terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher

Nesta terça-feira [hoje] é comemorado o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi reconhecida oficialmente pelas Nações Unidas (ONU) em 1999 e é uma homenagem às irmãs Mirabal, assassinadas a mando do ditador Trujillo, contra cujo governo na República Dominicana (1930-1961) haviam se rebelado.
Trata-se de umas das principais datas marcadas pela Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que inclui ainda 1º de dezembro (Dia Mundial de Combate à Aids), 6 de dezembro ( Massacre de Mulheres de Montreal) e 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).
O Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, assim como a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres têm como principal objetivo buscar reflexão e atitudes concretas de mudança em toda a sociedade (Fonte: UNESCO).
Mais de 50% das mulheres da América Latina e do Caribe já foi vítima da violência, revelou nesta terça-feira o Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação da ONU para a Promoção da Mulher (INSTRAW, na sigla em inglês).
Os números fazem parte de um estudo divulgado pelo INSTRAW por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, lembrado nesta quarta.
O trabalho destaca que a América Latina e o Caribe são lugares perigosos para as mulheres, já que mais da metade das mulheres da região foram alvo de agressões.
Sediada em Santo Domingo, a organização apontou que os níveis de violência de gênero na região são altos e deu como exemplo a Bolívia, onde 52,3% das mulheres de entre 15 e 49 anos foram vítimas de atos violentos cometidos por seus parceiros.
Este fenômeno também afeta o Haiti, onde 17% das mulheres foram alvo de violência sexual, enquanto 68% das peruanas sofreram violência emocional.
Na República Dominicana, o estudo estima que 24,8% das mulheres que vivem em áreas urbanas e 21,9% das de áreas rurais foram agredidas fisicamente durante algum período de sua vida, embora as denúncias não sejam feitas na prática.
O resumo do estudo divulgado à imprensa aponta que a violência de gênero "representa uma ameaça para a segurança humana tanto no continente, como no âmbito global".
"As mulheres e as meninas são especialmente vulneráveis às diferentes ameaças contra a segurança, seja em seus lares, por conflitos, ou por deficiência na governabilidade", acrescentou.
De acordo com o estudo, a segurança para as mulheres da região depende da criação de um círculo de proteção dentro de seus lares, assim como a defesa contra a violência e o assédio sexual em locais públicos e no ambiente de trabalho.
Além disso, ressaltou que a existência dessas situações exige e demonstra que o Estado tem que pôr em prática ações adequadas e concretas, dirigidas a satisfazer as necessidades das mulheres latino-americanas.(Fonte: EFE)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou o compromisso do organismo com a meta de erradicar no mundo as agressões contra a mulher. "A violência de gênero é um ataque contra todos nós, contra os alicerces de nossa civilização", afirmou em discurso durante o ato na sede das Nações Unidas.
Ban ressaltou que as mulheres são "as que dão à luz e cuidam de nossos filhos e, em muitos lugares do mundo, são as que semeiam os grãos que nos alimentam". Para ele, as agressões sofridas pelas mulheres são uma "abominação" que entra em contradição com o significado da Carta das Nações Unidas.
O secretário-geral da ONU insistiu em que os homens têm a obrigação de se mobilizar para erradicar essas práticas que perpetuam a pobreza e causam agravamento da saúde de toda a sociedade.
"A violência de gênero não pode ser tolerada em nenhuma de suas expressões, sob nenhum contexto ou circunstância, nem por líderes políticos ou governos", afirmou.
Ele lembrou que a ONU iniciou no ano passado a campanha global "Unidos para pôr fim à violência contra a mulher", que tem como meta erradicar este tipo de agressões até 2015, o mesmo ano que foi definido como marco para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Para poder medir o avanço em direção a esta meta, a organização inaugurou uma base de dados na qual serão registradas as medidas adotadas pelos 192 países-membros da ONU para combater as agressões contra a mulher.
A diretora do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, Inés Alberdi, lembrou em mensagem institucional que a convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher (CEDAW), de 1979, já reconheceu a segregação por gênero como a raiz da violência contra as mulheres.
Como consequência disso, a comunidade internacional decidiu, na Conferência Mundial de Direitos Humanos de 1993, reconhecer que os direitos das mulheres são direitos humanos, e que a violência contra elas constitui um abuso destes direitos, disse.
Alberdi ressaltou que "a meta pela qual as mulheres marcharam há já mais de um século por uma vida livre de pobreza e violência se estendeu a países de todo o mundo".
"Em todas as partes, as pessoas acreditam que a vida dos homens e das mulheres podem ser diferentes, e os governos têm a obrigação fundamental de respeitar, proteger, cumprir e fazer cumprir os direitos humanos", acrescentou.
A Unifem aproveitou os atos para chamar a atenção para a situação da população feminina no Afeganistão, país que, oito anos depois da queda do regime dos talibãs, continua sendo o lugar do mundo onde ser mulher é mais perigoso.(Fonte: Delas)

1 comentários:

Nana Odara disse...

Amore, hj a Rose Marie está em São Paulo, na PUC para o lançamento do livro dela...
Leva um beijo meu pra ela...
Bjins...