Uma familia que vive em condições precárias por causa da incompetencia do Governo foi vitima de uma violência sexual e que foi vitima de uma violencia clerical agora se vê presa no turbilhão da controvérsia e da polêmica causadas pela disputa entre o Estado e a Igreja.
O caso parece mais uma reprise da Idade Média, com os representantes da Igreja manifestando publicamente seus julgamentos arbitrários e absurdos. Pior, não é um caso isolado ou uma manifestação da opinião de dom José Cardoso Sobrinho, em diversas outras circunstâncias o Vaticano e o Papa cometeram diversos deslizes que apenas aumentam as dúvidas sobre a autoridade moral e religiosa da Igreja.
A crítica tende a crescer, enquanto não acontece uma ação mais efetiva, seja pelo Estado, seja pelos Católicos. O Estado, apesar de ser laico pela lei, não irá agir com receio das consequências eleitorais, o que deixa aos Católicos uma decisão imediata: ou se segue a Igreja e se concorda com seus absurdos, ou se abandona a Igreja e se protesta contra seus absurdos. Eu torço muito pela segunda opção.
A história demonstra inumeras razões para que a humanidade acabe com esse antro de intolerância, preconceito, ignorância e hipocrisia.
Em toda sua história, a Igreja, desde que amealhou o poder do Império Romano, tem em sua ficha os mais diversos crimes, sendo o de pedofilia o mais recente. Então como uma instituição destas ou seus representantes ousam vir em público censurar o ato mais humano a se fazer quando uma gravidez é resultado de um estupro e ameaça a saúde da vítima?
Os Católicos, em apoio á família vitima dessa violência clerical, poderiam demonstrar a compaixão e a misericórdia cristãs, exigindo que o arcebispo faça uma retratação pública. Caso isso não aconteça, eu convido aos Católicos que compareçam às suas igrejas e decretem seu desligamento da mesma e busquem adorar a Deus ou ao divino em outros templos.
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