religiosos.
Nick Seaton, o presidente da Campaign for Real Education, disse: "Este é o tipo de situação que entramos por tentar agradar a todos. Uma das principais responsabilidades dos pais é garantir que as crianças percam o menos possivel da escola e, por outro lado, eu não acho que eles deveriam perder a escola por isso."
De acordo com o censo de 2001, existem mais de 30,500 pagãos na Grã Bretanha, embora este número cresce para algo em torno de 40,000 se wiccanos e druidas forem incluidos. Uma representante da Pagan Federation disse: "Nós somos uma minoria religiosa substancial e em termos de igualdade religiosa, os pagãos deveriam ter os mesmos direitos que todos."
O Governo tem decretado numerosas restrições aos pais que tiram suas crianças durante o tempo de aula, particularmente para feriados familiares. As escolas foram orientadas para considerar os dias de falta como não autorizadas.
Nacionalmente, mais de 250,000 alunos tiram ao menos um dia de folga da esco,a por semana. O Governo alega que as taxas de faltas estão caindo, mostrando que as escolas estão ficando mais sevreas em dar permissão às crianças para faltarem.

Fonte: Telegraph

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Brinde Anual

Duas notícias [Hull and East Riding & EDP24] do exterior relataram o folclore recuperado do Brinde Anual (Annual Wassail), um ritual de origem Anglo-Saxônica onde as pessoas fazem brindes para que o inverno se afaste e tenham uma boa colheita em seus pomares.
Um foi em Pickering Road, outro em Kenninghall.
Esses rituais neopagãos são conduzidos por um coordenador, um anfitrião ou um mestre de cerimônias. São conduzidos com música, canto, dança, bebidas e comidas.
A prática tem sua origem na Idade Média como uma troca de presentes entre os senhores feudais e vassalos, a título de caridade.
O hábito continuou especialmente nas áreas da Inglaterra produtoras de cidra (uma espécie de maçã) que acabou, como muitos produtos, sendo o nome da bebida alcoolica feita com ela.
As cerimonias de cada wassail variam de vilarejo para vilarejo, mas geralmente eles tem o mesmo elemento essenciais. Um rei e uma rainha conduzem os procedimentos e uma canção ou um tom procissório é tocado/cantado de um pomar a outro. A rainha será erguida até os ramos da árvore aonde ela colocará uma torrada que foi embebida no brinde da taça de cerâmica como um presente para os espíritos da árvore e para mostrar a eles as frutas que estes produziram no ano anterior.
Então a multidão reunida irá cantar e gritar, tocar tambores, potes e panelas, fazendo um barulho ensurdecedor até que um atirador dê uma saraivada final através dos galhos para se ter certeza que o trabalho está feito e então vão para o próximo pomar.[wikipedia]

