segunda-feira, 20 de abril de 2009

Há uma esperança

Quem observou os ultimos acontecimentos deve estar agora com um pouco mais de esperança. Até a pouco tempo atrás os EUA se negavam a pensar ou considerar os efeitos do CO² ou da emissão de gases que provocam o "efeito estufa", causas prováveis do "aquecimento global" ou do conjunto de elementos que estão causando uma alteração no clima mundial.
Neste mês, os EUA mudaram sua posição, ao admitirem que: "O dióxido de carbono e outros cinco gases, que contribuem para o aquecimento global, são um risco para a saúde e bem-estar humano". Mais, existem planos para controlar a emissão de CO² e outros gases: "O Governo dos EUA inicia o processo para regular pela primeira vez a emissão dos gases aos quais se atribui o aquecimento global".
Ainda que se leve em consideração que a estratégia política dos EUA seja: "Depender menos do petróleo dos árabes; outro é cuidar, sim, do meio ambiente e reduzir a emissão de gases de carbono; e o terceiro é gerar emprego", ainda que consideremos que é muito pouco frente ao volume desses gases e aos efeitos percebidos no ambiente, é um começo.
Muito ainda tem que ser acertado e discutido. Nossa espécie vive atualmente da produção industrializada de bens e serviços. Isto demanda matéria prima, tirada da natureza e alguma fonte de energia, que no momento provém de máquinas alimentadas por energia elétrica ou comburente. As instalações, os meios de extração, as formas de refinação e distribuição dessa energia tem afetado o ambiente. Em outras palavras, teremos que repensar desde a base a economia de nossa sociedade, bem como o nosso estilo de vida.
Diante da espectativa de que: "O aquecimento global é irreversível e, mesmo se todas as emissões de gases-estufa fossem cortadas a zero, as temperaturas continuariam elevadas por mil anos", um passo é melhor do que ficar parado assistindo nossa geração e as vindouras perecendo por nossa ganância.

0 comentários: