A capacidade de oportunismo das religiões majoritárias é surpreendente, essas instituições são capazes de distorcer pesquisas científicas para embasar suas próprias doutrinas, então não é surpresa alguma que a Igreja tenha usado a crise economica para se promover.
"A natureza é expressão de um desígnio de amor e de verdade. Precede-nos, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida. A natureza está à nossa disposição, não como 'um monte de lixo espalhado ao acaso', mas como um dom do Criador que traçou os seus ordenamentos intrínsecos dos quais o homem há-de tirar as devidas orientações para a 'guardar e cultivar'. Mas é preciso sublinhar também que é contrário ao verdadeiro desenvolvimento considerar a natureza mais importante do que a própria pessoa humana. Esta posição induz a comportamentos neo-pagãos ou a um novo panteísmo: só da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, não pode derivar a salvação para o homem."[Caritas e Veritates]
Aqui nós temos que separar a propaganda da Igreja em partes que se auto-explicam, como por exemplo que a base das afirmações seja a bíblia, muito embora esta mesma seja uma evidência suspeita em sua autenticidade, originalidade e confiabilidade.
Segundo a bíblia, a natureza deve se submeter ao Homem e nós estamos vendo as consequências desse comportamento "cristão". A natureza deve se submeter ao Homem por que esta foi a "ordem de Deus" e, como está escrito na bíblia, é verdade (apenas para citar o raciocínio circular muito comum entre cristãos). Falar que a bíblia contém contradições, erros ou absurdos é um atentado de "lesa-majestade" contra "Deus", coisa que somente acontece por obra do "Diabo" ou outro "argumento" ad-hominem que os cristãos gostam de usar com frequência para defender suas crenças.
Acontece que para bilhões de pessoas a bíblia não é um livro sagrado, portanto é irrelevante o que está escrito ali. Acontece também que para muitos o conceito de Deus não é o mesmo dos Cristãos, portanto é irrelevante o que este "Deus" ordenou. Acontece também que para muitos não existe essa paranóia/neurose chamada "salvação", portanto é irrelevante a existência ou a importância dessa doutrina cristã.
Em diversos outros tópicos eu escrevi sobre a farsa da salvação, do pecado e de como estas coisas são necessárias e levadas ao estresse/paranóia/neurose pelos principais interessados na histeria em massa: a Igreja. Também expliquei as nuances da crença do Paganismo quanto ao nosso papel nesse mundo, nosso devido lugar dentro (e não alienado, assenhorado) da natureza e de como somos/fazemos parte de uma rede intrincada que age segundo regras/morais naturais, não segundo regras/morais humanas.
O que sobra, portanto, é a denuncia sobre mais esse oportunismo fraudulento da Igreja, na esperança de que a humanidade em breve se livre dessa tirania.
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