domingo, 18 de janeiro de 2009

Padre abençoa o ritual da Lavagem

Desde que inventaram a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana), as pessoas são censuradas, proibidas ou reprimidas em suas manifestações sagradas. Não poderia ser diferente, pois existe uma enorme distância entre a crença popular e a crença clerical.
Pois bem, como de costume popular, aconteceu o Ritual da Lavagem da Escadaria do Bonfim, uma cerimônia onde comparecem diversas pessoas praticantes da umbanda, do candomblé, do catolicismo. Esse ano foi diferente:
Pela primeira vez em 254 anos de história, um representante da Igreja Católica vai abençoar os participantes da Lavagem do Bonfim, que ocorre nesta quinta-feira, 15, em Salvador. Quem garante é o padre Edson, vigário da Paróquia de Nosso Senhor do Bonfim. Segundo ele, os fieis que chegarem ao adro da igreja serão abençoados e poderão ouvir algumas palavras “para alimentar a alma”. O pároco afirmou que a iniciativa foi tomada por uma questão de “sensibilidade pastoral”. [A Tarde]
Eu esperava que fosse encontrar algum texto cheio de ódio e preconceito de algum pastor evangélico, mas eis que encontro de um católico:
Certamente esse gesto foi muito apreciado como forma de “diálogo” entre os credos, como forma de acolhimento das diversas culturas religiosas. As portas fechadas têm um significado didático: a Igreja não se abre aos cultos de falsos deuses! Eles estão fora da Igreja, no mundo secular (simbolizado pela rua). A Igreja, com as portas abertas, tem o mesmo significado, só que invertido, ou melhor, pervertido. A Igreja recebe e abençoa esse culto, tudo em nome do “amor fraterno” e do “diálogo inter-religioso”.[Danilo Augusto]
Muito embora a Umbanda e o Candomblé tenham suas raízes nos cultos dos africanos que para cá foram trazidos, eles podem ser considerados Mesopagãos, uma vez que assimilou imagens, práticas e crenças do Catolicismo em voga. Em muitos sentidos, ambas as religões estão em uma região transitória entre o Paganismo e o Cristianismo. O Cristianismo deve muito do seu sucesso ao sincretismo e ao ecumenismo, muito embora tente negar suas raízes vindas do Paganismo Clássico.
As pessoas estão tão cansadas de ouvir um padre ou pastor, em sua arrogância, dizer como e de que forma expressar suas crenças que é mais do que normal elas procurarem por alternativas e eu acho isso saudável desde que a mistura não cause danos psicológicos, nem favoreça ao aparecimento de cultos da personalidade.
Enquanto se está buscando, a experimentação é livre, mas ao optar por um caminho, deve-se conhecê-lo e prezar seus princípios, não simplesmente inventar algo para satisfazer nossos gostos pessoais e dar a isto o nome de algum caminho, pois quem faz isto mente para si mesmo e para os outros. Mais do que serem sinceras e dedicadas, as pessoas devem permitir às demias pessoas a mesma libredade, desde que haja o mesmo respeito às religiões e às diversas opções, sem distorcer nem ocultar ambas.
O principal objetivo ao se optar por uma religião é obter a serenidade e a paz de espírito. Abusos e fruades devem ser combatidas, mas ações de intolerância, discriminação e preconceito são sinais de que ou a pesssoa ou a religião que ela optou não estão cumprindo com seus objetivos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Oh tempora, oh mores

