Kitana pergunta, no blog Pan Dea:
Conversando esses dias com a Lu e com outras pessoas pagãs ao longo dos meses, tenho percebido que a moda agora é defender o seu lado pagão, sua ideologia pagã, até aí tudo bem, mas o problema é quando a “prática pessoal” se torna “prática comunitária totalmente verdadeira iniciando uma nova vertente onde as demais são erradas e somente angariam fiéis em nome da publicidade”. Até parece discurso Evangélico, repararam? Aí até a Deusa quer puxar os cabelos.
Então por que isso de agora ter esse fanatismo pagão? Onde a minha vertente é melhor que a sua, onde eu fui a(o) iluminada(o) das divindades e o resto é tudo charlatão.
Quem somos nós para saber ou criticar de que modo cada um foi tocado pelas divindades?Vejo escritores falarem publicamente mal dos outros, vejo pessoas se unindo a outras só por que determinada pessoa é famosa e com isso vai trazer mais leitores, palestrantes e publicidade, vejo pessoas defendendo a criação de “panelinhas pagãs” onde todos se esquecem que é na diversidade e nas trocas que se aprende mais.
Que isso gente? Cadê o idealismo pagão de ser livre, sem preconceitos, onde todos aceitam a vontade de viver livre de cada um? Onde todos respeitam o credo alheio como gostariam que respeitassem o nosso?
Eu respondi:
PC não é Personal Computer nem o finado PC Farias. PB não é o Estado da Paraíba. PC é a praga de nosso mundo atual: o Politicamente Correto. PB é o Paganismo Brasileiro.
Fanatismo? Não, tolerância, meus caros. Tolerância não é aceitar nem gostar. Nossos antepassado toleravam outras formas de culto e outros Deuses/Deusas, mas NUNCA misturaram as coisas. Freqüentavam outros templos e ouviam o que os sacerdotes tinham a dizer, mas NUNCA ficaram aceitando qualquer coisa.
Infelizmente as palavras 'fanatismo', 'radicalismo', 'intolerância' e 'fundamentalismo' têm sido usadas para CALAR o livre pensamento. Nossos antepassados discordavam e discutiam...então por que esse estresse quando alguém discorda e/ou defende os princípios das religiões pagãs? Porque é mais confortável, é mais agradável, não nos 'prende' a compromisso algum nem exige qualquer mudança em nós...está aí na Wicca Cristã um bom exemplo.
Em outras palavras, eu tenho que ter coragem de dizer não à essa ditadura do PC no PB, eu tenho que ter a coragem de falar as verdades que doem, eu tenho que ter a coragem de defender os princípios que fazem do Paganismo, da Bruxaria e da Wica o que estas coisas são, contra o comodismo, o conformismo, o modismo, a hegemonização, a uniformização.
Para muitos, é muito mais atraente esse ecletismo sem eira nem beira, mas qual imagem que isso aparenta senão de futilidade?
Questionar, debater, discutir fazem parte de qualquer religião saudável, viva e vibrante.
Não deixa de ser um 'fanatismo' querer calar quem defende os princípios dessas religiões e -sobretudo!- defender os princípios e conceitos mais básicos daquilo que forma a linguagem, senão vamos todos a voltar a falar por grunhidos.
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