O que é comum a toda a moral pagã é que, seja qual for, visa um fim humano, a organização da pessoa humana, não a transcendência dela. A moral pagã é portanto uma moral de orientação e de disciplina, ao passo que a moral cristã é uma moral de renúncia e de desapego. A moral epicurista é, no fundo, a tendência para a felicidade pela harmonização de todas as faculdades humanas – o que é, deveras, uma ideia de disciplina, pois que o é de coordenação. A moral estóica é uma moral de subordinação das qualidades superiores do espírito às superiores, mas superiores e humanas; o auge do cristismo está no sacrifício e na dedicação à humanidade espiritual, o auge do estoicismo na disciplina de si-próprio e na dedicação ao próprio destino, e, se à humanidade, à humanidade concebia civicamente. O estoicismo é a mais alta moral pagã porque é a moral pagã reduzida ao princípio abstracto que é a essência de todas as éticas do paganismo. A Disciplina é a única deusa ética dos estóicos; e é a disciplina, como dissemos, que é a base real das doutrinas éticas do paganismo. [Fernando Pessoa, em seu heterônimo Alberto Caieiro][As Tormentas]
Fernando Pessoa discorrendo sobre Paganismo e moral em tempos modernos se parece muito com os reconstrutivistas culturais com suas reivindicações absurdas, recheadas de nacionalismo, xenofobia, racismo, sectarismo. Independentemente de que seja um texto escrito por Fernando Pessoa, isso não torna o texto ou seu autor imunes a erro.
Paganismo são diversas religiões que existiam antes do Cristianismo se tornar a religião oficial do Império Romano, ou melhor, os povos antigos não identificavam sua religião como Paganismo, esta alcunha pejorativa veio após a institucionalização do Cristianismo.
Quanto a questão moral, pelo discurso da Igreja e teólogos, o Cristianismo parece ter o monopólio ou o privilégio de ser moralmente superior, sobretudo quando se fala das crenças e hábitos dos povos "Pagãos". A julgar pela história da Igreja e as noticias mais recentes, o Cristianismo está longe de ser o estandarte da moral que diz ser.
Diversos filósofos e pensadores falaram sobre a moral muito antes do Cristianismo sequer sonhar em nascer: Cícero, Tito, Seneca foram pensadores romanos com impressionantes obras sobre valores morais. Na Grécia Antiga, existiram duas escolas: a Estóica e a Epicurista. Destas, a Estóica influenciou e muito o pensamento moral Cristão. Mas nenhum desses filósofos e pensadores tinham o Paganismo como religião: a crença deles bem como de todos os povos antigos tinha ligação ou com o reino (celebrações em comum destes povos), ou com a cidade (celebrações a um Deus ou Deusa tutelar da cidade), ou pessoais (devoção a um Deus ou Deusa), provavelmente sem um nome institucional. Os pensamentos deles sobre a moral não eram uma preocupação de cunho religioso, mas comunitário e humano.
Nós, em nosso provincianismo, nos achamos moralmente mais civilizados do que os povos antigos ou povos tribais. No entanto, mesmo povos tribais demonstram ter um senso de ética que supera e muito nossos falíveis e limitados valores morais. As notícias do dia a dia são o maior exemplo, vemos constantemente ações criminosas motivadas por ganância, cobiça, inveja, ciumes, vingança.
Condutas éticas e morais são uma preocupação humana que independem de religião ou civilização, são princípios que não podem ser impostos, mas seguidos por serem o mais certo a se fazer, porque é o que se espera receber, é a medida da forma como respeitamos aos outros e a nós mesmos. Isso só é possivel quando a família e a sociedade dão ao indivíduo condições para a formação de seu caráter, quando quem discursa sobre esses princípios éticos e morais o faz porque segue e é exemplo desses princípios.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O ABC dos pais pagãos

Pais pagãos tem um objetivo singular - ensinar valores pagãos em um mundo hostil às religiões alternativas. As seguintes ideias e valores de criação pagã poderão te ajudar quando você considerar suas experiências na aprendizagem de seus filhos, independentemente da tradição que você pratica.
A é Ação. Suas ações e realizações falam mais alto. Se você quer que eles aprendam o caminho que escolheu, ensine-os com ações, não apenas com palavras.
B é Beleza. Mostre a seus filhos a beleza na natureza e dos outros seres vivos neste planeta. Ensine-os a preservar esta beleza para a posteridade.
C é Consistência. Mantenha os mesmos princípios e práticas. Mantenha suas ações consistentes com suas palavras.
D é Dedicação. Ensine seus filhos os Caminhos Antigos com projetos e artesanatos pagãos com eles. Projetos como reciclagem mostra a eles que fazendo o que eles puderem para ajudar a Terra é essencial.
E é Entusiasmo. Permita que seus filhos vejam seu entusiasmo pelos Caminhos Antigos e eles vão desenvolver isto também. Leve-os para caminhadas na natureza e outros lugares onde eles podem aprender a entender a Deusa [e o Deus] e suas criações para começar.
F é Fé. Fé neles mesmos e em suas habilidades ajudam a seus filhos a lidar com qualquer situação na qual eles se vejam envolvidos. Dê-lhes tarefas apropriadas para executar. O sucesso deles irá aumentar a autoestima.
G são Grandes Deuses. Ensine a seus filhos as divindades de sua tradição. Explique quem são eles e qual função eles tem em sua vida e rituais. Ensine-os cânticos simples que eles possam usar nos rituais deles.
H é Hoje é Sagrado. Celebre as datas sagradas de sua tradição com rituais e decorações apropriadas. Sabas e Esbas mostram a eles o que significa ser Pagão. Deve ser permitodo que eles participem tanto quanto for possível.
I é Imaginação. Sempre estimule a imaginação em seu filho. A imaginação de seu filho pode iluminar uma parte do caminho que você nunca notou antes.
J é Jovialidade. Sempre aborde o ensinamento de seus filhos com um espírito de jovialidade. Mostre a seus filhos a alegria de adorar a Deusa e o Deus e seguir os Caminhos Antigos.
K é Kilos de Conhecimento. Conhecimento é poder. Se seus filhos estiverem preparados, eles serão aptos a responder questões sobre suas crenças e defenderem-se de uma maneira educada contra aqueles hostis à suas crenças.
L é Lugar para Ouvir. Ouça seus filhos e eles aprenderão a ouvir os outros. Os pensamentos deles te dará uma noção de como eles veem o mundo.
M são Mitos. Os mitos de suas tradições irão deliciar e entreter tanto quanto ensinar. Estórias são uma boa forma de contar às crianças sobre suas divindades.
N é Nunca. Nunca esqueça de contar a seus filhos sobre o passado.
O é Organizar Rituais. Compartilhe com seus filhos o esplendor das paisagens. Realize rituais fora de casa sempre que possível. Ajude-os a entender que todas as coisas estão conectadas (e são sagradas) umas às outras.
P é Poder. Ensine-os a reconhecer o poder inerente em todas as coisas. Apresente-os ao poder pessoal e ao poder divino. Cuidadosamente os instrua no uso do poder e a responsabilidade que vem com isto.
Q é Questões. Seus filhos terão muitas questões ao longo do caminho. Sempre os responda com sinceridade e com o melhor de suas habilidades. Nunca reprima as questões das crianças.
R é Ritual. Rituais são uma parte importante de todas as tradições. Permita que seus filhos tomem parte conforme sua idade permitir.
S é Saber Compartilhar. Compartilhar é uma lição importante. Aqui está onde você deve ser o primeiro exemplo para seus filhos. Ao compartilhar os Caminhos Antigos, você está dando a eles um caminho honrado que eles podem seguir por toda a vida.
T é Tolerancia. Ensine seus filhos a tolerancia para todos os outros que compartilham este planeta. Lembre-os que não há apenas um caminho certo. Tolerancia, entretanto, tem limites. Explique que eles não devem tolerar abusos contra suas crenças.
U é Um Pouco de Compreensão. Seja compreensivo quando seus filhos tem dificuldade em entender algo novo. A compreensão deles aos Caminhos Antigos toma tempo e paciência.
V é Videncia. Videncia é algo que muitas crianças mais velhas irão gostar, especialmente quando procuram pelos seus animais de poder. Os animais de poder usualmente tornam-se muito importantes para as crianças, como algo que eles podem chamar quando estão sozinhos.
W são Watts de Sabedoria. Não há substituto para a sabedoria. Sabedoria é algo que seus filhos irão ganhar de suas instruções e das experiências deles. Ensine-os com sabedoria e você será recompensado.
X é Examinar. Examine seus principios e praticas constantemente para ter certeza que você não está enviando mensagens misturadas. Confusão e inconsistencia não ajudam.
Y é Ydeal para Você. Não gaste muito tempo se preocupando com seus filhos que te faça se esquecer de suas próprias necessidades espirituais e físicas. A forma como você se cuida se torna um exemplo, bom ou ruim.
Z é Zelo. Sempre compartilhe seu zelo pela vida, natureza e os Caminhos Antigos. Você será recompensado com a vontade de seus filhos em aprender tudo. Não se esqueça de elogiar seus filhos por um serviço bem feito. Você ficará alegre por tê-lo feito.
Fonte:
Cristal Forest

Os profetas das chuvas

Prestando atenção aos sinais da natureza, os profetas da chuva de Quixadá, sertão cearense, se reúnem todo ano para checar prognósticos de inverno ou de seca.
Clementino e os demais sertanejos observadores dos fenômenos meteorológicos fazem parte de uma tradição agrária das mais antigas da civilização humana. Guardam na memória experiências que vêm de muito tempo, de quando a vida dependia exclusivamente da agricultura e as condições climáticas eram fundamentais à sobrevivência da comunidade. A previsão do tempo pela observação dos astros, das plantas, do comportamento dos animais está presente num livro como As geórgicas, do poeta latino Virgílio (século 1 AC), obra erudita que influenciou os popularíssimos livrinhos editados em Portugal desde a Idade Média e que chegaram, quase do mesmo jeito, até os dias atuais, no Nordeste brasileiro – os Lunários perpétuos. São eles as matrizes escritas que ainda orientam os profetas da chuva de Quixadá.
"O estudo da previsão das secas é uma necessidade. A seca não deve ser estudada apenas com a razão, mas também com a intuição. Por isso valorizo todos os profetas que se reúnem neste momento. O Homo sapiens tem dois instrumentos na busca da verdade. Um é a razão, o estudo crítico da reflexão do hemisfério cerebral direito. O outro é o da intuição, instrumento que faz parte da estrutura biofísica e psicológica, e que tem sua razão de ser.
A intuição tem levado aos homens uma série de informações em benefício da humanidade.

O hemisfério sul, pela primeira vez, rompeu o equilíbrio ecológico. Até 2005, você não tinha ouvido falar de ciclone e outros fenômenos de natureza física no hemisfério sul. Isso não existia, foi decorrência da imprudência do homem. O desequilíbrio no hemisfério norte vem desde o século 19, com a Revolução Industrial. " [Caio Lossi - engenheiro, economista e astrônomo]
De onde vem esse conhecimento empírico do clima e como ele pode ser utilizado na viabilização do semi-árido? Existem métodos usados pelos profetas do Nordeste que já eram conhecidos no Oriente Médio há milênios, que provavelmente chegaram à Península Ibérica com os árabes e os judeus, e de lá vieram para as Américas.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Escatologia

A Mithos Editora relançou algumas de suas revistas em edição especial encadernada sob o título "Profetas, Magos e Bruxas". As matérias sobre profetas, a despeito da confusão feita entre estes e xamãs e oráculos, contém um tema muito frequente na cultura humana: a preocupação com o "Fim do Mundo".
Atualmente, a profecia do Calendário Maia relacionada ao Fim do Mundo é a mais citada e comentada. Os Maias podem ser considerados pagãos, mas nas culturas pagãs não havia essa preocupação com esse fim iminente e inevitável, o fim de um ciclo era apenas a véspera de um novo ciclo seguinte. Apenas nas culturas cristãs a idéia de "Fim do Mundo" resultou em uma paranóia.
As raízes dessa idéia de "Fim do Mundo" se encontra no Judaísmo, bem como no Monoteísmo em geral, na filosofia conhecida como escatologia.
A forma como profecia, religião e filosofia se mesclaram pode ser compreendida na cosmologia da religião transitória entre Politeísmo e Monoteísmo, que é o Zoroastrismo, o berço de conceitos como pecado, purgação e justiça divina.
Foram os Mazdeístas (seguidores do Zoroastrismo) que começaram a formular a idéia básica de que este mundo, a natureza e o corpo são coisas impuras e malignas que, por sua essência e constituição, sempre estarão em conflito e desobediência a Deus.
Os Israelitas assimilaram dos Mazdeístas a necessidade de rituais de purificação e purgação, por atos ou palavras que ofendesse a Deus, como um ato de reparação, o que desenvolveu a idéia de punição, castigo, juízo.
Mas esta justiça e juizo divinos ocorreriam apenas em circunstâncias ou épocas precisas, de acordo com regras e condições específicas e sobretudo para os Judeus isso implicava na vinda do Ha-Massiah: um anjo, um profeta, um rei que seria enviado ao Mundo com a missão de purificar seu povo do pecado. Após o juízo e o devido castigo aos ímpios e pecadores, o Mundo acabaria para dar lugar a um Mundo Novo, o Reino de Deus, onde apenas os puros e escolhidos de Deus habitariam.
Todas estas influencias convergiram para o Cristianismo que elevou até a histeria em massa a idéia messiânica, com profecias apocalípticas e movimentos milenaristas.
A escatologia recebeu recentemente uma embalagem mais contemporânea, travestida de ambientalismo. Toda a tônica alarmista sobre o Aquecimento Global é apenas o Juizo Final colocado nas mãos da Natureza, que está agindo para purgar e purificar a humanidade de seus erros, após o qual haverá um retorno à uma Era Dourada utópica e ilusória quando a Natureza e o Homem coexistiam em harmonia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Folia de Reis: ritual pagão

Nesta altura do ano, as figuras dos rituais do Solstício de Inverno assumem um profundo significado em toda a Terra de Miranda, que abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso. No entanto, há outros concelhos como Vinhais, Bragança e Macedo de Cavaleiros, igualmente procurados pelos apreciadores do turismo cultural e mitológico. Recorde-se que, por serem de origem pagã, o clero tentou proibir algumas das tradições ao longo dos séculos, mas continuaram a resistir dada a vontade popular em preservá-las. Assim, na década de 70 do século passado, estas festividades renasceram e algumas delas ganharam, mesmo, maior dimensão.
O Período dos 12 dias (como é designado pelos investigadores), desde o dia de Natal aos Reis, é a época alta para as festividades do Solstício de Inverno e quando Chocalheiros, Carochos, Sécias, Velhos, Farandulos, mascarados e vestidos com trajos espampanantes e por vezes de aspecto “demoníaco” saem à rua com alaridos e trejeitos próprios, trazendo às aldeias da região transmontana momentos únicos de alegria e diversão. A viagem ao universo destas figuras pode tornar-se inesquecível, sendo que para uns são assustadoras e para outros, apenas, rituais de iniciação e fertilidade. Cheias de simbolismo e interesse cultural, é comum ver por estas paragens, historiadores, antropólogos e turistas, que são cada vez mais arrastados pela curiosidade proporcionada por estes mascarados.
Planalto Mirandês é rico em tradições pagãs
Faça frio ou sol, novos e velhos ainda dão continuidade à tradição, como em Vale de Porco, no concelho de Mogadouro, onde o Chocalheiro ou Velho é representado por um moço que, vestido com um fato de serapilheira e uma máscara tauromórfica esculpida em madeira e com chocalhos à cintura, percorre as ruas da aldeia no dia de Consoada, numa autêntica algazarra no intuito de recolher esmola em beneficio da igreja, cujo culto pertence ao Menino Deus e Senhora da Conceição. “Como cada terra tem seu uso”, o percurso continua por outros locais, sendo que o difícil é assistir a duas celebrações no mesmo dia. Assim, outra das sugestões passa pelo Chocalheiro de Bemposta que, com o simbolismo da sua máscara, torna-se numa das mais emblemáticas figuras do Planalto Mirandês a sair à rua a 1 de Janeiro. Há muito tempo que este ritual é feito por promessa, uma vez que, pessoas no meio das aflições do dia, fazem uma promessa ao Menino Deus. Sendo praticamente impossível descrever a pureza desta figuras, tomamos rumo à aldeia de Bruçó, no concelho de Mogadouro, onde, na manhã do dia de Natal, dois casais saíram à rua. Por um lado, o Soldado e a Sécia e, no outro, um par de Velhos, todos mascarados e vestidos a preceito. Já na rua, as personagens ganham vida própria e os mascarados iniciam funções: Sécia, protegida pelo Soldado, é uma mulher mundana, “de vida fácil”, que, ao longo do trajecto, é assediada pelos rapazes com mais coragem, enquanto o valente Soldado atira umas valentes “ cinturadas” a quem dela se aproximar.
Para terminar este roteiro mitológico, fica a sugestão das Festas das Morcelas ou da Mocidade, dedicadas a São João Evangelistaque têm lugar a 27 de Dezembro na aldeia de Constantim, no concelho de Miranda, e que constitui um dos exemplos mais emblemáticos destes rituais que se prolongam até ao Dia de Reis e onde os actores principais são o Carocho e a Velha.
Autor: Francisco Pinto, Jornal Nordeste, Diário de Trás dos Montes

domingo, 4 de janeiro de 2009

A praga do politicamente correto

Hoje temos uma produção cultural da violência que faz com que aprendamos a justificá-la, a aceitá-la e a entendê-la como um componente natural da sociedade. E isso é demonstrado em vários níveis. Por exemplo, nas cantigas de roda infantis “Atirei o pau no gato” e “Marcha soldado”. [Dom Marcelo Resende, Prior do Mosteiro da Anunciação do Senhor na cidade de Goiás, em entrevista ao Comunidade Segura].
Uma tese de doutorado, defendida no início do mês na Faculdade de Educação da USP, analisou a presença do politicamente correto nos livros e cantigas infantis e concluiu que a presença destas expressões não contribui para uma melhora na educação das crianças.
Ilan Brenman, responsável pela pesquisa intitulada “A condenação de Emília: uma reflexão sobre a produção de livros politicamente corretos destinados às crianças”, é escritor de livros infantis e contador de histórias. Ele se interessou pelo tema porque é afetado no seu cotidiano profissional, por professores e leitores que reclamam de histórias com temáticas consideradas violentas ou inadequadas à infância: morte, guerra, ciúme, raiva etc.
Em visitas a escolas da Grande São Paulo, Brenman notou que os livros tradicionais infantis estão sendo substituídos por publicações que chama de livros de "boas maneiras" e sobre "preconceitos". Nessas cartilhas, ele conta que as histórias giram em torno de narrativas sobre bons modos e ausência de preconceito.
Nas histórias de livros politicamente corretos, Brenman vê outros problemas. "Esses novos livros escondem o conflito, não têm nenhuma incorreção, e impõem uma moral de fora para dentro. Nós observamos cada vez menos bruxas, lobos-maus, menos monstros".
Ele avalia que isso é ruim para a educação, pois "não adianta subestimarmos as crianças. Todas elas tem uma parte sádica, mas de alguma forma a criança se projeta na bruxa da história, e assim trabalha com seu lado agressivo". Ainda segundo o escritor, a família acabou passando seu papel na educação da criança e a escola, por sua vez, delegou seu papel aos livros.
A condenação de Emília
Brenman avalia que as últimas conseqüências dessa vigilância sobre os contos infantis, seria condenar personagens como a Emília, de Monteiro Lobato: "a Emília é famosa por sua rebeldia e por suas incorreções, e a graça dela está nisso". Tomando as últimas conseqüências do politicamente correto na literatura, o conto "'Negrinho do pastoreio' teria que passar a se chamar 'Afrodescendentezinho do pastoreio'".
"Nunca se publicou tantos livros e nunca houve tanta violência nas escolas", ressalta o pesquisador. Segundo ele, isso prova que não é possível estabelecer relação entre os dois fenômenos. Alguns livros infantis, cantigas e os videogames se transformaram nos "bodes expiatórios" da violência nas escolas, mas ela vem de múltiplos fatores como: a desestruturação das famílias, a falta de preparo dos professores, o excesso de alunos nas salas de aulas, etc. De acordo com Ilan, os educadores que fazem essa relação dizem prezar pela "paz nos contos infantis, mas essa é a paz dos cemitérios".
[Luiza Lafuente, em artigo no Jornale]

Nota da casa: Não é de hoje que a Igreja (e, às vezes, o Estado) tem essa mania de querer censurar ou de determinar o que é próprio ou não para ler. Se temos que censurar textos que são considerados os causadores da "cultura da violência", que seja censurada a bíblia. As verdadeiras causas dessa cultura da violência estão na estrutura da sociedade e do Estado atuais.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Se linguagens de programação fossem religiões

C seria o Judaísmo – É antigo e restritivo, mas a maioria do mundo está familiarizado com suas leis e as respeitam, como os dez mandamentos. Seus patriarcas, os sistemas operacionais, são mundialmente conhecidos. Contudo a questão é: você não pode se converter a ela — tem que estar nela desde o começo — ou que pensará que é insanidade. As pessoas também tem por costume culpá-la pelos problemas do mundo.
Java seria o Cristianismo tradicional — É teoricamente baseado no C, porém evita tantas antigas leis dele você não se sente no Judaísmo de jeito nenhum. Além disto, acrescenta seu próprio conjunto de leis rígidas que seus seguidores consideram de longe superior ao original. E não estão apenas certos de que esta é a melhor linguagem do mundo, mas tem vontade de queimar todos àqueles que a criticam, tudo em nome do seu deus, o Framework.
PHP seria o Catolicismo não praticante – Luta com Java por fiéis no mercado da Web. Toma uns poucos conceitos do C e do próprio Java, porém apenas aqueles que este realmente gosta como as quermesses. Talvez não seja tão coerente quanto outras linguagens mas pelo menos lhe deixa um sentimento de liberdade e um maior conforto com suas leis e a idéia central da doutrina. Também o conceito de goto inferno foi abandonado inteiramente.
C++ seria o Islamismo — Além de ter todas as leis do C coloca acima destas um conjunto complexo de regras novas. É tão versátil que pode ser usado para fazer várias coisas desde atentados terroristas até belas obras de arte. Seus adeptos estão convencidos de que esta é a última linguagem universal e se irritam com aqueles que discordam deste fato. Ademais se um infiel insultar seu profeta Bjarne Stroustrup muito provavelmente um seguidor radical irá ameaçá-lo de morte .
C# seria o Mormonismo — A primeira vista é a mesma coisa que Java. Porém com uma olhada mais profunda você percebe que ele é controlado por uma única corporação (o qual muitos Javeiros acreditam ser o mal) adorada no seu templo, o Visual Studio. Você pensa que ele provavelmente seria legal; isso se todos os fiéis do Java não te discriminassem tanto por segui-la.
Lisp seria o Zen Budismo — Não há sintaxe, não há deuses a serem seguidos. O universo todo está ao seu alcance — você só precisa estar sintonizado. Muitos dizem que esta não é uma linguagem de jeito nenhum; outros dizem que é a única religião que faz sentido.
Perl seria o Voodoo — Uma série de ritos com encantamentos que envolvem sangue e bonecos espetados são usados para fins imediatos. Geralmente utilizado quando seu chefe lhe obriga a fazer uma tarefa urgente às 10 horas numa sexta à noite.
Assembly seria o Espiritismo — Passa-lhe a idéia que você mesmo também pode ser um médium e entrar no mundo binário, mesmo que através de símbolos, sem a real necessidade dos lideres espirituais das outras religiões: os debbugers.
Ruby seria o Neopaganismo — A mistura de várias linguagens e idéias batidas em algo que pode ser reconhecido como uma linguagem. Seus adeptos crescem rapidamente e embora você os olhe com suspeitas, no geral, são pessoas bem intencionadas e com nenhuma vontade real de ferir ninguém.
Visual Basic seria a Maçonaria — Com a idéia de conseguir as coisas facilmente e se tornar rico vendendo rapidamente seus programas que são feitos rapidamente.
COBOL seria o Antigo paganismo – Uma vez isto dominava uma vasta região e era muito importante, mas hoje em dia está quase morto, para o bem de todos nós. Mesmo que muitos fiquem assustados com os rituais exigidos por suas divindades, há quem insista em mantê-lo vivo ainda hoje.
Python seria o Humanismo — É simples, irrestrito e tudo que você precisa seguir é o bom senso. Muito dos seus adeptos clamam estar livre do fardo imposto por outras linguagens e que eles redescobriram o prazer de programar. Contudo há quem diga que isto é apenas outra forma de algoritmo.
Lua seria a Wicca — Uma linguagem panteísta facilmente adaptável com qualquer cultura. Seu código é muito liberal permitindo técnicas que seriam descritas como mágica por outros acostumados com linguagens mais tradicionais. Tem uma forte conexão com o céu.
HTML seria o Ateísmo— Não há templos como os IDEs nas outras religiões, nem mentores espirituais como os compiladores. Não é nem mesmo uma linguagem embora muita gente ache que sim. É a falta de qualquer crença e ainda que existam “sugestões” de como fazer, ninguém realmente as segue.
Fonte: Administradores Malvados